Autor: Isaque Vicente

  • César Modesto quer fazer os 738 kms da EN2 numa bicicleta de carreto preso

    César Modesto quer fazer os 738 kms da EN2 numa bicicleta de carreto preso

    Iniciativa está na estrada e deverá terminar hoje, após 738 quilómetros pedalados. Objetivo é também ajudar o Alcobaça Clube de Ciclismo

    César Modesto propôs-se a percorrer a EN2 numa bicicleta de carreto preso. O designer gráfico de Alcanena, mas que vive em Alcobaça, partiu na passada terça-feira e tem a chegada a Faro prevista para hoje.
    “Fazer a EN2 é algo que qualquer ciclista quer fazer”, assume o atleta, que lança a questão. “E por que não juntar mais um desafio e fazer a EN2 numa bicicleta de pista, só com uma mudança e sem travão”, explicou. Nestas bicicletas, não há hipótese de não pedalar e ir no descanso. “Penso que é a primeira vez que alguém vai fazer esta estrada numa bicicleta de carreto preso”, referiu o ciclista, que aproveitou a iniciativa para também ajudar o clube da terra que escolheu para viver depois de vários anos em Lisboa, onde conheceu a comunidade dos amantes de bicicletas de carreto preso. “Fazer estas aventuras não é uma novidade, mas fazer estas distâncias vai ser”, contou.
    A aventura será partida em três etapas: Chaves-Penacova; Penacova-Montemor-o-Novo e Montemor-Faro. Ou seja, em qualquer um dos dias irá percorrer uma distância maior do que aquela que já percorreu (cerca de 195 quilómetros foi o seu máximo). Diariamente pedalará entre oito a nove horas. Sem estabelecer metas de tempo, pretende aproveitar ao máximo a luz dos dias, que ainda são curtos.

    Ciclista tem a chegada a Faro prevista para hoje, quinta-feira

    A preparação para a aventura foi feita com muitos quilómetros de subidas na região, aproveitando, claro, a serra de Aire e Candeeiros. Depois, a hidratação e a alimentação nos dias anteriores à partida serão fundamentais.
    A bicicleta é a primeira de carreto preso que César Modesto teve e que foi agora alvo de uma pintura para esta aventura. “É uma bicicleta portuguesa”, realçou o designer gráfico, que decidiu com esta iniciativa ajudar o clube da terra onde vive. Para tal criou uma campanha no Go Fund Me com um objetivo simbólico de angariar um euro por quilómetro pedalado. Depois há merchandising e parcerias em que parte do valor das vendas reverte para ajudar o clube alcobacense.
    O jovem, que vive em Alcobaça há cerca de dois anos, recorda-se que em miúdo gostava de andar de bicicleta, mas a formação foi no futebol. Depois, seguiu os estudos para Lisboa e foi lá que redescobriu a bicicleta, que foi uma mudança de vida, para alguém que pesava então cerca de 130 quilos. Começou com passeios, mas rapidamente a bicicleta se transformou no seu veículo principal.
    César Modesto contará com apoio de veículos nos três dias, com amigos que também irão ficar responsáveis por fazer fotografias e por partilhar informações nas redes sociais.
    O descanso entre etapas será feito precisamente na autocaravana de um amigo, que foi também o responsável pela imagem gráfica deste projeto: Luís Favas, que é professor na ESAD, nas Caldas e que foi o autor da ilustração publicada na primeira página da Gazeta das Caldas na comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa o último ano.

  • Está a decorrer a 5ª edição do Tourism Explorers

    Está a decorrer a 5ª edição do Tourism Explorers

    App que reúne serviços dedicados aos animais de estimação foi a ideia vencedora da 1ª fase

    Uma app que reúne serviços e informação dedicada aos donos de animais de estimação que querem fazer férias com os seus amigos de quatro patas foi a ideia vencedora da primeira fase (a da ideação) da quinta edição do Tourism Explorers nas Caldas. Os discursos decorreram na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, na tarde de 18 de fevereiro.
    A ideia, de Beatriz Bolieiro, Fernanda Lima, Carla Oliveira e Henrique Marques, pretende colmatar as dificuldades que são sentidas na hora de procurar, por exemplo, alojamentos ou estabelecimentos de restauração que aceitem a entrada de animais. “A informação até pode existir, mas está dispersa, o nosso objetivo é juntar tudo numa app”, explicaram, no pitch (discurso) de apresentação. A existência de serviços de transporte de animais ou de pet sitting, por exemplo, também seriam incluídas nesta plataforma.
    Nesta fase participaram no total 11 pessoas, sendo que sete eram alunos do curso de Gestão e Turismo da própria escola e os restantes eram empreendedores externos à EHTO.
    Estas ideias de negócio foram desenvolvidas pelos participantes em apenas dois dias e meio, depois de o Turismo de Portugal ter apresentado aos concorrentes uma série de desafios que se colocam ao setor.
    Conforme explicou Célia Antunes, responsável pelo desenvolvimento do programa nas Caldas, nesta fase “as ideias são embrionárias”, mas o objetivo é que possam tornar-se num negócio, seguindo-se, então, a chamada fase da aceleração.
    A ideia vencedora da primeira fase entrou diretamente na aceleração, que termina a 24 de março. A melhor ideia desta segunda fase irá receber dois mil euros da Câmara das Caldas, 30 horas de consultadoria da empresa Núcleo Inicial e seis meses de incubação no Parque Tecnológico de Óbidos. A segunda melhor ideia receberá 250 euros da AIRO. Depois, seguir-se-á uma fase nacional, cuja final será este ano nas Caldas, reunindo na cidade termal as cinco melhores ideias de cada cidade participante (além das Caldas, também Lisboa, Porto, Coimbra e Faro).

  • Viagem ao mundo encantado dos teatros com História do Oeste

    Viagem ao mundo encantado dos teatros com História do Oeste

    O Teatro Chaby Pinheiro, na Nazaré, e o Teatro Eduardo Brazão, no Bombarral, são verdadeiras joias raras e ainda desconhecidas por muitos

    Hoje levamo-lo a uma viagem ao mundo mágico dos teatros com História do Oeste. O Teatro Chaby Pinheiro, na Nazaré, e o Teatro Eduardo Brazão, no Bombarral, são dois testemunhos patrimoniais de outros tempos e locais vivos na memória coletiva das gentes daqueles locais.
    Um é centenário e outro para lá caminha e apresentam entre si algumas semelhanças e alguns desafios comuns, como a preservação e a dinamização do espaço.
    Estamos, agora, no Sítio da Nazaré, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. É aqui que encontramos uma fachada discreta, cor-de-rosa, mas que não deixa dúvidas: uma figura no topo, a indicação do nome e a data de 1907 esculpida numa pedra, além da pequena bilheteira, à antiga, na lateral. A fachada tem pormenores curiosos, mas não permite antever aquilo que se encontra no interior.
    Assinado por Ernesto Korrodi, que procurou adotar para o teatro um sistema de palco e plateia semelhante ao do La Scala, em Milão, tem uma planta em ferradura, com as vantagens acústicas inerentes. O Chaby Pinheiro mantém a estrutura inicial toda em madeira e também as pinturas executadas por Frederico Aires em 1923 para o teto, com motivos florais, e para o proscénio com o escudo português e as iniciais da Casa da Nazaré ladeados por frescos sobre a comédia e a tragédia e um pano de boca, com uma mulher, com trajes romanos. A cor original da madeira confere ao teatro um ar muito próprio, combinado com a carpete vermelha e as cadeiras de madeira com assentos verdes.
    Inaugurado em fevereiro de 1926, com a Companhia de Chaby Pinheiro que apresentou as peças “O conde Barão” e o “Leão da Estrela”, terá sido mandado construir para substituir um tablado que ali existia desde meados do século XVIII, e onde se realizavam representações teatrais pelas romarias no Santuário para o Círio de Lisboa, e em especial para o Círio de Nossa Senhora da Vitória.
    O teatro é propriedade da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, que o tem mantido. Nuno Batalha, presidente da Mesa Administrativa da Confraria, que assegura os custos com o edifício, admite ainda assim alguma mágoa com a parca utilização de uma sala tão caraterística. “Existe um desligamento da Nazaré em relação a esta sala de teatro, mas vemos artistas nacionais a solicitar o teatro para diversos projetos”, observa.
    A utilização resume-se a um espetáculo, com várias exibições, a cada dois anos e a projetos pontuais, como exposições ou gravações, por exemplo. Os espetáculos são normalmente de grupos amadores e também da paróquia que ali apresentam peças.
    O dirigente gostaria que o Chaby Pinheiro entrasse nas agendas nacionais e que pudesse receber mais espetáculos e até se mostra esperançado, uma vez que o recém-eleito deputado Salvador Formiga (PS) visitou este local em campanha e “disse que esta sala deveria merecer a melhor atenção”, explicou Nuno Batalha.
    Seguimos agora para o Bombarral, onde encontramos o já centenário Teatro Eduardo Brazão. O ator que deu nome ao teatro era um dos maiores atores do seu tempo e esteve na inauguração deste edifício em fevereiro de 1921.
    Conta-se que os bombarralenses o receberam na estação de caminho de ferro, vindo da capital, e que o levaram entre vivas e aplausos até ao teatro. Criado num recém-concelho em pleno desenvolvimento, a construção do teatro deveu-se à Empresa Recreativa do Bombarral, que se encarregou, depois, da gestão e direção do espaço. O autor do projeto é, ainda hoje, desconhecido. A fachada tem grandes janelas e também alguns elementos alusivos ao teatro na própria porta. Também neste caso, é impensável aquilo que se encontra quando se entra no edifício. Mais faustoso do que o Chaby Pinheiro, apresenta o mesmo estilo italiano, com a planta em ferradura.
    Aqui, as cadeiras são vermelhas e as paredes brancas e azuis. A acústica é um dos grandes trunfos de um edifício nobre.

