Autor: Redação

  • Carlos Paredes despede-se da colecção de cerâmica

    Carlos Paredes despede-se da colecção de cerâmica

    1-pecaConstantinoCarlos Constantino despede-se da colecção da Gazeta das Caldas nesta última semana do mês de Outubro. A peça de homenagem ao mestre da guitarra portuguesa Carlos Paredes foi feita na oficina dos irmãos Constantinos no Nadadouro, espaço de onde saem verdadeiras obras de arte no que diz respeito à caricatura e ao retrato. São de sua autoria as representações das personalidades nacionais e internacionais que podem ser adquiridas em várias lojas de venda de cerâmica. Actores, actrizes, cantoras, escritores, entre tantos outras personalidades, inspiram os irmãos Constantino a produzir e a manterem-se actualizados com as figuras que estão na moda. Das mãos dos autores já saíram os principais escritores, cantores e personalidades do mundo das artes e do espectáculo nacionais e internacionais. Os ceramistas dão resposta a encomendas de particulares e também de entidades públicas.
    Estas peças têm séries que chegam apenas à centena de exemplares e depois, os próprios ceramistas, destroem o molde. Além de trabalhos em escultura cerâmica relacionados com o retrato, este autores caldenses dedicam-se também a criar figuras humanas que hoje dão rosto às figuras do Museu de Fátima.
    O baixo-relevo dedicado a Carlos Paredes é um baixo-relevo feito em barro vermelho, onde se destaca a figura do guitarrista. A representação do compositor é imediatamente reconhecível. A obra foi pintada com tintas acrílicas e cozida a 920º em forno eléctrico.
    “Carlos Paredes” faz parte de uma série de 50 peças, que são numeradas e assinadas pelo ceramista, Carlos Constantino. A obra está à venda por 25,50 euros para assinantes da Gazeta das Caldas e por 30 euros para não assinantes. Aceitam-se inscrições para a sua aquisição pelo e-mail: gazeta@gazetadascaldas.pt.
    No próximo mês de Novembro, a ceramista convidada será Paula Clemente.

    N.N.

  • A propósito dos 50 anos da Escola Secundária Rafafel Bordalo Pinheiro

    A minha relação com a escola começa precisamente em 1963. Chegada às Caldas, entrei na então Escola Comercial e Industrial Bordalo Pinheiro frequentando o que faltava para terminar o 2º ano do Ciclo Preparatório, ainda no edifício antigo. Para quem vem de Lisboa, as Caldas era duma pacatez total e para mim, tão miúda ainda, o descobrir duma cidade de província, um bairro longe de tudo, novos amigos e novas formas de viver, foi muito estranho.
    Mas o que me lembro francamente dessa data, era a escola onde me matricularam. E dela a professora Deolinda Ribeiro (das suas mãos de ferro e do campo que adorava) o prof de Matemática (porque era uma tortura para o compreender), o Padre Renato, da Música, a D. Rosa, da Ginástica e a D. Marilde, de Desenho, que nunca me deixou esquecê-la e de quem hoje nutro uma grande ternura. Se eram doutores não sei. Eram os profs que admirava e respeitava nessa fase.
    Mas logo se inaugurou a escola nova e do Dr. Sotto Maior não me esqueço. Chamada ao director era uma dor de barriga que passava depressa. Depois da conversinha connosco, a sensação era de alívio. Ele era muito compreensivo e uma pessoa muito afável e educada e eu somente uma miúda irrequieta. Um dia mais tarde, “fardada” como ditavam as regras, passei a minha primeira noite fora de casa: na Igreja Matriz, enregelada no seu velório toda a noite.
    Recordo também já na “nova escola” e com muita saudade, o escultor Eduardo Loureiro (que foi seu director durante anos), o prof que foi sem dúvida o responsável de eu ter seguido o caminho das Belas-Artes contra todas as vicissitudes e problemas familiares que me surgiram. Ele nunca desistiu de me motivar e incentivar e também de obrigar a minha mãe a deixar-me ir…
    Vinte e cinco anos depois de ter sido sua aluna, e estando a organizar uma exposição no Estoril, deu-me um abraço e conversámos lembrando os meus tempos e os dele na Escola. E vi nele o que para mim era impensável: lágrimas nos olhos de verdadeira comoção. Como poderei esquecer?
    Outra professora, a D. Maria Xavier, sofria de alergia ao pó do quadro. A pobre senhora espirrava, assoava-se, caiam-lhas lágrimas.
    Mas as aulas que eu mais gostava eram as de Ginástica Rítmica, dadas pela D. Rosa Faria, que depois culminavam em saraus e exibições em dias festivos. Estávamos em 1965 ou 66 e uma professora que punha as suas alunas a movimentarem-se ao som de Mozart ou de Chopin, era algo invulgar. Hoje presto-lhe homenagem.
    De outra forma, mas não como menos empenho, tínhamos o grupo do “rancho” (éramos oito) que actuava nas festas populares. Aí, lá íamos rodopiando e mostrando os culotes e as perninhas a quem estivesse perto do palco. No fundo era aquilo que se chama hoje hormonas em crescimento… O que me leva às festas de garagem dos sábados, do Lisbonense todas as épocas festivas (duravam até às 9 da manhã), e ainda a algumas das nossas casas em que as mamãs normalmente estavam na sala ao lado na conversa. Vêm-me à memória o fantástico Baile de Finalistas estilo OpArt com o Shegundo Galarza, o 111, Os Távoras do Bombarral, Zés Maneis, Zés Luises, os Sepulvedas, Silvas, Ruis, Motas, Fragosos, Betos, Tós. Eram todos eles motivos de conversas cúmplices ou de troca de papelinhos nas aulas, onde os professores mais distraídos nem se apercebiam. Nesta altura a segunda-feira de manhã era desejadíssima, principalmente para pôr a conversa em dia!
    As Caldas era uma cidade com o coração no parque. E esse coração era também o dos alunos que muitas vezes o desenhavam nas suas árvores. O parque era a fuga às aulas de alguns, e o belo refúgio para todos quer chovesse ou fizesse sol.
    Para mim o top era ir para a esplanada com a Pelina, a Clarinha e outros amigos, ouvir o Otis Redding, o Adamo, a Françoise Hardy, ou os fantásticos Beatles com 10 tostões, que só se punham uma vez, ou ainda passear de bata branca, 500 vezes, à volta do lago sem nenhuma finalidade em especial, senão ver se víamos os mocinhos bonitos e namoradeiros também passeando por lá…
    Não voltei a entrar na escola de 1968 a 1996. Mas em 1996, quando entrei na escola como professora formadora e subi as escadas centrais que eram interditas na minha época às alunas, senti um estremeço de saudade imensa.

    Aida de Sousa Dias

  • A nova fase do Museu José Malhoa

    O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, está a iniciar uma nova fase. Um momento de ressurgimento, de metamorfose, tão ansiado por inúmeros admiradores do imenso pintor.
    Aquela Casa vive agora os primórdios de um novo esplendor, com um dinamismo – até então inexistente – alicerçado na força intelectual daquelas abelhas operosas que vivem o seu dia-a-dia. E são muitas, e muito bem conduzidas.
    Logo ao entrar vislumbramos a imagem do claustro e, nele, a herma solene e austera do melhor pintor de Portugal. Percebemos, então, o que nos aguarda, a sobriedade inaudita que repousa em suas paredes e em seus corredores, elevados nomes, da pintura e da escultura, consagrados em suas épocas e respeitados, perpetuamente, por seu talento. A par disso, encontramos inúmeras obras do Patrono do Museu: óleos sobre tela, desenhos a carvão e desenhos a pastel.
    Que honra para a cidade das Caldas da Rainha, em possuir tão elevada instituição de cultura. O Museu José Malhoa nasceu com dimensão nacional e é o primeiro museu em Portugal, e dos primeiros na Europa, cujo edifício foi construído expressamente com fins museológicos. É, também, o único museu lusitano representativo do Naturalismo em solo português. Com um significativo núcleo de obras de José Malhoa, merece ser visitado, contemplado e bem divulgado (está há anos na obscuridade, e poucos são aqueles que ao percorrerem o concelho se apercebem da existência desse espaço museológico, repositório de tanta riqueza pictórica e escultórica).
    O visitante do Museu José Malhoa encontra, além da boa educação e excelente atendimento de todos os que ali exercem sacerdócio, uma Biblioteca que, a meu ver, deveria ser um repositório sobre o Mestre, porém, a mesma quase nada possui a seu respeito. Se quisermos ler sobre José Malhoa a literatura disponível é mínima. E a que existe em arquivos, considerada pesquisa de apoio, não está em condições de ser manuseada pelo público, pois, não foi, até então, devidamente catalogada e protegida dos amigos do alheio.
    A nova e atual direção, enquanto estiver em funções, possui qualidade suficiente para reestruturar o acervo literário de José Malhoa, para isso necessita encerrar a Biblioteca à visitação pública e iniciar um delicado processo de resgate e catalogação do pouco que possui. A par disso, deve deslocar um de seus melhores investigadores até aos maiores centros de cultura do país, incumbindo-o de adquirir toda a bibliografia que falta. Será um trabalho de fôlego, porém, fundamental para uma Instituição como essa, que ostenta em sua fachada o nome de tão ilustre personalidade.
    Sem querer ferir suscetibilidades – pois tenho vários amigos espalhados pelos partidos locais – peço uma gentileza à classe política: afastem-se do Museu José Malhoa. Não me levem a mal, mas, V. Excias em nada podem contribuir para com o crescimento daquela Instituição. O Museu José Malhoa é da população mundial, dos artistas e, principalmente, de todo aquele que ama e venera o Melhor Pintor de Portugal!

    Rui Calisto

  • Estará a organização do Tour de França a pensar iniciá-lo em Óbidos?

    Com partidas anteriores na Irlanda, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Holanda, não é impensável que a Organização da Tour considerasse um começo em Portugal.
    Estaria não só a prestar uma homenagem ao título de Rui Costa no Campeonato do Mundo de 2013, mas também é verdade que a Tour de França é um evento de mega merchandising hoje em dia.
    A cobertura televisiva, em especial, trouxe enormes benefícios para as cidades que organizam em termos de turismo internacional e também, mas em menor grau, para a atratividade do estabelecimento de novas empresas e famílias na área.
    Portanto, não seria impossível de acreditar, que Óbidos seria um excelente local de partida para a Tour de França de 2017.
    Imaginem: a primeira etapa é, geralmente, um contrarrelógio de alguns 10 a 20 kms e seria fácil desenvolver um circuito que poderia revelar não só o melhor entre os especialistas de contrarrelógio, mas também mostrar ao mundo a excelência da Costa de Prata e, em especial, da área de Óbidos.
    Tal evento também teria grandes benefícios para os habitantes locais do concelho de Óbidos.
    Eu, pessoalmente, acredito que a maior desvantagem de Óbidos, como uma possível escolha, seria o estado muito degradado das estradas locais em Óbidos e arredores. A organização do Tour exige estradas a um padrão semelhante ao que foi providenciado para o ministro da educação recentemente, quando, antes da sua visita por ocasião da abertura da nova Escola Josefa d’Óbidos, a rota em torno das escolas foi rapidamente melhorada, de modo a dar-lhe a impressão de que o nível geral das obras rodoviárias em Óbidos e arredores era de um nível A1 em suavidade, sinalização e segurança. As ruas secundárias não tiveram o mesmo tratamento, mas o legado da visita do ministro está lá e nós temos que ser gratos por isso.
    Se eu fosse o presidente da Câmara de Óbidos, eu certamente não mostraria a fantástica subida através da Capeleira para a Usseira aos inspetores da Organização da Tour na sua visita preliminar para verificar a viabilidade de Óbidos ser um local de partida. Esta estrada, em particular, está num estado pior do que a auto-estrada entre Bagdad e Kirkuk, após os recentes combates. Não só a superfície da estrada, mas também a sinalização. Guias, linhas de faixa, passadeiras e sinalização de locais perigosos são praticamente inexistentes.
    Neste momento é considerado como “bom o suficiente para o contribuinte”, mas os inspetores franceses ficariam chocados com a visão. E, sem dúvida, o mundo ficaria, se o estado atual fosse mostrado na televisão.
    Então, por isso, espero que em 2017 o Tour comece em Óbidos, que o contrarrelógio seja executado passando pela minha casa e, depois do pelotão deixar a área, todos nós possamos beneficiar de uma estrada para Óbidos, no estado em que deveria estar de há muitos anos para cá.

