Autor: Redação

  • Dez meses em vez de seis para acabar uma obra

    Dez meses em vez de seis para acabar uma obra

    bancas2A duas semanas da data prevista para o regresso dos vendedores à Praça da Fruta, foram instaladas pela primeira vez as novas estruturas de venda. Na passada terça-feira, 28 de Outubro, foi simulada, com a presença dos vendedores, a instalação dos toldos e das bancas que irão ser utilizados na “nova” praça.
    Os vendedores continuarão a ter disponível o parque de estacionamento junto ao hospital para deixaram as suas viaturas após as descargas.
    Entretanto, na praça já foram colocados alguns bancos que, pelo estilo contemporâneo e materiais utilizados, têm gerado opiniões discordantes.
    Por colocar estão ainda os candeeiros que, de acordo com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, estão a ser reparados, uma intervenção que já dura há mais de 10 meses.
    O mercado regressará à praça no próximo dia 10 de Novembro, depois de funcionar durante 10 meses por detrás do Chafariz das 5 Bicas. Os vendedores mudaram-se para o recinto alternativo a 14 de Janeiro e previam regressar a 22 de Junho, mas a autarquia foi anunciando sucessivos adiamentos.
    Esta derrapagem de quatro meses nos prazos foi explicada pela autarquia pelo Inverno “rigoroso”, bem como pela necessidade de fazer algumas alterações ao projecto inicial ao nível das infra-estruturas, pois o que encontraram debaixo do solo não estava devidamente identificado. Os serviços, na elaboração dos prazos de concurso também “não terão levado em conta o prazo certo da componente artística da calçada, que é diferente da calçada normal, pois é muito mais minuciosa”, reconheceu o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, à Gazeta das Caldas em Setembro.
    Nessa altura foi também alterada a equipa de calceteiros.
    O tabuleiro poderia já estar terminado mais cedo não fosse o engano no desenho da calçada. O tabuleiro da praça é simétrico, com excepção das estrelas que são todas viradas com a ponta sudoeste, mas não foi esse o trabalho executado.
    O projecto da autarquia previa que as estrelas estivessem espelhadas e, quando os técnicos viram que os calceteiros continuavam a colocá-las na mesma posição ao longo de todo o tabuleiro, mandaram alterá-las. No entanto, tiveram que voltar a fazer como inicialmente, pois estava correcto, e o projecto é que não era coincidente com o empedrado original. Já no que respeita aos arcos e flores, “por erro de execução”, alguns não foram feitos de forma simétrica e, por isso, tiveram que ser alterados.

    As críticas da oposição

    A falha nas datas para a conclusão das obras é criticada pela oposição socialista e do CDS-PP. No seu blog, os vereadores do PS das Caldas referem que é “iniludível que o Sr. Presidente falhou todas as suas previsões” e acrescentam que invocar que o “alarde de datas inverosímeis e enganosas constitui uma estratégia para obrigar as empresas a concluir prazos é especialmente penoso de se ouvir”.
    Os vereadores socialistas revelam que esta estratégia não deu os seus frutos pois nenhuma empresa “deu importância” aos prazos prometidos. Por outro lado, exigem uma certificação escrita da tolerância, até Junho de 2015, dos calendários de financiamento dos fundos europeus.
    Também o vereador do CDS-PP, Rui Gonçalves, criticou a forma como as obras foram concretizadas, “sem apresentação prévia e aprovação em reunião de Câmara”. Em causa estão a colocação de contentores de lixo subterrâneos num local que não estava previsto no projecto original, a deslocação dos contentores para a frente do edifício da Junta de Freguesia, que depois foram mandados retirar pela Direcção Geral do Património Cultural, e a colocação de lugares de estacionamento junto ao tabuleiro da praça, na lateral norte.
    “Além das implicações negativas na circulação do trânsito, pela redução substancial da faixa de rodagem, estamos perante uma subversão conceptual ao projecto original, provocando o “asfixiamento” do tabuleiro, dificultando a visibilidade e o acesso aos peões”, denuncia o vereador centrista Rui Gonçalves na sua declaração sobre as obras da Praça.
    Este autarca critica ainda o facto de continuarem serem usadas soluções “rebuscadas, em cima do joelho, à ultima da hora e sob pressão, sem serem previamente pensadas e planeadas”, o que continua a constituir um “entrave” ao desenvolvimento da cidade.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Comerciantes revoltados com os “enganos” no tabuleiro  da Praça da Fruta

    Comerciantes revoltados com os “enganos” no tabuleiro da Praça da Fruta

    praca28Outubro2014aOs 10 meses que duraram as obras na Praça da Fruta provocou prejuízos vários aos estabelecimentos comerciais da zona. Há quem fale em 50% na diminuição das vendas e outros que dizem que o prejuízo ainda foi maior. Uns culpam sobretudo as obras, outros dizem que a crise e as grandes superfícies também não têm sido benéficas para o comércio tradicional.
    Gazeta das Caldas falou com vários comerciantes que dizem que o que mais lhes custa aceitar foram os enganos no empedrado do tabuleiro. Uma situação que, dizem, atrasou a obra e revelou a incompetência da Câmara e a falha na fiscalização.

    Deixei de vender mil por cento!

    Deixei de vender mil por cento! Simplesmente durante a maior parte dos meses das obras, os clientes desapareceram! Disse José Lemos, proprietário da Papelaria Pelicano, queixando-se sobretudo do período em que os passeios não estavam empedrados.
    Esta papelaria que antes se dedicava apenas à venda de livros e material escolar, agora comercializava no verão chapéus de sol, guarda-ventos e brinquedos de praia. Habitualmente José Lemos colocava estes produtos de praia à porta do seu estabelecimento comercial. Com as obras não valia a pena e por isso este ano “nem sequer os pus à venda”, disse o comerciante.
    Os dias de venda de material escolar também já não são os mesmos, mas isso deve-se sobretudo às grandes superfícies “que vieram dar cabo do comércio tradicional das Caldas”, disse o responsável comentando que há dois anos teve que inclusivamente oferecer os livros escolares comprados para Moçambique.
    Mas o que de facto custa a José Lemos é como foram possível os enganos no empedrado da praça. “Então mas não há fiscais? Como é possível fazer e refazer? É inacreditável!”, afirmou.
    Apesar de haver uma grande expectativa com o regresso do mercado diário à Praça ao seu local de origem, comerciantes como José Lemos temem que este espaço perca o dinamismo. E porquê? “Olhe, o primeiro erro foi quando tiraram os autocarros do Largo de Termal que fez diminuir o fluxo dos turistas”. E depois, “o aparecimento das lojas dos 300, dos chineses e dos hipermercados deram a machadada final no comércio tradicional”. Actualmente a Pelicano tem apenas uma funcionária, mas já chegaram a ser três, “pois duas não davam conta do recado”.

    As pessoas passam, mas não entram!

    Rita Machado é uma das responsáveis da Pastelaria Belo Monte e gere o espaço há um ano. A partir de Janeiro, altura em que começaram as obras “notámos uma grande diferença no movimento em relação aos quatro meses prévios”. A maior diferença foi sentida aos sábados que entes eram animados e que agora têm muito menos gente. “Não sei se será só por causa das obras da praça… a própria crise não ajuda nada”, comenta a responsável, queixando-se  que agora até há muita gente a passar “só que não entram!”.
    Agora Rita Machado aguarda pelo breve recomeço da Praça, não só para o retorno do dinamismo do espaço como também espera que os próprios comerciantes retornem aos cafés para tomar o seu pequeno almoço, dado que não convém que se afastem muito dos seus locais de venda.
    Na sua opinião, a Câmara das Caldas poderia proporcionar algumas actividades de animação da Praça da Fruta. Se assim for “nós também faremos o esforço de estar abertos até mais tarde”, rematou a empresária.

    A facturação baixou cerca de 35%

    Quem também se sente muito prejudicado é Paulo Leal, da Padaria Morgado (antiga Upacal). Embora a pior altura tenha sido quando o trânsito esteve interrompido na Praça, o facto das obras se terem arrastado por mais meses do que se esperava, fez com que o prejuízo fosse maior do que contava.
    Para além dos vendedores e clientes do mercado terem deixado de frequentar o seu estabelecimento, também os turistas andaram mais afastados desta zona da cidade devido a esta intervenção.
    “Já não falar dos clientes que perdemos com o encerramento do Hospital Termal, que trazia muita gente para aqui”, adiantou. Paulo Leal também não compreende como é que os candeeiros da Praça, que foram retirados há 10 meses, ainda não estão prontos para serem colocados.

    O que foi feito é importante pois há muitos anos que não
    se fazia nada

    José Filipe, da Tabacaria Ibéria, até concorda com as obras pois na verdade, as coisas “têm que se renovar, o que foi feito é importante pois há muitos anos que não se fazia nada, estava tudo na mesma.”
    A única coisa que o comerciante lamenta são os enganos no empedrado da praça. “Toda a gente sabia que seria trabalhoso, agora andar a fazer e a desfazer… não se admite. Penso que é algo que não deveria ter acontecido”, afirmou. José Filipe acha mesmo que o atraso por causa dos enganos no tabuleiro são mais difíceis de aceitar.
    O empresário diz que durante os meses das obras teve um decréscimo nas vendas na ordem dos 30 a 40%. “Não dava mesmo para passar por aqui, não havia passeios. E quando chovia era só lama por todo o lado”, disse. José Filipe recordou que também não ajudou ter tido um Verão “que mais parecia Inverno”. Na sua opinião, seria também vantajoso poder apostar nalguma animação com o objectivo de voltar a atrair pessoas de novo para a Praça.

    Falta de estacionamento afasta clientes

    Joel Santos, da Drogaria Aliança, também se sente prejudicado pelo período em que decorreram as obras e conta que terá deixado de vender 50% do que comercializava antes da intervenção. E isto porque “as pessoas deixaram de ter onde estacionar e por isso preferem ir às grandes superfícies, acabando com o comércio tradicional na cidade”, disse.
    Agora, na sua opinião, é tudo uma questão de hábito e não será fácil retomar a ida ao pequeno comércio. O maior abalo foi sobretudo aos sábados, altura em que tínhamos “muitos clientes de Lisboa e oriundos dos arredores que agora, com as obras, simplesmente deixaram de vir”, disse. Com o final das obras, Joel Santos espera que as vendas possam melhorar, mas a falta de estacionamento deixa-o um pouco apreensivo. “Agora o tempo dirá”, comentou.

    Não foi assim tão mau

    Rogério Ribeiro à frente da retrosaria José Ribeiros & Filhos Lda. há mais de duas décadas, acha que o impacto das obras “não foi assim tão mau”. Reconhece que era inevitável o tempo da obra, que houve alturas em que era difícil a circulação das pessoas, mas de facto os dez meses de intervenção “não causaram assim tanta mossa”. Está mais preocupado com excessivo tempo quente do que propriamente com o tempo em que a circulação era mais difícil.
    Agora com o que não se conforma é com o facto de “estar a demorar tanto tempo por causa dos enganos no empedrado do tabuleiro”. O comerciante tem dificuldade em perceber, não só a demora como também não entende se não há fiscais que façam o seu trabalho. “Creio que os seis meses inicialmente previstos tinham sido tempo suficiente”, disse o comerciante. Lamenta por isso que o prazo das obras tenham descaído um pouco, mas diz que a diminuição nas vendas já se vinha a registar mesmo antes da intervenção. Há três anos registou menos 30% nas vendas e em relação ao ano transacto “terá diminuído mais um pouco entre os 10 e os 20%”.

    Eles perderam o controlo disto

    Também o Café Central se ressentiu muito durante a realização das obras. Segundo Luísa Pião, “em temos comerciais foi do pior que se pode imaginar pois facturámos uma média de 60% a menos do que o ano passado”. Com o arrastar da intervenção durante o Verão, época em que têm sempre mais clientes, a situação ainda piorou mais. “As obras e o barulho afastaram todas as pessoas aqui do centro”, disse. Embora tenha continuado a abrir o café durante as noites do Verão, “foi sempre a perder dinheiro”, contou. Chegou mesmo a pensar em fechar o estabelecimento e ir-se embora. Mas só não o fez porque é proprietária do imóvel e por isso não tem de pagar nenhuma renda.
    Luísa Pião queixa-se também da falta de informação por parte da Câmara em relação aos sucessivos adiamentos da reabertura da Praça. A única informação que recebeu foi no início das obras, altura em que foi anunciado que a obra estaria concluída a 20 de Junho. Depois disso não recebeu qualquer explicação da autarquia. “Cheguei a enviar um email ao vereador Hugo Oliveira, mas a resposta também não dizia nada. Acho que eles também perderam o controlo disto”, comentou.