    O Eduardo Brazão, no Bombarral, comemorou o centenário no último ano e espera mais atividades

    Depois da Empresa Recreativa do Bombarral, nos anos 1950, é criada uma associação, a União Cultural e Recreativa do Bombarral, para gerir os destinos do teatro, que viria a conhecer, nas últimas décadas do último milénio uma degradação acentuada. Após a reconstrução, no início dos anos 2000, o Teatro Eduardo Brazão tem conhecido melhores dias. Rui Viola, presidente da associação, conta-nos que têm sido feito investimentos na expansão do teatro, com uma nova sala polivalente e um pátio. O espaço tem regularmente dois espetáculos por mês e a bilheteira representa dois terços das receitas. Depois há o apoio da autarquia, que anualmente investe seis mil euros na conservação do edifício e suporta as despesas de eletricidade e há entidades que são parceiras e que apoiam o teatro.
    A Direção foi recentemente reeleita, por três anos, e adotou o programa que tinha para o mandato anterior, que não foi realizado porque, depois do jantar do 99º aniversário, em que se projetavam os planos para o centenário, deu-se o confinamento. Sucintamente, a programação tem quatro pilares: o primeiro passa pela manutenção e conservação do edifício, que tem sido feito com a pintura e com a aquisição de equipamento, o segundo é a apresentação de uma programação cultural, o terceiro a formação teatral e criação de públicos e o quarto a internacionalização do público, que tem acontecido nos últimos anos, com o aumento de cidadãos de diversas nacionalidades que residem no Oeste na plateia.
    Nos últimos dois anos Rui Viola sente falta da realização de atividades, mostrando-se, ainda assim, confiante no futuro.
    Nesta sala já se realizaram sessões de teatro, concertos de música, projeção de filmes, galas, bailes, festas, tomadas de posse dos órgãos municipais, entre outros. Já por aqui passaram nomes como António Victorino d’Almeida, Vasco Santana, Ribeirinho, Laura Alves, Marina Mota, Fernando Mendes, António Calvário, Tozé Martinho ou Vitorino.
    Conheça mais destes espaços com uma visita, aproveite e vá ao centenário cine-teatro de Torres Vedras e à sala, mais morderna, mas a merecer uma visita, do cine-teatro João D’Oliva Monteiro, em Alcobaça. E veja uma peça de teatro!

    Nas Caldas, havia o Pinheiro Chagas…

    Nas Caldas não existe um teatro centenário, mas o Pinheiro Chagas, na Praça 5 de Outubro, teria hoje 122 anos

    Inaugurado em 1900 nas Caldas da Rainha, o Teatro Pinheiro Chagas teria hoje 122 anos, se não tivesse sido demolido há três décadas.
    Foi fruto da Sociedade Dramática Caldense, que lançou uma campanha para angariar fundos para terminar as obras do teatro que tinha começado a ser construído anos antes e foi essa entidade a primeira responsável pela gestão do espaço.
    O Teatro Pinheiro Chagas era palco para peças teatrais, mas a partir de 1937 (já com a gestão de Eduardo Montez), e muito devido ao êxito do cinema sonoro, passou também a exibir filmes.
    Esta mudança, nos anos 30 do século passado, implicou uma reconstrução do edifício que existia, numa obra na qual se viriam a acrescentar as bilheteiras.
    O então denominado Cine-Teatro Pinheiro Chagas foi pintada a rosa velho no exterior e a verde claro no interior.

    O teatro foi inaugurado no início do século XX

    A obra de requalificação foi assinada pelo arquiteto António Varela.
    Depois do teatro, nos últimos anos de vida do Pinheiro Chagas foi a sétima arte que deu alguma dinâmica àquele espaço, antes do encerramento, já depois do 25 de abril. O Cine-Teatro foi, então, encerrado para obras, mas a verdade é que nunca mais voltou a abrir as suas portas, vindo mais tarde, já no ano de 1992, a ser demolido.
    Apesar de terem passado trinta anos da sua demolição, o Cine-teatro Pinheiro Chagas é ainda hoje, uma memória muito viva entre a maioria dos caldenses. Vários são os que ali tomaram contacto, pela primeira vez, com o cinema, por exemplo, e muitas histórias há para contar.
    Há uma curiosidade: é que à época, naquela praça que já conheceu vários nomes, realizava-se o mercado com a venda do peixe e dos legumes, o que tornava aquela numa zona cheia de vida na próspera cidade termal.
    Além disso, existia na praça uma escola primária. Em muitos dos alunos, o teatro que ali se encontrava a umas dezenas de metros da escola representava um local de sonho e de imaginação. Como qualquer sala de espetáculo que se preze.

  • Escola de Sargentos faz entrega  de prémios escolares

    Escola de Sargentos faz entrega de prémios escolares

    A cerimónia de entrega dos prémios escolares dos anos letivos de 2019/2020 e de 2020/2021 da Escola de Sargentos do Exército (ESE), das Caldas da Rainha, realizou-se na manhã da passada sexta-feira, 18 de fevereiro, no Auditório “2º Sargento José Paulo dos Santos”, na ESE. A sessão foi presidida pelo Major-General Pedro Miguel Alves Gonçalves Soares, a quem os alunos fizeram a guarda de honra.
    Para além da entrega de prémios, nesta cerimónia foram também entregues os Diplomas e os Cintos de Cerimónia aos 2ºs Sargentos do 48º Curso de Formação de Sargentos, que concluíram recentemente o curso, simbolizando desta forma o seu ingresso no Quadro Permanente.
    Esta cerimónia coincidiu também com o último dia do 1º Semestre do 50º Curso de Formação de Sargentos do Quadro Permanente, cujos alunos marcharam para a Escola das Armas e Escola dos Serviços.
    A cerimónia contou com a presença de várias personalidades, entre as quais do presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, do presidente da União de Freguesias das Caldas – Nossa Senhoraª do Pópulo, Coto e São Gregório, Pedro Brás, e outras entidades civis do concelho e personsalidades do meio militar.
    Em comunicado, a Escola de Sargentos do Exército, que foi criada nas Caldas da Rainha em 1981, deseja as “maiores felicidades” aos novos Sargentos do Quadro Permanente.

  • João Almeida festejou vitória da equipa e manteve sexto lugar

    João Almeida festejou vitória da equipa e manteve sexto lugar

    A etapa de hoje da Volta aos Emirados foi de grande trabalho do caldense João Almeida e culminou com a vitória de Pogacar, o esloveno que é o líder da UAE, a equipa para onde o ciclista de A-dos-Francos se transferiu esta época e que corre em casa nesta prova.

    Depois de descolar do grupo principal, o caldense ficou num grupo com Ruben Guerreiro, que viria a ser uma das figuras das etapas. Este grupo voltou a colar na frente, com a caldense a impor ritmo no último quilómetro. A 200 metros da meta, o português Ruben Guerreiro tentou o ataque, mas Pogacar foi mais forte e venceu a etapa, numa vitória da etapa festejada de braços no ar pelo ciclista de A-dos-Francos e que viria a dar camisola vermelha da geral ao esloveno. Ruben Guerreiro ficou em quarto na etapa e é nono na geral.

    João Almeida conseguiu um 18º lugar na etapa, a 14 segundos do líder, mas manteve o sexto lugar da geral, a 28 segundos do líder.

     

  • Carlão trouxe  o amor ao CCC para o dia de  São Valentim

    Carlão trouxe o amor ao CCC para o dia de São Valentim

    Grande auditório encheu no domingo à tarde para mais uma edição do festival “Montepio Às Vezes o Amor”

    Num momento de celebração do amor, Carlão abriu o coração e partilhou uma energia contagiante num concerto no praticamente lotado Grande Auditório do CCC, na tarde de domingo, 13 de fevereiro, num espetáculo integrado na oitava edição do festival “Montepio Às Vezes o Amor”.
    Na véspera da comemoração do Dia de São Valentim, o público era maioritariamente composto por casais, mas também por famílias e grupos de amigos que quiseram assistir ao concerto e receberam o artista com uma grande salva de palmas, preparando-se para o “Entretenimento”, que abriu o concerto, antes da “Agulha num Palheiro” e de entrarmos “Na Batalha”.
    “Que bem que sabe tocar de novo, a última vez que tocámos foi no fim do ano, obrigado por este convite e por esta casa maravilhosa, ficamos muito contentes”, começou por referir o artista.

    “Cerejas” antecederam “Contigo” e depois uma importante mensagem. Estando com a sua mulher há nove anos, Carlão contou que há uns anos lhe ofereceu um anel e lhe pediu para ser sua namorada a vida toda. “Sejam namorados a vida toda!”, referiu.
    De coração aberto, num ambiente intimista, cantou “Uma Vez é Demais”, num emotivo momento, em que realçou o poder do amor no ultrapassar de momentos difíceis. “O amor salva!”, exclamou, antes de celebrar “Os Tais”, com grande envolvência do público.
    “Na Margem” levou a “Bebe um Copo”, seguindo-se um medley que culminou com “A Noite”, tema produzido com o caldense Stereossauro, que foi mais um dos grandes momentos da noite.
    A terminar, o regresso a “1986”, o último single, que nos leva para o concerto onde nasceu o primeiro amor de Carlão, a música.
    Acompanhado de Dj Glue, “desde os tempos dos Da Weasel”, Nuno Espírito Santo na viola baixo, Rui Brando na bateria, Paulo Borges nas teclas e Lala Silva nas vozes, Carlão passou para o “Hardcore” antes de “A Minha Cena” e de “Bom Dia”, numa atuação sempre em crescendo, com boa disposição na interação com a plateia.
    “Obrigado! Foram um público incrível, eu considero-me muito incapaz nas coisas mais básicas, no dia-a-dia, mas isto eu gosto de fazer e é uma energia tão boa, um feeling tão bom quando está a correr bem”, afirmou.
    A terminar, “Assobia para o Lado”, num ambiente festivo com o público a saltar e a dançar enquanto cantava e, claro, assobiava.
    Acedendo aos pedidos, a banda regressou para o encore, com “Viver para Sempre”, tema que manteve a toada de festa.

