Badminton: Diogo Daniel e Madalena Fortunato preparam-se para voos mais altos

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Diogo Daniel e Madalena Fortunato vão representar Portugal ao mais alto nível

Diogo Daniel joga última cartada rumo a Tóquio com Paris 2024 na mira, enquanto Madalena Fortunato se vai estrer nos Internacionais de Portugal

Os caldenses Diogo Daniel e Madalena Fortunato estão novamente em destaque no badminton, com as convocatórias para representar Portugal em provas internacionais. Ambos ambicionam altos voos numa modalidade que lhes dá excelentes condições para desenvolverem o seu trabalho.
Diogo Daniel, 18 anos, vai estar de 30 de março a 4 de abril no Dubai, para disputar o torneio internacional de Fazza, prova que serve de preparação para o último torneio pontuável para o apuramento para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, agendado para maio, em Espanha.
“Vai ser uma experiência muito engraçada, competir no meio de uma pandemia, o que nunca aconteceu. O meu objetivo é sentir-me bem dentro do campo fisicamente, e passar a fase de grupos”, disse o atleta à Gazeta das Caldas.
No torneio de Espanha, Diogo Daniel ainda tem possibilidades de atingir o apuramento para as olimpíadas que se realizam este ano, no Japão.
“Sei que é difícil, porque estou um pouco longe de chegar aos 15 primeiros, mas vou com tudo”, afirma, acrescentando, porém, que o foco principal está em chegar às olimpíadas de Paris em 2024.
O atleta experimentou o badminton em 2015 e não mais largou a modalidade. “Tenho tido uma evolução muito boa, principalmente desde que entrei no projeto UAARE”, realça. O programa da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro direcionado para jovens integrados em alta competição, permite-lhe disponibilidade para realizar sete treinos semanais de raquete, mais ginásio. A isso concilia-se poder trabalhar no Centro de Alto Rendimento para o Badminton, nas Caldas da Rainha.
“Sem isso não seria possível ter conseguido os resultados que obtive nos campeonatos da Europa e do Mundo”, refere.
Este ano, estreia-se no escalão de seniores, o que, acredita, dará um novo impulso no seu jogo. “Jogar com pessoas mais velhas vai-me dar prazer, porque coloca maior grau de dificuldade e é assim que se evolui”, sustenta.

Estreia nos Internacionais
Por estes dias, quem também está em destaque na modalidade é Madalena Fortunato, 17 anos, que, uma semana depois de ter integrado o top 100 mundial de sub-19, foi selecionada para participar nos Campeonatos Internacionais de Portugal, que se realizam em maio.
Apesar de ter ainda mais dois anos de júnior pela frente, participar em torneios seniores já era objetivo da atleta para este ano, mas esta convocatória chegou como uma surpresa, mas também como prémio para a evolução que a jovem atleta do MVD tem demonstrado.
Competir no escalão acima “vou aproveitar a experiência de jogar contra jogadoras mais velhas e tentar boas prestações nas competições mais importantes”, disse à Gazeta das Caldas.
Madalena Fortunato tem, por agora, o foco direcionado às provas nacionais. “Quero revalidar os títulos de campeã nacional de singulares e pares senhoras e lutar pelo de par misto”, garante, não escondendo que, num plano mais aberto, é também objetivo melhorar o ranking internacional.
A entrada no top 100 mundial é algo que “nunca se está à espera” e, por isso, ficou “muito contente”, diz a jovem, que destaca o esforço da Federação Portuguesa de Badminton para permitir aos jovens atletas portugueses competir em torneios internacionais.
No ano passado, a jovem atleta esteve presente nos Europeus de sub-19, experiência que considera “muito boa em termos de aprendizagem”. “Sempre que temos contacto com um mundo exterior é uma oportunidade para aprender e voltamos sempre mais motivados”, afirma.
Madalena Fortunato começou a jogar badminton com 10 anos, no desporto escolar, com uma professora que era diretora da Federação Portuguesa de Badminton e que a encaminhou para a modalidade. Oportunidade à qual está agradecida. “Nós, caldenses, somos das pessoas com mais vantagens para a prática do badminton no país, devido a termos o CAR, que é espetacular, por termos cá a Federação e também pelo projeto UAARE, que nos permite treinar sem afetar os nossos estudos”, remata. ■