    Felizmente não tenho sido muito afectado com estas obras

    Américo Bernardino, do Quiosque Bernardino, tem outra opinião. “Felizmente não tenho sido muito afectado com estas obras”, disse. Como o seu estabelecimento fica no topo da Praça, havia muitos clientes do mercado da fruta que não passavam por ali. Com a localização provisória do mercado nas traseiras do Chafariz das Cinco Bicas, o trânsito pedonal aumentou bastante e acabou por ter novos clientes. “As pessoas que vão lá acima têm de passar sempre por aqui”. Aqueles que habitualmente ali faziam as suas compras, continuaram a fazê-lo.

    Dificuldades no estacionamento

    A clínica dentária OralMed também não foi prejudicada com as obras, a não ser com as dificuldades no estacionamento para os seus clientes. Sara Couto, coordenadora da clínica, contou ao nosso jornal que os utentes se queixaram muitas vezes da dificuldade em conseguirem estacionar nesta zona da cidade e muitas vezes acabavam por chegar atrasados às consultas. De resto, não perderam clientes por causa das obras.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.com

  • Tigran Hamasyan foi a estrela do Caldas Nice Jazz

    Tigran Hamasyan foi a estrela do Caldas Nice Jazz

    _MG_7013Já começou o festival que traz o jazz às Caldas durante dez dias e que teve o seu ponto alto, até ao momento, na noite de sábado passado com o concerto do arménio Tigran Hamasyan. O arménio revelou-se um artista ímpar e impressionou a assistência que se rendeu ao seu profissionalismo.
    O evento iniciou-se na passada sexta-feira, dia 24, com um concerto de Melissa Oliveira (a luso-australiana que se apresentou num sexteto) e irá prolongar-se até ao próximo domingo, dia em que actuam os austríacos Donauwellenreiter.
    Além de trazer artistas internacionais de renome, o Caldas Nice Jazz está a dar a conhecer o que de melhor se faz em Portugal neste género musical.

    Sexta-feira –
    a inauguração

    O Caldas Nice Jazz iniciou-se na sexta-feira, dia 24, no grande auditório do CCC, com a actuação de Melissa Oliveira. Esta luso-australiana actuou num sexteto formado com Jason Palmer (trompete), J.A.M. (turntables e projecções), Rui Silva (guitarra portuguesa), José Carlos Barbosa (contrabaixo) e João Martins (bateria).
    Ficou patente a harmonia entre a voz de Melissa Oliveira, o trompete de Jason Palmer e os restantes instrumentos da banda que encontrou novas formas de usar a guitarra portuguesa, como apresentou no tema Pensamentos. Esta canção demonstra que “tudo se consegue no jazz”, conforme palavras da própria Melissa Olveira.
    No final do concerto J.A.M. destacava o carinho do público português em geral, e do caldense em particular. “Cada vez mais percebo porque é que as pessoas vêm a Portugal de férias. A simpatia das pessoas, a maneira semi-relaxada de viver… É um pais óptimo, tanto para viver como para férias” disse.
    Para o futuro está planeada a gravação do segundo disco, que será em formato CD e DVD.
    Contudo, e apesar da qualidade do cartaz, apenas 90 pessoas estiveram presentes neste concerto.
    Vérter Gomes, um dos espectadores, disse à Gazeta das Caldas que não conhecia a obra desta artista, mas que a achou “muito interessante pois conseguiu reunir todos os instrumentos, incluindo alguns que não são tanto de jazz”.

    Sábado – uma noite memorável

    A noite de sábado, dia 25, ficará certamente na memória de todos os presentes no grande auditório do CCC. O concerto de Tigran Hamasyan, pianista arménio que toca desde os três anos, trouxe mais de 200 pessoas ao Caldas Nice Jazz.
    Tigran Hamasyan apresentou-se num trio composto também por Arthur Hnatek (bateria) e Sam Minaie (baixo eléctrico).
    O público presente no grande auditório recebeu o pianista com uma grande ovação e voltou a soltar uma grande salva de palmas no fim da primeira música. O artista agradeceu e presenteou o público com uma canção nunca antes tocada ao vivo (dividida em duas partes intituladas: The greed e Out of the greed) e que irá sair em finais de Janeiro, no novo álbum, o quinto deste pianista.
    O público voltou a dar-lhe um forte aplauso.
    O pianista arménio demonstrou tocar este instrumento com grande mestria, fazendo da sua obra uma autêntica celebração à vida, ora calma e introspectiva, ora agitada e expansiva.
    No final o trio prestou uma demorada e sentida vénia à plateia que o aplaudiu de pé. A pedido dos presentes, os três músicos voltaram ao palco para uma última composição. Despediram-se e o público pediu mais… Voltou Tigran Hamasyan para tocar uma última música a solo. “We love you” ouviu-se da plateia.
    Tigran descreveu este espectáculo como sendo uma grande noite para si, destacando depois a audiência sempre reactiva naquele que era apenas o segundo concerto da sua tour. O pianista já havia estado em Portugal com este trio, no festival Músicas do Mundo, em Sines, e admite que é sempre muito bom estar cá. “Há uma grande conexão com o público, consegues mesmo sentir a energia que eles te dão”, disse à Gazeta das Caldas.
    Durante a manhã actuaram, pelas ruas da cidade, os Cottas Club Jazz Band.

    Domingo – Jazz no hotel

    Na tarde de domingo o Sana Silver Coast Hotel recebeu um concerto de Vicente Valentim. O pianista actuou num trio com João Fragoso (contrabaixo) e Guilherme Melo (bateria).
    Para o hotel é importante “estar envolvido em todas as acções da comunidade, para além de se associar a um evento com tamanha importância nacional e internacional”, afirmou Sofia Nogueira, sub-directora do Sana Silver Coast Hotel. Quanto ao concerto propriamente dito, “o bar esteve muito cheio e correu tudo bem, só achei que foi curto demais…!” afirmou esta responsável. A sub-directora estimou o público presente em mais de meia centena de pessoas.
    Maria do Rosendo vive na Benedita e veio ao jazz às Caldas. Diz que esta iniciativa é boa para todos. “As pessoas têm acesso à música, à diversão, consomem mais, o que ajuda os cafés, e os artistas têm um espaço para se mostrar”. Esta beneditense viu o concerto no Sana e, como gostou, decidiu convidar as primas para irem ao café Capristanos no dia seguinte. “Devia haver mais vezes” afirmou.

    Segunda-feira – um café à anos 50

    O café Capristanos recebeu cerca de 40 pessoas que assistiram ao concerto de João Dias Ferreira. Mas muitos foram os que, por curiosidade entraram para ver o que ali se passava. À porta um casal conversa: “o que é isto?” – pergunta ele. “É música!” – responde ela.
    André Ferreira, que toca contrabaixo nesta banda, destacava o ambiente que se gerou no Capristanos. “Também por ser um café e por as pessoas estarem mais próximas formou-se um grande ambiente. Gostei muito de tocar aqui” disse.
    Rui da Bernarda, proprietário do café, relembrou o passado icónico deste espaço (que até tinha uma banda permanente), para projectar o futuro. O empresário pretende remodelar aquele espaço tornando-o mais atractivo para “voltar a fazer deste sítio um dos mais emblemáticos da cidade”. Este concerto faz parte dessa nova cara. “É fantástico ter o café cheio de pessoas para ouvir jazz, é o realizar de um sonho”, concluiu.
    João Ferreira veio de Lisboa e foi o jazz que o trouxe às Caldas. Entusiasmado, não teve dúvidas em afirmar que, a partir deste evento, a cidade entrou no mapa jazzístico nacional. “A partir de agora as Caldas passou a ser uma cidade onde o jazz é uma possibilidade”, disse.

    Terça-feira – auditório cheio na EHTO

    Na terça-feira, dia 28 de Outubro, o auditório da EHTO encheu-se para o concerto do duo composto por João Neves (voz) e Katerina L’dokova (piano).
    Foram cerca de cem pessoas, num auditório que tem apenas capacidade para 70.
    O director desta escola, Daniel Pinto contou à Gazeta das Caldas que este concerto faz parte do projecto educativo desta instituição. Para além disso, esta pode ser a primeira oportunidade para muitos alunos de assistir a um concerto de jazz.
    Francisco Alexandre, aluno da EHTO, é um desses casos. “Gostei bastante, principalmente da versatilidade dos artistas”, disse.
    Os artistas, no rescaldo do concerto, contavam que, “depois disto se algumas pessoas do público forem para casa pesquisar músicas do Fausto ou do Sérgio Godinho, ou outros compositores portugueses, já é um óptimo trabalho”.
    Os músicos tiveram oportunidade de passear pela cidade e saltaram-lhes à vista os pavilhões do parque. “É incrível o desperdício… Aquilo é demasiado bonito para estar assim…” afirmaram.

    Isaque Vicente

    ivicente@gazetadascaldas.pt

    Jazz até domingo
    Esta é a segunda edição de um festival que pretende tornar-se uma referência e colocar as Caldas no mapa jazzistíco nacional.
    Para além dos concertos internacionais (Melissa Oliveira, Tigran Hamasyan), o evento conta ainda com uma apresentação de cinco concertos de artistas portugueses em vários espaços da cidade (incluindo o concerto dos caldenses Raging Jazz previsto para a passada quinta-feira na ESAD).
    O festival segue hoje com um concerto de João Barradas, jovem acordeonista português que está entre os melhores do mundo e que tocará em quarteto com João Paulo Esteves da Silva (piano e acordeão), André Rosinha (contrabaixo) e Marcelo Araújo (bateria).
    Amanhã, sábado, um espectáculo do conceituado vocalista inglês Alexander Stewart terá lugar no grande auditório do CCC. A primeira parte deste concerto será feita por Cláudia Franco, uma revelação no panorama do jazz português.
    No domingo, último dia do festival, tocarão os Donauwellenreiter (Surfistas do Danúbio) que vêm de Viena. O quarteto é formado por Thomas Castañeda (piano e teclado), Maria Craffonara (voz, violino e percussão), Lukas Lauermann (violoncelo) e Jorg Mikula (bateria).
    I.V.

  • A família Bordalo Pinheiro reuniu-se para comemorar os 50 anos do novo edifício da escola

    A família Bordalo Pinheiro reuniu-se para comemorar os 50 anos do novo edifício da escola

    responsaveisalternativaNão podia ter corrido melhor a celebração dos 50 anos do edifício da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, antes Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Mais de 300 pessoas reuniram-se no designado “novo edifício”, no serão de 27 de Outubro para reviver memórias e reatar conversas que foram interrompidas para muitos durante bastantes anos.
    Os discursos tiveram notas afectivas e emotivas, que revelaram uma grande união entre quem faz e quem fez esta instituição. Como disse a actual directora, Maria do Céu Santos, é “sempre bom unir toda a família Bordalo Pinheiro”.

    Era grande a emoção à entrada da escola. Homens e mulheres de traje mais cuidado conversavam entre si e aproveitavam para pôr a conversa em dia, neste serão que era de celebração. Havia também alunos do curso de Turismo que serviam aperitivos aos convivas e do curso de Audiovisuais que fotografavam e registavam os momentos mais importantes desta celebração.
    Numa banca podiam ver-se os suplementos que a Gazeta das Caldas fez a propósito deste cinquentenário e também pins que assinalam o meio século do edifício inaugurado em 1964 pelas mais altas individualidades do regime de então.
    Entretanto, os convivas dirigiram-se ao auditório escolar e e aproveitam para conhecer uma exposição de trabalhos num percurso feito de memórias escolares.
    A cerimónia propriamente dita teve início com a leitura, por um aluno, do artigo publicado na Gazeta das Caldas há 50 anos, que noticiava a inauguração do novo edifício. As intervenções da noite foram entrecortadas com homenagens aos professores que leccionavam há 50 anos na escola e houve vários momentos de emoção. Era pela intensidade das palmas que se media o quão eram mais queridos ou recordados os funcionários e professores que estavam naquela época.
    Em representação do Conselho Geral Transitório da escola, o professor Manuel Nunes foi o primeiro a usar da palavra. Na sua intervenção relembrou que a constituição do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, em 2013, resultou da fusão desta escola secundária com o Agrupamento de Escolas de Sª Catarina e que tal aconteceu “por imposição legal” (numa clara alusão a uma medida que teve a oposição do corpo docente da escola caldense e das de Santa Catarina).
    Tendo já sido eleita a actual directora e tendo sido elaborado e aprovado o regulamento interno do agrupamento, vive-se agora a fase final deste processo, que é a constituição do Conselho Geral para os próximos quatro anos. Razão pela qual, a presidente do Conselho Geral Transitório em exercício, Manuela Silveira, entende que, “não deve participar em actos oficiais, como este, em virtude de estar ainda a decorrer a constituição do futuro Conselho Geral e o processo da eleição do presidente do mesmo”, explicou Manuel Nunes.
    Seguiu-se José Ventura, com um dos discursos mais aplaudidos da noite. A face mais visível da Confraria dos Antigos Alunos conquistou a plateia com o seu discurso emotivo e não burocrático sobre as suas recordações da escola e os encontros anuais que organiza, que ao longo dos últimos anos já reuniram mais de 900 pessoas.

