Fundação de Cardiologia promove mês do coração

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Entidade lança plataforma imersiva para assinalar “Maio, mês do coração”, além de outras iniciativas

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) promove, pela primeira vez, as comemorações do mês de maio em formato digital. Para tal, vai ser lançada uma plataforma imersiva “Maio no Coração”, através da qual a FPC vai realizar atividades para profissionais de saúde, e população em geral, e onde partilha informação útil sobre a temática das doenças cardiovasculares.
O acesso à plataforma “Maio no Coração” está disponível desde 1 de maio e estão agendados vários eventos. Para os dias 13 e 14 de maio está marcado um Summit para profissionais de saúde, com foco na temática da covid-19 e o impacto no coração e na atividade física. Esta iniciativa é exclusiva para profissionais de saúde, estando sujeita a uma inscrição prévia numa área específica da plataforma.
“A pandemia de Covid-19 obrigou à reestruturação de vários setores de atividade e mudou a forma como as pessoas interagem entre si e, neste sentido, a Fundação Portuguesa de Cardiologia não podia deixar passar mais um ano sem marcar aquele que é o mês mais importante em termos de sensibilização para as doenças cardiovasculares. Assim, acreditamos que, este ano, vamos conseguir ultrapassar este desafio e reunir num espaço virtual as principais atividades que costumávamos realizar em formato presencial e continuar a fazer a diferença na vida das pessoas”, salienta Manuel Oliveira Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
“Este será um espaço inovador, onde as pessoas vão poder consultar informação extremamente útil sobre as doenças cardiovasculares. Vamos trazer também diversas novidades e convidamos, por isso, todas as pessoas a estarem atentas à nova plataforma para acompanharem as atividades que preparámos para todo o mês de maio”, conclui.
De resto, com o objetivo de “levantar questões e propor soluções” para ultrapassar os desafios e futuros da abordagem às doenças cardiovasculares em Portugal, um grupo de especialistas de renome da área da Saúde (decisores, gestores de saúde e médicos cardiologistas) criou um Think Tank a partir do qual surgiram novas medidas relacionadas com a gestão das doenças cardiovasculares (DCV).
As conclusões, integradas no documento “Innovation and Healthcare Process in the Cardiovascular Patient in Portugal”, foram apresentadas pelos professores Fausto Pinto, Presidente da Federação Mundial do Coração, e Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro da Saúde, no decorrer do Congresso Português de Cardiologia 2021.
Os especialistas concluíram que os encargos com as doenças cardiovasculares estagnaram, mas continuam a ser a principal causa de morte no nosso país.
As conclusões apresentadas no estudo apontam como principais causas do encargo com as doenças cardiovasculares em Portugal, o estilo de vida, a inatividade física, o consumo excessivo de sal, a prevalência da diabetes e a falta de adesão ao tratamento. ■