Candidato à Presidência da República veio às Caldas de comboio para uma “visita de proximidade”

0
41
João Ferreira à chegada à estação das Caldas, com dirigentes do PCP e da Comissão pela Defesa da Linha do Oeste | Fátima Ferreira

João Ferreira enalteceu a luta pela modernização da Linha do Oeste e o direito à mobilidade

João Ferreira chegou à estação das Caldas pouco passava das 11h00, num comboio vindo de Meleças e que o candidato à Presidência da República apanhou no Bombarral. Uma viagem que correu melhor do que a da última vez que tinha estado nas Caldas, em que não conseguiu apanhar o comboio por este ter sido suprimido, e sem aviso. “Este só pode ser um bom sinal, de que a luta vai dando frutos e quero crer que o será também para esta candidatura, chegámos onde pretendíamos chegar”, disse aos cerca de 40 apoiantes que o aguardavam.
João Ferreira lembrou que o facto de já ter vindo várias vezes à região e falar com a população, ter alertado para a degradação da Linha e reclamado investimentos, é o que se espera de um Presidente.
“Uma proximidade com as populações, as suas dificuldades e anseios, mas que convém que seja genuína, verdadeira, não é aquela proximidade que anda atrás dos holofotes das televisões”, criticou.
Na opinião do eurodeputado, a requalificação e eletrificação da Linha é um “elemento essencial” para a afirmação de uma rede ferroviária nacional, para o desenvolvimento económico e social dos distritos que a linha percorre e também para ajudar a prevenir as alterações climáticas.

“Não há proximidade sem conhecimento da realidade”
João Ferreira

“Vamos continuar
a exigir
que as obras se concretizem dentro dos prazos
que estão estabelecidos”
Rui Raposo

O candidato valorizou os passos que foram dados pela Comissão de Defesa da Linha do Oeste e destacou que as obras para o primeiro troço, entre Meleças e Torres Vedras, o lançamento do concurso para o troço entre Torres e as Caldas e a inclusão do restante no plano de investimento, é fruto dessa persistência. Por outro lado, entende que é função do Presidente da República cumprir e fazer cumprir a Constituição, que integra entre outros direitos, o da mobilidade das populações, de desenvolvimento económico e social equilibrado, e a um ambiente de qualidade para todos. Se isso tivesse acontecido, o país estaria “numa situação diferente para melhor” e “com melhores condições de enfrentar momentos difíceis, como aquele que hoje vivemos em resultado da pandemia”, sustentou. Uma crítica à ação governativa, mas que João Ferreira centrou na função do Presidente da República, mas não apenas no atual como nos que o precederam. O comunista considera que “não há proximidade sem conhecimento da realidade” e garante que e voltará às Caldas, mesmo durante esta campanha eleitoral, para assinalar outras áreas importantes, como a saúde.
Rui Raposo, membro do executivo da comissão regional do PCP e ativista em defesa da Linha do Oeste, destacou que as notícias mais importantes para esta região nos últimos tempos são as que se relacionam com a evolução do processo da Linha do Oeste. “Passos gigantes” no que respeita à modernização, mas que exigem que se mantenham “vigilantes” e a “continuar a exigir que as obras se concretizem dentro dos prazos que estão estabelecidos”, alertou o dirigente.
Rui Raposo lembrou ainda que além das obras na linha e novas composições, são precisos passageiros e que esses ganham-se com horários que correspondam às necessidades das populações e preços, quer dos passes quer dos bilhetes, que sejam concorrenciais com os do transporte rodoviário. É ainda necessário garantir que as estações tenham comodidade para os passageiros, a informação sobre a circulação dos comboios seja dada ao minuto e que as estações estejam guarnecidas de pessoal que possa auxiliar os utentes, concluiu.