Goleada em Torres Vedras concentra foco na “final” com o Loures

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O Torreense não facilitou defensivamente e soube explorar o adiantamento defensivo do Caldas

Quarto de hora inicial fazia prever dérbi equilibrado, mas quando o Torreense desmontou
o jogo alvinegro foi o descalabro. Caldas precisa de ganhar ao Loures, ou fazer igual ao Sintrense

O Caldas tinha pouco a perder nesta partida com o Torreense. Empatar ou perder pouca diferença faria, mas ganhar arrumava as contas da primeira fase para os alvinegros.
A aposta foi surpreender o líder, o que os pelicanos já tinham feito duas vezes esta época, nas duas vitórias sobre o Alverca quando os ribatejanos estavam no topo da tabela. A receita foi a mesma aplicada ao Sintrense: forte capacidade para pressionar a saída de bola do adversário e procurar, dessa forma, um erro que permitisse um golo que desse vantagem.
No primeiro quarto de hora resultou. O Torreense sentia dificuldades em conectar a saída ofensiva, quer curta, perante o bom posicionamento do Caldas, quer longa, pela capacidade do reduto defensivo do Caldas nos duelos.
Mas depois tudo mudou. O Caldas não conseguiu explorar a sua boa entrada em jogo e o Torreense equilibrou-se, encontrando nos corredores forma de chegar rapidamente ao ataque. Foi para esse ataque à profundidade que o Caldas não encontrou resposta. Luís Paulo travou primeira investida, mas nas duas seguintes os locais marcaram mesmo.
A partir daí foi sempre a descer para o Caldas. A lesão de Simões. Um golo de canto direto. A expulsão de Leandro. O resultado subiu aos quatro e podiam ter sido mais, não fosse Luís Paulo…
Este era o jogo que o Caldas podia queimar, e queimou. Agora há uma autência final para ganhar. ■