PSD retira confiança política a Vítor Marques

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Caldas - Benedita EN360 - Gazeta das Caldas
Vítor Marques

A Concelhia das Caldas da Rainha do PSD retirou, esta semana, a confiança política a Vítor Marques. Esta posição surge na sequência do anúncio público do presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório como candidato independente à Câmara das Caldas e que, de acordo com a estrutura social-democrata, não teve qualquer iniciativa de desvinculação formal deste partido.
Em comunicado, o PSD refere que Vítor Marques deixa de representar “este partido e este projeto autárquico em qualquer função política na qual pretenda manter funções”.
Os sociais-democratas dizem ser com “surpresa” que assistem ao “repentino e unilateral desvincular de um projeto coletivo que tem merecido a confiança da grande maioria dos caldenses, optando por assumir um projeto pessoal”.
O comunicado termina com uma citação de Francisco Sá Carneiro, fundador do PSD, que diz que “política sem risco é uma chatice, sem ética é uma vergonha”.
À Gazeta das Caldas, Vítor Marques disse não se reconhecer nesta afirmação e deixa ao critério das pessoas que o conhecem e que têm acompanhado o trabalho que tem desenvolvido com a sua equipa uma análise da situação política.
O presidente de junta, eleito como independente nas listas do PSD, refere que foi eleito tendo em conta o programa apresentado (composto pela equipa candidata àquela freguesia). “Acho que não defraudei, nem quero defraudar, os eleitores que votaram nesta lista e que também sinto que votaram em mim”, disse o autarca, acrescentando que faz questão de cumprir o mandato até ao fim.
Vítor Marques diz que não fez um “contrato eterno” com ninguém, que cumpriu com todos os requisitos e o papel que lhe competia no cargo.
“Convidaram-me para ser candidato porque reconheceram, em mim e na minha equipa, capacidade de trabalho e acho que não defraudei as expetativas”, salienta. O agora candidato independente diz mesmo que pensa que o PSD ficará satisfeito por uma lista que apoiou ir até ao fim do mandato e cumprir o que se propôs a fazer. Explicou ainda que informou o presidente da Câmara da decisão, que nestas eleições foi quem o convidou para o mandato à junta, e que não informou a Concelhia porque não é militante do PSD. ■