    “Uma escola com um ADN muito próprio”

    A professora Dulce Soure traçou, de forma breve, a história da escola afirmando que esta “tem um ADN muito próprio, pois nasceu da necessidade da própria cidade que precisava dela”, disse. É que a actual escola Bordalo Pinheiro tem origem em 1884 como Aula de Desenho das Caldas da Rainha, dando resposta às necessidades da produção cerâmica da época.
    Da descrição histórica ainda fez parte uma chamada de atenção para o facto da mesma ter tido desde cedo cursos nocturnos. “Esta foi uma conquista que penso que devemos manter”, disse a oradora. Dulce Soure salientou também que em 1887 a escola se associou à Fábrica de Faianças e os alunos tinham aulas de Química nos laboratórios da própria unidade fabril, “algo bastante inovador para a época”.

    Cursos profissionais e ensino regular devem coexistir

    Num discurso voltado para o futuro da escola, José Pereira da Silva sublinhou a necessidade de autonomia da própria escola e o desafio de esta se manter fiel à tradição, continuando as apostas na formação de adultos e da aprendizagem ao longo da vida. Na sua opinião, é ainda necessário “resistir à ideia do regresso da escola técnica e do liceu pois nada o justifica, até porque a via profissionalizante nada tem a ver com a capacidade dos alunos”. Por isso, os cursos profissionais e o prosseguimento de estudos devem co-existir no mesmo estabelecimento escolar.
    O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, salientou a importância da Bordalo Pinheiro para as Caldas ao longo dos anos e deixou um recado à nova direcção da Bordalo Pinheiro para que “aposte muito em Sta. Catarina já que esta possui um grande pólo industrial e deve, por isso, envolver-se na comunidade industrial local e também na Benedita”.
    Para o edil, que antes foi vereador da Educação, a escola “deveria” desenvolver ali formação que vá para além do actual 9º ano.
    À Gazeta das Caldas, no fim da sessão, o presidente especificou que na escola de Sta. Catarina poderiam abrir cursos profissionais a partir do 10º ano e sugere que estes fossem de Técnico de Metalomecânica e Cutelaria. “Seria  uma área de intervenção interessante pois há muitas indústrias que poderiam receber os jovens em prática simulada e no posto de trabalho e assim contribuir para renovar o futuro daquela área”.
    No final do seu discurso, Tinta Ferreira afirmou que a cidade também está apostada em valorizar o patrono da escola e em tornar-se também numa cidade de Bordalo.

    Empresários devem trabalhar com escolas

    José Duarte, responsável da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEST) ficou impressionado com o sentimento de união que viu entre os convivas e sublinhou que daqui a uns anos seria importante ter na plateia “empresários que estejam disponíveis a trabalhar em sintonia com a direcção da escola, com a  autarquia e com o ministério”. O representante do Ministério da Educação sublinhou a importância cada vez maior dos cursos vocacionais pois o futuro destas escolas “passará por estas novas ofertas, em ter cada vez mais os alunos dentro das empresas”. Segundo José Duarte, actualmente, “alunos que saem dos curso profissionais para o mercado de trabalho já têm melhores salários do que muitos licenciados deste país”. Uma tónica claramente dissonante da defendida pelo professor Pereira da Silva sobre o futuro daquela escola.
    A directora, Maria do Céu Santos, agradeceu a presença de todos “nesta singela e reconhecida homenagem” e afirmou que a escola é “um modelo de instituição transversal” a muitas gerações pois por ela passaram “avós, pais, filhos e netos” em constante interacção com a cidade, a região e as empresas. Recordou também que neste estabelecimento escolar se formaram quadros que “garantiram a excelência do comércio, da indústria e dos serviços da cidade e da região”. A directora referiu ainda “o extraordinário corpo docente que todos os dias se reinventa para dar resposta aos mais variados problemas e desafios, cada vez mais complexos”.
    A sua intervenção terminou com a passagem de um filme da RTP sobre as Caldas da Rainha, filmado em 1965.
    A festa foi encerrada com a actuação do Coral das Caldas da Rainha, sob a batuta de Joaquim António Silva.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

     

    Alguns testemunhos

    AntonioRabacoMartins“Vínhamos de comboio do Bombarral”

    “Andei na Bordalo Pinheiro de 1952 a 1959. Fiz o ciclo preparatório, depois tirei o curso de Ceramista e também frequentei o curso de Serralheiro. Frequentei as antigas instalações junto à [antiga] PSP.
    Terminei primeiro o curso de Ceramista e depois ainda andei durante algum tempo no de Serralheiro, mas acabei por ir trabalhar para a empresa do meu pai. Desde essa altura trabalho na Pirotecnia do Bombarral, que é a minha vida.
    Naquela altura erámos dezenas de rapazes que vinham de comboio para frequentar as aulas na Bordalo Pinheiro. Uns vinham do sul, como era o meu caso porque vivia no Bombarral, e outros do norte (de Pataias e Fanhais, entre outras localidades).
    Normalmente juntávamo-nos todos na mesma carruagem, os oriundos do Bombarral, Óbidos, São Mamede, etc. Havia uma camaradagem tremenda e muitos dos meus amigos do altura tenho reencontrado nos nossos almoços anuais no restaurante ‘A Lareira’.”

    António Rabaça Martins, 72 anos, empresário

    NataliaAndrade“Foi aqui que aprendi as bases para o curso superior”

    “Comecei a estudar na Bordalo Pinheiro ainda nas antigas instalações e passámos para a nova escola quando esta foi inaugurada.
    Na altura tinha 15 anos e estava no 5º ano, tendo acabado por ficar na fotografia da inauguração do novo edifício. Ainda frequentei a secção preparatória nas Caldas e depois fui para Lisboa para tirar o curso de Engenharia Química.
    Foi aqui que aprendi as bases para o curso que vim a tirar. Os professores eram muito bons e fizeram com que pensasse em tirar um curso superior, o que naquela altura não era normal para uma mulher.
    Recordo-me de ter uma turma bastante engraçada e do conservadorismo que existia naquela altura. Lembro-me de ter tido vários castigos da parte do director, que para os tempos de hoje não fazem qualquer sentido porque eram inofensivas. A minha mãe chegou a ser chamada apenas porque eu tinha saído de aula pela janela.
    No novo edifício era melhor, por causa da novidade e porque havia melhores condições para a prática desportiva. Eu participava em campeonatos distritais organizados pela Mocidade Portuguesa.
    Também passámos a ter mais interacção entre rapazes e raparigas, o que não acontecia na escola antiga.”

    Natália Figueiredo Andrade, 65 anos, engenheira química

    JoaoBastos“O director foi percebendo a importância do desporto”

    “Saí desta escola há 41 anos para ir dar aulas em Lisboa, depois de ter sido professor de Educação Física durante 12 anos.
    Antes de vir para as Caldas estive a dar aulas no Algarve, mas como sou de Torres Vedras e a minha mãe estava muito doente, aproveitei a existência de uma vaga na Bordalo Pinheiro para vir para mais perto dela.
    Gostei muito de cá estar, porque tive uns alunos fantásticos. Eram jovens com muito amor pelo desporto e pela ginástica. As aulas eram felizes, não era preciso chatear-me com eles porque obedeciam-me.
    Também tinham uma boa relação com os meus colegas e com o director da escola, apesar de, por ser um homem de mais idade, não compreender muito bem as questões da Educação Física. O director queria era que eles estudassem, mas pouco a pouco foi percebendo a importância do desporto”.

    João Silva Bastos, 85 anos, ex-professor de Educação Física

    JoseSantaBarbara“Eu não estava talhado para ser um professor tradicional”

    “Fui professor de Desenho nos anos lectivos de 1962/63 e 1963/64. Embora tenha nascido em Lisboa, a minha família é de cá e considero-me também caldense.
    Na altura estava a dar aulas no Algarve, mas queria vir para cá, até por causa da cerâmica caldense, e acabou por se proporcionar vir dar aulas para a Bordalo Pinheiro. Ao mesmo tempo dava também aulas no Colégio Ramalho Ortigão.
    Passados dois anos acabei por me ligar mais à Secla porque o queria mesmo era trabalhar na cerâmica. Embora também tenha aproveitado a minha passagem pela Bordalo Pinheiro para fazer alguns trabalhos em cerâmica, com o mestre Raínho com quem tive uma boa relação.
    Foram bons os tempos que passei nesta escola, mas tive logo a sensação que não estava talhado para ser um professor tradicional e seguir um programa. Era tudo muito conservador.
    Já usava barba e acabei por a cortar porque não ficava bem a um professor naquela época”.

    José Santa-Bárbara, 78 anos, ex-professor e artista plástico

    JorgeAmaro“A escola tinha instalações magníficas”

    “Vim para as Caldas dar aulas em 1960, tinha então 26 anos. Fui professor de Contabilidade, Cálculo, Noções de Comércio, Matemática e mais algumas disciplinas.
    Estive durante dois anos lectivos no edifício antigo e depois viemos para a nova escola, que na altura tinha instalações magníficas.
    Acabei por casar com uma ex-aluna minha, Ana Maria Amaro, mas só começámos a namorar anos depois de ter sido professor dela. Isso também fez com que tivesse uma maior ligação afectiva às Caldas, apesar de ela ser natural da Madeira e ter vindo para esta cidade com os pais. O pai da minha mulher era um graduado da polícia e tinha sido colocado nas Caldas.
    Eu, a seguir ao 25 de Abril, fui colocado numa escola em Torres Vedras e onde acabei por me reformar.

    Jorge Amaro, 80 anos, ex-professor

    RosaRebeloHenriques“Foi muito bom quando a nova escola foi inaugurada”

    “Comecei a dar aulas em 1943 (depois de ter estado dois anos na Figueira da Foz) ainda no edifício antigo. Nessa altura as condições eram pavorosas e foi muito bom quando a nova escola foi inaugurada.
    Antes disso, as minhas alunas tinham de ter aulas no rés do chão do Palácio Real, onde funcionava o Tribunal que tinha o chão em cimento.
    Apesar das dificuldades, sempre conseguimos participar nas competições organizadas pela Mocidade Portuguesa, que era a entidade responsável por esse sector. Ainda fomos a várias provas.
    A seguir ao 25 de Abril, como alargaram os quadros de professores, acabei por ficar na escola secundária Raul Proença, onde me reformei em 1993”.

    Rosa Rebelo Henriques, 81 anos,
    ex-professora de Educação Física

    Testemunhos recolhids por:

    Pedro Antues
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Artista brasileiro traz a Óbidos a “Óbidos da Amazónia”

    Artista brasileiro traz a Óbidos a “Óbidos da Amazónia”

    Foto1Artista“Cronologia do cotidiano – De Óbidos para Óbidos” dá título à exposição que se encontra patente na galeria novaOgiva. A mostra é da autoria do artista brasileiro Francisco Klinger Carvalho, natural de Óbidos do Pará, que trabalhou com a comunidade obidense na construção da obra final.

    Pelos três andares da galeria novaOgiva é feita a ligação entre Óbidos no Pará (Brasil) e a vila homónima em Portugal. No terceiro piso, onde tem início a exposição, encontra-se uma instalação que resultou do trabalho com as crianças dos jardins-de-infância do concelho em que estas criaram barcos que o artista depois dispôs como se tratasse de uma “procissão” pelo rio Amazonas.
    De acordo com o autor, esta foi uma forma de se integrar em Óbidos. “Não queria apenas fazer uma exposição, mas ter contacto com a comunidade”, disse, acrescentando que ficou surpreendido com o interesse das crianças.
    No mesmo piso está também um conjunto de desenhos de estruturas de barcos, que mostra a importância que este meio de transporte tem para o povo da Amazónia. Há ainda um vídeo, que mostra uma viagem que o artista fez pela Amazónia, de barco.
    No andar do meio está um conjunto de trabalhos de 2011, como é o caso de várias imagens do Pará, às quais Francisco Klinger Carvalho associa o termo “Terra Incógnita”, também utilizado pelos portugueses quando chegaram à Amazónia. Às imagens foram também associados sons que vem coleccionando, desde 2008, para uma instalação que se chama “Amazónia Sinfonia de uma Lembrança”. “Esta é a primeira vez que utilizo o som junto com a fotografia numa intervenção”, disse à Gazeta das Caldas.
    Outra relação entre as duas terras é um género de altar escultórico em que foi utilizado como base um armário cedido pela associação Novo Mundo, que o artista inter-relacionou com um muro de tijolos, encimado por um globo com as duas terras assinaladas e interligadas. “De Óbidos para Óbidos” é o título.