    Casais celebraram o amor
    Depois do concerto, os caldenses Luís e Luísa Carvalhinho, contaram à Gazeta das Caldas que decidiram que o concerto seria uma boa forma de começar as comemorações do Dia dos Namorados. “Já conhecíamos o artista e gostamos muito, o concerto foi muito bom, mas sabe sempre a pouco”, referiram.
    “O Carlão mantém-se atual apesar do passar dos anos, está sempre na ribalta”, afirmaram, realçando o lado poético e o lado de músico do artista.
    Luís gostou de todas as músicas, salientando “Assobia para o Lado”, já Luísa destacou “Os Tais”, mas também “A Noite” e todas as do último trabalho do artista. “Gosto muito de uma que ele não tocou que é a ‘125 Azul’, dos Trovante”, reconheceu.
    Também os bombarralenses Alexandre e Liliana Costa escolheram este concerto para celebrar a data. “Já conhecíamos e apreciamos muito o trabalho do Carlão”, contaram. “Na época em que vivemos, foi espetacular assistir a este concerto”, acrescentaram.
    Sem destacar nenhum tema em particular, reconhecem a importância da banda na atuação ao vivo, elogiando também as condições do Grande Auditório do Centro Cultural das Caldas.

  • Mário Cerol escolhido para comandante dos Bombeiros da Nazaré

    Mário Cerol escolhido para comandante dos Bombeiros da Nazaré

    O alcobacense Mário Cerol vai assumir, nas próximas semanas, o cargo de comandante dos Bombeiros Voluntários da Nazaré.
    O antigo comandante dos Bombeiros de Alcobaça e antigo presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria já desempenhava funções no concelho, depois de ter sido nomeado coordenador municipal da Proteção Civil da Nazaré em novembro de 2019.
    Antes desse cargo, Mário Cerol tinha sido segundo comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Proteção Civil de Leiria, entre 2017 e 2019, depois de estar quase seis anos à frente da corporação de Alcobaça.
    Mário Cerol irá tomar as rédeas do comando dos bombeiros da Nazaré, que se encontravam sem comandante desde novembro do último ano, altura em que o anterior comandante João Paulo Estrelinha havia pedido a demissão por divergências com a Direção liderada por Joaquim Morais.
    Apesar da demissão do comandante, que desempenhou estas funções durante uma década, o comando não ficou, obviamente, vago, tendo sido entregue durante este período e de forma provisória ao adjunto Ricardo Rebelo.
    Agora, foi escolhido Mário Cerol, que já havia sucedido a João Paulo Estrelinha no cargo de coordenador municipal da Proteção Civil da Nazaré, tendo recebido a anuência dos elementos do corpo, chamados pela nova Direção da instituição a escolher, através de voto secreto, quem estaria em melhores condições para desempenhar o cargo.
    A tomada de posse do novo comandante ainda não está marcada.

  • Agitação marítima deixou os sacos de areia à vista no Bom Sucesso

    Agitação marítima deixou os sacos de areia à vista no Bom Sucesso

    Agência Portuguesa do Ambiente garante que não existe risco de contaminação e que irá cobrir os sacos de areia

    O facto de os sacos de areia que há mais de duas décadas protegem a duna da praia do Bom Sucesso, em Óbidos, estarem à vista suscitou algumas preocupações junto de populares. As principais queixas eram relativas à possível contaminação da areia ou das águas, um cenário que foi de imediato afastado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
    Após os sacos de areia ficarem à mostra, o que se deveu à agitação marítima, a Câmara de Óbidos formalizou o pedido para resolução desta situação no final de janeiro deste ano. O mesmo deverá ocorrer com o desassoreamento da parte inferior da Lagoa e a deposição da areia dragada neste local, utilizando-a para cobrir os sacos. Na mesma reunião, o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, pediu à APA uma solução definitiva para travar a constante deslocação da aberta, algo que ficou de ser estudado por aquela entidade.
    Também o facto de os sacos de prolipropileno acusarem o passar dos anos e estarem, alguns, destruídos e a desfazer-se também motivou preocupação por parte dos veraneantes.
    A APA respondeu à Gazeta das Caldas que tem “conhecimento da situação, não só no âmbito do acompanhamento de todas as intervenções na Lagoa como das suas competências enquanto Autoridade Nacional da Água, a qual não constitui qualquer risco de contaminação da água ou areia”.
    A entidade explicou também que tal se deveu “à agitação marítima e à hidrodinâmica da lagoa”, acrescentando que “a duna da praia do Bom Sucesso tem vindo a sofrer nos últimos meses um processo de erosão que colocou parcialmente a descoberto os sacos de areia que protegem a base da duna, tendo-se verificado recentemente que alguns estão rasgados na sua parte superior”.
    Em resposta ao nosso jornal, aquele organismo garante que “o material dos sacos não é suscetível de provocar contaminação da água ou areia” e que “as análises de qualidade da água realizadas regularmente na lagoa e área costeira contígua, não registam qualquer contaminação”.
    Apesar de não se comprometer com uma data, a APA “vai manter a monitorização da situação e irá promover a cobertura com areia dos sacos a médio prazo, mas não deixará de intervir de forma célere se se vier a justificar”, garantem os responsáveis.
    A colocação de sacos de areia para proteger a erosão costeira daquela duna foi uma solução que foi colocada em prática pela primeira vez em 1998, com a colocação de um total de 3000 sacos de areia. A mesma operação foi repetida nos anos seguintes, voltando a ser ali depositados milhares de sacos de areia.

  • Prego Dourado pretende certificar produtos

    Prego Dourado pretende certificar produtos

    Projeto é uma iniciativa do aspiring Geoparque Oeste e pretende
    promover a gastronomia da região

    Foi recentemente lançado o programa Prego Dourado do aspiring Geoparque Oeste. O objetivo desta iniciativa é promover o património geológico e natural do território através da gastronomia.
    O programa pretende certificar produtos e produtores dos concelhos que integram este território, promovendo a sustentabilidade e a qualidade.
    O Prego Dourado inclui a vertente dos produtos e a dos Geopratos, sendo que, neste caso, podem ser uma entrada, um prato principal, uma sobremesa ou até um cocktail ou bebida.
    “O Geoparque trabalha muito com geologia, mas não será só Sopa da Pedra ou colocar calhaus nos pratos!”, brincou Miguel Reis Silva, coordenador executivo do aspiring Geoparque Oeste, numa das sessões de apresentação via Zoom.
    Neste programa há três selos, um para cada categoria, podendo um prato ou produto ter os três selos. O selo Património reconhece os pratos e produtos com alusão ao património. Depois, há o selo Território, que implica que, pelo menos, 51% da matéria-prima seja do território do Geoparque, e há o selo Biológico, que certifica que, pelo menos, 51% da matéria-prima ou produtos é biológica.
    Ao contrário do que se possa pensar, o nome do projeto, Prego Dourado, não vem do típico prego no pão, mas sim como uma homenagem ao prego dourado colocado na Ponta do Trovão, em Peniche, um objeto que visa assinalar aquele local como o único geossítio de relevância internacional neste território.
    Nesta fase, a adesão ao programa não tem qualquer custo, sendo a certificação válida durante um ano. Para aderir ao programa é necessário ser, ou tornar-se, parceiro do Geoparque e cumprir uma série de critérios que têm em vista objetivos de sustentabilidade.
    Segundo, Miguel Reis Silva, este “será um dos mais importantes programas desta candidatura a geoparque da UNESCO”.
    O responsável salienta a importância desta iniciativa “para aumentar as produções e para que possam nascer novos produtores”.
    Por outro lado, pretendem que, com este projeto, se crie uma rede que permita o estabelecimento de parcerias entre produtores e consumidores. Para o futuro está previsto o desenvolvimento de um roteiro de produtos e produtores e também de um festival gastronómico.
    O primeiro produto certificado com o Prego Dourado foram os ovos biológicos da Quinta da Galeana, que receberam o selo Biológico. Atualmente já estão a trabalhar na adesão de um restaurante, um eco-resort, uma empresa na área da chocolateria e doçaria, entre outras.

  • Montepio assina parceria com Politécnico de Leiria

    Montepio assina parceria com Politécnico de Leiria

    O Montepio – Rainha D. Leonor e a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria firmaram, recentemente, um protocolo que tem como objetivo a realização de estágios curriculares, profissionais e científicos que permitam a modernização dos processos da instituição.
    “A oportunidade para a digitalização das instituições através dos fundos comunitários é uma urgência e vai permitir a instituições como esta dar um salto qualitativo”, salientou Paulo Ribeiro, vogal da administração do Montepio.
    “Atualmente está em curso a digitalização da instituição, que não passa apenas pela presença digital, mas também pela digitalização dos processos”, explicou o dirigente, acrescentando que desde o início deste mês passou a ser possível pedir a prescrição de medicamentos através de SMS. A mudança do sistema de informação hospitalar e o aproveitamento das capacidades de tradução também estão previstas neste protocolo, que pretende “trazer a academia e o seu conhecimento para a nossa instituição”.
    Para o futuro, o Montepio terá uma ala dedicada à formação e à tele-medicina. “Estamos a dar os passos necessários para quando chegar essa altura conseguirmos andar”, referiu o clínico.
    Já Francisco Rita, presidente do Conselho de Administração do Montepio Rainha D. Leonor, revelou à Gazeta das Caldas que estão a desenvolver vários protocolos e também o projeto para o novo hospital, contando ter novidades em breve. As duas assembleias do Montepio que foram adiadas, uma da instituição e outra do condomínio residencial, ainda não têm data marcada.

