
Zé Povinho sabe que há quem esteja a passar dificuldades e, por isso, tira o chapéu a todos os que de forma solidária auxiliaram o CHO com os mais variados tipos de dádivas, e que foram fulcrais nesta altura ensombrada pelo novo coronavírus. É assim que se fortalecem as comunidades, com a inter-ajuda e solidariedade entre serviços de saúde, escolas, universidades, empresas e grupos de cidadãos, incansáveis no esforço e nas dádivas para os profissionais de saúde que estão nas primeiras fileiras do combate a esta pandemia.
Zé Povinho agradece a todos os que ofereceram Equipamentos de Protecção Individual – como foram os casos das máscaras, viseiras, máscaras, luvas, e fatos em TNT – assim como os que doaram equipamento informático e de comunicação, assim como unidades de equipamentos médicos como os monitores cardíacos, peças de mobiliário, sem esquecer, os bens alimentares.

Porém, o mais preocupante nestas redes de informação é a forma como têm conseguido controlar a quase totalidade dos investimentos publicitários, muitas vezes utilizando algoritmos muito invasivos da privacidade dos utilizadores, tendo como único fito a eficácia para o anunciante, ou seja, o lucro.
Esta semana, ficámos a saber que um vasto conjunto de empresas tiveram a ousadia de retirar a publicidade do Facebook, por considerarem que a empresa pouco ou nada faz para combater a desinformação. Acto contínuo, o Facebook perdeu qualquer coisa como 60 mil milhões de dólares em bolsa, o que muito deve ter desagradado a Mark Zuckerberg, o suposto fundador daquela rede social.
O negócio da publicidade digital rende muitos milhões de dólares e não virá mal ao mundo se os intervenientes neste meio forem capazes de respeitar as regras e, já agora, também pagarem aos jornais, rádios e televisões que produzem informação relevante para as pessoas e cujos conteúdos são partilhados diariamente por biliões de utilizadores sem que os órgãos de comunicação social sejam devidamente ressarcidos. Pelo menos que este boicote feito por grandes marcas, como a Pepsi e a Coca-Cola tenha o condão de levar estas multinacionais, como o Facebook, a lutar contra a desinformação e as fake news. Já seria um ganho importante.