    Contributo da comunidade

    Há muito tempo que Francisco Klinger Carvalho tinha vontade de fazer uma intervenção com uma obra cerâmica Rafael de Bordalo Pinheiro. Esse desejo passou a realidade em Óbidos, onde utilizou uma jarra do artista e em cima colocou uma carapaça de tartaruga, réptil muito usado na alimentação do povo da Amazónia.
    No rés-do-chão encontra-se uma instalação feita tendo por base objectos doados ou emprestados pelas pessoas de Óbidos, como cadeiras, cómodas, a porta de um armário, um candeeiro ou um violino. “A ideia inicial era que as pessoas chegassem com os objectos e me ajudassem a construir a obra”, contou o artista, que depois os “empacotou” com grades de madeira.
    Natural de Óbidos (Pará), Francisco Klinger Carvalho nasceu em 1966 e viveu na cidade até aos 19 anos, altura em que foi para Belém, também no Pará. Depois viajou para a Alemanha, onde viveu em meia dúzia de cidades. Mais tarde regressou ao sul do Brasil (Portalegre), depois mudou-se para a Colômbia, novamente Alemanha e agora regressou ao Brasil e reside em São Paulo. “Esse processo da viagem sempre me atraiu pelo empacotamento, como se fosse uma história do viajante, que cria uma relação com o lugar”, explicou, sobre o trabalho que desenvolve.
    Na inauguração, Ana Calçada, responsável pela rede de museus e galerias de Óbidos, destacou que este é o tipo de trabalho que querem desenvolver no concelho, de ligação com a comunidade. “Mais importante que o resultado final do artista a ideia é que o processo envolva as pessoas e as traga à galeria”, disse, acrescentando que as crianças já visitaram a mostra.
    A inauguração contou com um momento musical interpretado pelo artista francês Olivier Boussi.
    A mostra estará patente até 5 de Janeiro de 2015.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Thierry Ferreira tem uma escultura num parque urbano na China

    Thierry Ferreira tem uma escultura num parque urbano na China

    AutorPecaO escultor Thierry Ferreira regressou recentemente de Pingtan (província de Fujian, na China) onde participou a 11 de Outubro na inauguração do Parque de Exposição Internacional de Escultura daquela cidade. No local ficou uma réplica em bronze de uma escultura da sua série Cubic, que o autor fez no Brasil e que foi “replicada” na China, seguindo as suas indicações.
    Segundo o escultor, esta obra reflecte sobre a arte pública contemporânea, confrontando-a com a história da arte. “A obra contraria a tendência da escultura vertical, que potencia à exaustão a ideia de três dimensões, podendo por isso ser colocada em qualquer posição, forçando assim o espectador a sentir necessidade de visualizar todas as faces da escultura”, explicou Thierry Ferreira.
    O artista  foi convidado para fazer uma obra pública para este parque pelo escultor chinês e comissário do evento, Liu Yang, que conheceu numa residência artística, em Bento Gonçalves, no Brasil, em 2012.
    O comissário pediu-lhe uma réplica da obra realizada no Brasil, o que foi conseguido. A única diferença é que a obra original foi feita em pedra e sua cópia chinesa foi criada em bronze.
    O Parque de Exposição Internacional de Escultura de Pingtan integra um projecto urbanístico que se estende ao longo de um quilómetro, à beira do Lago Zhuyu. Sob o tema “Harmonia, Desenvolvimento e Sonho”, o parque integra 48 réplicas de obras de escultores de renome e artistas de todo o mundo feitas em pedra, aço inoxidável, bronze e fibra.
    Thierry Ferreira, enviou a maqueta da sua peça para a China em Abril do ano passado. Seguiu-se a produção do modelo e da fundição, com acompanhamento contínuo do processo através de videoconferência. Este trabalho à distância culminou agora na inauguração do parque em Outubro. Realizar uma obra à distância foi uma experiência diferente para o escultor que quando chegou à China se confrontou com a sua criação. “Foi estranha a primeira reacção. Calculo que seja similar à situação de “ver” um filho que não conhecíamos até então”, disse o autor à Gazeta das Caldas.
    O artista plástico que mora em Alcobaça há vários anos, formou-se na ESAD e agora prossegue o seu mestrado na escola de artes caldense.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • “O que mais me apaixona no Brasil é a alegria de viver das pessoas”

    “O que mais me apaixona no Brasil é a alegria de viver das pessoas”

    VaniaLoureiro-Vânia Loureiro
    Foz do Arelho
    26 anos
    Brasília – Brasil
    Bolseira de Doutoramento em Arquitectura e Urbanismo
    Percurso escolar: Escola Primária da Foz do Arelho, EBI de Sto Onofre (Caldas da Rainha), Escola Secundária Dra. Laura Ayres, (Quarteira), Universidade da Beira Interior (Covilhã)

    O que mais gosta do país onde vive?
    O que mais me apaixona no Brasil é a alegria de viver que está em todas as pessoas com quem me tenho cruzado ao longo deste ano. Há uma cultura de partilha e de entreajuda muito forte, e uma esperança constante num amanhã melhor.

    O que menos aprecia?
    O clima, sem dúvida. Aqui em Brasília o calor é frequente, mas alguns meses no ano a humidade do ar é muito baixa. Para quem teve a sorte de crescer no clima fresco da Foz do Arelho, a adaptação não é muito fácil.

    De que é que tem mais saudades de Portugal?
    Acima de tudo da família e dos amigos. Do cheiro forte a mar e do café expresso em qualquer esquina, tão bom e barato.

    A sua vida vai continuar por aí ou espera regressar?
    De momento a minha vida é aqui e esta já é, também, a minha casa. É um país encantador em muitos sentidos. Mas regressarei sempre a Portugal.

    “Aprendi a gostar de arroz com feijão todos os dias “

    O meu interesse, como arquitecta, passou sempre pela arquitectura feita pelos “não arquitectos”. Como bolseira de doutoramento na Universidade de Brasília, trabalho com favelas, estudo a sua forma construída e os seus impactos sociais. Colaboro também com um projecto que trabalha com o assentamento de comunidades “Sem Terra” que são localizadas em áreas rurais, longe de qualquer tipo de infra-estrutura básica. Ajudamos no planeamento do assentamento e das casas e procuramos soluções alternativas de baixo custo para promover a auto-suficiência das famílias e o uso sustentável dos recursos naturais disponíveis.
    O contraste social é ainda muito forte e injusto. Mas a assistência aos estudantes, por exemplo, é muito boa, começando pelo ensino superior público que é integralmente gratuito, desde a licenciatura ao doutoramento. As refeições na cantina custam cerca de 75 cêntimos.
    Aprendi a gostar de arroz com feijão todos os dias. É composição obrigatória no prato de qualquer casa, independentemente da origem no país ou da classe social. Mas a minha verdadeira delícia são as frutas e os sumos naturais.
    No meu dia-a-dia, ando a pé. Percorro uma distância de quase dois quilómetros para chegar à universidade e quando preciso de ir mais longe uso o transporte público. Não é perfeito, mas é bastante frequente e muito barato.
    O comércio informal movimenta a cidade e dá-lhe uma beleza própria. A parte da cidade onde moro é classificada como património da humanidade pela UNESCO por ser um exemplo de cidade modernista, foi projetada e construída de raiz para ser a nova capital do país. Mas por entre o “património arquitectónico”, só tenho onde lanchar – um “pão de queijo” ou um “açaí” – graças aos quiosques improvisados nos espaços amplos da universidade. Se subir a rua, ainda posso comprar um almoço, por menos de três euros, em pontos de venda que tão depressa se montam como desmontam, todos os dias. As pessoas sabem o que faz falta à cidade e usam isso a seu favor. É uma Brasília que não se vê nos “postais culturais” e de que gosto muito.
    O custo de vida parece-me muito semelhante ao de Portugal, desde o aluguer ao supermercado. Com excepção dos nossos vinhos portugueses, que chegam cá ao triplo do preço. Mas neste calor tão distante do mar, onde a humidade relativa do ar chega a descer dos 20%, a água de coco muito fresca ou a cerveja, sempre muito gelada, também são óptimas alternativas!

    Vânia Raquel Teles Loureiro

  • Troca de sementes levou cerca de 70 pessoas ao Campo

    Troca de sementes levou cerca de 70 pessoas ao Campo

    IMG_5544Cerca de 70 pessoas participaram no Encontro das Sementes Locais do Campo. A iniciativa do Núcleo de Desenvolvimento Local do Campo promoveu trocas de sementes biológicas entre produtores profissionais e particulares, mas também trocas de saberes. O evento, que se realizou na sede da ACR Campo, já vai na quinta edição e tem crescido de ano para ano.
    Liliana Silva, membro do núcleo, contou à Gazeta das Caldas que a ideia que esteve na base desta iniciativa foi a necessidade de preservar a biodiversidade. “Pensámos que os nossos avós ainda têm sementes, mas daqui a uns anos eles já não estão cá e perdemos isso, por isso era preciso preservar esse conhecimento”, descreve.
    É por isso que esta mostra é uma mistura dos conhecimentos ancestrais das pessoas da localidade, com os de especialistas da área. “Trazemos convidados para nos explicarem a importância de preservar as sementes e a biodiversidade, uns trazem-nos abordagens mais generalizadas, outros mais específicas”, explica.
    Na troca de sementes só entrou produção biológica, mas do programa constaram formações e debate sobre organismos geneticamente modificados, híbridos, agricultura biológica, permacultura e uma oficina de recolha e preservação de sementes. Um programa que ajudou ao sucesso da iniciativa.
    “Vieram quase o dobro das pessoas que tivemos no ano passado, mas estávamos mais ou menos à espera porque tínhamos um bom programa de formação”, refere Liliana Silva.
    Na parte final, realizou-se uma partilha de sementes. Quem visitou o certame teve ao dispor sementes e plantas de todos os géneros, como plantas ornamentais, produtos para hortas, como milho ou feijão, e plantas aromáticas. Entre os participantes contavam-se alguns estrangeiros a residir na região que estão a construir a sua própria horta.
    “A nossa ideia é promover a troca, há quem esteja em início da sua horta ou jardim e não tem sementes, mas há sempre quem tenha a mais e acaba por dar, não há nenhum intuito comercial”, sublinha Liliana Silva.
    O Núcleo de Desenvolvimento Local do Campo foi criado em 2009 como uma secção da ACR Campo “para promover o desenvolvimento sustentável” da localidade, conta Liliana Silva.
    O núcleo actua como factor de renovação do associativismo, convidando as pessoas da terra a debater na associação os problemas da localidade. Um dos exemplos mais recentes consistiu na elaboração colectiva de um projecto para a recuperação dos antigos lavadores públicos – onde antigamente as mulheres da terra lavavam a roupa – com o qual se candidataram ao Orçamento Participativo da Câmara das Caldas.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

  • Capela do cemitério dos Vidais restaurada com a ajuda de dólares canadianos

    Capela do cemitério dos Vidais restaurada com a ajuda de dólares canadianos

    1-Grupo_141827A capela do cemitério dos Vidais vai reabrir as suas portas este domingo, 2 de Novembro, Dia de Finados, depois das obras de recuperação de que foi alvo durante o último ano.
    A Comissão da Fábrica da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, da Paróquia de Vidais, conseguiu concretizar esta obra depois de realizar dois peditórios junto da população (nos quais obteve cerca de 14 mil euros) e de ter garantido também apoio financeiro por parte da Câmara das Caldas e da junta de freguesia em 25% do total da obra. A Associação Desportiva dos Vidais também contribuiu com cerca de 5000 euros na fase final da obra.
    Mais recentemente, a comissão recebeu um cheque de 30 mil dólares canadianos (21 mil euros) de um sindicato de trabalhadores do Canadá, que servirá para pagar as restantes despesas, para a compra de um novo sino, (o anterior foi furtado em 2011) e para o arranjo do altar.
    O sindicato canadiano foi fundado em 1953 e representa cerca de 40 mil trabalhadores da construção civil, muitos dos quais são portugueses. O apoio para as obras da capela do cemitério dos Vidais surge através de Manuel Henriques, natural da Carrasqueira e emigrante no Canadá, que faz parte deste sindicato. O seu genro, Jack Oliveira, é o “business manager” do Universal Workers Union Local 183.
    Virgílio Filipe, presidente da Junta da Freguesia dos Vidais e membro da Comissão da Fábrica, explicou à Gazeta das Caldas que foi o próprio Manuel Henriques que o abordou no sentido de apoiar as obras, durante as férias que veio passar a Portugal este Verão. “Ele disse-me para enviar um pedido de apoio à ‘Union’ Local 183 por ser hábito deles apoiarem obras em todo o mundo”, contou.
    A resposta positiva foi pouco tempo depois e o cheque dos 30 mil dólares foi entregue a 20 de Outubro, num almoço em Peniche com representantes do sindicato canadiense. “Por este motivo deixo um voto de agradecimento e reconhecimento pelo gosto que estes emigrantes em ajudarem uma comunidade que também é deles, obrigado” disse Virgílio Filipe.

