Caldas inicia trabalhos com o plantel já bem definido

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José Vala arranca a sexta temporada consecutiva no Caldas com 22 jogadores da época passada e quatro reforços cirúrgicos

Pouco mais de um mês após ter festejado o apuramento para a nova Liga 3, o Caldas regressou aos treinos com o plantel praticamente definido. Do grupo da época passada transitam 22 jogadores, aos quais se juntam quatro reforços.
Entre as novidades, o avançado João Silva tinha já sido apresentado pelo clube. O são-martinhense, de 23 anos, descreve-se como um avançado móvel, que gosta de ter bola e papel ativo no jogo.
Jogar no Caldas era algo que “sempre quis”, revelou à Gazeta das Caldas, e considera que representar o clube “é um passo em frente”, que o vai ajudar na evolução enquanto jogador.
Também para o centro do ataque chega Gonçalo Chaves, que foi peça importante na caminhada do Condeixa até à fase de acesso à Liga 3. O jovem natural de Peniche passou pelo Caldas na época 2013/14, na qual apontou 31 golos no Nacional de Iniciados. Regressa a um clube que lhe traz “boas memórias” e que lhe permite estar “mais perto da minha família”, afirma. Depois do Caldas, representou U. Leiria, Académica e Braga até se estrear como sénior no Peniche. Rumou, depois, aos Sub-23 da Académica. “Sou mais um para ajudar, se for com golos melhor ainda para mim e para a equipa”, assegura.
Ainda para o ataque, mas para a extrema esquerda, chega Vieirinha. O leiriense de 24 anos chega do Portomosense, depois de ter feito formação na U. Leiria e GRAP, clube que também representou nos seniores. Para o extremo, que se vai estrear em competições nacionais, a vinda para as Caldas é “um investimento para a carreira”, que espera um dia levá-lo às competições profissionais, “quem sabe até com o Caldas”. Vieirinha descreve-se com um jogador de corredor, que gosta de ter espaço para correr.
Para retocar o setor recuado chega ainda André Sousa, leiriense de 34 anos que chega após três épocas no Marinhense. Central ou médio defensivo, diz que foi o culminar de um namoro antigo. “As vontades juntaram-se agora, a somar à oportunidade de disputar a Liga 3”, assume. A nova prova é aliciante também para os restantes reforços.

Competição aliciante
José Vala era um treinador otimista no primeiro dia de treinos. O técnico disse à Gazeta das Caldas que o primeiro dia de trabalho de uma época já é, por norma, sentido com entusiasmo pelo grupo. “Vimos sempre com vontade, ambição e ideias novas”, mas a preparação para uma temporada em que se estreia uma nova competição traz motivação acrescida. “É uma nova competição, aliciante pela qualidade dos adversários e que tem objetivos entusiasmantes em termos de imagem, projeção dos jogadores, treinadores e clubes”, afirma.
O técnico, que vai para a sexta temporada consecutiva no comando técnico do clube, diz que o Caldas volta a estar desenquadrado da realidade dos adversários, por não ter uma estrutura profissional, mas assegura que isso nunca será desculpa. “Temos que estar conscientes disso, mas apenas para arranjar outras formas de chegar lá”, assegura.
A abordagem ao mercado foi assertiva. “Os quatro que vieram foram as nossas primeiras escolhas”, realça. O plantel não está fechado, mas novas entradas só se surgirem oportunidades “interessantes”. ■