  • Atleta caldense representa Portugal em torneio ibérico

    Atleta caldense representa Portugal em torneio ibérico

    A caldense Sofia Quintino, atleta sub18 na Escola de Atletismo da Associação Cultural Desportiva e Recreativa Arneirense, foi convocada para representar Portugal no Torneio Ibérico e Provas Combinadas em Pista Coberta. A competição decorrerá nos dias 1 e 2 de março em Madrid.
    “A caldense Sofia Quintino junta-se a um histórico grupo de atletas representantes do Arneirense que vestiram as cores da Seleção Nacional”, referiu o clube, acrescentando os seus “parabéns para a atleta, treinadores, e todos os restantes intervenientes”.
  • 4 Dias Peugeot Pro de volta à LPM

    4 Dias Peugeot Pro de volta à LPM

    Entre os dias 16 e 19 de fevereiro, a LPM, empresa do Grupo Nov Automóveis, recebe uma nova edição dos “4 Dias Peugeot Pro”. A iniciativa da marca eleita pelo 9º ano consecutivo “Escolha do Consumidor” apresenta “oportunidades para empresas e profissionais na aquisição das viaturas mais adequadas ao seu perfil, com condições especiais na gama de Passageiros e na gama de Comerciais, incluindo Elétricos e Híbridos Plug-In”.

    O Grupo NOV Automóveis é a “sub-holding” do Grupo NOV (grupo que foi fundado nos anos 50 do século passado) para o setor automóvel, sendo constituída por quatro empresas nacionais – LPM, Lizdrive, Socarros e Rentlei. Tem atividade em diversas áreas no mercado nacional, nomeadamente no comércio de viaturas novas Peugeot, Ford, Kia, Isuzu e Volvo, no comércio de viaturas usadas, na manutenção e reparação multimarca, na venda de peças de origem e aftermarket e ainda no aluguer operacional de viaturas”.

     

  • Sete detidos por tráfico de estupefacientes em Alcobaça e Leiria

    Sete detidos por tráfico de estupefacientes em Alcobaça e Leiria

    O Núcleo de Investigação Criminal de Caldas da GNR deteve, no dia 8 de fevereiro, quatro homens e três mulheres, com idades compreendidas entre os 28 e os 58 anos, por tráfico de estupefacientes, nos concelhos de Alcobaça e Leiria.

    A investigação por tráfico de estupefacientes na região Oeste decorria há cerca de seis meses, e culminou com o cumprimento de 15 mandados de busca, seis domiciliárias e nove em veículos. “No decorrer das diligências policiais foram detidos os sete suspeitos, tendo ainda sido apreendido diverso material, nomeadamente, 1410 doses de heroína, 75 doses de cocaína, oito veículos, oito telemóveis, cinco balanças digitais, duas televisões, uma pistola de calibre 6.35 mm (transformada), municiada com seis munições, 17 munições de calibre 6.35 mm e uma catana.

    Após terem sido presentes ao Tribunal Judicial de Leiria ontem, 10 de fevereiro, quatro dos detidos ficaram em prisão preventiva, um ficou sujeito a apresentações periódicas no posto policial da área de residência e dois a termo de identidade e residência.

    “Esta ação contou com o reforço de militares do Destacamento Territorial de Caldas da Rainha, do Destacamento de Intervenção (DI) de Leiria, do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Leiria, do Grupo de Intervenção Cinotécnica (GIC) da Unidade de Intervenção (UI) e com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP)”, esclareceu a força militar.

  • Homem detido por violência doméstica nas Caldas

    A PSP deteve um homem com 62 anos de idade, por violência doméstica, nas Caldas na noite de quinta-feira. “O suspeito e marido de uma mulher de 58 anos, desferiu
    algumas facadas na zona abdominal e braços da vítima, no interior da habitação”, informou aquela força policial. Na sequência do referido ataque, alguns vizinhos “ouviram os gritos de aflição e de pedido de ajuda e socorro, tendo havido comunicações telefónicas através do número de emergência 112”.
    De imediato foi montado um dispositivo no terreno, envolvendo várias valências policiais, com vista à deslocação para o local e assim “evitar possíveis fugas do suspeito do local onde ocorrera a tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica”.
    À chegada ao local, o agressor fechou-se no interior da residência sendo que, “a dado momento, deixou de responder aos chamamentos estabelecidos”. A PSP arrombou a porta e deteve o suspeito. A vítima encontrava-se ensanguentada e em estado grave, tendo uma vizinha, “num gesto e ato de cidadania, auxiliado a vítima num primeiro momento.
    Segundo a PSP, a vítima encontra-se livre de perigo, após ter sido submetida a uma intervenção cirúrgica no Hospital das Caldas. Já o agressor está de momento internado no hospital visto ter ingerido previamente dezenas de comprimidos e consumido bebidas alcoólicas. A investigação está a cargo da PJ.

  • Protocolo garante médicos em  A-dos-Francos, Landal e Santa Catarina

    Protocolo garante médicos em A-dos-Francos, Landal e Santa Catarina

    No Oeste Norte há um total de 21% da população sem médico de família e eram precisos, segundo Ana Pisco, diretora do ACeS, mais 24 médicos

    Há três novos médicos no concelho das Caldas, com os quais já estão a ser elaborados os contratos, que ficam em vigor até dezembro deste ano. A chegada destes clínicos acontece ao abrigo de um protocolo entre o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Oeste Norte e a Santa Casa da Misericórdia das Caldas. O protocolo não estabelece o número de médicos. “Serão os que forem necessários”, referiu a provedora da instituição, na assinatura do documento. Estes três médicos juntam-se a uma que já estava ao serviço e servirão as populações de A-dos-Francos, Santa Catarina e Landal, ficando um na sede do concelho.
    O documento estabelece um total de 90 horas de consultas semanais. Na prática, a Santa Casa da Misericórdia contrata os médicos, mas recebe o equivalente ao valor dos encargos com a remuneração.
    Ana Pisco, diretora do ACeS Oeste Norte, salientou que “foi muito difícil encontrar profissionais. No último ano, neste agrupamento viram-se confrontados com a saída de muitos médicos. “Há 21% dos utentes sem médico de família, quando em 2017/18 chegámos a ter 8%”, contou Ana Pisco. Segundo a mesma, seriam necessários mais 24 médicos para suprir as necessidades, até porque está prevista a passagem de mais médicos à reforma no primeiro semestre deste ano. No final de maio há cinco médicos a terminar a especialidade no ACeS. “Esperemos que fiquem”, admitiu.
    Já Luís Pisco, presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), disse que normalmente numa situação destas recorre-se à prestação de serviços, mas que “a qualidade de gestão” da Santa Casa das Caldas foi o motivo para procurarem estabelecer este protocolo. Os novos médicos não são médicos de família, realçou o dirigente, esclarecendo que “a falta desses clínicos “ficará resolvida com a formação de novos médicos”. “Na ARS temos atualmente 800 médicos em formação na medicina geral e familiar”, frisou.
    A provedora da Santa Casa, Maria da Conceição Pereira, disse que este protocolo se insere no espírito de comunidade da instituição e recordou que “já na anterior mesa administrativa, com Lalanda Ribeiro, tinha havido uma colaboração com o ACeS e com a ARS LVT no sentido de serem colocados médicos nos nossos centros de saúde” e que “no final do ano de 2021 fomos novamente desafiados para esta parceria e, de imediato, dissemos que sim, com um protocolo que durou cerca de três meses, entre setembro e dezembro”.
    Maria da Conceição Pereira frisou, ainda assim, que “não é este o core business da Santa Casa da Misericórdia, que tem o seu corpo clínico, com médicos e enfermeiros, mas este é o espírito da instituição, sempre estivemos abertos a colaborar com a comunidade”. A provedora nota ainda que esta solução “vem dar resposta a muitas necessidades que as populações têm” e responde a uma “máquina burocrática que, muitas vezes, não ajuda”. ■

  • Café do CCC acolhe mostra de fotógrafo penichense

    Café do CCC acolhe mostra de fotógrafo penichense

    Fotógrafo Carlos Ramos também é poeta e faz parte da organização de um encontro ibérico

    A exposição de fotografia “A Tua Frágil Presença”, da autoria do penichense Carlos Ramos, foi inaugurada na tarde do passado sábado, 5 de fevereiro, no café-concerto do CCC.
    A mostra conta com fotografias com muitos elementos da natureza, o que “interpela o espetador para essa conexão entre o Homem e a natureza, que na minha opinião hoje está muito perdida”, explicou o autor, em conversa com a Gazeta das Caldas.
    “Nesta exposição podem encontrar o que quiserem ver e sentir”, disse o fotógrafo, convidando os leitores a visitar a mostra.
    A maior parte das fotografias não foram feitas nesta região, muitas delas foram até captadas no estrangeiro, mas há algumas cujo cenário retratado é a cidade das Caldas da Rainha e também Peniche, ainda que sempre num sentido mais abstrato.
    “O espaço é muito bom, parabéns às Caldas da Rainha, porque congrega esta possibilidade de usufruir da arte com esta utilidade de as pessoas poderem estar a beber café ou a trabalhar”, referiu Carlos Ramos, agradecendo a oportunidade de expor neste local.

    Encontro de poetas ibéricos
    Além de fotógrafo, o penichense também é poeta e está ligado à organização de um encontro de poesia ibérica que vai decorrer entre 8 e 10 de abril, em Peniche e Atouguia da Baleia. Esse evento contará com a presença de dez escritores portugueses e dez espanhóis, estando atualmente a decorrer os preparativos para o mesmo.
    Licenciado em Direito, Carlos Ramos não é “só” escritor e fotógrafo, mas também tradutor. Na fotografia encontrou uma forma de dizer os seus poemas sem utilizar as palavras.
    A mostra “A Tua Frágil Presença” ficará patente no café-concerto do CCC até ao dia 6 de março. Depois “é para ser levada onde houver possibilidade de o fazer”.

