CAMPEONATO DE PORTUGAL / SÉRIE D – À terceira (jornada) não foi de vez

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Neste lance Cardoso tirou o golo a João Tarzan, mas minutos depois o avançado levou a melhor | Joel Ribeiro

Campo da Mata, Caldas da Rainha
Árbitro: Leonardo Marques, AF Aveiro
Assistentes: Bruno Silva e Rui Coelho
CALDAS 1
Luís Paulo [3], Juvenal [2] (Rony [2] 45’), Militão [3], Rui Almeida [3] (C) e Cascão [3]; Clemente [3], André Santos [3] e Simões [2] (Cruz [2] 45’); Felipe Ryan [3] (Januário [2] 72’), João Tarzan [3] e Farinha [3]
Não utilizados: Natalino, Vítor Tarzan, Bé, Araújo
Treinador: José Vala
SACAVENENSE 1
Hugo Cardoso; Gonçalo Araújo, Yannick, Diogo Duque, Mohamed Kaba; Joel Neves (Iaquinta 71’), Saavedra (C), Nuno Borges, Tiago Santos (Ivo Miranda 72’); Robinho e Cláudio Oliveira (André Romão 71’)
Não utilizados: Vale, Job, Nelson, Augusto
Treinador: Nuno Lopes
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Robinho (27’) e João Tarzan (38’)
Disciplina: Cartão amarelo a Militão (22’), Joel Neves (44’), Farinha (45’), Yannick (69’), Cruz (69’), Ivo Miranda (85’) e Robinho (90’+2’). Vermelho directo a Rony (90’+2), André Santos (90’+3) e Gonçalo Araújo (90’+3)

 

Não foi à terceira que o Caldas conheceu o sabor da vitória no campeonato… nem o Sacavenense. Num jogo em que os diversos índices estatísticos terminaram com equilíbrio, o empate acabou por ser o desfecho correcto. No entanto, além dos dois pontos, o Caldas perdeu para os próximos dois jogos Rony e André Santos, ambos expulsos já no decorrer do tempo de compensação.
O Caldas estreava um novíssimo equipamento alternativo, num tom de amarelo bastante escurecido. Era também o lançar de uma nova “vida” para a equipa, que depois de uma derrota e de um empate queria a primeira vitória e dar uma sacudidela em relação ao fundo da tabela.
A entrada em jogo foi promissora, com Farinha a protagonizar um lance em que passou dois adversários e assistiu Simões para um primeiro lance promissor, ainda dentro dos 10 minutos iniciais.
O Caldas, com Clemente a fazer de Paulo Inácio, e João Tarzan em cunha no ataque no lugar de Pedro Emanuel (ambos lesionados na partida da Taça), procurava chegar à baliza com processos de combinação simples e em progressão, que ainda valeram a Farinha uma segunda ocasião antes do golo inaugural. Nos dois melhores lances do Caldas, Hugo Cardoso mostrou-se seguro na baliza do Sacavenense.
Mas o Caldas não jogava sozinho. O Sacavenense foi crescendo com o jogo, sobretudo na sua acção a meio campo, onde o Caldas começou a perder muitas bolas e a sentir problemas para bloquear o jogo na zona da cabeça da área. Não foi por aí que o Caldas ruiu, directamente, mas foi a forma como Robinho, o segundo avançado do Sacavenense, entrou sozinho a uma bola muito bem cruzada da esquerda por Tiago Santos (com muito à vontade), que surgiu o golo dos visitantes.
O Caldas reagiu e teve numa combinação entre João Tarzan e André Simões boa ocasião para empatar. Hugo Cardoso voltou a ser decisivo no desfecho do lance. Mas foi também o guardião que borrou a pintura ao minuto 37, no lance que deu empate ao Caldas. André Santos lançou comprido para João Tarzan, o guardião ia chegar primeiro mas o avançado do Caldas não desistiu e foi premiado com um erro do adversário, aguentou a tentativa de agarrão e com a baliza deserta igualou a partida.
José Vala não estava satisfeito com o jogo e ao intervalo deixou no balneário Juvenal e Simões. O Caldas entrou com nova acutilância ofensiva e chegou a marcar, por Farinha, mas em posição irregular. As oportunidades não passaram, porém, disso mesmo, com o Caldas a pecar muitas vezes no último passe. Já o Sacavenense manteve-se activo nas transições, mas com índices de finalização muito baixos.
O empate acabou por ser justo, pela forma como ambas as equipas se entregaram ao jogo. No entanto, no desfecho as três expulsões, todas por picardias entre jogadores, mas que talvez pudessem ter sido geridas de outra forma pela equipa de arbitragem, acabaram por deixar uma mancha.

MELHOR DO CALDAS

Johnni TarzanJoão tarzan 3
Teve grande mérito ao não desistir de uma bola que toda a gente pensava que já estava nas mãos de Cardoso, incluindo o próprio guarda-redes, e isso valeu um ponto. Foi sempre uma grande referência, quer para as bolas compridas, quer nos lances que protagonizou em progressão.

 

Thomas MilitaoMilitão, jogador do Caldas
Estávamos a controlar
Quando sofremos o golos estávamos a controlar o jogo, mesmo não tendo tanto a bola como nos primeiros 15 minutos, estávamos a perder as segundas bolas, foi isso que deu algum alento e vida ao Sacavenense. Reagimos bem, conseguimos o empate e a estratégia na segunda parte era termos calma, mais tarde ou mais cedo podíamos marcar. Infelizmente não o fizemos, estamos a ter oportunidades que não estamos a concretizar. Queríamos ter vitórias nos dois jogos em casa, não conseguimos mas há que levantar a cabeça e reagir já com o Fátima. [A caminho dos 200 jogos] fico orgulhoso e muito contente por estar a entrar na história do clube do meu coração e quero fazer tudo para ajudar.

José Vala, treinador do Caldas
Jogo intenso
Não foi um jogo muito bem jogado, mas foi intenso até ao fim e isso acabou por condicionar algumas decisões, o jogo não merecia acabar com três expulsões. Entrámos bem mas perdemos o controlo do jogo e o Sacavenense marcou. Tivemos a felicidade de chegar ao empate numa bola em que o João acreditou. A segunda parte foi muito disputada, com duas equipas a querer ganhar o jogo e o resultado aceita-se, não estivemos ao nível que queríamos.

Nuno Lopes, treinador do Sacavenense
Fizemos tudo
Queríamos somar os primeiros três pontos da época, não conseguimos, mas fizemos tudo por isso..