    Martinus de Borst
    Usseira

  • Desapontamento nos 50 anos da Bordalo Pinheiro

    Fui com muito gosto à celebração dos 50 anos da Escola que estreei, da nova-velhinha Bordalo Pinheiro, que da zona das Cinco Bicas, escassa, ao tempo, para tão grande afluência de alunos e alunas, transitou para o seu actual local.
    Foi uma festa muito pobre, com bastantes lacunas, algumas até graves; que primou, ainda, por algo, que me cheirou a antigamente, fechada, com tiques anti-democráticos, dado que nem sequer foi permitido aos antigos professores reformados, incluídos dois directores, usarem da palavra, perante uma insípida alocução da actual directora, bem como do representante  do Ministério.
    Registei, também, com algum espanto, a ausência de referências, por parte do representante dos antigos alunos, às grandes figuras, que foram e nos deixaram, com muita saudade: do grande professor Barreto, que foi tudo e até director interino, no professor Lalanda Ribeiro, que foi director do Ciclo Preparatório e que chegou a ser vice-presidente da Câmara, bem como a grande professora Alice Freitas, de Português e Francês, que chegou a ser presidente do Conselho Directivo, não sendo por acaso, que, quando mencionada, com foto, numa outra fase do evento, mereceu uma justíssima salva de palmas dos presentes.
    Gostei da intervenção do Sr. Presidente da Câmara, não desgostei da intervenção da professora Dulce Soure, com o esquecimento, apesar disso, do jornal Ensaio, historiando a nossa grande Escola (com lhe costumo chamar: a minha universidade) e apreciando muito a intervenção bem estruturada  e profunda, do professor José Manuel Pereira da Silva.
    Penso que se deveria ter preparado, com muito maior critério, uma efeméride de tão grande significado, para professores, pessoal administrativo e auxiliar, alunos, em suma para a própria cidade, até pelo nome, glorioso, a que este estabelecimento está  associado – Rafael Bordalo Pinheiro!

    Fernando Rocha

  • Comentário – Caldas quer integrar rede europeia de cidades termais

    OS FACTOS

    Na primeira página da Gazeta das Caldas de 17 de Outubro passado noticiava-se que “as Caldas da Rainha quer ser a primeira cidade portuguesa a integrar a rede europeia das cidades com termas”.
    Na sequência desta notícia, o ex-vereador Jorge Mangorrinha enviou-nos por email uma “rectificação” à referida notícia, no dia 21 de Outubro, que por falta de espaço não pudemos publicar e que enviámos à Câmara Municipal, como é já rotina deste jornal, para o contraditório.
    No dia seguinte o nosso colega Jornal das Caldas publicou na sua edição um desmentido à nossa notícia com o mesmo texto do ex-vereador.
    Face à justificação que demos ao citado ex-vereador pela decisão em publicar a sua carta na semana seguinte (esta) com uma eventual resposta ou esclarecimento da autarquia, Jorge Mangorrinha mandou-nos suspender a publicação, o que nós fizemos.
    Contudo, como o desmentido se tornou público ao ser dado noutro jornal e se dirigia exclusivamente a uma notícia da Gazeta das Caldas, por respeito para com os nossos leitores publicamo-lo na íntegra:

    “As Caldas numa Rede
    de Cidades Termais?

    Uma Rede de Cidades Termais foi iniciada em Ourense (Outubro de 2005), em cuja fundação se incorporou a cidade das Caldas da Rainha. Como proponente dessa rede, no quadro do exercício de vereador, trouxe para Portugal essa integração, o que aliás foi devidamente publicitada por órgãos de comunicação nacionais e regionais.
    Onde é que estão aos resultados para as Caldas dessa rede?
    É que o processo devia ter seguido pela “nova” equipa camarária, mas não se concretizou, aliás, como quase todos os projectos lançados nesse mandato, como já várias vezes se denunciou. Entretanto, outras cidades alargaram essa rede e mantenho uma participação regular em encontros técnicos e científicos, nacional e internacionalmente, por convite das organizações.
    Daí que a notícia publicada na semana passada pela imprensa local, sobre a integração das Caldas numa outra rede de Cidades Termais, merece o meu regozijo, mas a desconfiança quanto ao propósito, quando os protagonistas são os mesmos que nada fizeram pelos compromissos assumidos (nacional e internacionalmente), hoje deixam que o mais nobre largo da cidade (defronte do Hospital Termal) se mantenha há tanto tempo descuidado e vergonhoso, fazem uma gestão desnorteada das obras de “regeneração urbana” e se preparam para fazer do Parque e da Mata áreas de utilização à revelia das suas origens e características botânicas e paisagísticas.
    A cidade e os seus (agora) “sensíveis” responsáveis arriscam-se a ser criticados por outras que há muito trilham caminhos sustentáveis de desenvolvimento urbano e termal. Oxalá, porém, que vejam as boas práticas dessas outras realidades, para que um dia saiam da sua própria ignorância sobre o tema e do seu provincianismo político.

    20 de Outubro de 2014,
    Jorge Mangorrinha”.

    O NOSSO ESCLARECIMENTO

    Recorrendo ao nosso arquivo, podemos esclarecer que a Gazeta das Caldas na sua edição de 14/10/2005 publicou uma notícia em que se titulava ”Caldas da Rainha em rede de cidades termais de outros países”, referindo que o “município das Caldas da Rainha fará parte de uma rede de cidades termais que será criada em conjunto com Reykjavik (Islândia), Dax (França), Montegrotto Terme (Itália), Cajamarca (Perú), Ourense (Espanha), Bath (Inglaterra), Budapeste (Hungria) Rio Hondo (Argentina) e Spa (Bélgica)”.
    Essa reunião decorreu em Orense durante a Feira Termatalia de 2005 e esta, segundo a notícia, seria uma das últimas iniciativas do vereador como tal, uma vez que havia sido substituído na lista do PSD por João Aboim e as eleições decorreram em 2005. Nessa reunião de Orense, o ainda vereador Jorge Mangorrinha comprometeu-se em nome das Caldas a organizar em Portugal um encontro em 2007 sobre o mesmo tema, depois de outro a realizar em Montegrotto (Itália) em 2006.
    Ao que parece esta iniciativa morreu no ovo, uma vez que a nova organização a que Caldas quer aderir (a funcionar sob o signo do Conselho da Europa), foi criada apenas em 2009 numa reunião em Bruxelas, na sequência dum projecto europeu de Cultura dinamizado pelas termas checas de Karlovy vary com o apoio do Instituto Europeu de Itinerários Culturais sediado no Luxemburgo.  As cidades europeias fundadoras desta nova rede, que arrancou em 2010, foram Vichy (França), Acqui Terme (Itália), Bath (Inglaterra), Ourense (Espanha), Salsomaggiore Terme (Itália) e Spa (Bélgica). A este grupo de arranque juntar-se-iam mais 19 cidades termais europeias de dez países, onde Portugal não está representado. Chaves esteve para entrar nesta rede, mas por problemas que não estão bem esclarecidos, não aderiu.

    JLAS

  • EBI DE STO. ONOFRE – Dia Mundial da Alimentação

    EBI DE STO. ONOFRE – Dia Mundial da Alimentação

    Caldo-de-Pedra-da-BiblionofA equipa da Biblioteca Escolar da E.B.I. de Santo Onofre – Biblionofre – resolveu este ano associar-se à celebração do Dia Mundial da Alimentação, que se assinala a 16 de Outubro. Procurando um feliz encontro entre a literatura e a comida, escolhemos preparar uma dramatização do conto tradicional português “O Caldo de Pedra”, destinado aos alunos do pré-escolar e 1º ciclo dos estabelecimentos do Agrupamento Raúl Proença que estão associados à nossa Biblioteca.
    A primeira série de apresentações deste trabalho realizou-se no dia 15, destinada aos alunos das escolas de 1º ciclo e Jardins de Infância do Nadadouro e Foz do Arelho, aonde nos deslocámos.
    Usando exemplares de legumes e dos outros elementos que compõem a receita tradicional, um “frade” improvisado interagiu com as crianças, que iam manipulando os ingedientes verdadeiros para a simulação de um cozinhado “a fingir”. O protagonista deu ainda a cheirar condimentos, ervas e enchidos, dando algumas recomendações sobre as suas qualidades e as quantidades que devem ocupar, numa alimentação equilibrada.
    A assistência participou alegremente na representação e no final foi feito o elogio da sopa com legumes, esse alimento tão completo e característico da dieta mediterrânica, que infelizmente não é do agrado de muitas das nossas crianças.
    No dia seguinte, no Nadadouro, as professoras e funcionárias da escola do 1º ciclo deram continuidade a este projeto, confecionando para os alunos uma verdadeira “sopa de pedra”, que todos puderam provar.
    A Equipa da Biblionofre

  • Hospital dos Livros no Alvito

    Hospital dos Livros no Alvito

    P1140593Há um novo espaço, na biblioteca escolar do Alvito denominado “Hospital dos Livros”. Nele estão expostos os livros que precisam de restauro e esse trabalho é realizado na presença dos alunos.
    Esta iniciativa tem como objetivo alertar os alunos para os cuidados que devem ter com os livros.
    A colaboração de todos é urgente, no sentido de conservar o bom estado do acervo para que outros alunos possam usufruir do prazer de ler esses mesmos livros.
    A Biblioteca do Complexo Escolar do Alvito presenteia os seus utentes com uma exposição evocativa do Outono e com ela dá as boas vindas a toda a Comunidade Educativa.

    Complexo Escolar do Alvito

  • Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro

    Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro

    Untitled1No âmbito do Programa Leonardo da Vinci, alunos e professores do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro (AERBP) deslocaram-se a Toulouse, França, para participar durante quatro dias no meeting que reuniu representantes de escolas de seis países – França, Alemanha, Espanha, Bulgária, Grécia e Portugal – envolvidos no Projeto Jobs For Youth, Skills For Companies. O programa dirigido a alunos dos cursos profissionais tem como objetivo o desenvolvimento de competências ligadas à vida laboral.
    O projeto consiste na criação e implementação de uma empresa, a Bluebot, em que cada escola é responsável por um sector. O AERBP assume o sector de Comunicação e Marketing, tendo ficado responsável pela campanha publicitária que promove o produto produzido – um robô que faz a separação de resíduos.
    No decorrer do encontro apresentou-se o trabalho realizado pela empresa até ao momento e delinearam-se as etapas e tarefas específicas a desenvolver pelos alunos nas respectivas escolas e países.
    Em Toulouse, os quatro alunos provenientes dos cursos profissionais de Técnico de Sistemas Informáticos, Técnico de Audiovisuais e Técnico de Turismo cumpriram, conjuntamente com os alunos estrangeiros das escolas envolvidas, um programa que incluiu várias comunicações que decorreram no Lycée Issec Pigier, escola anfitriã. Destacou-se ainda a visita à Airbus, e ao Palácio do Capitolium, sede da autarquia. Um dos dias foi dedicado à realização de uma feira onde as delegações dos vários países divulgaram as respetivas escolas e produtos tradicionais.

