Teatro da Rainha realiza acções de formação

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Gazeta das Caldas
Carlos Borges é o actor responsável pela Oficina de Experimentação Corporal e Dramática |Natacha Narciso

O Teatro da Rainha vai arrancar com uma Oficina de Experimentação Corporal e Dramática que se destina a jovens dos 13 aos 18 anos. A iniciativa será coordenada pelo actor Carlos Borges e insere-se num conjunto de projectos de formação na cidade, no país e a nível internacional. O grupo tem como objectivo estabelecer aquele que será o programa formativo do novo edifício da companhia – a Caixa Preta.

O Teatro da Rainha tem inscrições abertas para a Oficina de Experimentação Teatral  que decorrerá para jovens entre os 13 e 18 anos, às segundas e quintas-feiras, no espaço actual da companhia, na Praça da Universidade.
Esta oficina será orientada pelo actor Carlos Borges e vai permitir trabalhar o corpo e a voz. Serão feitas leituras e experimentação cénica de um texto de teatro.
“Envolve experienciar as próprias habilidades”, disse o responsável, que já trabalhou estas acções noutras localidades como Lisboa e Nazaré.

O horário está previsto entre as 18h00 e as 19h30, mas segundo o actor poderá ser ajustado consoante os interesses do grupo. Os participantes irão pagar 30 euros por mês e a formação permite abrir com um numero mínimo de oito e no máximo de 15 participantes.
O Teatro da Rainha também tem em funcionamento um grupo de leitores de peças de teatro que funciona às quartas-feiras às 16h00 na Universidade Sénior e que tem como objectivo final a realização de uma leitura encenada da peça Retábulo das Maravilhas, de Cervantes.
Nas escolas secundárias e profissionais decorre a apresentação da aula-espectáculo, Monólogo, de Gregory Motton  que coloca aos alunos questões sobre a actualidade que parece caminhar para um desastre global em virtude de se sobreporem os ditâmes da economia à própria sobrevivência do planeta. Uma figura em cena, quem sabe se um filósofo, vai discorrendo sobre o modo como os vivos desprezam as lições dos mortos, as conquistas culturais de civilizações anteriores, a própria memória como luz do futuro. A aula termina com um debate.
O Teatro da Rainha tem também programado um conjunto de oficinas  de escrita, de encenação e de construção de um espectáculo, em Tavira e em Moçambique e no Brasil.