“Casulos” unem Museu Malhoa a Figueiró dos Vinhos

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A governante Ângela Ferreira confirmou que haverá obras de requalificação não só no edifício do Museu Malhoa como também no Parque D. Carlos

A secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural revelou, na passada quinta-feira, no Museu José Malhoa, na inauguração da exposição “Casulos”, que o Governo tem prevista uma “intervenção não só ao nível do edificado no Museu de José Malhoa mas também no próprio Parque D. Carlos”.
Na ocasião, Ângela Ferreira deu a conhecer que estão previstas obras de reabilitação e de conservação do espaço museológico sem, contudo, precisar o valor previsto da intervenção. “Para o recuperação de 46 imóveis culturais e três teatros nacionais está prevista uma verba de 150 milhões de euros”, afirmou a governante.
A secretária de Estado mostrou-se conhecedora de que “Casulos” resultou do projeto do Orçamento Participativo Jovem (OPJ) de 2018, ganho por Ana Sequeira do Teatro da Pessoa, um grupo teatral das Caldas. Foi este projeto que originou este outro, de caráter público e que juntou entidades como o Instituto Português da Juventude e a Direção-Regional de Cultura do Centro (DRCC). Para Ângela Ferreira, é importante que os projetos do OPJ “possam ter a participação do público”. Em sua opinião, a ideia inicial da jovem “tomou outra forma, unindo a conjugação de uma série de vontades e que esta está disponível em Casulos a todos os visitantes e munícipes das Caldas. de S. João da Madeira e de Figueiró dos Vinhos”.

Sobre o Museu de Cerâmica, Ângela Ferreira afirmou que está a ser ultimada a passagem do equipamento para a Câmara das Caldas. “Em breve será assinado o auto de descentralização”, rematou.
Presente na inauguração, Ana Sequeira contou que espera que os objetivos gerais do projeto possam ser cumpridos em “Casulos”. “Acompanhei o projeto desde o início, as suas modificações e fomos convidados a fazer parte do mesmo”, disse a jovem, formada em Teatro na ESAD e vice-presidente do grupo Teatro da Pessoa.

Primeira exposição une obras de José Malhoa, de Dado e de Carolein Smit

Projeto inclui exposições e residências artísticas

Unir localidades de Malhoa
“Casulos” é um programa multidisciplinar que decorre nas Caldas e em Figueiró dos Vinhos (onde também viveu o pintor naturalista) e que vai contar com duas exposições e três residências artísticas.
A diretora Regional de Cultura do Centro, Susana Menezes, agradeceu a Ana Sequeira “ter exercido o seu direito de participação democrática” e de ter “apresentado um projeto de investimento público no domínio da Inovação Cultural”.
A DRCC fez parceira com a Direção Regional do IPDJ para assim surgir “uma ação cultural integrada de impacto regional”.
Segundo a dirigente, “Casulos” parte da ambivalência do casulo que abriga e encerra e é também lugar de expansão, renascimento e metamorfose. O programa vai estender-se até 20 de março de 2022 e convocará “um conjunto de públicos muito específico e de parcerias territoriais da maior relevância”.
À Câmara das Caldas e às Uniões de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório e Santo Onofre e Serra do Bouro vão juntar-se a Câmara de Figueiró dos Vinhos, a Misericórdia das Caldas e a ESAD. Entre outros parceiros estes “serão desafiados ao longo do ano a sair dos seus casulos”, sublinhou a diretora.
A cerimónia foi marcada pela inauguração da exposição “Casulos. José Malhoa, Dado e Carolein Smit”, na qual estão presentes sete obras de cada um. As peças dos dois últimos – em pintura e cerâmica – foram selecionadas da Coleção Treger/Saint Silvestre, que se dedica à arte bruta e que se encontra patente no Centro Oliva em São João da Madeira.
A mostra tem como curador António Saint Silvestre, um dos proprietários e que também coleciona caranguejos. “O melhor artista a fazê-los é o ceramista caldense Lica”, declarou. Sempre que cá vem vai à sua loja, nas proximidades do parque, “para lhe comprar caranguejos ou lavagantes”, rematou.