  • Pranchas de surf são elemento decorativo

    Pranchas de surf são elemento decorativo

    Xereu é a alcunha de João Pereira e também o nome da marca de pranchas de surf de madeira que criou. Atualmente as decorativas são o forte

    É numa oficina na Atouguia da Baleia que nascem as pranchas de madeira Xereu. João Pereira criou a marca há cerca de seis anos e deu-lhe como nome a sua própria alcunha de infância, inspirada num peixe.
    Foi há praticamente 35 anos, quando contava apenas 13 primaveras, que o surf entrou na sua vida. “Já fazia skate e decidi experimentar, parecia engraçado”, contou. As primeiras ondas foram mesmo em Peniche, seguindo-se os Supertubos. Na altura as coisas não eram como hoje. “Havia muito pouca gente a fazer surf” e o material que utilizavam era… o que houvesse. “Lembro-me de levar a prancha para a escola, para quando tinha uma ou duas horas livres ir surfar, porque a escola é a menos de 500 metros da praia”, recorda.
    A vida seguiu. Depois de estudar engenharia industrial em Lisboa, regressou a Peniche para trabalhar na indústria e depois foi novamente para a capital para trabalhar num banco. A certa altura queria comprar uma prancha nova e viu na Internet uma prancha de madeira. Curioso, foi pesquisar técnicas e pessoas que o pudessem ajudar, tendo entrado em contacto com shapers (quem faz as pranchas) da Califórnia, nos Estados Unidos da América, mas também na África do Sul. Um deles convidou-o para um workshop para aprender as técnicas, mas tal não se proporcionou. Mais tarde, já em 2011, surgiu novo convite, mas aí já João Pereira tinha começado a produzir as suas pranchas.Quando mostrou o seu trabalho ao shaper americano este deu-lhe força para continuar e o Xereu foi continuando, com mais dedicação, mas ainda a trabalhar no banco.

    “É um sentimento especial estar sentado numa prancha de madeira na água, ou fazer uma onda com uma prancha de madeira, é uma energia e um contacto com a natureza diferentes”, referiu João Pereira, acrescentando que “as pranchas são ocas, pelo que têm uma grande flutuação e não exige tanta remada”. Depois, são personalizadas de acordo com o peso, a altura, o nível de surf e o tipo de ondas de cada cliente.
    Ainda assim, este “é um produto difícil de vender, porque as pessoas associam pranchas de madeira a pranchas mais pesadas, mas na verdade só têm mais um ou dois quilos”. Na produção destas pranchas quase todos os materiais são eco-friendly.
    Em 2016 decidiu dedicar-se exclusivamente às pranchas de surf. “Decidi dedicar-me a tempo inteiro ao que gosto de fazer”, explicou. Atualmente, além desta vertente é também professor de surf.
    Em 2019, surgiu pela primeira vez um pedido diferente: uma prancha de surf decorativa. Daí para cá tem trabalhado para particulares, hotéis, hostels, alojamentos locais, restaurantes e outros estabelecimentos, que lhe pedem destas pranchas apenas para decoração. “Neste momento 90% do meu trabalho é para decoração”, conta. Além das pranchas decorativas, também adaptou o formato deste objeto a elementos utilitários, como mesas e cadeiras, garrafeiras ou cabides. Para surf uma prancha destas custa no mínimo 550€, para decoração os preços começam nos 130€.

  • PS e Chega cantaram vitória  nas Caldas

    PS e Chega cantaram vitória nas Caldas

    Os socialistas registaram uma vitória também nas Caldas, com ânimo na sede. Já o Chega viveu com euforia a eleição de um deputado pelo círculo eleitoral de Leiria

    A noite eleitoral foi calma na sede do PS nas Caldas da Rainha, mas com um sentimento de alegria evidente. Já com os resultados finais confirmados e a vitória em toda a linha (tanto a nível nacional, como distrital e concelhio), a presidente da Concelhia socialista, Sara Velez, que garantiu a reeleição para o Parlamento, não escondia o orgulho pelo triunfo.
    “Estamos muito satisfeitos com estes resultados, que demonstram a satisfação que o eleitorado tem com as políticas que o Partido Socialista tem vindo a implementar no Governo em Portugal e reforçam com o voto, de forma muito clara e expressa, essa confiança”, começou por referir a parlamentar.

    Numa análise aos resultados concelhios, Sara Velez salientou que “foi a segunda vez que conseguimos ganhar umas legislativas, depois de 2005 e já tínhamos tido outras vitórias, mas em eleições presidenciais”, explicou, mostrando-se “muito satisfeita” com o feito alcançado.
    “É uma diferença assinalável, de mais de mil votos”, frisou a socialista, acrescentando o facto de o próprio distrito de Leiria se ter pintado de rosa.
    Antes de seguir para Leiria, onde se juntaria à festa da vitória, a deputada deixou um “forte agradecimento ao concelho, à região e ao distrito pela renovação da confiança”, deixando a” certeza absoluta que podem ter de que os deputados eleitos por Leiria tudo farão para continuar a defender os interesses das nossas populações e dos nossos territórios”.
    Sara Velez deixou, ainda, uma garantia: “podem esperar a mesma dedicação e responsabilidade de sempre, o mesmo empenho e sentido de serviço público que tenho colocado sempre nas minhas funções, no acompanhamento de todas as matérias que nos dizem respeito regionalmente, mas também às nacionais, podem contar comigo, como sempre souberam que podem”.

    Na sede do Chega, a satisfação foi grande pela eleição de um deputado pelo círculo eleitoral de Leiria

    Festa na sede do Chega
    Na sede do Chega o clima também era de euforia, com muitos militantes e apoiantes do partido de André Ventura a festejarem a eleição do deputado em Leiria e os resultados nacionais.
    “É um resultado histórico”, exclamou Edmundo Carvalho, presidente da Concelhia do Chega, partido que já nas autárquicas, embora sem eleger vereadores ou deputados municipais, se tinha afirmado como força política relevante no concelho.
    “Passámos de um deputado para os 12 e estou muito feliz, somos claramente a terceira força política nacional, apesar dos estigmas todos à nossa volta, de sermos personas non gratas na política e de colocarmos em causa a democracia. Nada disso vai acontecer, somos pessoas de bem”, salientou o dirigente.
    “O nosso principal objetivo era eleger um deputado em Leiria e as Concelhias trabalharam muito para isso. Não era fácil, mas tenho a certeza que nos irá representar de forma condigna, é uma pessoa de muito valor”, referiu, acrescentando que os eleitos “vão demonstrar que o Chega já não é um partido de um homem só”.
    Desilusão laranja
    Do lado do PSD, o caldense Hugo Oliveira considera que estas eleições “trouxeram um novo paradigma politico no contexto nacional, que se arrastou a todo o território”. O reeleito deputado mostra-se preocupado com a “consequência nefasta que esta maioria absoluta possa ter para a região”. “Respeito os resultados eleitorais, mas estarei como sempre na primeira linha da defesa dos caldenses”, sublinhou.
    Na leitura do presidente da Distrital de Leiria do PSD, “não foi possível resistir à passagem dos votos do Bloco de Esquerda e CDU diretamente para o PS que lhe garantiram a vitória”. “Por outro lado, o PSD embora tenha perdido as eleições subiu em número de votos e em percentagem”, salienta Hugo Oliveira, notando, ainda, que no concelho das Caldas “houve mais 1.390 votantes nestas eleições” relativamente a 2019. ■

  • Livro sobre património reúne apontamentos sobre a Benedita

    Livro sobre património reúne apontamentos sobre a Benedita

    O lançamento da publicação com breves apontamentos sobre a Quinta da Serra juntou dezenas de pessoas na Terra Mágica das Lendas, na Benedita

    O lançamento do livro com os apontamentos reunidos pelo grupo de trabalho S.O.S. Património Benedita sobre a Quinta da Serra reuniu, na tarde de sábado, 29 de janeiro, dezenas de pessoas na sede da cooperativa Terra Mágica das Lendas, que se tornou pequena para tantos interessados.
    O evento pretendia chamar a atenção da população para o projeto da Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB) e para a existência do património da Quinta da Serra. “Que história vamos mostrar da nossa identidade?”, questionou Lúcia Serralheiro, da Direção da cooperativa, frisando que não estão contra a construção da ALEB, mas a favor de uma solução que conjugue “o passado com o presente, para alimentar o futuro”, até porque dentro de dez anos celebram-se os cinco séculos de existência da Benedita.
    O beneditense Fernando Maurício, um interessado pela história local e que doou à associação 34 dossiês com informações que foi recolhendo sobre temas interessantes sobre a Benedita, contou que, em 1972, fotografou a Quinta da Serra, quando esta ainda não estava destruída.
    “Doze anos depois, quando lá voltei, fiquei destroçado com a destruição do património para colocação de um eucaliptal”, disse. Já nos anos 1990 foi destruída a capela barroca que ali existia e que remontaria ao século XVIII.
    Naquela sessão, a geóloga Sandra Lourenço Amaro, também ela beneditense, focou a atenção no parecer da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) sobre a Quinta da Serra e a construção da ALEB. A DGPC que recomendou à autarquia que procedesse à classificação de parte do património com o desígnio de interesse municipal e que considerasse construir um espaço de memória, onde fosse possível guardar alguns elementos históricos.
    “Esperamos que este livro seja o pontapé de saída para o interesse da comunidade”, afirmou a geóloga.
    Um dos grandes momentos da sessão foi quando Teresa Maria, natural do Bairro da Figueira, cantou uma cantiga popular que decorou ao ouvir, em criança, a sua mãe a cantar. A cantiga contava a história de dois filhos dos caseiros da Quinta da Serra que haviam sido mandados para a prisão em Angola depois de, numa rixa, terem morto um homem.
    O livro foi editado pela Terra Mágica das Lendas. ■

  • Benedita recebeu seminário de formação rotária

    Benedita recebeu seminário de formação rotária

    Rotários querem crescer para poderem servir mais. Além da saúde e da educação, foco estará também no ambiente