    Os professores Vera Marques, Alexandra Sampaio e Luís Militão

  • Colheita de Sangue no Arco da Memória

    A Associação Cultural, Recreativa e Desportiva do Arco da Memória (Rio Maior) realiza no próximo dia 26 de Outubro uma colheita de sangue. A recolha, que conta com a colaboração do Instituto Português do Sangue, decorre entre as 9h00 e as 13h00.

  • Gazeta da Europa – Sabe o que são os Prémios Europeus de Promoção Empresarial?

    Uma empresa portuguesa acaba de conquistar o primeiro prémio na categoria Apoio ao Desenvolvimento de Mercados Ecológicos e Eficácia de Recursos da 8ª edição dos  Prémios Europeus de Promoção Empresarial atribuídos pela Comissão Europeia.
    Trata-se da empresa AMS-BR Star Paper SA, de Vila Velha de Ródão, que candidatou o projeto  Think Ahead  com o qual visa tornar-se «o fornecedor de papel tissue mais eficiente da Península Ibérica», através da inovação e da diferenciação.
    O projeto revolucionou o processo industrial tradicional com a instalação de uma ligação por pipeline ao seu fornecedor de pasta de papel, uma aliança única que reduziu as emissões de CO2 em 11 000 toneladas por ano e deu origem a uma competitividade importante nos mercados externos.
    Para além da empresa do distrito de Castelo Branco, houve um outro projeto português a receber uma menção honrosa nesta edição dos Prémios;  o “FAZ – Ideias de Origem Portuguesa”  da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. O projeto visa selecionar e promover ideias e apoiar a concretização de projetos de empreendedorismo social que contribuem para transformar as tendências da emigração de forma eficaz para a sociedade portuguesa e o país na sua globalidade.
    Desde 2006, os Prémios Europeus de Promoção Empresarial têm premiado a excelência na promoção do empreendedorismo de pequenas empresas a nível nacional, regional e local.
    Já se candidataram mais de 2500 projetos desde que os prémios foram lançados e, no total, têm apoiado a criação de mais de 10000 novas empresas.
    Os objetivos dos galardões são identificar e reconhecer atividades e iniciativas de sucesso para promover a empresa e o espírito empresarial, mostrando e partilhando exemplos de melhores políticas e práticas de empreendedorismo, criando uma maior consciencialização do papel dos empresários na sociedade europeia e incentivando e inspirando potenciais empresários.
    Os prémios são atribuídos em seis categorias: Promoção do espírito de empreendedorismo, Investimento nas competências de empreendedorismo Desenvolvimento do ambiente empresarial, Apoio à internacionalização das empresas, Apoiar o desenvolvimento de mercados ecológicos e a eficiência dos recursos  e Empreendedorismo responsável e inclusivo.
    Na edição anterior dos prémios, Portugal também esteve de parabéns. A  Associação dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos conquistou também o primeiro lugar na categoria “Apoio à Internacionalização de Empresas”.

    Representação da Comissão Europeia em Portugal

  • A importância dos horários das refeições nos cães

    A importância dos horários das refeições nos cães

    Dog-eatingUm dos grandes erros que se comete na educação dos cães tem que ver com os horários das refeições, por isso questiono quantas vezes por dia dá comida ao seu cão: uma vez, duas vezes ou à discrição?

    A resposta correcta é a segunda, “os cães devem comer duas vezes ao dia”. Contudo, esta regra só se aplica a cães adultos, nos cachorros pode variar de 3 a 5 vezes dia.
    Os cães são como as crianças, isto é, têm de ter regras de rotina. E nada melhor do que começar pela comida, pois esta tem de ser para eles um bem escasso e precioso.
    Se dá comida à descrição ou só uma vez ao dia, pare. Os cães que têm comida à descrição, podem vir a desenvolver falta de apetite, obesidade e problemas comportamentais, como a agressividade por posse do comedouro, casos em que se tornam possessivos com a aproximação de algo ou alguém junto à comida.
    Já os cães que comem uma só vez ao dia podem vir a desenvolver lesões no estômago. Como o cão come uma grande porção de uma só vez, e de seguida vai beber água, tal pode causar a torção do estômago devido ao inchaço e caso não seja intervencionado rapidamente o cão pode morrer.
    Assim, o ideal é dar comida ao animal duas vezes ao dia, uma de manhã e outra à noite, usando sempre o mesmo processo: colocar a comida no comedouro e dar dez minutos de tolerância, se o cão não comer retire e só voltará a comer na refeição seguinte. Ele tem de perceber, como mencionado atrás, que a comida é um bem escasso, precioso e quem a controla é o dono. Não se preocupe se ele não comer. Pessoalmente, nunca vi um cão morrer à fome com comida à frente.
    Vai ver que com esta regra simples o ensino do seu cão também vai ser bem mais produtivo. Se recorrer à comida para ensinar o seu cão ele vai perceber que o dono tem aquilo que ele quer e que nem sempre está disponível “a recompensa”.
    Exemplificando, se o animal efectua o exercício desejado correctamente este recebe a devida recompensa – comida – caso contrário não há recompensa.
    Pense sobre este tema e experimente, vai ver que os resultados vão ser positivos.

    Francisco Barata
    Oficina dos Cães

  • Editorial – Escola Bordalo Pinheiro e a Gazeta das Caldas

    Editorial – Escola Bordalo Pinheiro e a Gazeta das Caldas

    Um suplemento dedicado à Escola Rafael Bordalo Pinheiro
    Um suplemento dedicado à Escola Rafael Bordalo Pinheiro

    A actual Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, antes Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, comemora meio século do edifício onde está instalada, momento alto da sua história quando as mais altas autoridades do regime de então lhe prestaram a devida homenagem pelo papel que teve no ensino nesta região.
    Gazeta das Caldas, que durante toda a sua vida cultivou sempre uma relação amiga e próxima com a Escola e com muitos professores, não podia ficar indiferente a esta data e a esta comemoração
    Concretamente, quem dirige hoje e desde há precisamente quatro décadas este jornal, como outros colaboradores desde a sua fundação, tiveram ligações como alunos ou professores com aquela que foi durante muitos anos e desde o último quarto do século XIX um dos principais centros de transmissão do saber da cidade e da região.
    Por aquela escola, ao longo dos últimos 140 anos, passaram figuras proeminentes local e nacionalmente, nos vários campos do saber, da arte, da cultura e da actividade empresarial, tendo no seu início tido o privilégio de ter estado sob a égide de Rafael Bordalo Pinheiro que veio para as Caldas da Rainha criar uma fábrica de cerâmica.
    Nomear alguns nomes corria o perigo de esquecer muitos outros que tiveram papéis muito importantes na história da escola, mas, por razões de conhecimento pessoal e de amizade muito profunda não podemos esquecer o papel desempenhado por Leonel Sotto Mayor, o director na altura da inauguração (e que viria a falecer repentinamente dois anos depois) que dedicou uma boa parte da sua vida aquele projecto.
    Recordamos quanta alegria e satisfação foi vivida por ele, pelos professores, pelos alunos, pelos funcionários e pela população da cidade e da região, quando foi concretizada a Escola em modernas e imponentes instalações para a época. Quem, como nós, viveu os três últimos anos no edifício que albergava a Escola velha e onde hoje funciona a administração e os serviços administrativos do CHO, tem consciência das dificuldades em estudar num espaço insignificante repartido por vários edifícios velhos e alguns em quase ruína, com uma população estudantil de mais de mil jovens alunos que vinham diariamente desde Torres Vedras e Alcoentre até Alcobaça, Nazaré e Pataias.
    A mudança foi vivida com grande regozijo e a vinda às Caldas das mais marcantes autoridades políticas do regime assinalou a importância do acto, a que se associaram milhares de pessoas de toda a região que rodearam o novo edifício e depois alegremente o visitaram.
    Nas várias salas estavam patentes exposições dos imensos trabalhos realizados pelos alunos mostrando os conhecimentos e as competências que ali recebiam nas mais variadas áreas. Apesar da especificidade do regime e do seu carácter autoritário, sendo os seus dirigentes nomeados desde que tivessem obediência ao mesmo ideário, a escola tinha, no entanto, uma abertura grande a pessoas que professavam outras ideias. Entre os seus professores contavam-se algumas figuras que não eram afectas ao regime e isso nunca causou problema de monta e enriqueceu bem a qualidade do ensino e das actividades culturais que se realizavam.
    Cinquenta anos depois temos consciência que aquele edifício que foi um baluarte do ensino em Portugal naquela época, bem como quase  um século e meio depois da sua criação, que aquela escola desempenhou um papel marcante de que são testemunho muitos professores, alunos e empregados, que a frequentaram.
    Gazeta das Caldas também lhe presta esta homenagem, especialmente a todos aqueles que constituem um registo muito definido da sua história e hoje se reconhecem no nome da Escola Industrial e Comercial e da Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

  • Governo garante dragagens na lagoa em Março de 2015

    Governo garante dragagens na lagoa em Março de 2015

    FotoBrindeAs dragagens de abertura e aprofundamento dos canais da zona inferior (junto ao mar) da Lagoa de Óbidos terão inicio em Março de 2015 e deverão estar concluídas no final do ano. O valor da intervenção é de 6,5 milhões de euros e o contrato de financiamento entre o Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) foi assinado no passado dia  17 de Outubro, em Óbidos, na presença do ministro e secretário do Estado de Ambiente e dos autarcas das Caldas e de Óbidos.
    O ministro Moreira da Silva está expectante que a segunda fase seja executada pouco tempo depois, já com financiamento do próximo quadro comunitário.

    Durante o próximo ano serão retirados cerca de 650 mil metros cúbicos de areia de uma área de 5,3 quilómetros dos canais da zona superior da lagoa, que fazem a ligação ao mar. Esta intervenção contribuirá para melhorar as condições de escoamento, a redução do assoreamento, a melhoria da qualidade da água e das condições de utilização da lagoa e da sua envolvente.
    A intervenção contribuirá também para proteger a lagoa da agitação marítima.
    O contrato de financiamento já foi assinado e o concurso deverá ser lançado no início do próximo mês, seguindo-se a escolha da empresa e a adjudicação da obra, que deverá ter inícios em Março de 2015.
    O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, que em entrevista à Gazeta das Caldas, o ano passado, tinha previsto que as dragagens começassem no segundo semestre de 2014, justificou que este atraso se ficou a dever à realização do Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAP), imprescindível para lançar o concurso. Este projecto teve que ser alterado devido à obra do muro guia no interior da Lagoa, inicialmente previsto, mas que os autarcas conseguiram que não se viesse a construir.
    Presente na cerimónia em Óbidos, o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, disse que agora que foi assinado o contrato de financiamento, é “importante que rapidamente se passe à acção, para resolver um dos problemas ambientais que na região eram considerados estruturais”. O governante lembrou que a resolução deste problema põe fim a uma das “marcas” que no país estão identificadas nos passivos ambientais ou constrangimentos sobre o território.
    O compromisso do governo é com as duas fases das dragagens e por isso Jorge Moreira da Silva destacou que o plano de execução da segunda fase é já elegível para efeitos do actual quadro comunitário, no âmbito do Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT). “Existe a expectativa legítima que a sua execução venha a ter consagração no próximo quadro comunitário”, adiantou o governante, uma vez que quanto mais próximo se realizarem as duas intervenções mais eficazes serão.

