Caldas estende série negativa com nova derrota caseira

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O Caldas averbou este domingo a sétima derrota no campeonato, quarta em casa, contra o Pêro Pinheiro (0-1).

Um golo já depois dos 90 foi suficiente para garantir o regresso do Pêro Pinheiro aos triunfos. A formação do concelho de Sintra ainda não tinha vencido desde a receção… ao Caldas, num desempenho que praticamente a tirou da luta pela qualificação para o apuramento de subida à futura 3ª Liga.

No Caldas, foi novidade maior o regresso do central Pedro Gaio, que não jogava desde 31 de janeiro, contra o Sacavenense, depois de ter sido sujeito a uma intervenção cirúrgica de urgência devido a uma apendicite. O regresso do camisola 13 permitiu a José Vala regressar à configuração que melhor tem resultado nesta época, com Militão e Gaio no centro da defesa e Leandro Borges a formar corredor central do meio-campo com Yordi.

O jogo do Caldas beneficiou na capacidade de fechar espaços e de pressionar o meio-campo adversário. Conquistada a bola, André Perre, Pedro Faustino e também João Tarzan – a pisar sempre terrenos muito recuados para ter a bola de frente para a baliza adversária – procuravam impor dinamismo na construção de jogo e na chegada à área contrária. Era aí que começavam os problemas. Com muita gente a jogar de frente para o golo, mas com o Pêro Pinheiro muito bem organizado no seu reduto defensivo, faltava capacidade ao Caldas para entrar na grande área, sobretudo porque aí faltava gente.

Foram muito poucos os lances de perigo que o Caldas conseguiu, e o perigo foi sempre relativo. Dois cruzamentos da direita, por Juvenal, intercetados. E outros dois da esquerda, os mais perigosos. Num, o lateral esquerdo Bruno quase desviou para auto-golo (26′), mas Nelson estava atento. No outro, André Perre ainda conseguiu o remate, mas prensado contra Luís Duarte acabou nas mãos do guarda-redes.

Muito pouco para o volume de posse de bola dos alvinegros.

A segunda parte começou com um lance que podia mostrar o caminho. André Perre arrancou na direita e encontrou João Tarzan bem colocado na área, mas o avançado pediu a bola para a frente e o passe saiu para trás, gorando-se a oportunidade.

O lance não teve continuidade e José Vala mexeu à hora de jogo, lançando a jogo o júnior Gonças, desta vez para o corredor central. O Caldas ficava com alguém mais fixo perto da área e cresceu, passando a ter maior capacidade para aproveitar a pressão e o dinamismo a meio-campo. O jovem tirou logo um cruzamento perigoso (64′) e atirou muito perto do alvo num remate de primeira (74′). O jogo do Caldas intensificava e parecia uma questão de tempo que o golo, finalmente, chegasse. Outro tiro, agora de Leandro Borges (79′), obrigou depois Nelson à defesa da tarde. E o guardião ainda segurou um cabeceamento de Militão (81′) que seguiu na direção da baliza.

Foi o pico do jogo ofensivo do Caldas. O Pêro Pinheiro conseguiu controlar melhor os minutos finais e até ganhou um canto em cima dos 90, altura que aproveitou para fazer uma substituição. Cobrado o canto, o central Luís Duarte atacou sozinho a zona do Caldas e bateu Leandro e Gaio para fazer o único golo do jogo.

O Caldas mantém-se em quinto, mas viu a vantagem para o sexto, o Sintrense, encurtar para dois pontos. As duas equipas encontram-se a 21 de março para colocar em dia o calendário, depois do Caldas receber o Alverca e o Sintrense se deslocar à Lourinhã.