    Obras eram prioritárias

    O edifício da capela, que já existirá há mais de mil anos, estava muito degradado e o telhado estava mesmo em risco de derrocada. Foi exactamente pelo telhado que começou a primeira fase das obras, que tiveram início em Outubro de 2013. A cobertura foi reparada em cerca de três meses, mas os restantes trabalhos demoraram mais.
    Segundo Virgílio Filipe, houve algumas críticas por as obras se arrastarem durante tanto tempo, mas esse foi o ritmo possível. “Esta foi uma obra que se iniciou sem dinheiro nenhum”, explicou.
    Os peditórios “correram muito bem” e a ajuda da população através de mão-de-obra, também ajudou a que a obra ficasse mais barata. A empresa J. Coelho da Silva ofereceu as telhas, no valor de mais de 2.000 euros.
    No interior da capela tiveram que rebocar paredes e isso tornou necessário ficar algum tempo a secar a humidade que estas tinham no seu interior. A obra esteve, por isso, parada durante alguns meses. “Ao longo dos anos foram sempre picando pouco e rebocando e por isso havia umas quatro camadas de reboco, mas desta vez rebocámos até à pedra”, referiu o autarca.
    A intervenção passou ainda pela pintura do exterior e interior da capela. Para além disso, foi colocado um novo piso e um tecto em madeira.
    “Este processo correu muito bem. É prova de que tendo vontade e querer, podemos fazer tudo”, concluiu Virgílio Filipe.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Espanhóis de La Codosera visitaram as Caldas da Rainha

    Espanhóis de La Codosera visitaram as Caldas da Rainha

    FotoEntregaPecaCeramicaPouco mais de 200 quilómetros separam as Caldas da Rainha de La Codosera, mas esta distância está mais estreita com os laços existentes entre a população das duas cidades.
    No passado dia 26 de Outubro um grupo de cerca de 130 espanhóis daquela cidade da raia espanhola esteve de visita ao Museu do Ciclismo, numa organização do pelouro de turismo daquele Ayuntamiento pelo facto de estar a decorrer neste espaço a exposição “Partilha de Culturas/Cruzamento de Identidades”. Esta mostra conta com um núcleo de trabalhos manuais, bordados e pintura, executados por autores daquela localidade da Estremadura espanhola.
    Depois da visita à mostra, os participantes foram convidados a visitar a Foz do Arelho e o Parque D. Carlos I, assim como a passar pela rua de La Codosera, num encontro que contou com o apoio da autarquia caldense e a colaboração dos Caminheiros das Caldas e Óbidos.
    De acordo com o director do Museu do Ciclismo, Mário Lino, este evento foi um marco importante porque representa 32 anos de iniciativas entre as localidades dos dois países que começaram com o cicloturismo e estenderam-se às áreas culturais, com a música e a pintura da Associação Cultartis.
    La Codosera foi a última cidade de Espanha a atribuir o nome de Caldas da Rainha a uma das suas artérias e, simultaneamente, a que está mais próxima de Portugal.
    “A Foz do Arelho é a praia marítima mais próxima da raia de Espanha, pelo que queremos também potenciar a sua visita às nossas praias no verão”, disse Mário Lino à Gazeta das Caldas.
    No futuro esta parceria deverá ter continuidade, com a realização de uma ou duas actividades de intercâmbio em cada uma das localidades.
    “Queremos também continuar a dar passos em frente para que os intercâmbios se possam a fazer a nível escolar e comercial e que seja bom para as duas localidades”, adiantou o responsável pelo Museu do Ciclismo.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Projecto inovador dá prémio à Casa do Povo de Óbidos

    A Casa do Povo do concelho de Óbidos recebeu uma menção honrosa, no valor de 8.000 euros, na segunda edição do Prémio BPI Seniores. Esta iniciativa distingue instituições com projectos que promovem a inclusão social e o envelhecimento activo de pessoas com mais de 65 anos.
    Neste caso o galardão foi atribuído pelo serviço de teleassistência no concelho de Óbidos, que irá permitir combater o isolamento e dar mais autonomia e segurança às pessoas idosas. O projecto prevê a colocação de 25 dispositivos de telemóveis no domicílio do utilizador, que, em situações de emergência de saúde, segurança ou solidão, contactará, de imediato (através de um botão de emergência), a central de assistência.
    O Serviço de Apoio Domiciliário da Casa do Povo de Óbidos está a funcionar desde Dezembro de 2012, garantindo tarefas como a distribuição diária de refeições, auxílio na alimentação, cuidados de higiene e conforto pessoal, higiene habitacional, o tratamento de roupa, apoio em deslocações e aquisições de serviços no exterior e actividades de animação sociocultural.
    Para além da Casa do Povo de Óbidos, também a Academia Cultural e Social de Maceira, no distrito de Leiria, recebeu um premio de 7.000 euros para criar um parque no jardim sensorial já existente na instituição. Esta pretende criar um circuito sénior com vários equipamentos de fisioterapia que permitam o exercício físico ao ar livre.

    F.F.

  • Beirões voltam a encontrar-se

    Vai ter lugar a 15 de Novembro o 32º Encontro Beirão, que reúne naturais da região das Beiras que estão radicados no Oeste, a ter lugar no restaurante A Lareira.
    Esta tradição, que conta já com 32 anos, começou por ser um almoço de beirões radicados no Oeste mas, segundo a organização “transformou-se, quase, num encontro nacional, tal o aumento de adesão que se tem verificado de ano para ano, havendo inscrições provenientes de várias regiões do país e até de França”.
    Nestes encontros revêem-se velhas amizades num convívio à mesa, recheado de iguarias gastronómicas, algumas delas vindas expressamente das Beiras para o repasto. A animação voltará a ser garantida pelo organista Miguel Agostinho, da Cardosa (Oleiros).
    As marcações poderão ser feitas para os tel. 262759227 ou 964955225 (José Antunes Lopes).

    P.A.

  • Alunos e professores de cinco países estiveram no Bombarral

    Alunos e professores de cinco países estiveram no Bombarral

    programa_comeniusDurante seis dias, de 12 a 17 de Outubro, o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, recebeu a visita de cerca de 50 alunos e professores oriundos da Polónia, Bulgária, Letónia, Turquia e Roménia.
    Esta visita esteve integrada no programa Comenius, que se dirige ao ensino escolar até ao final do ensino secundário, bem como aos estabelecimentos e organizações que oferecem esse ensino.
    Vários alunos daquele agrupamento escolar acolheram no seio das suas famílias colegas provenientes daqueles países. Este foi o quarto encontro no âmbito do projecto “Healthy and Active Teenagers – The Future of Europe”. Em Maio tinham estado em Svishtov (Roménia) uma comitiva do Bombarral, composta por quatro professores, quatro alunos e o director da Escola Básica e Secundária Fernão do Pó.
    Os objectivos deste programa passam por sensibilizar os jovens e o pessoal docente para a diversidade das culturas europeias e ajudar os jovens a adquirir as aptidões e competências necessárias para o seu desenvolvimento pessoal, para a sua futura vida profissional e para uma cidadania activa.
    O programa Comenius foi ainda idealizado com os objectivos de melhorar a mobilidade e as parcerias entre escolas dos estados-membros, incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, desenvolver conteúdos, serviços, pedagogias e práticas inovadores baseados nas TIC, reforçar a qualidade e a dimensão europeia da formação de professores e apoiar a melhoria dos métodos pedagógicos e da gestão das escolas.
    Durante a visita os docentes que integram a comitiva foram recebidos na Câmara do Bombarral, numa sessão de boas vindas que terminou com a troca de lembranças entre a autarquia e os representantes dos vários países envolvidos neste programa.
    Entre outras lembranças, a autarquia ofereceu a cada elemento uma pêra rocha, proporcionando assim a prova daquela que é uma das principais imagens de marca do concelho e da região.
    Agita Ozolina, coordenadora geral deste projecto, destacou que esta foi “uma oportunidade única para conhecermos os vossos costumes”.

    P.A.

  • Sabores do mundo voltam às Caldas

    Sabores do mundo voltam às Caldas

    Equipa-EHTO-DSC_0246Repetindo a iniciativa do ano passado (de que irá sair um livro ricamente ilustrado proximamente), a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, reiniciou na quinta-feira, dia 23 de Outubro, a sua digressão pelos sabores e odores da comida internacional, dedicando aquela refeição às tonalidades mediterrânicas com base na Grécia.
    Desta vez aproveitou um chefe ex-aluno das Escolas de Turismo nacionais – Frederico Ferreira – que depois seguiu uma trajectória internacional passando por restaurantes dinamarqueses e belgas, o primeiro dos quais com estrela Michelin fundado por um cozinheiro proveniente do “Noma” o must internacional Michelin também da capital dinamarquesa.
    A refeição foi preparada por uma equipa do 3º ano do curso de Restauração da escola caldense, tendo apresentado várias iguarias provenientes daquele país europeu, onde o yogurt está muito presente, mas onde não faltam naturalmente os vegetais.
    Para o leitor que não teve a oportunidade de degustar esta refeição, fica-lhe a possibilidade de, por 12,50 euros, tentar nas próximas quintas-feiras testar os novos sabores. Uma informação extra: nas primeiras quintas-feiras de cada mês o almoço é substituído pelo jantar e haverá um tema diverso, sendo o primeiro dedicado à dança para o qual está convidada a Escola de Dança de Lisboa.
    O primeiro prato do menu grego, servido como entrada, foi a “tiganita”, que faz lembrar a tempora introduzida no Japão pelos portugueses, que são legumes em calda de gelo fritos, que ficam saborosos e crocantes. Depois seguiu-se uma salada com legumes variados apresentados com uma coloração muita agradável.
    O prato de peixe foi a conhecida “moussaca”, um prato típico grego, com muitos legumes de onde se destaca a beringela, com molho de queijo que vai a forno gratinar. Na carne foi servido cordeiro assado a baixa temperatura, que significa que é cozido lentamente antes de ir ao forno para tostar. Finalmente foi servido um doce típico grego, a “baklava” um pastel elaborado com uma pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, pistachios, avelãs e outras sementes, acompanhado com gelado. Foi ainda servido um cocktail com bebidas típicas gregas, desenvolvido pelo aluno João Belo, que com Bruna Francisca e Adriana Aleixo deram vida à sala.
    O leitor mais curioso com a comida internacional não deve perder as próximas oportunidades de cozinha internacional que a escola de hotelaria a funcionar nas Caldas da Rainha vai proporcionar nas próximas semanas.

    JLAS

  • Setenta formandos na Universidade Sénior do Cadaval

    “Necessidades do Quotidiano” e “Fusing – Trabalho em Vidro” são as novas disciplinas da Universidade Sénior do Cadaval, que iniciou o seu quarto ano lectivo a 6 de Outubro.
    O também denominado Clube de Artes e Saberes conta este ano com 70 formandos e 10 formadores.
    Para além das novas disciplinas mantêm-se os módulos “Música”, “Informática – Competências Básicas/Novas Tecnologias”, “Natação”, “Gosto pelo Teatro”, “Moldagem de Estanho”, “Pintura e Restauro”, “Estudo da Língua Portuguesa” e “Inglês”.
    As aulas estão a decorrer na Escola Básica e Secundária do Cadaval, à excepção do módulo de “Natação”, que decorre na piscina municipal.
    Ainda há vagas para algumas das disciplinas e os interessados, a partir dos 55 anos, podem efectuar a sua pré-inscrição no Balcão Único da Câmara (entre as 8h30 e as 16h00).
    A frequência é gratuita e os formandos apenas têm de suportar o seguro escolar.

    P.A.

  • Ginásio de reabilitação aberto à população do Landal

    O Grupo Desportivo do Landal abriu à população o ginásio de reabilitação que serve a equipa de futsal. A instalação situa-se no Pavilhão dos Casais da Serra.
    Joana Filipe é a fisioterapeuta do clube desde a época passada e esta técnica também que faz a gestão do espaço. “Tínhamos o ginásio preparado para reabilitação dos jogadores e esta época resolvemos abrir à população para rentabilizar o espaço e também porque não existia nada do género nesta zona”, contou Joana Filipe à Gazeta das Caldas.
    Por enquanto o ginásio só funciona às segundas e quartas-feiras, entre as 18h00 e as 20h00, mas o objectivo é que, caso a procura aumente, alargar o horário de funcionamento. Está equipado com diversos aparelhos, que incluem máquinas de musculação e bicicleta estática.
    O ginásio de reabilitação do GD Landal pode receber qualquer tipo de tratamento, desde reabilitação de lesões, a trabalho de fisioterapia para idosos, ou ainda programas de recuperação de AVC’s.
    Joana Filipe adianta que os preços praticados são acessíveis, podendo variar entre os 5 e os 25 euros, dependendo do tipo de tratamento.
    Joana Filipe é formada na Escola Superior Dr. Lopes Dias, em Castelo Branco, e trabalha em tempo parcial no Centro de Cuidados Continuados de Arrouquelas, Rio Maior.
    Os interessados em frequentar o ginásio de reabilitação poderão obter mais informações através dos contactos reabilitacaogdl@gmail.com ou tel. 912428717.

    J.R.