    Importância ambiental, turística e económica

    O presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, destacou que esta intervenção permite “desembrulhar este novelo e devolver a esperança àquele ecossistema”. O autarca destacou que o problema da Lagoa não se limita a uma questão ambiental e turística, mas é também económica, pois permite que os pescadores e mariscadores possam melhorar o seu rendimento e permitir que se criem mais empregos.
    “Ao mesmo tempo representa um potencial enorme para o desenvolvimento de projectos inovadores à volta daquele ecossistema, sobretudo na linha do baixo carbono”, disse.
    Humberto Marques destacou ainda o facto da tutela ter ouvido, e tido em conta, as opiniões de quem “conhece o terreno” e ter a “humildade” de recuar em algumas das medidas previstas, como foi o caso da construção de um muro guia.
    Aproveitando a presença do ministro, o autarca pediu a sua ajuda na resolução da alteração da DIA (Declaração de Impacto Ambiental) da Lagoa, para a deposição temporária dos dragados nos dois concelhos e não só no de Óbidos como estava inicialmente previsto. Mostrou ainda a sua preocupação com o facto de alguns equipamentos que foram construídos na margem sul, como é o caso da ciclovia – e que ainda não foram entregues à Câmara – já se encontrarem degradados e a necessitar de manutenção. Humberto Marques continua também a “sonhar que a passagem pedonal” de ligação entre Óbidos e Caldas se possa concretizar nesse projecto de execução.
    Já o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, falou da importância daquele ecossistema para os dois concelhos, destacando que se trata de “um dos bens mais preciosos” que possuem. O autarca caldense disse que as duas Câmaras já se comprometeram, após esta intervenção, a fazer dragagens de manutenção. “Comprometemo-nos a contribuir para a aquisição de uma draga, de pequena dimensão, e gerir em conjunto a realização das dragagens”, disse, solicitando o apoio da tutela para a compra de equipamento e na definição técnica das intervenções a fazer.
    Tinta Ferreira deixou ainda um apelo para que o ministério esteja aberto a colaborar no projecto de requalificação da Avenida e do cais da Foz do Arelho, bem como da zona dos bares que arderam em Agosto de 2011. “Estamos a preparar o projecto e vamos precisar da vossa colaboração técnica”, concluiu o autarca.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Câmara das Caldas quer ter os impostos mais baixos da região Oeste

    Câmara das Caldas quer ter os impostos mais baixos da região Oeste

    FotoVotacaoEnergiaAs Caldas quer posicionar-se como um dos concelhos com impostos mais baixos do Oeste. Em 2015 continuará a cobrar a taxa mínima aos prédios urbanos (0,3%), a devolver 2% do IRS aos munícipes, a não cobrar taxa municipal de direitos de passagem e a aplicar uma taxa de derrama de 0,75% apenas a empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros.
    Estes impostos foram aprovados na Assembleia Municipal de 14 de Outubro, que fez também aprovar a Matriz Energética do concelho e o Plano de Acção para a Sustentabilidade Energética, que prevê uma redução de 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2020.
    Na Assembleia Municipal, que se realizou no dia 14 de Outubro, o presidente deste órgão, Luís Ribeiro, disse que está a ser planeada uma visita dos deputados municipais às termas de Ourense e Mondariz, na Galiza, para verem o aproveitamento que ali foi feito do património termal.

    Os deputados municipais aprovaram, por unanimidade, continuar a aplicar em 2015 a taxa mínima de IMI (Imposto Municipal sobre Imoveis). O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, justificou esta opção com o facto de se tratar de um imposto que tem um encargo muito significativo para as famílias. Entende, por isso, que a autarquia “deve continuar a ser contida na despesa e não agravar os encargos às pessoas”.
    Apesar de votar favoravelmente este ponto, o PS propôs que também no IMI possa haver um estímulo aos empresários e donos dos prédios para que façam intervenções de reabilitação.
    Para Edgar Ximenes (MVC) trata-se de uma “proposta justa e equilibrada, sem onerar excessivamente os munícipes, mas mantendo um financiamento fundamental para que também a actividade da Câmara possa beneficiar indirectamente os cidadãos”. Já o deputado social-democrata António Cipriano lembrou que as Caldas é dos municípios da OesteCIM onde as pessoas pagam menos IMI.
    A lista dos edifícios degradados para efeitos de majoração de 10% no valor do imposto a pagar foi aprovada com uma abstenção, da CDU. O deputado Vítor Fernandes estranhou que as Caldas apenas tenha 50 edifícios degradados e perguntou o que pode ser feito em relação aos edifícios inacabados, muitos deles propriedade de bancos e que “não pagam nada, mantendo-se assim e dando um aspecto degradante à cidade”.
    Pedro Seixas (PS) lembrou que no ano passado a lista tinha mais dois edifícios (que deverão ter sido arranjados), mas considera que esta continua a não transparecer a realidade do concelho. O deputado falou sobre os prédios do Viola, onde no ano passado abateu uma parte do telhado e este ano caiu já o tecto de um quarto que, por sorte, não atingiu uma moradora.
    “Os moradores já me disseram que iriam pedir uma vistoria à Câmara”, disse, acrescentando que até há pouco tempo eram os moradores que faziam as obras em casa, mas agora, com a actualização das rendas, “não se vêem obrigados a continuar nessa situação”. Pediu, por isso, à Câmara para ir junto da empresa responsável pelo prédio e solicitar obras de sustentabilidade.
    Emanuel Pontes (MVC) questionou se uma majoração de 10% no imposto é suficiente, equacionando se o valor não devia ser maior para persuadir as pessoas a arranjar as casas.
    O presidente da Câmara reconheceu que o levantamento dos prédios degradados não está completo pois ainda não foi possível aos técnicos verificarem todas as situações. “Está a ser feito um trabalho exaustivo e a minha expectativa é que a lista fique actualizada no decorrer do próximo ano”, disse, justificando-se com a falta de pessoal.
    Em resposta a Pedro Seixas, Tinta Ferreira disse que, no caso dos Prédios do Viola, trata-se de um processo entre particulares, mas o que normalmente fazem é pedir à Câmara que faça uma vistoria para que depois possam colocar uma acção em tribunal.
    O autarca também corrobora da opinião do deputado do MVC de que uma majoração de 10% é insuficiente, mas justifica que “há algum complexo de culpa do município” por ainda não ter o Plano de Pormenor do Centro Histórico aprovado e que alguns proprietários estão a aguardar esse documento para realizar as obras.
    Tinta Ferreira respondeu ainda a Manuel Nunes (PS) sobre os prédios degradados existentes junto ao Hotel Cristal, referindo que serão demolidos e substituídos por um espaço de ocupação pública.

    Contribuintes caldenses recebem 2% do IRS

    No próximo ano a Câmara vai devolver 2% do valor que lhe cabe (5%) aos munícipes que pagam IRS, um montante de 400 mil euros. Esta medida foi aprovada com os votos favoráveis da maioria social-democrata e do MVC e os votos contra da CDU, PS e CDS-PP.
    Também na Câmara a oposição PS e CDS-PP votou contra esta medida, embora por razões diferentes, pois enquanto que os socialistas consideram que a devolução devia ser maior, os centristas são da opinião que a autarquia não deve devolver nada.
    De acordo com Vítor Fernandes (CDU), esta verba não se trata de um imposto mas de uma receita da Câmara, dada pelo Estado, que podia ser aproveitada para ser posta ao serviço da comunidade. Esta é das poucas matérias em que a CDU e o CDS-PP estão de acordo. Uma situação que se repete todos os anos sempre que este assunto é debatido na Assembleia.
    O deputado Miguel Braz Gil considera que esta devolução é “uma perda de receita relevante”, sobretudo quando há um problema em ter receita corrente. “Está a perder receita, tempo de investimento e a possibilidade de ter uma melhor actividade económica no concelho”, disse, adiantando que era preferível, com aquele dinheiro, contribuir para a promoção da cidade e concelho.
    Manuel Nunes (PS) disse que o seu partido defende a devolução da verba aos cidadãos e a diminuição dos impostos e queria que a Câmara fosse mais além nesse valor. Recordou que no ano passado utilizaram o investimento a fazer no património termal como argumento para diminuir a devolução a dar aos contribuintes (de 2,5% para 2%) mas que nada foi feito. Por outro lado, este ano não existe qualquer fundamentação para manter este valor a devolver.
    A deputada do PSD, Filomena Rodrigues, reagiu às declarações do deputado socialista, fazendo notar que os investimentos no termalismo são de tal monta que não se “começa a arrecadar receita na véspera para o dia seguinte”, acrescentando que o fundamento para a Câmara ficar com parte do imposto continua a ser o mesmo: a sua aplicação no património termal, quando este passar para a autarquia.
    No que respeita à derrama, as empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros estão isentas do pagamento deste imposto. Às restantes será aplicada uma taxa de 0,75%, que é o valor mínimo a aplicar.
    Também as empresas que criarem, pelo menos, três postos de trabalho efectivos ficam isentas de derrama durante três anos.
    O deputado comunista Vítor Fernandes concorda com a proposta, mas considera que devia de haver um escalão superior, de 1%, para empresas com negócios acima de 500 mil euros.
    Tinta Ferreira justificou que a Câmara não considera esse outro escalão, mais alto porque o objectivo nesta fase é o de captação de empresas e “0,75% é competitivo na concorrência com outros municípios”.
    O valor auferido com este imposto será para fazer melhorias na Expoeste.