    Mais de meia centena de membros de vários clubes rotários marcaram presença, no passado sábado, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, no 6º seminário de formação Rotary do distrito 1960.
    O governador do distrito rotário, Paulo Martins, aproveitou para dar a conhecer o Plano Estratégico do distrito 1960, onde constam algumas das prioridades o desenvolvimento do quadro social.
    “Precisamos de ser mais para responder mais”, salientou, notando que o aumento dos quadros se faz “trazendo pessoas, retendo as que temos e dando-lhes formação”. E é precisamente nesse sentido que surge este seminário, o sexto, depois de Lisboa, Lagos, Tavira e Portalegre. Mas se, por um lado, é importante o reforço do quadro social, não deixa também de ser fundamental a criação de novos clubes.
    “É importante que outras regiões, que não têm ainda um clube rotário”, referiu, notando que existem neste momento 72 clubes e “nem todos estão bem, no final deste mês, na região de Lisboa, um dos clubes será integrado noutro”. Ainda assim, afirma, o propósito é crescer”, não só em termos de clubes rotários, mas também nos Interact (dos 12 aos 18 anos) e Rotaract (entre os 18 e os cerca de 35 anos), ainda que sempre com um foco, o objetivo não é apenas “crescer quantitativamente, mas também qualitativamente”.
    Por outro lado, “um dos aspetos preocupantes para nós é a diversidade etária, ou seja, os desafios intergeracionais, porque a integração nos clubes dos jovens e dos menos jovens é absolutamente fundamental”.
    O objetivo de aumentar os quadros sociais é alargar a ação no terreno, que é amplamente conhecida, por exemplo ao nível da educação, mas também da saúde.
    “Queremos criar um projeto internacional na área da saúde materno-infantil, que passa pela construção de infraestruturas na Ilha do Princípe que ajudem a mitigar o risco de morte das mães e das crianças”, revelou o dirigente.
    No topo das prioridades está também a área do ambiente. Um dos projetos nessa área chama-se “Árvore Eterna Companheira”, e tem como objetivo que cada clube rotário proceda à plantação na sua comunidade do número de árvores correspondente ao número de sócios que tem. Outros clubes, mais próximos das praias, têm projetos de limpeza do areal.
    Na última vinda do governador rotário às Caldas, em conversa com a Gazeta, Paulo Martins traçou como meta o aumento do número de sócios num total de 5%, o que faria com que atingissem os 1450 sócios. Desde então admitiram cerca de 50 sócios, um número próximo daqueles que perderam. “Não desistimos desse objetivo, temos vários clubes em formação e temos como objetivo que os clubes atuais admitam 130 sócios até ao final do ano”, frisou, revelando que atualmente neste distrito há 1385 sócios.
    Uma particularidade é que o distrito 1960 está acima da média no que à presença de mulheres nos quadros sociais diz respeito, com um total de 28%, quando a nível mundial esse número se situa nos 25%. “É importante notar que as senhoras só entraram no Rotary em meados dos anos 80 do século passado. Mas estamos a caminhar para os 30% e quando falamos dos clubes mais jovens os indicadores são muito interessantes, com 47% no Rotaract e com mais de 55% no Interact”, esclareceu. “Estamos a viver um ano rotário com duas eleições, o que é normalmente perturbador”, fez notar.
    Sobre o desafio que deixou nas Caldas na sua visita, nomeadamente, a criação de um Interact na cidade termal, “ainda não foram dados muitos passos”, revelou. ■

  • Connect Fest mostrou trabalhos da ESAD no CCC

    Connect Fest mostrou trabalhos da ESAD no CCC

    Centro cultural recebeu festival com quase duas dezenas de filmes, um live act e uma exposição

    O Centro Cultural e de Congressos das Caldas recebeu, nos dias 26 e 27 de janeiro, o Connect Fest, o festival que foi criado em 2018 para mostrar os trabalhos finais da disciplina de Projeto de Som e Imagem III, da licenciatura em Som e Imagem da Escola Superior de Artes e Design (ESAD).
    Susana Duarte, docente responsável pela área do cinevídeo deste curso, disse à Gazeta das Caldas que os alunos “estão no 3º ano e a ideia é que possam explorar de uma forma mais consistente e autoral as áreas que mais lhes interessam dentro das áreas dominantes do curso, nomeadamente, o vídeo, a fotografia e o som”.
    Alguns dos trabalhos apresentados pelos alunos combinavam as várias áreas do curso, enquanto outros escolheram trabalhar com apenas uma delas.
    A mostra de cinema, que já vem de anos anteriores, manteve-se com a exibição de quase 20 filmes, tal como os concertos, este ano num formato mais reduzido do que seria normal, com apenas um live act de Who Who Who.
    No foyer estava patente a exposição, tendo a mostra de cinema decorrido no pequeno auditório.
    Ao nosso jornal, a docente fez um balanço muito positivo desta edição do festival. “Correu muito bem, é uma oportunidade muito boa para os alunos mostrarem o trabalho realizado ao longo do semestre e este ano, pela primeira vez, tivemos aqui a possibilidade de mostrar os trabalhos num dispositivo de exposição, algo que ainda não tinha acontecido fora do espaço da escola”, explicou Susana Duarte.
    Já Ana Vicente, responsável pela área da fotografia, realçou que esta “foi uma oportunidade de ouro, até porque o CCC é um espaço absolutamente maravilhoso”. A docente considerou que “foram dois dias muito intensos” e deixou os seus votos de que no próximo ano seja possível repetir a realização do festival.
    O Connect Fest foi criado em 2018. No último ano realizou-se, mas apenas com a mostra de cinema e os concertos. “Os trabalhos de fotografia tiveram um mote de exposição muito limitado, porque tiveram que se adequar à lógica de projeção”, explicou Susana Duarte.
    O festival, que é organizado pelos docentes responsáveis pelas diferentes áreas do curso (Susana Duarte, docente responsável pela área do Cinevídeo, Ana Vicente, responsável pela área da Fotografia, Nuno Monteiro e Luís Caldeira, responsáveis pela área do Som) envolveu o trabalho de cerca de 60 alunos. ■

  • Cocos Veggie e Tal dedica-se à comida saudável na Foz do Arelho

    O Cocos deixou de ser um beach club e passou a ser um restaurante com comida saudável e opções vegetarianas

     

    No ano em que se comemoram os 25 anos de existência do Cocos, na Foz do Arelho, o casal Ricardo e Júlia Figueiredo, que há mais de dez anos explora aquele espaço, decidiu mudar o conceito e abrir o Cocos Veggie e Tal, um espaço dedicado à restauração, com uma carta essencialmente à base de receitas veganas e vegetarianas.
    Curiosamente, “tudo começou aqui, neste local, há quatro anos” no Dia dos Oceanos”, contou Júlia Figueiredo à Gazeta das Caldas. Foi nesse dia que um funcionário da casa lhes deu a provar a sua comida vegetariana. O casal, à luz das ideias de sustentabilidade e de equilíbrio e agradados com o gosto do que haviam provado, decidiu mudar a sua alimentação, mas também o seu estilo de vida, procurando terem mais tempo para eles e para a vida familiar com os dois filhos.
    Desse primeiro contacto até a aposta neste novo conceito foi um salto lógico, até porque sentiam que escasseavam as ofertas nesta área. Além disso, entendiam que o modelo de negócio que tinham lhes roubava o tempo em família, mas também que não fazia sentido, enquanto procuravam uma alimentação mais saudável para eles, servirem comida processada aos clientes.
    O grande forte da nova carta são mesmo as opções vegetarianas e veganas, mas, tal como o nome deste novo espaço indica, não são só Veggies! Há um “E Tal”, porque no menu mantém-se algumas receitas com proteína animal, com uma aposta nos produtos do mar e da Lagoa em frente ao restaurante e também nos hambúrgueres, que eram uma referência e em duas tostas que guardam a memória do bar, com os nomes Cocos e Beach Club. Neste sentido de equilíbrio, outra aposta é nos produtos e nos produtores locais, tanto ao nível dos legumes e das frutas (exceptuando, claro, as frutas tropicais), como também da própria louça, feita de propósito na ARFA Cerâmica.
    No Cocos Veggie e Tal procura-se a qualidade e não a quantidade. “As matérias que utilizamos são matérias caras, premium”, explicaram, esclarecendo que tal se aplica tanto aos alimentos, como até ao nível das bebidas. “Queremos dar o melhor aos nossos clientes”, contam.
    Nos primeiros dias o feedback dos clientes “tem superado as nossas expetativas”. Nesta fase, o Cocos Veggie e Tal, que se situa na Avenida do Mar da Foz do Arelho, funciona de 3ª a sábado entre as 12h30 e as 16h30, mas no verão as portas irão manter-se abertas até ao pôr-do-sol. ■

    A Indian Bowl é uma das novidades deste novo espaço

    Faça em casa

    Legumes no forno com vinagrete de paprika e salicornia com trigo sarraceno

    Ingredientes: azeite, alho, paprika, sumo de limão, cominhos, za’atar, batata doce, couve-flor, couve romanesca, cebola roxa, cenoura, pimento, beringela, curgete e feijão verde

    1 – Preparação
    Marinada

    Fazer uma espécie de marinada com azeite, alho, paprika, sumo de limão, cominhos, e za’atar (uma especiaria do Médio Oriente);

    2 – Preparação
    Regar os legumes

    Preparar e regar os legumes e tubérculos com a marinada;
    Pré-aquecer o forno a 180 graus;

    3 – Cozinhar
    Levar ao forno

    Levar o preparado ao forno a 180 graus durante cerca de 30 minutos

    4 – Acompanhamento
    Outros Ingredientes

    Pode acompanhar esta receita, por exemplo, com uma salada, ou com cuscuz ou ainda trigo sarraceno.

