Isabel Costa estreou criação teatral no Teatro Rivoli, no Porto

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Atriz e dramaturga Isabel Costa estreou peça em festival de teatro que teve lugar no Rivoli que pertence ao Teatro Municipal do Porto

A atriz caldense dá passos também na criação de peças e estreou
a obra “Maratona de Manifestos” na invicta

“Maratona de Manifestos” é uma espetáculo que será interpretado hoje, 6 de maio, no Rivoli no Porto, no âmbito do Festival de Teatro de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI).
Nesta criação da atriz caldense Isabel Costa, sete atores interpretam diferentes manifestos, escritos depois de 2000, e que são das áreas artísticas, académicas e também da política.
“É um espetáculo site-specific que pode ser adaptado a diferentes espaços e que não acontece como habitualmente num auditório”, disse à Gazeta a criadora, acrescentando que os manifestos se dedicam a temas como o ambiente, a igualdade de género e ao trabalho.
De resto, os manifestos funcionam como monólogos e são apresentados “numa caminhada em que o público vai encontrando os atores que lhes apresentam estes temas como se de uma conversa se tratasse”, referiu a caldense.
Este projeto faz com que alguns dos textos tenham conteúdo muito forte e até político.
“Num deles, de forma poética, pede-se, por exemplo, ao futuro para voltar atrás e falar connosco de novo”, comentou a artista, que gostaria que esta criação pudesse ter estreia em Lisboa e também uma digressão pelo país.
Esta criação foi iniciada pela caldense em 2017 que vai juntando mais manifestos. “O critério é que estes têm que ser atuais e versar temas que nos interessem”, frisou a atriz.
Por causa da pandemia e, apesar de estarem em frente um ao outro, o espectador vai ouvir através de auscultadores a mensagem do ator. “De repente, os headphones acabam por trazer outras dimensão de proximidade”, disse a autora. que não esconde a vontade de trazer esta “Maratona” às Caldas da Rainha.

Erasmus abriu horizontes
Isabel Costa começou a trabalhar esta tema quando frequentou mestrado no programa Erasmus Mundus, da União Europeia, que a levou, entre 2014 e 2016, a viajar entre Portugal, França e Canadá.
“Foi uma ótima partilha entre autores de vários países”, disse a atriz, que já tem uma outra proposta dramaturgica na forja.
“Salão para o Século XXI”, estreada em 2019, é uma proposta que a caldense tem para museus e galerias “onde as obras de arte são seres humanos”.
Aliás, este salão já foi apresentado no Museu MAAT e no festival Cumplicidades. Esta peça tem uma ida prevista para ser apresentada em Berlim.
Durante as fases de confinamento, a atriz caldense trabalhou em duas curtas metragens tendo trabalhado com os realizadores Leonor Noivo e Pedro Neves Marques. ■