    Diminuir 20% das emissões de CO2 até 2020

    A Câmara das Caldas quer diminuir em 20% as emissões de CO2 até 2020. Em concreto terão que diminuir no concelho 51.951 toneladas de CO2, tendo por base o ano de 2009 em que foram produzidas 259.755 toneladas.
    Para atingir esse objectivo tem previsto um plano de acção que, depois de aprovado na Câmara e Assembleia, tem que ser submetido a Bruxelas para aceitação da Comissão Europeia.
    Serão feitas intervenções ao nível dos edifícios e infra-estruturas municipais, na iluminação pública, em energias renováveis e transportes. Entre as acções a implementar estão a iluminação eficiente em edifícios, eficiência energética em piscinas e gimnodesportivos, reabilitação térmica da envolvente dos edifícios, implementação do critério de eficiência energética em compras públicas e sensibilização para alterações comportamentais.
    No que respeita à iluminação pública será feita a renovação do parque de lâmpadas e luminárias e optimização dos semáforos existentes.
    Serão instalados painéis de solar térmico em todos os edifícios municipais com necessidade de águas quentes sanitárias, implementado um programa de telhados fotovoltaicos e utilizada, sempre que possível, a biomassa para a produção de calor.
    Ao nível da mobilidade sustentável prevê-se a renovação do parque de viaturas existente por viaturas de baixas emissões, a promoção da eco condução através da formação e a implementação de sistemas eficientes da gestão da frota municipal e de planos de transporte para funcionários municipais.
    “Alguns destes projectos são comuns com outros municípios para ganhar alguma economia de escala no âmbito da Agência de Energia e, por outro lado, obter apoios comunitários, para implementar a parte mais “pesada” destas acções”, explicou Ana Paula Neves, chefe de gabinete do presidente da Câmara, que está responsável pelo projecto.
    Estas acções foram delineadas tendo em conta a matriz energética do concelho que mostra que o sector que mais emissões produz e mais energia gasta são os transportes, com 59%. O sector doméstico surge em segundo lugar com 22%, seguido do comércio e serviços 9%. Ao nível da utilização de energia o gasóleo é o que é mais utilizado, seguido da electricidade e da gasolina.
    Jaime Neto (PS) destacou que este grupo municipal apoia todos os planos que tenham enfoque na redução da pegada de carbono neste concelho e que preconizem medidas de auto sustentabilidade energética. Considera que se trata de um projecto local com uma dimensão global e que é uma oportunidade para as Caldas reforçar a sua posição territorial relativamente à região Oeste.
    O autarca defendeu mais empenho na concretização do plano, que considera não ser estrutural, mas apenas um esboço. “Agora é preciso agarrar no trabalho, trazer para os órgãos autárquicos e contribuir um plano”, disse Jaime Neto, que quis saber quem são os técnicos camarários que vão estar empenhados neste projecto e como se processará o seu financiamento.
    O deputado socialista falou na necessidade de mudar comportamentos, de ter um urbanismo mais densificado no centro da cidade, assim como acções sobre transporte público e a partilha de bicicletas, para se conseguir reduzir a pegada de carbono.
    “Os transportes devem aparecer em primeiro lugar porque é também o que tem mais repercussão”, realçou, defendendo que é importante levar o transporte público aos centros urbanos de todas as freguesias porque isso reforça a coesão social e territorial. Jaime Neto disse ainda que é preciso alargar o circuito do Toma e que este venha a ser alimentado a biodiesel ou através de um sistema elétrico.
    Para Emanuel Pontes (MVC) este plano é um bom princípio para a sustentabilidade energética, embora acredite pouco que algumas medidas venham a ser aplicadas. O deputado acha que não se deve ficar à espera de financiamento comunitário para reduzir a pegada de carbono, mas sim fazer tudo o que estiver ao alcance para se ir reduzindo gradualmente.
    João Diniz (CDS-PP) tem uma posição diferente da maioria dos outros deputados pois não acredita no aquecimento global e nos gases de efeito estufa. “Estar a analisar este projecto partindo dessa premissa é um bocadinho difícil, ainda para mais porque o estudo deixa de fora o efeito do metano”, disse, acrescentando que este será maior no ambiente do que o do dióxido de carbono. Na opinião do deputado centrista, o estudo fará sentido se trouxer poupanças ao município e aos munícipes. No entanto não viu em lado nenhum a quantificação do custo destas medidas.
    De acordo com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, este plano resulta de uma estratégia conjunta dos municípios, pelo que muitas das candidaturas serão supramunicipais. “Não quantifica já valores porque os próprios regulamentos comunitários ainda não estão em vigor e é prematuro à estrutura estar a definir toda a quantificação”, justificou.
    A matriz energética do concelho e plano de acção para a sustentabilidade energética acabou por ser aprovado com a abstenção do CDS-PP.

    Visita a termas da Galiza

    A informação da actividade autárquica entre Junho e Setembro, entregue aos deputados, foi apreciada detalhadamente pelo deputado socialista Manuel Nunes. Munido do livro “Praça da Fruta”, de Carlos Querido, o deputado aconselhou os técnicos da Câmara a lerem-no e terem em conta as informações contidas para uma melhor intervenção no local. A obra refere que a “praça é um monumento, como a estátua da Rainha ou outra obra de arte”, disse, acrescentando que com esta intervenção está a ser adulterada e de uma forma “um pouco grosseira e incorrecta”.
    Manuel Nunes disse ainda que os bancos ali colocados chocam com os candeeiros existentes e que são “frios e incómodos”. Por isso, apresentou uma almofada de plástico que poderia ser colocada em cima dos bancos para os tornar menos frios e incómodos.  Uma ironia que fez rir os presentes, excepto o deputado António Cipriano que classificaria o gesto de “gincana política”.
    O deputado do MVC, Edgar Ximenes, destacou como positiva a acção da biblioteca municipal, nomeadamente a realização da biblioteca de praia. Por outro lado, chamou a atenção para a baixa execução das obras de regeneração, especialmente no que diz respeito ao Edifício de Promoção e Divulgação dos Produtos Regionais e do Espaço Turismo, e pediu informações sobre a intervenção nas arribas da Foz do Arelho e a requalificação da frente marítima e lagunar. O deputado do MVC também considera “preocupante” a ausência de informação relativamente a eventuais diligências sobre a questão termal e solicitou que este assunto volte a constar da ordem de trabalhos.
    O presidente da Assembleia, Luís Ribeiro, explicou aos deputados que, no âmbito do estudo prospectivo do termalismo caldense, ele próprio, um representante da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo e vereadores, têm realizado visitas a termas em Portugal e Espanha. “Foram visitas muito interessantes e chegou-se à conclusão que os deputados da Assembleia Municipal deviam conhecer termas cuja realidade, em termos de património, fossem parecidas connosco”, disse, acrescentando que enquadram-se nesse objectivo as termas de Ourense e Mondariz (Galiza). “Mondariz tem um património similar ao nosso, é antigo e foi recuperado, enquanto que Ourense tem termas no centro da cidade e outras recuperadas junto a um rio”, especificou.
    Esta visita, prevista para meados de Novembro, demorará dois dias, comprometendo-se a Câmara a pagar o transporte e a dormida.
    O deputado comunista, Vítor Fernandes, pediu informações sobre a revisão do PDM, que já se arrasta ao longo do tempo, assim como o Plano de Pormenor do Centro Histórico.
    Vítor Fernandes quis ainda saber qual é o montante “roubado” à autarquia das Caldas para o fundo das autarquias. O deputado comunista considera que se trata de um benefício ao infractor, pois as câmaras que cumprem vão ajudar as que fizeram asneira. “Quem devia ser responsabilizado eram os autarcas que deixaram as Câmaras chegar ao estado a que chegaram, como é o exemplo mais vistoso da nossa região, a Nazaré”, disse.
    António Cipriano (PSD) deu nota das boas notícias incluídas no documento, como é o caso da concessão das 45 bolsas de estudo, no valor de 700 euros cada, para apoiar jovens no ensino superior (proposta em sessão de Câmara pelo vereador do PS, Rui Correia) e a iniciativa da biblioteca de reaproveitamento dos manuais escolares. O deputado social-democrata apelidou a intervenção de Manuel Nunes (PS) sobre os bancos da praça de “gincana política” e disse que os socialistas estão, desde o início das obras, contra a sua concretização e a “fazer figas” para que as coisas não corram bem. Considera, por outro lado, que estas “estão a valorizar a cidade e irão reforçar a sua atractividade e a vivência do peão”.
    Em resposta, Manuel Nunes comparou-o ao anterior presidente, Fernando Costa, que “dizia o mesmo quando não tinha argumentos para contrapor”.

    As explicações do presidente

    O presidente da Câmara explicou que a obra do Edifício de Requalificação dos Produtos Regionais já está a ser executada por uma terceira empresa e que “existem boas perspectivas de ser concluída até ao final do ano”. Relativamente ao Espaço Turismo, a empresa tem sido sempre a mesma, mas tem manifestado desde sempre muitas dificuldades em desenvolver a obra. “A opção da Câmara tem sido que as empresas desenvolvam a obra até ao fim porque um processo de rescisão por parte da Câmara é muito complicado”, justificou.
    A Câmara já adjudicou a uma nova empresa a intervenção nas arribas. No entanto esta ainda não começou porque encontram-se agora num processo de conversações com um particular que afirma que os terrenos onde estão assentes as arribas são sua propriedade. “Esta questão é recente porque as pessoas tinham que provar os terrenos que agora são de domínio público eram deles antes de 1864”, justificou.
    Tinta Ferreira informou ainda que já foi aberto o procedimento para o projecto de requalificação da frente marítima e lagunar, com o preço base de 200 mil euros.
    À semelhança de Vítor Fernandes, também o presidente da Câmara lamenta que os municípios com uma boa gestão financeira tenham que contribuir para os que se encontram endividados, no âmbito do Fundo de Apoio Municipal (FAM). O município das Caldas vai ter que contribuir, durante sete anos, para esse fundo com cerca de 1,4 milhões de euros, o que corresponde a 196 mil euros por ano. “É um fundo reembolsável, é como se fosse um depósito com juros”, disse Tinta Ferreira, que acredita que o governo arranjará forma de serem ressarcidos.
    De acordo com o autarca “os municípios não cumpridores vão receber o fundo, mas vão ter que despedir pessoal, aumentar os impostos e fazer saneamento financeiro”.
    Referindo-se à Praça da Fruta, disse que o projecto foi aprovado e depois candidatado aos fundos comunitários com aquele mobiliário e que os fiscais quando vierem ver irão procurar os bancos que figuram no projecto. “Os técnicos procuraram dar um toque de contemporaneidade”, disse, destacando que se aquela solução tivesse sido proposta por um arquitecto de renome, “se calhar ninguém contestaria”.
    O autarca referiu ainda que há muita gente que gosta dos bancos, “especialmente os mais novos, com uma visão mais aberta”.

    Sensibilização para um uso correcto do ecoponto

    Edgar Ximenes (MVC) denunciou a acumulação de muito lixo junto aos ecopontos em várias freguesias do concelho. Este problema deve-se, na sua opinião, à falta de civismo das pessoas, que preferem deitar o lixo no chão em vez de, se necessário, cortar os objectos em pedaços mais pequenos ou então entregá-los directamente na estação de transferência das Gaeiras. “Os veículos que recolhem o material dos contentores dos ecopontos não estão preparados, nem é essa a sua função, para recolher lixo amontoado no chão”, disse. O deputado deixou, por isso, um apelo para que os serviços de limpeza actuem nesse sentido e que seja feita uma campanha de sensibilização junto das pessoas para o correcto uso dos ecopontos.
    Também Miguel Braz Gil (CDS-PP) deu nota da falta de civismo público ao recordar que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo pôs vários oleões ao serviço das pessoas para depositarem os óleos alimentares e “era frustrante ver que iam lá colocar sempre óleo dos carros”, que não era permitido.
    O presidente da Câmara reconheceu que é necessário fazer uma campanha que ajude as pessoas a terem um comportamento mais adequado relativamente à questão do depósito do lixo. Comprometeu-se a transmitir aos serviços a preocupação do deputado e informou que a Câmara terá que avaliar se a ValorSul faz as recolhas suficientes.
    O deputado Edgar Ximenes aproveitou o destaque “positivo” dado pela Gazeta das Caldas ao trabalho feito pela Junta de Freguesia da Foz do Arelho para, em nome do MVC, manifestar o seu orgulho no apoio que deu e que nunca “duvidou da capacidade de Fernando Sousa e da sua equipa para levar a bom porto o ambicioso programa que há um ano foi sufragado pela população da Foz do Arelho”.
    Filomena Rodrigues (PSD) disse não perceber por que razão foi destacado o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, fazendo notar que estes não trabalham sozinhos, mas que têm a colaboração de representantes de outros partidos na Assembleia de Freguesia. Por outro lado, destaca que também os autarcas das outras freguesias têm feito iniciativas de realce.
    Também Miguel Braz Gil (CDS-PP) partilhou da opinião de que não se deve destacar casos isolados e destacou que as observações partidárias são esquecidas a partir do momento em que a pessoa é eleita presidente de Junta. E, em tom de brincadeira, disse ainda que o presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, o centrista Rui Rocha, deve estar chateado com ele pois nunca o elogiou na Assembleia.
    De acordo com Tinta Ferreira, a postura da Câmara é tratar de igual forma todas as freguesias, independentemente da cor política de quem a dirige.

