O jogo em que tudo correu mal

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Untitled-1 copyO Caldas perdeu pela primeira vez nesta segunda fase e não fez a coisa por menos. Num jogo em que tudo o que podia correr mal, correu, os caldenses registaram a derrota mais pesada em quase quatro anos.
É preciso recuar a 15 de Abril de 2012 para encontrar uma derrota do Caldas para o campeonato por mais de dois golos (4-0 em casa do Tourizense), praticamente quatro anos, e desde 30 de Março de 2013 que os pelicanos não sofriam três golos (3-1 em Alcanena). Dados que comprovam o crescimento da equipa nas últimas épocas em termos de competência e estabilidade.
A crueza dos números, muito próximos da goleada, foi potenciada muito mais por erros ocasionais, muito bem aproveitados pelos figueirenses, do que propriamente por um domínio dos donos do terreno.
De resto, até ao terceiro golo ficou sempre no ar a ideia que o jogo podia mudar de rumo a qualquer momento. O Caldas até entrou bem e esteve muito perto de inaugurar o marcador ao minuto 9, quando um centro de Juvenal encontrou a cabeça de Tiago Esgaio, que levou a bola a centímetros do poste.
Bem mais eficaz foi a Naval, pouco tempo depois num pontapé de canto. Bola batida larga ao segundo poste, David saltou bem alto, fez a bola bater no ferro e entrar.
O Caldas podia ter chegado ao empate, quando Esgaio isolou João Rodrigues, mas Luís Miguel saiu rápido da baliza. Muito mais eficaz foi novamente a Naval. Novo canto com Parracho a entrar sozinho e a encostar para o segundo. Eram os dois centrais a fazer a diferença para os figueirenses num jogo de poucos espaços e poucas oportunidades.
Mesmo assim o Caldas conseguia aqui e ali criar perigo. À beira do intervalo Farinha conquistou uma grande penalidade, defendida por Luís Miguel. A abrir a segunda parte Sabino teve um bom lance pela esquerda, mas o passe só encontrou adversários.
E quando a Naval chegou ao terceiro – João Guerra falhou ao bater uma bola que recebeu de um atraso – já não havia nada fazer e por muito que o Caldas atacasse, nunca mais esteve o Caldas realmente perto de atenuar o resultado.

Estádio Municipal José Bento Pessoa, Figueira da Foz
Árbitro: João Pinto, Assistentes: Pedro Pinto e André Dias, AF Lisboa
NAVAL 3
Luís Miguel; Tito Junior, David, Parracho e Jardel; Tavares (C), Luís Leite e Zé Pedro; Junior Mendes (Gomez 82’), Iduino (Amadu 90’) e Fred (Paulo Borges 75’)
Suplentes: Pedro Mano, André, Daniel, Henrique
Treinador: Pedro Ilharco
CALDAS 0
João Guerra [2]; Juvenal [3], Militão [2] (C), Rony [2] e Danny Rafael [2]; André Santos [3], Paulo Inácio [3] (Telmo [2] 45’) e Tiago Esgaio [2]; Farinha [3] e João Rodrigues [2] (Ricky [2] 70’), Sabino [2] (Nuno Januário [2] 63’)
Suplentes: Luís Paulo, Diogo Clemente, Rui Almeida, André Simões
Treinador: Ricardo Moura
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: David, Parracho e Luís Leite
Disciplina: Amarelo a Farinha (54’), André Santos (72’), David (81’) e Parracho (90’+4)

Untitled-3 copyNuno Januário, jogador do Caldas
A bola não queria entrar
Fomos infelizes em todo o jogo. Começámos bem, tivemos uma oportunidade não marcámos. Eles foram lá duas vezes em duas bolas paradas fizeram golo. Nós lutámos e parece que a bola não queria entrar. Vamos trabalhar para dar uma alegria no próximo jogo aos adeptos que nos acompanham. O nosso grupo é muito forte, treinamos bem e somos unidos, temos sempre a motivação para ganhar, por isso queremos ultrapassar isto já no próximo jogo. Para o meu primeiro ano está a correr bem, fiz bons jogos, deram-me oportunidade. Dei tudo pelo Caldas.

Ricardo Moura, treinador do Caldas
Estamos insatisfeitos
Aconteceu-nos tudo. Na primeira vez que foi à nossa baliza a Naval marcou. Dois golos de canto, situações nas quais somos fortes, fomos muito passivos. A equipa procurou sempre jogar e criámos oportunidades. Falhámos um penálti, depois oferecemos o terceiro golo. Quando se perde 3-0 não há muitos argumentos, foi um jogo incaracterístico, não fomos inferiores, mas por vários factores sofremos os golos e não marcámos. Há que trabalhar para que não se volte a repetir, estamos insatisfeitos.

Pedro Ilharco, treinador da Naval
Resultado excessivo
É um resultado importante para nós. Foi excessivo face à diferença entre as equipas, fomos eficazes nas bolas paradas e depois foi uma questão de controlar o jogo. Vamos continuar nesta luta até ao fim.
Untitled-4 copyMELHOR DO CALDAS
Farinha 3
Num jogo em que nada saiu bem ao Caldas, foi dos mais constantes na sua acção ao longo dos 90 minutos. Conquistou a grande penalidade que podia ter mudado o jogo.

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