  • Ocorrências Policiais – Apanhado a assaltar restaurante na Nazaré

    Apanhado a assaltar restaurante na Nazaré

    Um homem de 25 anos foi apanhado em flagrante delito, pela PSP, quando se encontrava a assaltar um restaurante na Nazaré, às 7h35 de 25 de Outubro.
    A polícia foi avisada por alguém que se deparou com o assalto e deslocou-se de imediato ao local, tendo conseguido apanhar o ladrão. Na sua posse o assaltante tinha 165 euros em dinheiro.
    No mesmo dia, um indivíduo ficou sem o seu telemóvel e algum dinheiro depois de ter sido roubado, com ameaça de uma arma branca, numa rua em Peniche.
    Também a 25 de Outubro, uma máquina de venda de tabaco e outra de brindes foram furtadas do interior de um café na Atouguia da Baleia (Peniche).
    Dois dias antes, a 23 de Outubro, tinham furtado outra máquina de venda de tabaco de um estabelecimento comercial na Atouguia da Baleia. No Baleal (Peniche) foi furtado um carro que acabou por ser recuperado no mesmo dia.

    VIDEOJOGOS APREENDIDOS

    Nesse dia a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) realizou uma acção de fiscalização a vários estabelecimentos comerciais das Caldas da Rainha e apreendeu mais de mil exemplares de videojogos que estavam em comercialização sem estarem autenticados de acordo com a legislação em vigor.
    Estas acções estão a ser realizadas pela IGAC em articulação com órgãos e forças policiais em várias regiões do país, no âmbito de um programa mais vasto de combate às violações da propriedade intelectual. O programa tem, em primeiro lugar, uma abordagem pedagógica e preventiva, junto da população, alertando para a importância do respeito pelo direito de autor e direitos conexos. Por outro lado, são feitas acções de fiscalização de modo a responsabilizar os prevaricadores.
    Na passada terça-feira, 28 de Outubro, a Gazeta das Caldas tentou contactar telefonicamente os serviços da IGAC para obter mais informações, mas ninguém respondeu.
    No dia 24 foram detidos dois jovens com 18 anos, desta vez por terem droga na sua posse. Aos indivíduos foi apreendido haxixe suficiente para a confecção de 125 doses individuais. No dia 26 roubaram um automóvel em Alcobaça.
    A 23 de Outubro, pelas 9h37, a PSP de Alcobaça deteve um jovem de 18 anos por condução ilegal de uma mota. Dois dias depois, nas Caldas, foi detido outro indivíduo de 18 anos por conduzir um carro, sem ter carta.
    No dia 26, às 2h15, a PSP caldense deteve um homem de 42 anos por ter resistido, ameaçado e injuriado os agentes de autoridade numa ocorrência policial.
    Entre os dias 20 a 24 de Outubro a GNR das Caldas registou, na área do seu destacamento territorial, um total de 26 acidentes com 11 feridos ligeiros. A 26 de Outubro a Guarda realizou uma operação de fiscalização rodoviária durante a qual foram testados 112 condutores, dos quais três tinham uma taxa de alcoolémia superior ao legalmente permitido.

    ACÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO DA GNR

    A GNR das Caldas continua a realizar acções de sensibilização dirigidas aos idosos e crianças da região. Na semana passada estiveram no Centro Social e Paroquial de Turquel e na Santa Casa da Misericórdia da Benedita.
    Hoje, 31 de Outubro, vai ter lugar uma sessão na EB1 do Areeiro (Alcobaça) sobre o tema “Crescer em Segurança”.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Aumento de situações de suicídio torna mais evidente a falta de psiquiatras no CHO

    Aumento de situações de suicídio torna mais evidente a falta de psiquiatras no CHO

    FotoProfissionaisTendo em conta a população oestina, o CHO devia ter 10 psiquiatras, mas só possui um a tempo inteiro e outro a meio tempo. Esta falta de profissionais e a necessidade de aumentar a ajuda especializada é mais notória numa altura em que o número de casos de suicídio tem vindo a aumentar.
    Profissionais da área da saúde mental e representantes de várias instituições debateram esta temática no XV seminário do Núcleo de Intervenção na Área da Saúde Mental (NIASM), que decorreu no passado dia 17 de Outubro no auditório da Escola de Sargentos do Exército e reuniu cerca de 70 pessoas.

    Entre os anos de 2008 e 2013 a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) das Caldas da Rainha registou 253 activações para comportamentos suicidários, dos quais 71 acabaram em morte. De acordo com o enfermeiro Nuno Pedro, que apresentou o estudo, a média de idades das pessoas que apresentaram esse comportamento situa-se nos 49,7 anos e a maioria (59%) são homens.
    A maioria das activações foram feitas de Março a Setembro. Janeiro foi o mês em que se registaram menos ocorrências deste tipo. Os suicídios ou tentativas de suicídio resultaram de intoxicação medicamentosa, enforcamento, ingestão de fitofármacos, utilização de arma de fogo, submersão, queda  em altura, químicos ou trucidação.
    Caldas da Rainha foi o concelho que mais casos de comportamentos suicidários apresentou (121), seguida de Alcobaça (51), Óbidos (27), Bombarral (20), Cadaval (15), Nazaré (9), Peniche (5), Rio Maior (1) e Torres Vedras (1).
    Pedro Nuno lembrou que a VMER já existe nas Caldas há 12 anos e, se no início, tinham muitas saídas por intoxicações, com o passar do tempo estes foram substituídos por enforcamento e submersão. O enfermeiro disse ainda que no ano de 2013 houve 19 suicídios, um número que “aumentou substancialmente em relação aos anos transactos”.
    Em relação a 2014, dados do primeiro semestre dão conta de 16 suicídios, mas o responsável acredita que este número será agora bastante superior pois nos meses de verão tiveram bastante activações para suicídios, “quase sempre por arma de fogo ou por enforcamento”.
    Os dados foram apresentados no seminário que teve por temática o “Suicídio & Alteridade – Vidas Sem Rede”. De acordo com Paula Carvalho, coordenadora do serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHO, trata-se de uma problemática que está a aumentar e que envolve toda a comunidade. Por outro lado, “põe muito em evidência” as carências de recursos humanos, tendo em conta a falta de pessoal ao nível do serviço de Psiquiatria.
    A lista de espera actualmente é “pornográfica”, diz Paula Carvalho, acrescentando que as redes de referenciação dizem que a população abrangida pelo CHO deveria ter 10 psiquiatras e neste momento existem 1,45, sendo que o 0,45 é um profissional com um contrato de prestação de serviço que apenas faz consulta externa.
    O CHO já abriu duas vagas para esta especialidade, mas não foram preenchidas. De acordo com a responsável, é necessário que sejam criadas as condições para que os profissionais queiram vir trabalhar para as Caldas e isso passa pela existência de uma equipa estável. “Um psiquiatra tem medo de vir para cá e ficar a trabalhar sozinho, de facto não é uma coisa muito apelativa”, disse.
    A rede de articulação comunitária, que envolve profissionais de saúde do CHO, os cuidados primários e outras estruturas como a segurança social, as escolas e as forças de segurança, faz o que pode, mas precisa dos recursos especializados. “Não dá mesmo para fazer omeletas sem ovos”, disse Paula Carvalho, fazendo notar que não existem pessoas suficientes para dar respostas rápidas e eficientes.
    A responsável considera que, caso não consigam psiquiatras através dos concurso, deverão ser feitos protocolos com os hospitais de Santa Maria ou Júlio de Matos para que profissionais possam vir fazer serviço às Caldas.

    Futuro das equipas comunitárias em perigo

    Actualmente as equipas comunitárias contam com seis psicólogos que fazem a articulação dos cuidados de saúde primários com o hospital. No entanto, o futuro destes especialistas pode estar em risco se o CHO não os integrar no mapa de pessoal, tal como estava previsto quando foi montado o projecto e antes da vinda da troika e da nova administração do Centro Hospitalar.
    “De facto, quando acabaram os 24 meses não houve a tal inclusão das equipas no mapa de pessoal de CHO e ficámos durante seis meses sem as equipas comunitárias”, explicou Paula Carvalho.
    As equipas foram depois reintegradas, com os profissionais a serem pagos pelo Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa – Júlio de Matos, mas enquanto solução de recurso até que o CHO se reorganizasse. Paula Carvalho teme que o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa diga que não tem condições de manter as equipas a funcionar, já que no ano passado já lhes reduziram o horário semanal.
    A responsável garante que sem os seis profissionais “será completamente impossível fazer o serviço” e lamenta que isso possa colocar em causa um trabalho que está feito e que está a dar frutos.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Ponte pedonal em risco na margem sul da lagoa aguarda intervenção do Ministério do Ambiente

    Ponte pedonal em risco na margem sul da lagoa aguarda intervenção do Ministério do Ambiente

    2014-09-20-12.57.02A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) ainda não decidiu quando vai reparar ou reconstruir a ponte pedonal da Poça das Ferrarias, na margem sul da Lagoa de Óbidos, que foi interditada por motivos de segurança.

    A ponte está meio tombada devido ao apodrecimento dos seus pilares, tendo a Câmara de Óbidos decidido interditá-la no dia 15 de Setembro.
    Desde então a ponte de madeira ostenta um sinal a proibir a passagem de veículos e peões, mas ninguém o respeita porque, para quem faz o percurso ao longo da margem da lagoa, a alternativa é dar uma volta maior.
    Em dois sábados soalheiros das últimas semanas, em que dezenas de pessoas aproveitam para passear na zona a pé ou de bicicleta, Gazeta das Caldas constatou que ninguém voltou para trás, tendo toda a gente atravessado a ponte.
    Em Dezembro do ano passado, a Câmara de Óbidos já tinha alertado a APA que “praticamente todos os pilares da ponte pedonal entraram em rutura, por apodrecimento da madeira” e que “o tabuleiro apresenta assentamentos diferenciais, com inclinações bastante pronunciadas”.
    No mesmo mail a autarquia diz que “dado o estado de apodrecimento das barras de madeira que formam os pilares, existe risco de ruína da estrutura e a situação apresenta risco de segurança para as pessoas que circulem na ponte, ou na sua envolvente, pelo que deve ser proibida a circulação e, desta vez, vedada fisicamente”.
    Em resposta a perguntas da Gazeta das Caldas, a Câmara de Óbidos diz que a reparação da ponte é da responsabilidade do INAG, no âmbito da empreitada de requalificação das margens da Lagoa de Óbidos, tendo sugerido à APA que notificasse o INAG “com carácter de urgência” para a resolução deste problema.
    Uma missiva idêntica foi enviada à APA em 14 de Abril, sem que esta, contudo, tenha reagido.
    Daí que, em Setembro, a autarquia, através do Serviço de Proteção Civil, tenha decidido encerrar a ponte.
    Nas respostas enviadas ao nosso jornal a Câmara diz que “está disponível para resolver este problema dentro daquilo que é a sua competência e encontrar uma solução alternativa que garanta a segurança dos utilizadores. Basta para isso uma autorização para intervir, que já foi solicitada, mas, até agora, sem resposta”.
    Sem resposta está também a Gazeta das Caldas que em 29 de Setembro, 14 de Outubro e 20 de Outubro contactou a APA para saber quando o assunto estará resolvido. Sem sucesso.
    O problema é do conhecimento do secretário de Estado do Ambiente, o caldense Paulo Lemos.

    Carlos Cipriano
    cc@gazetadascaldas.pt

  • Trabalhadora temporária na portaria do Hospital Termal em dia de greve

    Trabalhadora temporária na portaria do Hospital Termal em dia de greve

    TermaTemporariaUma trabalhadora de uma empresa de trabalho temporário esteve a substituir o funcionário que habitualmente faz o serviço de portaria no Hospital Termal, durante a greve dos trabalhadores da Saúde (assistentes operacionais e técnicos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde) que teve lugar a 24 de Outubro.
    Isto apesar de no Hospital Termal estar instalado provisoriamente o internamento dos serviços de Cirurgia Geral e de Ginecologia, sendo por isso necessário fazer a triagem de quem entra neste edifício. Durante esse dia, quem foi visitar doentes, só era acompanhado no segundo andar (onde está o internamento).
    Já no serviço de urgências não foi possível visitar doentes que estivessem ali internados. À porta das urgências estava afixado um papel a informar que tal se devia à greve.
    Questionado pela Gazeta das Caldas em relação aos constrangimentos causados por esta greve no hospital caldense, o Conselho de Administração do CHO limitou-se a responder, através do gabinete de relações públicas, que “os prestadores de serviços que colaboram com a instituição são realocados aos serviços sempre que existe necessidade, de modo a garantir a qualidade da prestação de cuidados de saúde aos utentes do CHO, não colocando em causa a dotação mínima definida em dias de greve”.
    Em relação aos números de adesão à greve, o CHO escusou-se a revelar dados, alegando que em cumprimento de um  despacho do secretário de Estado da Administração Pública, de 2012, os dados relativos à greve só estarão disponíveis na página da internet da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (www.dgap.gov.pt/). “Será aí publicada a informação sobre os dados de adesão dos colaboradores do CHO a esta greve”, adiantaram os responsáveis. No entanto, os últimos dados disponíveis nesse site datam de Novembro de 2013.
    À agência Lusa, Luís Pesca, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, adiantou que a adesão esteve próxima dos 90% em todo o país.
    A greve foi convocada pela reposição das 35 horas semanais e “contra o aumento da precariedade, a falta de pessoal efectivo e as sobrecargas nos horários de trabalho”, refere um comunicado da federação de sindicatos.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Cortejo de oferendas no Nadadouro

    Irá realizar-se no próximo dia 2 de Novembro (domingo) um cortejo de oferendas organizado pelo Centro de Apoio Social do Nadadouro. O evento terá início às 10h00 com a celebração da missa e bênção das oferendas, segue-se um desfile do cortejo até à Associação Cultural e Recreativa do Nadadouro, onde está planeado o almoço, às 13h00
    Da parte da tarde, às 16h00, haverá a actuação do Rancho Esperança na Juventude do Nadadouro acompanhados de filhós, chá e café d’avó. Esta iniciativa terá um custo de 5 euros para sócios e 6,50 euros para não sócios.