    LINHA DO OESTE

    O deputado comunista Vítor Fernandes apresentou uma moção sobre os problemas que afectam a Linha do Oeste, que acabou por baixar à segunda comissão para ser analisada por todos os partidos.
    Também o deputado Jaime Neto (PS) interveio, mostrando a sua apreensão pelo facto de estar em curso o processo de fusão da Refer com as Auto-estradas de Portugal. O autarca considera que do ponto de vista empresarial, a partir do momento em que estas duas empresas se fundirem numa só, “vão olhar para a Linha do Oeste e vão cortar este serviço porque já têm duas auto-estradas que a ladeiam”. Os socialistas estão “altamente preocupados” pois temem que no futuro, com a fusão destas duas empesas, a Linha do Oeste fique no esquecimento.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Começa hoje o Caldas Nice Jazz

    Começa hoje o Caldas Nice Jazz

    jazzA segunda edição do Caldas Nice Jazz abre hoje com um concerto da luso australiana Melissa Oliveira, que apresenta um sexteto com Rui Silva, José Carlos Barbosa, João Martins, J.A.M. e Jason Palmer. O ponto de encontro é no CCC às 21h30. Amanhã, sábado, também às 21h30, o pianista Tigran Hamasyan sobe ao palco para demonstrar todas as qualidades que lhe valeram vários prémios ao longo da sua ainda curta carreira.
    Durante a semana decorrerão também alguns concertos em vários pontos das Caldas. Sábado de manhã, pelas 10h30, nas ruas da cidade, a actuação de Cottas Club Jazz Band. Domingo, no Hotel Sana Silver Coast, às 16h00, realiza-se o concerto de Vicente Valentim que se apresentará num trio, assim como João Dias Ferreira, na segunda-feira, dia 27, no café Capristanos, às 18h00. Na terça-feira, na EHTO, tocará João Neves em duo, pelas 16h00. No dia 29 decorrerá a actuação do duo musical de Luís Vicente na Casa Antero pelas 21h30. Para quinta-feira, dia 30, os Raging Jazz actuam na ESAD, também às 21h30.

    I.V.

  • Apresentada candidatura à rede europeia de cidades termais

    Apresentada candidatura à rede europeia de cidades termais

    CaO delegado geral da European Historic Thermal Towns Association (EHTTA), Michel Thomas Penette, que também é o director do Instituto Europeu dos Itinerários Culturais, visitará as Caldas em Dezembro para conhecer a cidade e o seu património termal. Caso a sua apreciação for favorável, Caldas da Rainha poderá integrar a rede europeia que junta as mais famosas estâncias termais. A decisão será anunciada a 5 de Março, em Bath (Inglaterra), na próxima assembleia geral.
    Esta visita resulta do interesse das Caldas em integrar esta rede termal. O vereador Hugo Oliveira esteve, entre 16 e 18 de Outubro, na cidade italiana de Acqui Term, onde teve lugar uma assembleia geral desta organização que funciona na égide do Conselho da Europa e apresentou o interesse caldense em aderir à associação. A candidatura das Caldas é apadrinhada pelos representantes da cidade espanhola de Ourense que entregaram uma “carta de conforto” em defesa desta candidatura portuguesa.
    De acordo com Hugo Oliveira, “as coisas estão bem encaminhadas pois eles gostaram da nossa candidatura”, disse, acrescentando que fez logo notar que neste momento as termas não se encontram a funcionar. O autarca destaca, no entanto, que as “termas caldenses possuem uma vertente histórica e cultural muito forte, o que nos deixa muito bem posicionados para o efeito”.  Integram esta associação as mais importantes termas europeias como Baden Baden (Alemanha),), Karlovy Vary (Rep. Checa), Budapeste (Hungria),  Spa (Bégica), Vichy (França), alem das já referidas.

    F.F.

  • Serviços comerciais da Gazeta das Caldas

    Devido a obras de renovação da loja da Gazeta das Caldas, o atendimento administrativo e comercial do nosso jornal está a funcionar provisoriamente  no 1º andar das nossas instalações.
    Os nossos assinantes e anunciantes deverão, assim, dirigir-se ao primeiro piso do número 56 da Rua Raul Proença. Prometemos ser breves.
    A Direcção

  • A Semana do Zé Povinho

    A Semana do Zé Povinho

    logo-esc-bord-pinhA história da Secundária Rafael Bordalo Pinheiro é querida a Zé Povinho, que se acha irmão da escola que também teve origem naquele que hoje lhe dá o nome.
    Criada há 140 anos, está no edifício actual há meio século, fazendo jus ao seu patrono e tendo visto passar pelas suas salas nomes tão famosos nas artes como do próprio Bordalo, mas também de Von Bonhorst, Eduardo Gonçalves Neves, Cunha Ferraz, Francisco Elias, José Fuller, Eduardo Mafra Elias, João Fragoso, António Duarte, Alexandre Angélico, Vasco da Conceição, António Vitorino, Manuel Rainho, Martins Correia, Santa Bárbara, Armando Correia, Herculano Elias, Eduardo Constantino, etc.
    Nas artes, nas tecnologias, nas ciências e nas áreas empresariais passaram por aquela escola milhares de jovens cheios de ilusões, mas também com muita força de progredirem e de se afirmarem nas suas profissões.
    Aquele estabelecimento escolar tem pedigree, uma vez que em 1884 foi uma das oito escolas de desenho que foram criadas no país, inspiradas nos modelos dos países europeus mais desenvolvidos: três em Lisboa, três no Porto, uma em Coimbra e outra nas Caldas da Rainha.
    No final do século XIX Caldas da Rainha era uma localidade que contava e tinha a sua retribuição, tendo a escola sido o testemunho mais forte dessa importância num país que era muito mais amorfo.
    Por isso, Zé Povinho regozija-se com este meio século do modelar edifício da escola caldense, que só foi renovado no início desta década, e só exige que a cidade das Caldas da Rainha saiba hoje exigir a mesma valorização que os seus antepassados o conseguiram no último século e meio.

    Untitled-1A história da obra do empedrado na Praça da República, naquilo que muitos consideram um dos ex-libris das Caldas da Rainha, tem tanto de anedótico como de caricato e pode ser mesmo um dos símbolos do planeamento das obras de regeneração urbana com 10 milhões de euros de dinheiros comunitários.
    Os caldenses mais atentos que acompanham o desenrolar daqueles trabalhos começaram por admirar-se do tempo exagerado inicialmente consumido na colocação das condutas e outros meios de abastecimento de energia, água, gás, bem como de recolha de esgotos, etc. Foram longos meses em que se abriam e fechavam valas, colocando e acrescentado tubos, sem se saber bem se havia um plano delineado antes e se se utilizavam os modernos meios de fazer aqueles trabalhos.
    Mas o pior estava para acontecer. E aconteceu com a colocação do empedrado que, para manter a traça de origem, viu substituírem-se equipas e ritmos de obra, uma vezes lentos outras vezes mais acelerados.
    Nas últimas semanas parecia que havia ritmo e que, apesar de não se cumprirem os prazos várias vezes adiados, o final estava à vista, apesar dos pormenores terem ficado descuidados, como os bancos, os chafarizes e a recolocação dos próprios candeeiros.
    Só que na última semana, ao que parece, alguém descobriu que a simetria do desenho original da Praça não estava a ser respeitada, para além de muitas imperfeições nos trabalhos iniciais. E aí “ó da guarda!”, é necessário desfazer e voltar a fazer, adiando uma vez mais a conclusão da obra que já tinha data de inauguração e tudo.
    Zé Povinho, com uma paciência de Job apesar de uma certa dose de ironia, pensa que muito do que se passou foi grave e teve consequências pesadas para os vendedores da Praça e para os logistas em seu redor, que perderam bastante dinheiro com toda esta história.
    Mas para ser salomónico na sua pena, Zé Povinho não pode esquecer a forma atabalhoada e apressada como o plano de regeneração urbana foi concebido e preparado pelo vereador Dr. Hugo de Oliveira, e depois assumido pelo eleito Dr. Tinta Ferreira, que aceitou acriticamente sem protesto tudo o que estava concebido e levado a cabo (apesar das imensas alterações que as obras têm sofrido sem nexo ao longo dos meses).
    Mas no final Zé Povinho não pode esquecer que este foi sempre o método de planeamento do Dr. Fernando Costa, o anterior presidente da Câmara durante 28 anos, assente no acidental e sempre corrigido em cima do joelho, respondendo a pedidos do povo e usando a régua e mestre escola para corrigir os acidentes de percurso.
    Hoje o Dr. Fernando Costa não está nas Caldas e até se vangloria em Loures por aquilo que nunca foi capaz de fazer nas Caldas. Mas é a sua sombra que assombra os seus discípulos e herdeiros – Tinta Ferreira e Hugo de Oliveira – que para mal das suas penas sentem na iminência uma ameaça permanente do seu regresso. Por isso Zé Povinho coloca-os aos três na mesma fotografia.

  • Ingleses da volta a Portugal em comboio passaram pelas Caldas

    Ingleses da volta a Portugal em comboio passaram pelas Caldas

    _MG_6865-(2)Na estação das Caldas é mais um dia pacato. Pouco passa do meio-dia de mais uma segunda-feira normal. Aqui não há nenhuma agitação especial, mas a cidade prepara-se para receber cerca de 50 súbditos de Sua Majestade que chegam num comboio especial.
    Trata-se de um grupo de entusiastas dos caminhos-de-ferro que anualmente fretam um comboio à CP para sentir o ribombar dos motores de uma locomotiva a diesel cujo motor foi construído na Inglaterra há 50 anos.

    A viagem que estes “maluquinhos dos comboios” costumam realizar todos os anos durou desta vez quatro dias. Começou no Porto, de onde seguiram para Valença, pararam para almoçar em Viana do Castelo e pernoitaram em Coimbra. No dia seguinte foram à Guarda e prosseguiram até Vilar Formoso. Regressaram a Coimbra, onde pernoitaram novamente e de onde seguiram, na manhã de segunda-feira, para as Caldas da Rainha onde pararam durante três horas para almoçar.
    O grupo espalhou-se pela cidade e comeu onde quis. Alguns deram um passeio pela Praça da Fruta e houve quem estranhasse não ver o mercado a funcionar porque já conheciam a cidade.
    Às 15h30 a composição dos ingleses – formada por uma locomotiva 1400 e duas carruagens Sorefame – partiu para Lisboa para depois subir para o Porto via linha do Norte. Para quem gosta de viajar de comboio, estas viagens não cansam – são um prazer.

    As fantásticas locomotivas 1400

    Até às Caldas da Rainha a viagem correu “mais ou menos como planeado” contou à Gazeta das Caldas, Jason Warner, um dos viajantes britânicos. Este habitante de Northamptonshire contou que “era suposto termos ido à Figueira da Foz ver os Estaleiros Navais do Mondego e não fomos porque a CP não organizou tudo a tempo”.
    Entendido em comboios, tal como os restantes compatriotas desta viagem, Jason Warner apontou para uma automotora Allan estacionada na linha ao lado e disse “aquele comboio não é bom, mas a locomotiva [1400] que nos trouxe é boa”.
    Não será por rivalidades nacionalistas (a Allan é de origem holandesa) que este britânico prefere a 1400. “É uma série desenhada em Inglaterra e é por isso que os ingleses organizam este tipo de viagem”, contou.
    Estas locomotivas foram compradas pela CP em 1967 à English Electric. Estão numeradas entre 1401 e 1467 e resultaram de um investimento que pretendia eliminar a tracção a vapor em Portugal, à época ainda muito em uso em grande parte do país.
    Apenas as dez primeiras foram construídas em solo inglês. As restantes foram construídas pela Sorefame, na Amadora.
    Estas máquinas prestaram (e ainda prestam) serviço em todo o território nacional a norte do Tejo, mas com especial incidência na linha do Oeste. Foram depois substituídas por automotoras quando a CP decidiu acabar com as composições formadas por locomotiva mais carruagens.
    Na estação das Caldas Jason Warner conta que desde 1997 vem todos os anos a Portugal. Já tinha estado várias vezes na estação das Caldas, mas nunca tivera a oportunidade de visitar a cidade. É que, até há alguns anos estes comboios especiais eram alugados com uma carruagem-restaurante pelo que as refeições faziam-se a bordo. Mas a CP, entretanto, abateu estas carruagens.

