Ritmos afro-latinos animaram o La Vie

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João Ramos e Tânia MimosoDomingo, 6 de Março, o centro comercial La Vie (antigo Vivaci) esteve animado pelos professores de dança da Coco Bongo Dance Studios, que realizaram várias demonstrações de Kizomba, Semba, Salsa e Bachata durante a tarde. Estilos que se enquadram na categoria de danças sociais, um género que não tem como objectivo a competição ou o espectáculo artístico e em que não é necessário uma indumentária específica ou treinar cinco horas por dia.
Com 22 espaços abertos entre Sines e Porto de Mós, esta rede de escolas de dança abriu as portas em 2013 num estúdio em Oeiras.  Actualmente, a Coco Bongo está representada no Oeste pelos professores João Ramos e Tânia Mimoso, que semanalmente dão aulas em Rio Maior, Peniche, Torres Vedras, Porto de Mós e Caldas da Rainha (aqui, as sessões decorrem no ginásio Queens Fitness Club todas as quintas-feiras). No total, estes dois bailarinos ensinam os passos a cerca de 100 alunos.
“O nosso conceito é do ‘family dance club’, o que significa que não existem barreiras entre professor e aluno, distinção entre os melhores e os piores ou qualquer tipo de elitismo”, explicou João Ramos, que aconselha os ritmos afro-latinos, tanto a casais como a solteiros. Por um lado, um casal que tenha um ritmo de vida bastante agitado, “pode encontrar na dança uma oportunidade para melhorar o seu contacto e comunicação”, por outro, quem vier sozinho liberta-se das más energias e dos problemas em 60 minutos.
Nas Caldas, a aluna mais nova tem 15 anos, o mais velho à volta de 60. O importante é vir com vontade, assegurou Tânia Mimoso, afirmando que qualquer pessoa, “até um pé de chumbo”, é capaz de dançar. As classes dividem-se entre iniciados (20h30 às 21h30) e intermédios (21h30 às 22h30).
“Posso dizer que temos dois tipos de alunos: os que apenas vêm para se divertir e celebrar a vida e os que querem aprender a dançar profissionalmente”, acrescentou a professora, de 32 anos, que incentiva todos os curiosos a virem experimentar a primeira aula, que é gratuita. Dentro de estúdio procura-se que o homem respeite a mulher e que seja um verdadeiro cavalheiro.
Entre as demonstrações de dança, o público presente no centro comercial foi convidado a girar a roda da sorte, que oferecia aulas grátis, livres trânsitos no ginásio Queens, vouchers para uma agência de viagens parceira, descontos em sapatos de dança e em festivais da modalidade.
Para Frederico Antunes, gerente da Coco Bongo “estes eventos são um verdadeiro ponto de partida porque as pessoas têm contacto directo com os professores e alunos e percebem que dançar é acessível ao comum dos mortais”. A escola disponibiliza ainda formação para professores que, se aprovada, podem integrar a rede, sendo que a taxa de empregabilidade do curso se situa entre os 15% e os 25%.
Entre os dias 8 e 10 de Abril, a Coco Bongo Dance Studios organizará o primeiro festival de Urban Kizz (um novo estilo de Kizomba) a ser realizado em Portugal. O Lisbon Kizz Camp terá palco em Linda-a-Velha.