Bolas paradas tramaram boa organização defensiva

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Juvenis A do Caldas que defrontou o campeão nacional Sporting

Campo da Mata, Caldas da Rainha
Árbitro: Hugo Silva, Assistentes: Duarte Escudeiro e Rui Cabeleira, AF Santarém.

CALDAS                      0
Guilherme Querido; David Sil, Guilherme Lourenço, Dinis Ribeiro e Gonçalo Cota; Matheus Palmério, David Santos (C) e Gonçalo Silva (Gonçalo Veludo 51’); Rafael Loureiro (Gustavo Campos 51’), Ivo Palhalva e Tomás Correia (Henrique Dantas 66’)
Não utilizados: Gonçalo Matias, Bernardo Veludo, Marcus Luís, Diogo Silva
Treinador: Carlos Santos

SPORTING                 5
Guilherme Fernandes; André Nunes, Carlos Silva, Gonçalo Inácio (C) e Ricardo Caeiro; Rodrigo Fernandes, Samuel Lobato (Filipe Sissé 40’) e Nuno Cardoso; Fábio Conceição (Bruno Santos 40’), João Domingues (Rui Reis 58’) e Félix Correia
Não utilizados: Hugo Cunha, Edson Ceita, João Dias, André Sabino
Treinador: João Couto
Ao intervalo: 0-2
Marcadores: André Nunes (5’), Fábio Conceição (33’), Rui Reis (65’) e Félix Correia (70’ e 76’)
Disciplina: amarelo a Filipe Sissé (47’) e Ivo Palhalva (79’)

O regresso dos juvenis do Caldas ao Nacional de Juvenis ficou marcado por uma goleada de mão cheia imposta pelo campeão nacional Sporting, no entanto, o resultado esconde a boa organização que os caldenses demonstraram durante mais de uma hora de jogo. Só em lances de bola parada os leões conseguiram quebrar a defensiva caldense.
Foi um pontapé de canto ao minuto cinco que deitou por terra as aspirações do Caldas em manter a baliza intocada o máximo de tempo possível. O central André Nunes ganhou nas alturas e abriu o marcador.

O Sporting ainda não tinha sido capaz de criar verdadeiro perigo para a baliza do Caldas em lances corridos e assim continuou por muito tempo. O Caldas mostrava um sistema defensivo compacto, sem ter que colocar o autocarro à frente da baliza, com um meio campo e uma defesa bem coordenados e mostrara qualidades.
A equipa caldense respondeu de pronto ao golo, Ivo Palhalva ganhou uma bola no ataque, não acreditou que podia ser feliz no remate, mas ganhou um livre do qual saiu bomba de David Sil que Guilherme Fernandes defendeu com dificuldade. Logo a seguir foi Tomás Correia a fazer uma diagonal interior para outro remate que podia ter levado mais perigo.
O Sporting sentiu perigo e voltou a pôr o pé no acelerador, mas só numa distração da defensiva caldense criou perigo. Primeiro por Félix Correia, que se antecipou a David Sil e fez um chapéu a Guilherme que acertou na barra. Depois, com um novo canto em que o Caldas sentiu dificuldade para defender e na insistência Fábio Conceição fez o segundo.
O Caldas fez o primeiro remate do segundo tempo, por Tomás Correia, e conseguiu ter mais posse de bola no meio campo adversário. Contudo, na sua melhor fase voltou a ser traído num esquema táctico, com a bola a chegar à área para o cabeceamento exímio de Rui Reis, acabado de entrar.
O terceiro golo abalou o ânimo dos caldenses, o que o Sporting aproveitou para aprofundar a diferença, com um bis de Félix Correia.

Carlos Santos, Treinador do Caldas

Desconcentração defensiva

O resultado interessa sempre, apesar da boa réplica queríamos mostrar um bocadinho mais do que aquilo que foi o resultado. Os dois primeiros golos são desconcentração defensiva e quando estamos a defrontar uma grande equipa isso paga-se. Na segunda parte a equipa começou a desgastar-se, mesmo com as substituições. Fizemos mais remates que na primeira parte, mostrámos um bocadinho do que somos capazes, mas não o que queríamos e que temos valor para mostrar. Trabalhamos sério, somos sérios, e queremos fazer crescer os jogadores e lutar sempre pelos três pontos. Da época passada foram sete atletas fazer a pré-época dos seniores, o que é de salientar.