    UMA VIAGEM EMOCIONAL

    Na opinião de Robin Bridgetson, que veio de Winchester (e que já conhecia as Caldas da Rainha), “é muito triste o que está a acontecer em Portugal” com o encerramento de várias linhas ferroviárias. “Por exemplo, no Douro existiam algumas linhas muito bonitas que agora já não podemos percorrer”, lamentou-se, referindo-se ao encerramento das linhas do Tâmega, do Corgo e do Tua.
    Este entusiasta dos comboios, diz que a peregrinação ferroviária anual a Portugal é importante para conhecer pessoas e encontrar amigos. “Todos vivemos no Reino Unido, mas muitos de nós só nos vemos em Portugal” contou. E sublinha que viajar de comboio é uma forma bonita de conhecer um país, para além do prazer que constitui a própria viagem em si.
    Uma opinião partilhada por David Pepperell que contou à Gazeta as suas impressões sobre a viagem: “ontem tivemos muito problemas mas graças ao maquinista conseguimos manter-nos a andar, portanto fazemos figas para que os 547 quilómetros que nos faltam percorrer hoje passem sem incidentes”. Este britânico conheceu a região Oeste há 25 anos atrás e quis agora ver como esta se tinha desenvolvido.
    “Esta é uma viagem muito emocional para nós porque já restam muito poucas locomotivas destas em actividade”, contou, explicando depois que decidiu vir neste comboio para descobrir um pouco mais de Portugal. “Todos os anos venho para o Algarve, uma ou duas vezes, mas acho muito fascinante o Centro e o Norte de Portugal”, disse o turista.
    Às 15h30 a locomotiva 1400 soltou um prolongado apito e o comboio dos ingleses pôs-se em marcha para sul. Pouco antes da partida, funcionários da Câmara das Caldas deslocaram-se à estação e distribuíram folhetos turísticos da cidade e da região a estes visitantes inesperados.

    Isaque Vicente
    ivicente@gazetadascaldas.pt

  • “Em Londres a cultura e até os artistas de rua são encarados como uma mais valia para a cidade”

    “Em Londres a cultura e até os artistas de rua são encarados como uma mais valia para a cidade”

    Ana-(2)

    Ana Filipa da Silva Pinto
    Caldas da Rainha
    28 anos
    Redhill, Surrey, Inglaterra
    Designer, auxiliar de fotógrafo
    Percurso Escolar: Escola Raul Proença, ESAD, East Surrey College

    O que mais gosta do país onde vive?
    O que eu mais gosto é o respeito que há pelas pessoas, pelo trabalhador esforçado, pela terceira idade e pelos mais desfavorecidos, ou com necessidades especiais. Há um cuidado especial com quem mais precisa a nível de subsídios, passes de transporte, ajudas na renda de casa, e isso reflecte-se na população da Inglaterra pois cada casal tem pelo menos três filhos.
    A Natureza é onde mais me identifico. Aqui nos arredores de Londres, zona a que por vezes se dá o nome de Zona dos Ingleses, todas as casas têm jardins cuidados e o próprio clima ajuda a que se mantenham sempre verdes. Existem jardins por todo o lado, com baloiço para crianças e alguns deles com espaços também para adultos.
    A cultura e até os artistas de rua são encarados como uma mais valia para a cidade. Aqui a cultura tem vida e é valorizada. O que se reflecte numa população mais culta e informada.
    A preocupação com a saúde e bem estar foi algo que me impressionou desde o inicio. Não estava habituada a ver pessoas a fazerem exercício (correr) na rua a toda a hora, mesmo no centro de Londres.

    O que menos aprecia?
    O primeiro ano foi muito difícil. O choque cultural é enorme. As saudades da família e dos amigos são muitas, e no início não nos identificamos com nada. Parece ser tudo “estranho”. A dificuldade de expressão torna tudo mais complicado também.
    Conduzir do lado esquerdo da estrada é pavoroso!  Apesar de neste momento já me ter habituado, conduzir do lado esquerdo da estrada é algo muito estranho no início, pôr as mudanças com a mão esquerda e fazer as rotundas do lado esquerdo é simplesmente “hilariante” nas primeiras semanas.

    De que é que tem mais saudades de Portugal?
    Tudo. Especialmente do aconchego da família e das conversas com os amigos. Do mar da Foz do Arelho que sempre me inspirou, da praia de areia… Da comida da minha mãe, da comida fresca portuguesa. Do estilo de vida português.

    A sua vida vai continuar por aí ou espera regressar?
    O dia de amanhã só a Deus pertence, mas eu acredito que irei viver aqui mais alguns anos pois penso que terei mais hipóteses de evoluir na minha área profissional aqui.
    A minha esperança é ganhar estabilidade para que possa ir e vir quando quiser.

    “Não há subsídios de férias ou Natal, mas o trabalhador esforçado é mais facilmente valorizado”

    Tenho uma licenciatura em Design Industrial que tirei na ESAD das Caldas da Rainha equivalente ao British Bachelor (Honours) degree standard. E encontro-me  a estudar em horário pós laboral, Inglês no East Surrey College.
    Moro e trabalho no sul de Londres, mais propriamente na zona de Surrey, longe da multidão do Centro. Esta zona está rodeada de jardins e árvores por todo lado. Por vezes penso que vivo dentro de um grande Jardim, o que me agrada muito.
    Quando cheguei, em Setembro de 2013, fui morar para a vila de Banstead. Uma semana depois de procurar trabalho e enviar currículos, voluntariei-me para trabalhar no fotógrafo da vila que é agente da Fujifilm. Após uma semana de experiência comecei a trabalhar lá. O tipo de trabalho que faço, para além da impressão digital, tratamento de fotografia, restauração de fotografias e design gráfico, é tentar inovar nos produtos e serviços.
    Desde Setembro de 2013 criámos um web-site e uma aplicação para telefone, onde as pessoas podem encomendar fotografias a partir de casa e ou a partir do telefone. Para além disso, apostamos agora, na linha “Gifts” que consiste nos diversos objectos em que podemos imprimir fotografias, canecas, t-shirts, bases de copos, bases para ratos, capas para i-phones. O próximo passo será “as montras criativas”.
    O que eu acho extremamente interessante aqui é que os nossos clientes são maioritariamente maiores de 50, e que têm imensa vontade de aprender a tirar fotografias, a utilizar os computadores self-service, e mexer nos i-phones e i-pads que têm. A terceira idade aqui está realmente viva e recomenda-se. É extremamente activa e interessada!
    O ordenado mínimo nacional é de 6,31 libras à hora (7,92 euros), não há subsídios de férias ou Natal, mas o trabalhador esforçado é mais facilmente valorizado.
    Os preços de casa e dos transportes são realmente mais caros. No entanto, no meu ponto de vista há mais equilíbrio em relação a ordenado – custo de vida do que em Portugal. Paga-se bastantes impostos, nomeadamente imposto de casa.
    No entanto, o serviço nacional de saúde NHS é gratuito para residentes. Urgências no Hospital, consultas nos GP (centros de saúde)  e alguns medicamentos estão acessíveis gratuitamente.

    Ana Filipa da Silva Pinto

  • Música e livros na inauguração da Livraria da Adega

    Música e livros na inauguração da Livraria da Adega

    LivrariaAdegaA livraria da Adega (situada na Rua da Porta da Vila) será inaugurada durante este fim-de-semana. As comemorações começam hoje, 24 de Outubro, pelas 21h00, com a apresentação do livro “Vida dupla” de Sérgio Godinho, seguindo-se um concerto com o grupo “Cadernos de Viagem”.
    No sábado, pelas 17h00, será apresentado o livro de poesia para adultos “Os armários da noite”, de Alice Vieira, e, pelas 19h00, o livro “Atreve-te a ser feliz”, de Celeste Martins. A partir das 22h00 começa a festa com o DJ Mr. Jones e, pelas 24h00, serão cantados os parabéns ao Colab, que assinala dois anos.
    No domingo, pelas 16h00, será feita a apresentação do livro “Dificuldades de aprendizagem específicas”, de Diana Tereso Coelho, seguindo-se, pelas 18h00, o concerto “Lula’s alternativa, imaginário cabo verdiano”.
    Esta é a terceira livraria da Ler Devagar em Óbidos, depois da Grande Livraria de S. Tiago e do Mercado Biológico. Tem a particularidade de ter representados alguns alfarrabistas e livros de saldo, a partir de dois euros, que se encontram expostos em estantes feitas com caixas de vinho.
    A Adega tem um bar de apoio, com uma variada carta de vinhos e petiscos para degustação.

    F.F.

  • Inscrições abertas para cursos de cerâmica no Cencal

    Terá início a 6 de Novembro no Cencal um curso sobre Olaria de Roda que será leccionado pelas ceramistas Inês Salgado e Nadine Gueniou. Esta acção de formação de 100 horas decorrerá entre as 18h00 e as 22h00 às quintas e sextas-feiras e aos sábados das 9h30 às 18h30.
    Também com início a 6 de Novembro vai realizar-se o Laboratório Experimental de Cerâmica para Desenvolvimento de Engobes que será coordenado por Inês Salgado.
    Em 8 de Dezembro terá início um workshop de Cerâmica Criativa sobre Bules e Chá – A Cerâmica à Mesa, com o ceramista e designer Vasco Baltazar.
    A 15 de Dezembro começará um curso de olaria com o ceramista Ricardo Lopes, que faz parte Ciclo Grandes Mestres Oleiros. Entre os objectivos do curso, que durará uma semana, está a produção de peças de maior dimensão em pastas de grés, faiança e porcelana.
    As acções destinam-se a ceramistas, modeladores, artesãos, artistas plásticos, designers e professores EVT. Está também aberto a desempregados com habilitação superior.
    O centro de formação caldense tem previstas para o último trimestre acções na área EFA de Agente de Geriatria, Ambiente, Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, Higiene e Segurança Alimentar e Segurança Contra Risco de Incêndio em Edifícios.
    Continuam também abertas as inscrições para o curso de Especialização Tecnológica do Cencal (que será dado nas instalações das Caldas da Rainha e da Marinha Grande) e de Ofícios de Arte – Cerâmica e Vidro, para jovens e activos com formação base do 12º ano de escolaridade.

    N.N.

  • Muita emoção em homenagem a António Aniceto

    Muita emoção em homenagem a António Aniceto

    irmao5365365Foi com muita emoção e algumas lágrimas que António Alfredo Aniceto recebeu uma homenagem do Rotary Club das Caldas pelo seu mérito profissional e cívico.
    Tal foi a emoção que teve de ser o seu irmão, José Luís Aniceto (com quem criou um gabinete de contabilidade em 1972 e que ainda hoje existe), a ler a mensagem de agradecimento que escrevera para aqueles que fizeram questão de estarem presentes no jantar de homenagem no restaurante “A Lareira”.
    António Alfredo Aniceto foi a primeira pessoa a receber o diploma de Mérito Profissional que o Rotary das Caldas vai passar a atribuir anualmente, em substituição do prémio de profissional do ano que até agora entregava a caldenses que se tenham distinguido.
    Vários amigos quiseram dar o seu testemunho. Lalanda Ribeiro (que também levou uma mensagem de agradecimento do ex-presidente da Câmara Fernando Costa), disse que António Alfredo Aniceto é um exemplo para todos “no aspecto associativo, profissional e como cidadão”.
    António Próspero, que foi funcionário do homenageado, realçou que António Alfredo Aniceto foi responsável pelo sucesso profissional de muitos caldenses. “Este homem lançou muitos comerciantes e industriais nas Caldas”, realçou, sendo o próprio António Próspero um exemplo disso.
    Já Mário Gonçalves começou por recordar os tempos em que ambos jogavam futebol durante a adolescência (na década de 40) e salientou depois a “meritória actividade que este desempenhou durante muitos anos no Montepio Rainha D. Leonor”. O médico reformado referiu ainda que o homenageado “pugnou sempre pela posse dos direitos políticos e cívicos que conferem ao cidadão a plenitude da sua condição de Homem livre”.
    O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, sublinhou igualmente o papel que o homenageado teve em várias instituições relevantes no concelho, mas também o que fez por um sector tão importante para as Caldas, como é o comércio.
    Segundo o presidente do Rotary das Caldas, Luiz Gomes, esta homenagem foi aprovada por unanimidade no clube e faz o sentido na missão desta instituição. “Esta sessão vai ficar no meu coração”, afirmou.

