Academia de Música de Óbidos deu concerto entre muralhas

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AMO AMO1Saltar dos auditórios formais para um palco natural: foi este o desafio lançado aos alunos da Academia de Música de Óbidos, que se reuniram na Cerca do Castelo no passado sábado, 12 de Março.
Intitulado “Uma Volta a Óbidos em 72 Dias”, este concerto juntou cinco orquestras juvenis (cerca de 200 músicos) numa tarde em que São Pedro contribuiu da melhor forma e levou o Sol à festa.
De 1 de Janeiro a 12 de Março passaram-se 72 dias, um número que serviu para dar nome ao espectáculo “também pelo seu simbolismo mágico na antiguidade clássica”, justificou o maestro Pedro Filipe.
Sob a direcção da professora Daniela Pinheiro, a classe conjunto do 5º ano abriu o concerto com os temas “Primavera”, “Danças de Mozart” e “When the Saints”, seguindo-se a classe conjunto 6º ano, orientada por Micaela Pinheiro, com a interpretação de “Marcha do Quebra Nozes”, “No Salão do Rei da Montanha” e “The Lion Sleeps Tonight”.
Depois de “The Little Pop Tunes”, “Gospel Joy” e “Eye of a tiger”, temas interpretados pela Orquestra de Sopros I (dirigida por Pedro Ferreira), foi a vez dos alunos do 3º ciclo da Autoguia da Baleia subirem ao palco com quatro composições, entre as quais “James Bond” e “The Pink Panther”. A Orquestra de Sopro II, também orientada pelo professor Pedro Ferreira, encerrou o concerto com Bruce Pearson, Jorge Salgueiro, Frank Ticheli, John Williams e Carl Strommen.
Para o responsável da Academia, “as orquestras juvenis são fundamentais para que os jovens percebam como funciona uma performance em palco, mas também que o resultado final só nasce com o trabalho e empenho em aula”.
Curiosamente, Pedro Filipe comparou a dinâmica de uma orquestra ao funcionamento da internet. Também no palco os músicos têm que estar conectados numa espécie de rede cuja comunicação se faz em fracções de segundo. Se um dos elementos do circuito falha, essa falta pode comprometer a harmonia do grupo.
Pedro Filipe aproveitou ainda a ocasião para elogiar o sentido de responsabilidade dos seus alunos, uma qualidade que “trespassa para outras actividades diárias, como a escola”. É que, segundo o responsável, além de músicos, estes jovens são também bons estudantes.