  • DL Ambientes abriu na Foz do Arelho a sua terceira loja

    Empresa, que no próximo ano festeja 45 anos de existência, então como Decorações Lina, abriu a terceira loja, mantendo as duas na cidade

     

    A DL Ambientes abriu uma loja na Foz do Arelho, a terceira da empresa. A entidade explica a aposta com a existência, nos últimos tempos, de “diversos projetos na zona da Foz do Arelho, muitos com clientes estrangeiros que têm apostado nesta região”, explicou Ricardo Marques, notando que assim estão mais próximos dos clientes. “A Foz do Arelho está em crescimento, como caldense noto uma grande diferença, por exemplo, para a Foz de há dez anos, com mais movimento”, salienta o gestor.
    Uma especificidade deste novo espaço é que vai ter um grande foco no mobiliário de exteriores, uma vertente que já trabalhavam, mas que aqui terá especial incidência, até porque muitas vezes, depois de iniciar o trabalho no interior, os clientes “pedem ideias e soluções para o exterior”, tratando-se de “uma oferta necessária”. No verão e na primavera, a AL Ambientes pretende aproveitar para expor esse tipo de mobiliário. A amplitude de luz e de montra da loja foram outros dois atrativos na escolha do local para a loja, onde há vários ambientes já criados, nomeadamente um quarto, um hall, uma sala de estar e uma sala de jantar.
    Neste espaço estão mais focados para o projeto chave na mão e não na venda de peças. “Esta loja é quase um atelier com showroom”, esclareceu Ricardo Marques, notando que não pretendem competir com grandes superfícies. “Temos produtos diferenciados e o objetivo não é vender em massa”, esclareceu.
    Já na cidade mantém-se as duas lojas, ambas na Rua Miguel Bombarda, mas aí há, logicamente, outro movimento, o que faz com que o foco esteja especialmente na venda à peça. É também nas Caldas que se mantém a funcionar o ateliê de costura, que conta com as costureiras que confecionam os têxteis da DL. O ateliê já vem da primeira geração da empresa, que foi fundada em 1978, então como Decorações Lina (o nome da mãe, que fundou a empresa). Esta vertente dos projetos “chave na mão”, que passa por receber um espaço vazio e, à chegada do cliente, este estar totalmente decorado, foi algo que começaram a trabalhar há mais de uma dezena de anos.
    Algo que já acontecia nas duas lojas da DL Ambientes e que foi reforçado na loja na Foz do Arelho, no número um da Rua Fernando Quaresma, foi a aposta em produtos de autores locais. Há peças do Laboratório d’Estórias, de Pedro Almeida, Mário Reis, do Atelier Sá Nogueira e da Bordalo Pinheiro, mas também uma peça que salta à vista: uma prancha de surf de madeira de Xereu (da Atouguia da Baleia).
    A DL Ambientes, marca criada em 2006, renovou recentemente a sua imagem gráfica. Atualmente emprega nove pessoas. ■

     

  • Nazaré: PS reforça votação

    Nazaré: PS reforça votação

    O PS reforçou a vitória no concelho da Nazaré: se em 2019 tinha somado 40,77% (2.459 votos), agora os socialistas conseguiram manter-se como força mais votada e conseguiram mesmo reforçar a votação, atingindo os 44,94% (3.077 votos).

    Também o PSD aumentou a votação no concelho, tendo garantido 24,13% (1.652 votos), acima dos

    O Chega foi, também na Nazaré, o terceiro mais votado, atingindo os 7,96% (545 votos). Com 6,22% (426 votos), o BE desceu para menos de metade dos votos, enquanto a CDU obteve mais 11 votos, mas desceram em termos percentuais, dos 6,75% para os 6,10% (418 votos).

    A Iniciativa Liberal foi a sexta força mais votada, com 4,26% (292 votos), enquanto os restantes partidos não atingiram o ponto percentual.

    Comparativamente com 2019, na Nazaré houve um aumento do número de votantes, com mais 800 eleitores a irem às urnas do que se havia registado, reduzindo a taxa de abstenção em quase sete pontos percentuais.

  • Partidos acusam Vamos Mudar de  faltar à verdade sobre Hospital do Oeste

    Partidos acusam Vamos Mudar de faltar à verdade sobre Hospital do Oeste

    Movimento criticou a ausência da construção do novo hospital dos programas eleitorais. Partidos reagiram e movimento esclareceu

    Depois de o Vamos Mudar ter criticado a ausência do tema do novo hospital do Oeste nos programas eleitorais das candidaturas às legislativas, a CDU e o Chega reagiram, acusando o movimento de faltar à verdade. Outros partidos também questionaram a posição do movimento, que, entretanto, veio a público esclarecer a polémica.
    Em comunicado, a CDU “deplora e rejeita as declarações” do movimento em que acusa de forma geral os partidos políticos por não incluírem nos seus programas eleitorais a construção do novo Hospital do Oeste”, referem os comunistas. “Só uma irresponsável “ligeireza” ou um total desconhecimento das posições e programas eleitorais do PCP e do PEV, bem como dos compromissos da CDU para a região de Leiria, pode explicar tal afirmação que é tão mais irresponsável e grave quando proferida em plena campanha eleitoral”.
    A CDU realça que tal está patente em documentos partidários oficiais e em posições assumidas nas Assembleias Municipais do distrito de Leiria, incluindo nas Caldas, mas também na Assembleia da República em várias propostas de resolução e em propostas de alteração aos Orçamentos do Estado.
    “Mas se não basta o património de muitos anos de luta e posições da CDU pela construção de um novo Hospital na região Oeste e pela defesa do Serviço Nacional de Saúde para provar a falsidade e injustiça das declarações do Movimento Vamos Mudar”, a CDU informou que o Compromisso Eleitoral Nacional afirma a proposta de “Concretizar no imediato as infraestruturas já decididas e programar o conjunto de outras, inclusive obras de reabilitação e requalificação do parque de instalações do SNS”. Por outro lado, “no folheto de campanha que está a ser distribuído em todo o distrito de Leiria (e que dirigentes do referido movimento já tiveram oportunidade de receber por terem contactado com equipes da CDU que o distribuíam) e que reúne apenas algumas das mais importantes propostas da CDU, figura a proposta da “Construir um novo Hospital na Região Oeste, integrado no Centro Hospitalar do Oeste”.
    O Chega chamou a atenção para as “100 medidas de governo” propostas pelo partido onde é “explicitamente defendida a construção do novo Hospital do Oeste”. No referido documento lê-se que o Chega pretende “acionar todos os mecanismos legais necessários que garantam a célere construção ou conclusão de novas unidades hospitalares constantemente prometidas e adiadas pelos sucessivos governos, como por exemplo o Hospital de Barlavento Algarvio, o Hospital Central do Alentejo ou o Hospital do Oeste”. O Chega “considera a construção do novo Hospital do Oeste como uma medida absolutamente prioritária relativamente às de mais”.
    Entretanto, o VM veio realçar que se verifica que “nenhum dos partidos se refere a essa medida concreta nos seus programas eleitorais para as legislativas.” O movimento realça que “o padrão de construção do documento eleitoral não é uniforme e, nalguns casos, esse documento refere-se a medidas genéricas no âmbito do SNS, admitindo-se que não fosse obrigatória haver essa referência explícita no primeiro documento.”
    O movimento liderado por Vítor Marques admite, ainda assim, que no caso do PS, há essa referência concreta no programa eleitoral e que “o PCP é o partido mais consequente nos seus propósitos de defesa do novo Hospital do Oeste” e que “foi, efetivamente, o único partido que assumiu uma iniciativa legislativa com vista a solucionar a necessidade de construção dum novo Hospital no Oeste”. ■

  • Cadaval: Sorteados prémios dos concursos do comércio

    Quatro dezenas de estabelecimentos participaram na iniciativa da Câmara Municipal

    Isaque Vicente

    O edifício da Biblioteca Municipal do Cadaval recebeu a realização dos sorteios dos concursos “Natal é no Comércio Tradicional” e “Natal à Mesa”, desenvolvidos pela autarquia. Este ano, aderiram à iniciativa um total de 40 estabelecimentos do concelho, tendo sido sorteados 40 prémios, no valor global de 2.250 euros.
    “Natal é no Comércio Tradicional” é uma iniciativa anual do Município, em parceria com os estabelecimentos comerciais aderentes, que visa dinamizar o comércio tradicional na época natalícia.
    A iniciativa, que se desenrolou de 1 de dezembro de 2021 a 6 de janeiro de 2022, foi, nesta edição, alargada a estabelecimento de todo o concelho e contou com 32 estabelecimentos aderentes.
    Por cada compra de valor igual ou superior a 20€ foi entregue uma senha de participação a cada cliente dos estabelecimentos aderentes. Assim, das 4.500 senhas distribuídas aos estabelecimentos foram, posteriormente, a sorteio 2.907 senhas. Os prémios consistem em vouchers de compras em qualquer estabelecimento aderente (à escolha de cada premiado), atribuídos pelo município. Foram sorteados um total de 20 prémios, perfazendo 1.500 euros.
    Já o “Natal à Mesa” é uma ação que o município promove em parceria com os estabelecimentos de restauração aderentes. Neste ano, foram sete os estabelecimentos que participaram.
    Por cada valor em refeição igual ou superior a 10€ foi entregue uma senha. Das 1.300 senhas distribuídas aos estabelecimentos foram a sorteio um total de 1.193 senhas. Os prémios a entregar serão vouchers, a utilizar em qualquer estabelecimento aderente (à escolha de cada premiado). Foram sorteados 20 prémios, no valor global de 750€. ■

  • Não fazemos nem mais um… km regressou  à atividade

    Não fazemos nem mais um… km regressou à atividade

    O grupo das corridas e caminhadas de quarta-feira à noite nas Caldas da Rainha retomou a atividade a 19 de janeiro, num dia em que homenagearam “o amigo” Luís Alberto, recentemente desaparecido