    O caldense que recusou ser deputado

    António Alfredo Aniceto nasceu a 1929 em Torres Vedras e veio para as Caldas em 1942. Nesta cidade tornou-se militante do PCP, mas também se notabilizou pela sua ligação ao futebol e ao associativismo. Distinguiu-se como columbófilo, jogador de ténis de mesa e de futebol.
    Profissionalmente foi Técnico Oficial de Contas, para além de ter sido empregado de escritório e comerciante.
    Além de uma corajosa actividade durante a ditadura fascista, António Alfredo Aniceto exerceu cargos públicos na cidade, já depois do 25 de Abril, enquanto destacado militante do PCP. Entre Outubro de 1974 e Dezembro de 1976 foi vereador na Câmara caldense, tendo sido durante esse período presidente da Comissão Municipal de Higiene e da Comissão Integradora dos Serviços de Saúde locais. Foi eleito deputado à Assembleia Municipal durante dois mandatos.
    Como membro do executivo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, presidida na altura por José Vieira Lino (CDS) exerceu o cargo de tesoureiro. Foi ainda membro da Assembleia desta freguesia durante três mandatos.
    António Alfredo Aniceto foi também segundo candidato pelo distrito de Leiria à Assembleia da República em 1976, proposto pelo PCP, tendo sido chamado à efectividade para substituir o cabeça de lista, mas recusou o lugar no parlamento por motivos profissionais. “Já tinha sido muito forçada a minha candidatura em número dois”, revelou durante esta cerimónia.
    O comunista já foi homenageado pelas várias instituições por onde passou (Montepio Rainha Dona Leonor, Sociedade Columbófila Caldense, Caldas Sport Clube, Bombeiros Voluntários e Casa do Benfica), mas também pela Câmara das Caldas e pelo Governo Civil de Leiria.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Comunidade partilhou saberes nas Gaeiras… enquanto a chuva deixou

    Comunidade partilhou saberes nas Gaeiras… enquanto a chuva deixou

    FogueiraOs Jovens Voluntários Gaeirenses (JVG) dinamizaram na tarde de sábado, 11 de Outubro, um conjunto de actividades de partilha de saberes, palavras, gestos e idades, envolvendo cerca de 400 pessoas. O evento, denominado, Espaço, Tradição e Comunidades (ETC) estava previsto decorrer durante todo o fim-de-semana, mas acabou por ser cancelado no domingo devido às más condições atmosféricas.

    Jogos tradicionais, um piquenique, yoga em família e a confecção de pão foram algumas das actividades desenvolvidas no Convento de S. Miguel durante a tarde de sábado. Enquanto os mais velhos não quiseram deixar de experimentar alguns dos jogos comunitários dos seus tempos de juventude, como o lançar do peão, os mais novos perceberam que se podem divertir também com estas actividades.
    De acordo com o presidente da JVG, Ricardo Duque, houve um “grande envolvimento e participação” nas actividades que conseguiram realizar. Mas infelizmente a maioria não se realizaram devido ao mau tempo. “Ficámos até surpreendidos com o interesse e alegria de todos os participantes na partilha dos saberes e dos espaços”, disse o jovem dirigente associativo, convicto que esta é uma forma de aproximação muito importante pois cria laços inter-geracionais muito fortes. Para além disso, permite também a transmissão de um património imaterial que “é urgente preservar e permite a todas as pessoas contribuir com a sua história”.
    Participaram no evento cerca de 400 pessoas e a organização esperava uma “maior enchente” para o período da noite, altura em que iriam decorrer experiências gastronómicas e concertos.
    O evento teve de ser cancelado e não deverá ser repetido. No entanto, os jovens estão empenhados na construção de um novo formato para consolidar o conceito. “Queremos, durante o ano e até à próxima edição do Espaço Tradição e Comunidades, fazer acontecer, em diferentes momentos, os diferentes conteúdos que deveriam ter tido lugar no fim de semana passado”, explica Ricardo Duque.
    Estiveram envolvidos neste primeiro ETC mais de 40 jovens voluntários que querem envolver a comunidade e criar laços de qualidade entre as pessoas que participam e habitam o mesmo território. “A tradição não deve ser estanque nem ser considerada um objecto museológico”, refere Ricardo Duque, destacando que esta necessita de ser conhecida, partilhada e vivida, podendo criar “oportunidades de desenvolvimento e re-localização do património imaterial numa perspectiva de empowerment territorial”.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Ponto de Ajuda dinamiza grupo de entreajuda

    O Centro de Recursos Comunitário – Ponto de Ajuda vai dinamizar Grupos de Entreajuda para a Procura de Emprego (GEPE). Trata-se de um projecto para apoio a desempregados, onde se procura ultrapassar a desmotivação, o isolamento e a tendência depressiva a que o desemprego quase sempre conduz. Com o apoio de um facilitador, o grupo foca-se na procura activa de emprego para os seus membros, tendo cada um deles a função de apoiar os restantes nessa missão.
    As reuniões vão decorrer semanalmente nas instalações do centro, na Rua Mestre Mateus Fernandes (antiga Universidade Católica), semanalmente.
    Os GEPE são uma iniciativa do Instituto Padre António Vieira, com o apoio da Solidariedade e da Segurança Social e da Fundação Montepio. Com a criação destes grupos pretende-se estimular a “canalização de recursos de responsabilidade social das organizações e de voluntariado corporativo de instituições que podem dar um contributo positivo para a reintegração laboral dos desempregados”, referem no seu site na internet.
    A participação é voluntária e gratuita. Os interessados podem fazer a sua inscrição directamente no Centro de Recursos Comunitário ou pelos tel. 262094146, 913824143, ou geral.crc@scmcr.pt

    F.F.

  • “Homeopatia para todos” continua em Óbidos

    O programa Homeopatia para Todos vai ter continuidade a partir do próximo dia 31 de Outubro, e sempre aos sábados, nas instalações das Piscinas Municipais de Óbidos. Da responsabilidade técnica do homeopata Luís Marques, conta com a colaboração de alunos estagiários do Curso Geral de Homeopatia, do Instituto de Medicina Tradicional em Lisboa.
    As marcações podem ser feitas no local ou através do número 262955550.

    F.F.

  • Conferência Vicentina do Bombarral comparticipa medicamentos, habitação e outras despesas

    O número de famílias carenciadas no concelho do Bombarral continua a aumentar e a Conferência Vicentina do Santíssimo Salvador do Mundo desta localidade já está a dar apoio a cerca de 200 pessoas.
    Segundo Nuno Ferreira, presidente da instituição, há uns anos ajudavam cerca de 50 pessoas, mas o número não tem parado de aumentar.
    Constituída em 1943, a Conferência Vicentina local desenvolve as suas acções no Bombarral e no Cintrão, mas com o aumento do número de famílias em dificuldade, a instituição já foi “várias vezes chamada a intervir fora da sua área de influência”, salientou Nuno Ferreira.
    A actividade da instituição centra-se na gestão de 15 fogos de habitação social da Paróquia do Bombarral, de uma micro loja social (com vestuário, calçado, entre outros bens) e na realização de obras em casas de famílias carenciadas, entre outras acções.
    No capítulo da alimentação, mensalmente a Conferência Vicentina distribui cabazes às famílias, fazendo, de segunda a sábado, a distribuição de refeições e outros alimentos com o apoio dos estabelecimentos de restauração Forno do Avô e O Pão.
    Graças a um protocolo, no valor de 500 euros por mês, celebrado com a União de Freguesias do Bombarral e Vale Covo, a instituição assegura igualmente o pagamento das rendas e das facturas da água, luz e gás às famílias carenciadas, bem como dos medicamentos para idosos e crianças
    As actividades de angariação de fundo que a instituição promove regularmente são umas das suas principais fontes de rendimento. O evento mais recente foi um almoço convívio que juntou, a 28 de Setembro, cerca de 120 pessoas no salão paroquial do Vale Covo e que permitiu a angariação de 1200 euros.
    O almoço serviu também para receber o padre Manuel Charumbo que foi nomeado Vigário Paroquial do Bombarral, Vale Covo e Roliça.

    P.A.

  • Vendedores regressam à Praça da Fruta a 10 de Novembro

    Vendedores regressam à Praça da Fruta a 10 de Novembro

    estrelas16deOutubroO mercado regressará à praça no dia 10 de Novembro, depois de funcionar durante 11 meses por detrás do Chafariz das 5 Bicas. “Nessa altura a calçada estará concluída e os toldos em condições de serem colocados”, informou o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, acrescentando que os candeeiros poderão ainda não estar colocados, pois estão a ser reparados.
    Com este regresso os vendedores continuarão a ter disponível o parque de estacionamento junto ao hospital para colocarem as suas viaturas após as descargas.
    No início da semana ainda decorriam as obras no tabuleiro resultantes das rectificações que tiveram que ser feitas no que respeita aos desenhos existentes.
    O tabuleiro da praça é simétrico, com excepção das estrelas que são todas viradas com a ponta sudoeste. O projecto da autarquia previa que as estrelas estivessem espelhadas e, quando os técnicos viram que os calceteiros continuavam a colocá-las na mesma posição ao longo de todo o tabuleiro, mandaram alterá-las. No entanto, tiveram que voltar a fazer como inicialmente, pois estava correcto, e o projecto é que não era coincidente com o empedrado original.
    Já no que respeita aos arcos e flores, “por erro de execução”, alguns lanços não foram feitos de forma simétrica e, por isso estão a ser rectificados. “Um quarto dos arcos e quase metade das flores é que tiveram que ser rectificados”, explicou o autarca à Gazeta das Caldas.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Laço Solidário assinala Prevenção do Cancro da Mama

    “Laço Solidário” assim se designa a iniciativa que terá lugar na Rua das Montras a 30 de Outubro, altura em que será assinalado o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama.
    Esta campanha, promovida pelo movimento local Vencer e Viver, apela a que todos nesse dia vistam uma peça de roupa cor de rosa e que os comerciantes coloquem, nas suas montras, um Laço Rosa (símbolo do combate ao cancro da mama).
    Haverá também uma exposição de Laços Rosa que será feita na Rua das Montras e para a qual vão contribuir mulheres de vários pontos do país que sofreram desta doença. Há artesãos das Caldas que estão a colaborar com a iniciativa e quem quiser pode também contribuir com a feitura de laços que podem ser feitos em qualquer material, sendo a única exigência que sejam decorados de rosa.
    Os laços podem ser adquiridos e as doações vão reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Mais informações através do facebook de Laço Rosa Solidário ou através do telem. 915182545.
    N.N.

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