    I.V.

  • Cem alunos seniores no Bombarral

    Cem alunos seniores no Bombarral

    IMG_8060Iniciaram, a 13 de Outubro as aulas do projecto “Universitários 50+” que decorrem na antiga primária do Bombarral.
    No primeiro dia de aulas, os cerca de 100 estudantes seniores (com mais de 50 anos) foram recebidos pela vereadora dos Assuntos Sociais, Rosa Guerra, que deu as boas-vindas a todos.
    Iniciado há sete anos, este projecto visa a dinamização regular de actividades culturais, sociais, educacionais e de convívio, destinando-se a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos.
    Este ano lectivo os estudantes têm disponíveis 14 disciplinas, as quais são leccionadas pelos voluntários que integram a bolsa de professores.
    Entre as novidades contam-se as disciplinas “Europa: Cultura, Política e História” e o facto de as aulas de informática terem também lugar na sede dos “Universitários 50+”, uma vez que a autarquia garantiu a instalação de internet no edifício.
    As restantes disciplinas são Arqueologia do Concelho, Atelier de Momentos Pintura em Acrílico, Desenho a Carvão, Pintura a Óleo, Desporto, Auto Conhecimento Saúde Holística, Informática, Teatro Amador, Reciclarte, Atelier Livre, Cerâmica e Artes Decorativas.

    P.A.

  • Crianças do primeiro ciclo visitaram a ESE

    Crianças do primeiro ciclo visitaram a ESE

    IMG_4964Os alunos dos primeiros ciclos do concelho das Caldas da Rainha visitaram no passado dia 22 de Outubro a Escola de Sargentos do Exército (ESE). As crianças assistiram a várias actividades militares, cantaram o hino nacional e receberam uma lição sobre a evolução da bandeira nacional.
    Eram cerca das 9h30 quando o quartel começou a encher-se com mais de 250 crianças vindas de todo o concelho. A visita começou na Parada D. Afonso Henriques, onde o segundo-comandante Paulo Guedes Vaz lhes deu as boas-vindas. Dirigindo-se às crianças, disse que são “o futuro do país”, daí a importância de lhes “dar conhecimento daquilo que foi a nossa História”.
    O discurso de Paulo Guedes Vaz antecedeu a apresentação da evolução histórica da bandeira nacional. Na parada desfilaram as 11 bandeiras da nação desde a sua fundação, por D. Afonso Henriques, até à actual bandeira da República. A acompanhar o desfile de cada bandeira, foi dada uma explicação dos elementos de cada estandarte e os motivos de cada alteração.
    A seguir ao desfile do estandarte nacional patente na ESE, com as condecorações que aquele regimento já recebeu, foi realizado um desfile das forças em parada, que muito animou as crianças. Seguiu-se uma fotografia de conjunto e um lanche.
    A manhã foi concluída com uma demonstração de actividades militares.

    Convívio de antigos militares

    Dois dias depois da visita das crianças do primeiro ciclo, no dia 24 de Outubro, a ESE recebeu a visita de antigos oficiais, sargentos e praças na reforma e na reserva que serviram o Regimento de Infantaria 5 e a ESE. Evento que contou com a presença de cerca de 50 antigos militares.
    Pedro Sardinha, comandante da ESE, presidiu à cerimónia de recepção e explicou que a data escolhida teve um significado especial, por coincidir com a da tomada de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147.
    “É importante receber quem aqui prestou serviço, é um motivo de orgulho receber-vos”, sublinhou. Importância defendida pelo conhecimento que estes antigos militares têm sobre as infra-estruturas e a própria vida da escola que podem transmitir a quem serve hoje aquela instituição.
    Na recepção, foi realizada uma retrospectiva do que tem sido a ESE desde a criação, em 1976, e também alguns números da actualidade.
    A escola já formou quase 10 mil alunos, dos quais metade nos cursos de formação de sargentos do quadro permanente.
    Actualmente exercem funções na unidade das Caldas da Rainha 196 pessoas: 102 praças, 52 sargentos, 31 oficiais e 11 civis. A guarnição é composta em 75% por pessoas das Caldas da Rainha, ou que optaram por ficar a residir na região.
    Depois da recepção no auditório, seguiu-se uma homenagem aos mortos ao serviço da Pátria, uma visita às instalações e um almoço de convívio.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

  • “A municipalização é o primeiro passo para a privatização da escola pública” denuncia o PCP

    “A municipalização é o primeiro passo para a privatização da escola pública” denuncia o PCP

    Fotomesa“O PCP defende a escola pública, mas não a organização curricular que existe neste momento”, disse Jorge Pires, membro do comité central do PCP, numa conferência que teve lugar em Óbidos no passado dia 23 de Outubro destinada a debater a educação.
    Os comunistas estão contra aquilo a que chamam a “desresponsabilização do poder” no que diz respeito à escola pública, criticando a municipalização do ensino. Óbidos é um dos concelhos pioneiros com um projecto de escola municipal.

    Numa sessão marcada para as 21h30, mas que começou mais de meia hora atrasada porque o funcionário da autarquia se esqueceu de abrir a porta da galeria da Casa do Pelourinho (em Óbidos), Jorge Pires defendeu a escola pública e garantiu que em nenhum dos concelhos geridos pela CDU haverá municipalização do ensino.
    “Estamos contra a municipalização porque esse é o primeiro passo para a privatização da escola pública”, disse o dirigente comunista, que discorda que sejam as autarquias a fazer a gestão curricular, pedagógica e dos professores.
    Perante uma plateia com pouco mais de uma dezena de pessoas, Jorge Pires lembrou que esta não é uma questão nova em Portugal, porque é a terceira tentativa que se faz de municipalização do ensino (1911, 1984 e 2014). “Há 30 anos estava a “mandar” em Portugal o Fundo Monetário Internacional e agora foi imposto no memorando de entendimento pela Troika”, disse, acrescentando que os municípios liderados pela CDU não levarão por diante esta intenção.
    O orador disse ainda que é visível, no protocolo assinado pelas autarquias que decidiram entrar nesta fase experimental, o objectivo de diminuir os professores e aumentar o número de alunos por turma.
    “Por cada professor que a autarquia dispensar, o Estado dá à autarquia 12.500 euros”, disse, especificando que, em média, cada docente custa por ano 25 mil euros e que desta forma o valor será dividido pelas duas entidades. Uma forma de desvalorizar o trabalho dos professores.
    Também José Rui Raposo, da comissão concelhia do PCP, denunciou que a escola pública tem vindo a ser posta em causa com cortes orçamentais, encerramentos de escolas, aumento dos custos com o ensino para as famílias, despedimento dos professores e o favorecimento financeiro do ensino privado.
    O mesmo dirigiente considera que há uma “desresponsabilização do poder central relativamente ao ensino” e que tem havido um favorecimento do ensino privado com medidas como o cheque ensino, a gestão partilhada com grupos de professores, ou a municipalização das escolas.
    O facto de Óbidos estar na primeira linha dessa municipalização preocupa a concelhia comunista, que considera haver “uma significativa falta de discussão com a comunidade”, pois o pessoal docente e não docente, pais e encarregados de edução “não foram chamados a discutir os prós e contras” deste projecto. José Rui Raposo chamou ainda a atenção para as consequências que a assunção de uma responsabilidade destas por parte do município pode trazer para o seu próprio funcionamento e o cumprimento das suas responsabilidades e competências.
    O dirigente político também alertou para o facto de passar a haver sistemas de ensino diferentes de concelho para concelho e do encarecimento do processo administrativo de recrutamento de professores resultante  do desaparecimento dos concursos nacionais. Acrescentou ainda que Óbidos já definiu currículos para disciplinas e alerta que estes podem “em nada contribuir para a preparação das crianças para a realidade futura e a sua preparação como adultos”, dando como exemplos as disciplinas “Aprender a pensar” e “golfe”.
    Referindo-se às escolas existentes no concelho, José Rui Raposo disse que foi feito um avultado investimento e que agora estas podem estar “sobredimensionadas” para as necessidades, tendo em conta a diminuição da natalidade e o aumento da emigração. “No centro escolar do Furadouro este ano houve menos 43 crianças inscritas do que no ano passado”, exemplificou.
    Esta iniciativa da comissão concelhia de Óbidos do PCP está integrada numa acção nacional que o partido está a desenvolver sob o tema “Uma política patriótica e de esquerda, a força do povo por um Portugal com futuro”.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Fernando Rocha foi agredido na sede do BE

    Fernando Rocha foi agredido na sede do BE

    DSC_0374O militante do BE das Caldas e ex-deputado municipal, Fernando Rocha, foi agredido na sede do seu partido, após uma reunião, mas a vítima não quis dizer quem foi o agressor.
    O caso aconteceu no dia 16 de Outubro após uma sessão onde esteve presente o dirigente nacional do BE, Pedro Filipe Soares.
    Fernando Rocha contou à Gazeta das Caldas que ficou à conversa com o coordenador da concelhia caldense, Francisco Matos, quando, entretanto, chegam Paulo Freitas com outro indivíduo (que Fernando Rocha não quis identificar) que o agrediu, dando-lhe uma cabeçada no nariz.
    “Esperaram meticulosamente para ficar apenas eu e o Francisco Matos” disse Fernando Rocha, acrescentando que a causa da agressão teve a ver com uma “instrumentalização do indivíduo por parte de Paulo Freitas por causa da necessidade de alteração dos estatutos de uma associação que formaram recentemente”.
    Paulo Freitas é um destacado militante do BE e foi o candidato por aquele partido à Câmara de Peniche nas últimas autárquicas.
    As divergências entre Fernando Rocha e Paulo Freitas já duram há algum tempo. O ex-deputado diz que foi ele próprio que o levou para o partido por altura das eleições de 1999. Em Junho deste ano, o ex-deputado da Assembleia Municipal teve conhecimento e denunciou internamente um caso de alegado abuso de confiança de Paulo Freitas. “Ele foi candidato à Câmara de Peniche e recebeu dinheiro do partido para pagar as despesas de campanha, que não entregou”, disse, acrescentando que fez uma participação disciplinar à Comissão de Direitos do seu partido.
    Fernando Rocha considera que esta denuncia devia, pelo menos, dar origem a que Paulo Freitas fosse expulso da distrital e entregasse as chaves da sede caldense, e acusa o dirigente Heitor de Sousa, de Leiria, de ser cúmplice de Paulo Freitas, “deixando-o continuar a ser da distrital depois de saber do caso de abuso de confiança”.
    Este militante diz ainda que não acredita que os actuais dirigentes nacionais do BE soubessem da situação porque, se tivessem tido conhecimento, teriam agido. “Penso que pessoas de Leiria não inteiraram os responsáveis máximos do Bloco”, disse Fernando Rocha à Gazeta das Caldas.
    Este militante foi recentemente eleito para a distrital de Leiria do BE e garante que agora “vai levar esta questão às ultimas consequências”. No entanto, insistiu em omitir o nome do seu agressor e no início desta semana ainda não tinha apresentado queixa na PSP.
    Gazeta das Caldas tentou por diversas vezes contactar Paulo Freitas, mas o mesmo não atendeu o telefone.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Câmara e PH assinam protocolo

    A Câmara das Caldas e o Património Histórico (PH) assinaram a 22 de Outubro um protocolo de colaboração que implica a cedência de sede para aquela associação, enquanto que esta última se compromete a colaborar em iniciativas culturais, educativas, patrimoniais, editoriais e de curadoria.
    Assente ficou também a futura colaboração do PH no futuro Arquivo Municipal. A Câmara cede três salas ao PH nas instalações da Universidade Sénior, com acesso próprio. As salas foram anteriormente ocupadas pelo Instituto de Estudos Universitários Europeus (IEVEU), uma entidade universitária que deixou de ter actividade na região há vários anos.
    O protocolo tem a duração de dois anos, renováveis por iguais períodos de tempo se nenhuma das partes o denunciar. Prevê também a participação do PH numa entidade a ser criada pela Câmara que se designará Centro de Interpretação da História do Concelho das Caldas da Rainha.
    Na cerimónia de assinatura do protocolo, a vereadora Maria da Conceição Pereira fez uma resenha histórica sobre o PH, dando a conhecer a sua acção e os seus dirigentes, João Serra, Nicolau Borges e actualmente, Isabel Xavier. Esta última afirmou que a associação está grata por poder ter agora uma sede na Universidade Sénior. Referiu também que as Caldas vive uma fase de transição,  até de entrada num novo ciclo e espera que o PH “possa contribuir para que a reflexão sobre a cidade possa ser feita numa perspectiva histórica, ajudando a pensar o seu presente e também o seu futuro”.
    O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, sublinhou a importância da acção do PH e do seu contributo fundamental para o estudo da história local. Segundo o edil, este protocolo tem como meta a constituição do futuro Arquivo Municipal.

