
A Câmara de Alcobaça fechou 2025 com um resultado líquido positivo de 5,5 milhões de euros (ME), registando um decréscimo de cerca de oito ME comparativamente a 2024, segundo o relatório de gestão aprovado por maioria na Assembleia Municipal.
O relatório, a que a agência Lusa teve acesso, justifica esta variação negativa “essencialmente pelo facto de em 2024 o município ter registado um resultado líquido bastante elevado (próximo dos 13,6 ME), impulsionado pela redução das provisões para riscos e encargos relacionados com a Cister Equipamentos,SA”, uma parceria público privada que a autarquia internalizou este ano, depois de um processo que se arrastava há mais de uma década.
Em 2025 os proveitos da autarquia totalizaram 58 ME (menos 3,1% que os 59,9 ME conseguidos no ano anterior) e as despesas ascenderam a 52,5 ME, mais 13% do que os 46,3 ME gastos em 2024.
Na despesa, as rubricas com maior peso foram os fornecimentos e serviços externos (16,2 ME), seguida dos gastos com pessoal (15,9 ME) e das transferências e subsídios concedidos (12,5 ME).
Comparativamente com 2024, as transferências registaram a maior subida, no valor de 2,3 ME. Os gastos com pessoal tiveram um aumento de 1,5 ME e a aquisição de serviços externos aumentou 1,4 ME.
Nos rendimentos, a maior fatia resultou dos impostos (22,6 ME), seguida das transferências no valor de 20,8 ME.
Comparativamente com o período homólogo, a receita de impostos, contribuições e taxas registou um aumento de 3,5 ME, relativo, sobretudo, ao Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas (IMT), que rendeu à autarquia 9,5 ME (mais 3,2 ME do que em 2024).
Ainda assim, segundo o relatório, o maior crescimento da receita foi registado na rubrica “outros rendimentos”, que aumentou cinco milhões de euros, resultantes da venda de 53 lotes na Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB).
A gestão da autarquia durante o ano de 2025, resultou numa execução de 71% das Grandes Opções do Plano (GOP), nas quais foram investidos 55,2 ME e ficaram por executar 22,4 ME.
O maior valor (30,7 ME) foi aplicado nas funções gerais, seguindo-se as funções sociais (17,2 ME) e as funções económicas (5,9 ME).
O relatório de gestão foi aprovado pela Assembleia Municipal na quinta-feira à noite, com os votos favoráveis do PSD, um voto contra da CDU e as abstenções do PS (4), do Chega (3) e uma da Iniciativa Liberal.
*com agência Lusa










