Sp. Caldas tem de ir à Holanda ganhar pelo menos 3-1 para chegar ao Golden Set

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Foto: Isaque Vicente

O Sporting das Caldas perdeu na primeira mão dos 1/16 de finais da Taça Challenge, na recepção aos holandeses do Draisma Dynamo. Perante cerca de 400 espectadores os caldenses discutiram os dois primeiros sets, com recuperações de pontos impressionantes, mas não conseguiram vencer nenhum. Quer isto dizer que o Sporting das Caldas tem de ganhar fora por pelo menos 3-1 para forçar o set dourado (golden set).

Na primeira mão a grande diferença não se viu a nível técnico, mas sim em termos físicos e de níveis de concentração, que permitiram ao Draisma cometer menos erros.
Os visitantes entraram melhor e rapidamente chegaram a cinco pontos de diferença, beneficiando também de alguns serviços e remates falhados por parte dos caldenses, que depois conseguiram equilibrar o jogo durante um largo período, com os remates do suspeito do costume, Calaça e os blocos de Kiká e Nuno a fazerem a diferença chegar a apenas um (14-15).
Os holandeses voltaram a adiantar-se e parecia que iam ganhar o primeiro set sem dificuldade. Estava 16-22 quando os caldenses se empolgaram e somaram quatro pontos consecutivos, com remates de José Vinha e serviços de Felipe Hernandez. Os caldenses conseguiram chegar ao 23-24, mas aí o bloco do Draisma pontuou e fechou o primeiro set.
Das bancadas não faltava apoio, de um lado e do outro. O segundo set foi o mais disputado e o que mais espectáculo trouxe, com incerteza do princípio ao final e mudanças de vantagens. O Draisma liderou até aos 11, o Sporting passou para a frente até aos 13 e depois voltou a igualar aos 21, sofreu três, empatou a 24 e acabou com vitória do Draisma, por 25-27.
Os caldenses entraram bem no terceiro set, com vantagem, nunca superior a um ponto, que perdeu ao sétimo ponto em discussão. Foi sempre recuperando até aos 9-10. Depois houve um período de claro desequilíbrio que levou aos 17-9 que permitiu aos holandeses gerir os destinos com calma. Mas os caldenses mostraram argumentos para fazer mais e discutir a eliminatória na segunda mão, na Holanda.

NUNO PEREIRA, JOGADOR DO SCC
“Entrámos mal neste jogo, não cumprimos as indicações, talvez pela pressão do adversário ou por alguma falta de ritmo que temos vindo a sentir. As últimas duas a três semanas têm sido complicadas. Temos que trabalhar melhor. Se entramos não é para participar, é para ganhar os jogos e dignificar o clube. Hoje não fomos muito felizes, mas espero que na próxima semana consigamos ganhar por 3-0 e disputar o golden set.
O Dynamo esteve à frente por alguns pontos, nós conseguimos equilibrar até às partes finais dos sets e no final não fomos competentes, falhámos algumas bolas que não podemos falhar. Eles foram mais felizes, mas são uma equipa que trabalha muito bem.
Estou bastante confiante na segunda mão, acho que conseguimos passar esta eliminatória se treinarmos bem.
Queria agradecer ao público que esteve nas bancadas, queríamos oferecer-lhes a vitória, mas não foi possível”.

FREDERICO CASIMIRO, TREINADOR DO SCC
“Foi uma derrota difícil, principalmente nos dois primeiros ‘sets’, em que sentimos que podíamos fazer um pouco mais, mas acusámos alguns erros que não deveríamos ter cometido, alguma pressão. Esta é uma equipa experiente, já venceu a Taça CEV há uns anos e é uma boa equipa holandesa com jogadores experientes. Nós acusámos algum nervosismo, alguma inexperiência, cometemos erros que não devíamos ter cometido e perdemos os dois primeiros ‘sets’. O último ‘set’ já foi menos disputado, foram mais convincentes. O que vimos hoje foram dois ‘sets’ muito equilibrados e acreditamos que se cometermos menos erros, se equilibrarmos o jogo e tivermos mais cabeça fria nos momentos decisivos, acreditamos que é possível uma vitória por 3-1 ou 3-0 para tentarmos ir ao ‘golden set. O factor físico também foi determinante, temos um plantel curto, que está a disputar duas competições, mas tem a ver também com o facto de quando jogamos contra jogadores mais altos, temos de fazer um maior esforço em muitas situações do jogo e isso também teve o seu peso, mas foram mais os nossos erros que decidiram o jogo para eles”.

Pavilhão Rainha D. Leonor
Árbitro: Francisco Sabroso Moratilla (Espanha) e Michel Den Andersen (Dinamarca)
SPORTING DAS CALDAS 0
Nuno Pereira, Felipe Hernandez, Kiká “C”, Cristian Freitas, José Vinha, Calaça, Bernardo Silva (L), Tomás Rocha e James Coll
Não utilizados: Pedro Araújo, Paulo Pereira e Carlos Patrício
Treinador: Frederico Casimiro
DRAISMA DYNAMO 3
Nico Mannenschijn, Rik Van Solkema, Freek de Weijer “C”, Maikel Van Zeist, Wessel Blom, Mats Kruiswijk, Dustin Bontrop (L), Stefan Boermans, Tom Van Steenis e Bart Van Garderen
Não utilizados: Abraham Cas e Bram Langevoort
Treinador: Redbad Strikwerda
Parciais: 23-25; 25-27 e 19-25