    N.N.

  • Animação

    Bowling Caldas (Caldas da Rainha)
    Sexta-feira, 31 de Outubro: Música ao vivo com 3 de CAL e noite de halloween com vários dj’s
    Sábado, 1 de Novembro: Música ao vivo com Tabaco e Silva

    Cervejaria O Pimenta (Caldas da Rainha)
    Sábado, 1 de Novembro: Noite de karaoke com animação de Joel Simão pelas 21h30.

    Noite de Fados nos Mosteiros
    A Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Mosteiros, freguesia de Vidais, realiza no dia 8 de Novembro de 2014, pelas 22 horas, uma Noite de Fados:
    Fadistas: Cristina Luz, Anabela Jorge, João Plácido, Luis Arsênio, Dulcineia Ramos, Raul Sousa.
    Conjunto de guitarras: Luis Grácio e José Simões.
    Preço pessoa: 12 Fados, que inclui moelas, azeitonas, pão, caldo verde, chouriço assado, águas, vinho e sangria.
    Marcações na Associação ou pelos telem: 969.332.805.
    Nadadouro
    Sexta-feira, 31 de Outubro: Noite de halloween a partir das 22h00 com show de “Vitória Village”.

     

  • Agenda Cultural

    Agenda Cultural

    CALDAS DA RAINHA

    Teatro no Centro da Juventude

    No sábado, 1 de Novembro, será representado às 16h00 e às 21h30, no Centro da Juventude, o espectáculo “Vidas de A a Z”, da autoria de Mónica Gomes e Sílvia Raposo. Trata-se de uma primeira peça de teatro que resulta de um projecto académico.
    Os bilhetes custam cinco euros e há descontos para jovens e seniores.

    LivroBibliotecaA Espada de Santa Maria na Biblioteca

    O escritor César Alexandre Afonso vai estar nas Caldas, hoje, 31 de Outubro, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal para apresentar o livro A Espada de Santa Maria.

    Centro Comercial da Rua das Montras em festa

    No dia 3 de Novembro, o Centro Comercial da Rua das Montras celebra o seu 29º aniversário com actividades para os seus clientes. Entre as 10h00 e as 19h00 haverá animação musical e pinturas faciais para os mais novos.

    Maria Pedro Olaio no Museu de Cerâmica

    “Passado Imperfeito” é como se designa a exposição de cerâmica de Maria Pedro Olaio que será inaugurada a 8 de Novembro, pelas 16h00. A exposição itinerante, que reflecte sobre o património natural e cultural dos Açores, teve a sua primeira apresentação na Academia das Artes em Ponta Delgada. Esteve patente em Coimbra, no Mosteiro de Santa Clara a Velha, no Museu de Aveiro e agora vai estar patente no Museu da Cerâmica nas Caldas até ao dia 18 de Janeiro.

    Conferência no centro cultural espírita

    Hoje, 31 de Outubro, às 21h00, realiza-se a conferência espírita “Ante os que partiram”, que terá lugar no Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas. As entradas são livres.

    Incentivos aos empregadores

    Na próxima segunda-feira, dia 2 de Novembro, pelas 15h00, irá realizar-se uma sessão de esclarecimento acerca dos benefícios e apoios do IEFP às entidades que celebrarem contratos de trabalho. A sessão, organizada pelo Centro de Recursos Comunitários da Misericórdia das Caldas, decorrerá no Centro de Recursos Comunitários (antiga Universidade Católica) e conta com a parceria do IEFP e da ACCRO.

    Dança no Guisado

    A Associação Cultural e Recreativa do Guisado acolhe, no domingo, 2 de Novembro, um espectáculo de dança, a partir das 15h00, com o Grupo de Danças de Salão da Maiorga.

    Piano e Histórias no Café Central

    No dia 1 de Novembro, pelas 21h00, haverá “piano e histórias” no Café Central. Fernando António dos Santos irá tocar piano, haverá “contação” de histórias por “As Contadeiras” e Isabel Santos irá declamar poesia. Serão ainda apresentados os temas abordados na  revista “INsights”.
    À tarde, a partir das 17h00, haverá animação com o palhaço Emilito e outros convidados.

    Feira do Vinil no Espaço Abril

    Nos próximos dias 1 e 2 de Novembro decorrerá uma exposição e venda de discos de vinil no Espaço Abril. Durante o fim-de-semana haverá também animação musical naquele espaço.

    Convívio motociclista no Zambujal

    Amanhã, sábado, realiza-se na Associação Desportiva e Recreativa Zambujalense, no Zambujal (Alvorninha), um convívio motociclista que acompanha a 16ª dávida de sangue que também terá lugar na sede daquela colectividade.
    A partir das 13h00 haverá porco no espeto ao almoço. A refeição custa 7 euros, mas para os dadores de sangue é gratuita.

    ÓBIDOS

    “Magia” de Natal na Porta da Vila

    O evento Óbidos Vila Natal será apresentado hoje, 31 de Outubro, pelas 18h45, na Porta da Vila sendo depois ligadas as luzes de Natal.
    Pelas 18h30 serão recebidas as crianças das escolas do concelho com as suas iluminárias.
    O Óbidos Vila Natal terá este ano como tema “A magia” e irá abrir portas a 5 de Dezembro.

    Fado solidário contra o cancro em A-dos-Negros

    O Grupo Desportivo e Recreativo de A-dos-Negros realiza, no próximo dia 8 de Novembro, pelas 21h30, na sua sede, um espectáculo de fado solidário a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Participam os fadistas Margarida Santos, Gonçalves de Sousa, Mário Capinha, Joaquim Santos, Vítor Matos e outros artistas locais. Serão acompanhados à guitarra por António Vitorino e à viola por Mário Maduro.
    A entrada custa 10 euros ou 9 euros para sócios e inclui a ceia com petiscos.
    As inscrições estão abertas até 5 de Novembro e podem ser feitas através dos tel. 933296725, 966222595, gdran@sapo.pt ou no facebook do GDR A-dos-Negros.

    ALCOBAÇA

    Discos de jazz em Alcobaça

    O Café Tertúlia, em Alcobaça, recebe no sábado, 1 de Novembro, a partir das 22h00, a iniciativa “Os meus discos de jazz”. Na sessão vão participar António Guerra, César Vasco, José Vasco e Rio Correia que garantem uma diversidade de estilos em volta deste género musical. Esta iniciativa teve início em 2002 e já percorreu vários cafés alcobacenses.

    Mary Bento apresenta “A história do Quadro Branco”

    A escritora Mary Bento apresenta amanhã, 1 de Novembro, o livro “A história do quadro Branco” na Biblioteca Municipal de Alcobaça, a partir das 15h00.
    Mary Bento, natural da Venezuela, cresceu e estudou em Alcobaça, formou-se em Serviço Social em Coimbra e trabalha na reabilitação de pessoas com deficiência.

    TORRES VEDRAS

    João Frade & Munir Hossn nos Acordeões do Mundo

    “Piriquitos e Botonetes” vão subir ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no dia 31 de Outubro, pelas 21h30, no concerto de João Frade & Munir Hossn, integrado no 11.º festival Acordeões do Mundo. O preço dos bilhetes é de cinco euros.

    Vinho e Pastel de Feijão no Pavilhão Multiusos

    Está a decorrer até ao dia 11 de Novembro, a terceira edição do Festival do Vinho, no Pavilhão Multiusos de Torres Vedras.
    No âmbito deste festival estará em permanência uma mostra e venda de vinhos que se produzem na região. O certame é organizado pela autarquia há três anos e pretende valorizar a produção local vinícola.
    No mesmo local e também até ao dia 11 de Novembro está a decorrer quarta edição do Festival do Pastel de Feijão de Torres Vedras que inclui exposição, venda e prova deste doce tradicional local.

     

  • Paula Rito expõe no Bombarral

    Paula Rito expõe no Bombarral

    Untitled-1Está patente até 2 de Novembro, no Museu Municipal do Bombarral, uma exposição de Paula Rito, do qual fazem parte várias pinturas em tela, bem como uma série de desenhos que a artista faz nos cadernos que a acompanham no seu dia-a-dia.
    A mostra foi inaugurada a 13 de Outubro com a presença de muitos dos seus amigos e colegas professores, bem como da comitiva de docentes europeus que se encontram de visita ao Bombarral no âmbito do programa Comenius.
    O presidente da Câmara, José Manuel Vieira, fez questão de demonstrar a sua satisfação “por ter connosco, na comemoração dos 100 anos do nosso concelho, o traço e o sentimento, mas também a visão e a reflexão expressa nos seus cadernos de invulgar beleza paisagística ou representativa da condição humana”.
    Numa intervenção muito breve, a artista aproveitou a ocasião para deixar um agradecimento a todas as pessoas que permitiram a realização desta exposição, convidando de seguida todos os presentes a apreciar as suas obras de arte.
    Licenciada em pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e mestre em Teorias da Arte da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Paula Rito é uma referência no panorama pictórico.
    Ao longo da sua carreira, a artista já teve oportunidade de apresentar os seus trabalhos em inúmeras exposições individuais e colectivas, em Portugal, Espanha, Itália e USA.
    As suas obras integram também as colecções de arte de várias entidades, como é o caso do Instituto Português do Sangue, da Fundação Henrique Leote, das Câmaras Municipais de Amadora e de Barrancos e do próprio Museu Municipal do Bombarral.
    A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

    P.A.

  • Festa do cinema francês chega às Caldas

    Festa do cinema francês chega às Caldas

    026476Pela primeira vez vai decorrer nas Caldas da Rainha, a Festa do Cinema Francês. Entre os dias 6 e 8 de Novembro vão passar no CCC filmes gauleses que têm o objectivo dar a conhecer o novo cinema francês ao público em geral e às escolas.
    A Festa do Cinema Francês está a celebrar o seu 15º aniversário e chega pela primeira vez às Caldas. Antes esta festa decorria  apenas em sete cidades portuguesas, mas este ano são mais de 20 as localidades lusas que recebem filmes da nova cinematografia de França.
    Maria do Carmo Brandão, directora da Alliance Française das Caldas e de Santarém diz que todos os filmes deste evento são ante-estreias e que haverá durante os três dias sessões para as escolas e para o público em geral.
    Segundo a directora, o cinema francês “evoluiu, está diferente e quer dar-se a conhecer a todos”. Quem quiser assistir aos filmes paga 3,50 euros (público em geral) e um euro (público escolar). Maria do Carmo Brandão lamenta que os alunos das escolas da região tenham que pagar, dado que nas outras localidades as sessões escolares foram gratuitas. “Foi uma decisão da autarquia das Caldas, que lamentamos pois muitos alunos das escolas de outros concelhos já têm que pagar transporte e ainda têm que pagar o ingresso. Não foi assim nas outras localidades”, queixou-se a directora.
    Ainda assim esta responsável está muito satisfeita em poder realizar o festival no centro cultural das Caldas, em parceria com a Câmara das Caldas.
    A Festa do Cinema Francês é organizada pela Embaixada de França, o Institut Français du Portugal e a rede das Alliances Françaises em Portugal. Segundo Jean-François Blarel, embaixador de França em Portugal, esta festa “é a vitrina cultural francesa com maior visibilidade e a mais conhecida dos nossos amigos portugueses”. Segundo o diplomata, esta é uma festa “à imagem de França: um país em movimento, que muda e que inova; a França que amamos, a França da diversidade, da hospitalidade, da convivialidade e da proximidade do outro. É nesta perspectiva, que foram escolhidos os filmes programados para Outubro e Novembro”.
    Para mais informações sobres os filmes, os realizadores e as horas das sessões consultar o site festadocinemafrances.com

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

    PROGRAMA

    Quinta-feira – 6 Novembro
    21h30 – Attila Marcel

    Sexta-feira – 7 Novembro
    10h30 – Sur le chemin de l’ école
    21h30 Hope

    Sábado – 8 de Novembro
    10h30  Les vacances du Petit Nicolas
    17h00 Le Père Frimas &  l’Oeil du loup

    Preçário: 3,50 euros (3 euros para menores de 25 anos e maiores de 65). Professores e alunos da Alliance Française e público escolar só paga 1 euros.

    Local: Pequeno auditório do CCC

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