Paul Henri Schelfhout, da Finangeste, na inaguração, com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira

Os prédios em frente à antiga EDP foram inaugurados, a 9 de Setembro, depois de terem sido todos reabilitados, num investimento (compra e recuperação) a rondar os 10,5 milhões de euros. Estes cinco blocos, com 73 apartamentos, nunca foram acabados e estiveram abandonados durante mais de dez anos, sendo vandalizados, pilhados e utilizados como abrigo.
O imóvel pertencia ao Santander, após a falência do empreiteiro, tendo sido adquirido pela Finangeste, que recuperou os prédios. Os apartamentos têm acabamentos de luxo e áreas generosas, assim como pés direitos a rondar os três metros. O condomínio conta com piscina e com parque infantil. O empreendimento tem também sete lojas, que só irão começar a ser comercializadas em breve, até para garantir que, quando abrirem, já haja moradores no empreendimento.
Segundo a empresa, cerca de metade dos apartamentos já estão reservados. A maior parte dos clientes (dois terços) são locais, revelou Paul Henri Schelfhout, administrador da Finangeste. Faltam agora os últimos certificados que irão permitir finalizar as escrituras e começar a habitar os apartamentos.
“Há momentos em cada projecto em que os donos de obra têm que tomar uma decisão para onde é que este vai”, disse, aludindo aos acabamentos e outros factores que encarecem as habitações.
“Pela dimensão, pelo desenho e pelo impacto na comunidade este projecto mereceu uma decisão arrojada: investimos mais por metro quadrado em custo de obra do que qualquer outro projecto na zona”, explicou. Segundo o promotor, o valor nesta zona varia entre os 1300 e os 1400 euros e neste caso cifra-se nos 1700 euros. A obra envolveu cerca de 150 trabalhadores e a empresa privilegiou o trabalho com empresas locais.

OUTRO PROJECTO EM VISTA NA CIDADE

A Finangeste continua “atenta a todas as oportunidades de negócio” nas Caldas e na região, sendo que actualmente está focada em projectos noutras cidades.
“Temos um projecto em análise nas Caldas, mas não sabemos se vai para a frente”, disse Paul Henri Schelfhout, escusando-se a revelar qual o imóvel em análise.
Na inauguração do Caldas Terrace, o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, salientou o esforço que a autarquia está a fazer em termos de regeneração urbana, com investimentos na pavimentação das ruas da cidade e com programas de reabilitação que permitem aos proprietários o acesso a vantagens na recuperação dos edifícios. “Tem havido vários imóveis a ser reabilitados, mas nenhum com esta dimensão”, destacou. O autarca lembrou que a construção destes blocos “sempre esteve envolvida em alguma polémica”, no entanto foi licenciada e iniciada, pelo que urgia reabilitar os mesmos.
Está ainda a ser feito o estudo paisagístico com a ESAD para ordenar a zona de pinhal adjacente. Até ao final do ano está prevista a inauguração do hotel e do antigo pórtico da Secla que será um espaço expositivo. A obra já foi feita. “A reabilitação da pintura de Hansi Stael está quase concluída e está a ser programado o espólio a apresentar”, revelou. Prevista está também a pavimentação da estrada entre São Gregório e a rotunda da EDP.