    Um minuto de silêncio, seguido de uma grande salva de palmas, foi a forma como o Grupo Não Fazemos Nem Mais Um… Km homenageou Luís Alberto, que faleceu recentemente e que participou em várias destas corridas na cidade.
    “É uma homenagem simples a uma pessoa simples, mas com um coração enorme”, disse Henrique Frazão, um dos fundadores do grupo, na noite de 19 de janeiro, na Praça da Fruta. Mais de meia centena de participantes fizeram questão de marcar presença na homenagem e na atividade, que marcou também a retoma das corridas e caminhadas depois de nova interrupção devido à pandemia.
    O grupo começou em 2013, quando mais de uma dezena de amigos se encontravam para fazer corridas. Estas não eram feitas em contexto urbano, mas sim ao estilo do trail, ainda que apenas com o intuito do lazer.
    O grupo de amigos foi então sentindo que havia muita gente que gostaria de começar a correr, Nessa altura, o running estava na moda.
    Inspirados pelo que já se fazia um pouco por todo o país, mas com um foco especial nos exemplos de Santarém e de Leiria, onde já se havia estabelecido uma noite por semana para este fim, decidiram tentar fazer o mesmo nas Caldas da Rainha.
    O percurso, esse, passou a ser urbano, e o que começou com uma publicação no Facebook, rapidamente atingiu grandes proporções.
    “Na primeira estavam talvez 20 pessoas, a partir daí foi sempre a crescer”, lembra.
    A certa altura, por volta de 2017, eram já várias centenas de praticantes nas ruas do centro da cidade. E assim se manteve durante alguns anos. O ponto de encontro foi, sempre, a Praça da Fruta, onde ainda hoje, à quarta-feira à noite se reúnem. E, na época, era uma imagem comum ver os grupos a correr ou a caminhar com as lanternas na cabeça.
    Com esse exponencial crescimento houve mesmo a necessidade de criar grupos com diferentes ritmos, existindo então quatro grupos, dois de corrida e dois de caminhada, “liderados” por guias.
    Uma particularidade é que o início e o fim era sempre comum a todos. Por mais voltas que dessem, ao fim de uma hora, os quatro grupos encontravam-se sempre na Praça da Fruta. Atualmente são “apenas” dois grupos, mas mantém-se assim. Isto permite que os grupos de familiares ou de amigos que queiram fazer exercício, mas que tenham diferentes ritmos, se encontrem sempre.
    O encontro é aliás um dos atrativos destas corridas e caminhadas, onde é sempre notório o ambiente descontraído de convívio e de camaradagem.
    No grupo de Facebook, onde se partilham as informações referentes às atividades, são também dados a conhecer, por exemplo, os eventos desportivos, sociais e ambientais que vão decorrendo pela região e outras questões relacionadas com a prática desportiva.

    A organização de provas
    Mas além de proporcionar estas corridas, o grupo de amigos quis, literalmente, ir mais longe e aventurou-se na organização de eventos. O Caldas Ultra Trail nasceu em 2015 e surgiu do conhecimento que o grupo tinha “do potencial das Caldas da Rainha, que é um ginásio natural com condições excelentes”.
    À época, o grupo não estava formalmente constituído, e foi o apoio da Associação Cultural e Recreativa e da Junta de Freguesia do Nadadouro que o sonho de organizar uma prova de trail nas Caldas se tornasse em algo possível.
    Por outro lado, o grupo também se reúne para causas sociais importantes, por exemplo, através de recolhas de bens.

    Grupo de praticantes
    Há praticamente um ano, desde fevereiro de 2021, o grupo deu um novo importante passo na sua história, tendo-se legalmente constituído como um Grupo de Praticantes.
    Nos últimos dois anos, devido à pandemia de covid-19, não foi possível realizar o Caldas Ultra Trail, a tal prova que conta já com cinco edições a dar conhecer as paisagens da região. O objetivo é que já em 2022 seja possível retomar a prova, assim estejam as condições reunidas para o efeito.
    Os fundadores deste grupo de praticantes são Henrique Frazão, Paulo Santos, Miguel Correia, Sandro Jordão e Pedro Lucas. Ainda assim, estes representam as vontades e o esforço de todos os que, ao longo dos anos, contribuíram para o grupo.
    Atualmente, e ao fim de quase nove anos de atividade, o grupo está a caminho de alcançar um marco histórico: a corrida/caminhada número 500. ■

  • A Farmácia Vai à Escola  nas Caldas e em Óbidos

    A Farmácia Vai à Escola nas Caldas e em Óbidos

    Iniciativa foi criada há mais de 20 anos e pretende promover uma intervenção precoce na educação e promoção da saúde nas escolas

    Foi há mais de 20 anos que o Grupo Correia Rosa criou o projeto “A Farmácia Vai à Escola”, com o objetivo de promover uma intervenção precoce na educação e promoção da saúde nas escolas.
    “A aquisição de hábitos e conceitos para um estilo de vida saudável deve começar desde cedo, quer em casa quer no ambiente escolar, sendo mais fácil e intuitiva a sua integração futura na vida quotidiana”, realça Catarina Tacanho, diretora geral do Grupo Correia Rosa (constituído pelas farmácias Rosa, Caldense e Santa Catarina).
    Na prática, o projeto traduz-se na realização de ações de sensibilização sobre variados temas, destinadas aos alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico das escolas das Caldas e Óbidos. O projeto pode ser estendido a alunos dos 2º e 3º ciclos, do ensino secundário e da Universidade Sénior.
    Este ano, no final do 1º período, realizou-se uma sessão online sobre vacinas e a sua importância, para alunos da Escola Básica e Integrada de Santo Onofre. “O feedback de alunos e professores foi muito positivo, e já temos várias sessões agendadas, desta vez presencial, cumprindo todas as norma de segurança, para diferentes anos nesta instituição”, adiantou a responsável, contando que, para o 2º período também já estão agendadas sessões no Colégio Rainha D. Leonor (CRDL) e no Centro Paroquial de Caldas. Também no âmbito deste projeto, a 12 de janeiro realizou-se uma apresentação sobre postura corporal, numa parceria com o Balance Health Club.
    No dia seguinte houve uma apresentação no CRDL sobre Dentição e Higiene Oral, que foi presencial, mas com possibilidade de visualização online para os alunos em isolamento.

  • Britânico Simon Gotto abriu o bar Caravela na Foz do Arelho

    Britânico Simon Gotto abriu o bar Caravela na Foz do Arelho

    Inglês, que há dois anos abriu o Bar Rex em Óbidos, apostou agora na Foz do Arelho, onde pretende ter várias atividades

    O bar Caravela, na Foz do Arelho, abriu no final do último ano pelas mãos de Simon Gotto, um empresário inglês que há quatro anos escolheu Portugal e o Oeste para viver e que, já em março de 2020, dez dias antes de a pandemia se fazer se sentir na região, abriu o bar Rex, em Óbidos.
    A aposta neste local não é difícil de explicar. “A Foz do Arelho é um local muito bonito, tem uma praia fantástica e paisagens lindíssimas e tem muitos turistas, mas eu acho que tem um potencial de crescimento muito grande em termos turísticos”, referiu o empresário à Gazeta das Caldas. A esse facto, acresce que o bar Caravela “já tem um nome construído, é um bar famoso”.
    Em termos decorativos, não foram precisas grandes alterações no estabelecimento, mantendo os motivos marinhos que já faziam parte do bar e também o ar “rústico” que o carateriza. Ainda assim, a cozinha não estava equipada, pelo que foi necessário adquirir e montar os equipamentos para responder à aposta que o empresário pretende fazer na comida. “No Caravela vamos ter pratos de carne e de peixe e também vegetarianos, vamos ter petiscos, tostas, asinhas de frango e jalapeños, por exemplo”, contou Simon Gotto ao nosso jornal.
    Além da aposta na comida, o empresário pretende, também neste bar, ter uma variada gama de cervejas. “O Rex é muito conhecido pela variedade de cerveja, temos da Bélgica, de Espanha e também cervejas artesanais portuguesas, entre outras”, faz notar.
    À comida e à cerveja, o empresário pretende juntar um rol de atividades que vai da música ao vivo – a começar já no próximo sábado, com blues de Bluezada -, passando por noites de quizz, noites de dardos e também de karaoke. “Vamos sempre anunciando os eventos na página de Facebook do Rex”, explicou.
    O Caravela tem 40 lugares sentados no interior e mais 30 na esplanada, que é um dos grandes atrativos.
    Atualmente o espaço está aberto de quarta a domingo entre as 16h00 e as 21h00, mas na primavera e no verão o empresário pretende abrir seis dias por semana e com um horário alargado (das 9h30 até às 2h00).

  • Filmes de estudantes da ESAD abriram ciclo de cinema do Impulso

    Filmes de estudantes da ESAD abriram ciclo de cinema do Impulso

    Mais de meia centena de espetadores marcaram presença na abertura do ciclo de cinema do festival

    Dois filmes de estudantes da Escola Superior de Artes e Design das Caldas (ESAD) abriram o ciclo mensal de cinema do festival Impulso na tarde de quinta-feira, 20 de janeiro.
    A presença regular de cinema no festival, com a criação deste ciclo, é uma novidade que resulta de uma parceria entre o Impulso, o mestrado de Som e Imagem da ESAD e o Doclisboa.
    “Wrecking Clementine”, de Cláudia Gonçalves Fernandes e de Miguel Grazina Barros, foi o primeiro filme a ser apresentado no foyer do Centro Cultural e das Caldas, transformado em sala de cinema.
    Seguiu-se “O primeiro passo da melomania é uma birra”, de Guilherme Sousa.
    Os dois filmes foram gravados em 2020, em plena pandemia e apresentavam imagens da cidade termal.
    No caso do primeiro, e porque utiliza a pandemia e o confinamento como temas centrais, é possível ver as artérias das Caldas sem ninguém e os estabelecimentos fechados. “Wrecking Clementine” termina com uma ida à Foz do Arelho, numa representação de liberdade. A liberdade é aliás um dos pontos chave, comum a ambos os filmes exibidos. As comemorações do 25 de abril aparecem representadas em ambos os filmes.
    Se, no primeiro caso, os autores optaram por colocar uma coluna à varanda a tocar músicas de intervenção, no caso de Guilherme Sousa a música de intervenção aparece para mostrar o poder da música na história.
    Curiosamente, os autores até tiveram aulas em conjunto, mas não conheciam o projeto um do outro. Ainda assim, há vários pontos de contacto entre eles.
    Nuno Monteiro, mentor do Impulso, disse à Gazeta das Caldas que o ciclo mensal irá decorrer sempre às 17h30, no CCC, nos dias em que existem concertos (esses à noite). A entrada é livre e o ciclo contará com realizadores nacionais e internacionais. “Se tudo correr bem, o ciclo é para manter até maio, quando o Impulso estiver a decorrer no Parque D. Carlos I”, onde existirão exposições e instalações, além, claro, dos concertos musicais.
    As próximas sessões do ciclo de cinema deverão decorrer no pequeno auditório do centro cultural.
    Nuno Monteiro, que também é professor na ESAD, realça que “todos os anos temos alunos a mostrar os seus filmes no Doclisboa e no Indie”.

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