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Cerca de 60 mil visitaram o Festival Internacional de Chocolate

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O festival decorreu na Cerca do Castelo Cerca de 60 mil pessoas visitaram o evento

Evento com mais de duas décadas quer afirmar-se como referência não apenas no entretenimento, mas também na valorização do chocolate enquanto produto cultural

Com uma forte componente artística e cultural, que explorou os vários domínios da arte, a 22ª edição do Festival Internacional de Chocolate, que terminou no passado domingo, foi visitada por cerca de 60 mil pessoas. Um público maioritariamente nacional, mas “com uma presença internacional relevante”, sobretudo oriundo de Espanha e do Brasil, que “visitam o evento em busca da novidade e da experiência”, referiu à Gazeta das Caldas Pedro Rodrigues, presidente do conselho de administração da Óbidos Criativa (OC).

Tendo como grande tema a Arte, o festival continua a ter nas esculturas em chocolate uma das suas principais atrações. Este ano os visitantes puderam apreciar entre um momento do bailado “Lago dos Cisnes” de Tchaikovski, a figuras do escritor Fernando Pessoa e da atriz Marilyn Monroe, mas também uma réplica, em chocolate, do quadro de Monalisa de Leonardo Da Vinci, ou do dragão alado, no Museu de Arte em Chocolate, que este ano abriu portas pela primeira vez. Em dois palcos instalados na cerca do castelo, mais de meia centena de mestres chocolateiros realizaram showcookings e decorreram concursos e demonstrações e uma programação diária cruzou o chocolate com dança, música (ao fado, ao jazz e ao pop), literatura e cinema.

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Pedro Rodrigues faz um balanço “muito positivo” desta 22ª edição. “Conseguimos apresentar uma oferta diversificada, dirigida a diferentes públicos, impactando quer o público familiar, quer escolas e profissionais do setor”, referiu o responsável, acrescentando que o festival atingiu um patamar de “maturidade muito relevante”, afirmando-se atualmente como um “palco de referência onde o chocolate é trabalhado não apenas como produto gastronómico, mas também como expressão cultural e artística”. Este foi também um ano em que o chocolate foi explorado em diálogo com diferentes disciplinas artísticas, “reforçando a identidade do evento e a sua diferenciação no panorama nacional e internacional”, destacou.

Novidade também este ano foi a presença da Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, que trouxe ao Festival a sua cultura, gastronomia e, sobretudo, a autenticidade da origem do cacau, “reforçando a dimensão internacional e educativa do evento”.

Nas últimas edições tem sido feita uma aposta na formação de públicos, que será “para continuar e reforçar” pois, de acordo com Pedro Rodrigues, é através dela que conseguem “dar maior profundidade e significado” ao festival. “Mais do que uma experiência lúdica, queremos proporcionar momentos de aprendizagem e contacto com a verdadeira essência do chocolate, desde a origem do cacau até aos processos de produção e transformação”, explica à Gazeta das Caldas.

Paralelamente, o Festival tem vindo a afirmar-se como uma plataforma relevante para o setor, reunindo dezenas de parceiros que promovem o networking, estimulam a partilha de conhecimento e abrem portas a novos projetos, contribuindo de forma ativa para a valorização da fileira do chocolate. O evento assume também um papel importante no apoio a novos talentos, dando palco a jovens alunos das escolas de hotelaria, que têm ali a oportunidade de contactar diretamente com o público, aprender com chefs de referência e ganhar experiência num contexto real.

Também os concursos têm vindo a evoluir, permitindo aos participantes não só a possibilidade de conquistar prémios, mas também uma oportunidade de projeção, permitindo alavancar percursos formativos e profissionais, e até dar os primeiros passos na criação de projetos próprios ou negócios na área.
Pedro Rodrigues considera que o grande desafio passa por continuar a reinventar este festival, mantendo a sua identidade, mas introduzindo permanentemente novos elementos.

“Pretendemos reforçar a criação de pontos âncora alinhados com tendências internacionais, apostar em experiências mais imersivas e continuar a trazer convidados e chefs de renome que acrescentem valor ao evento”, explica, acrescentando que também querem aprofundar a componente cultural e educativa.

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