Cabeleireiro Rodrigo Menezes assinala 25 anos nas Caldas

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O salão é unissexo e o cabeleireiro - que é também instrutor de mergulho de recreio - atende “urgências”. O seu espaço é pet friendly

É um conhecido cabeleireiro que tem salão junto ao La Vie. Viajou pelo mundo, liderou equipas de 30 cabeleireiros mas hoje prefere trabalhar a solo

O transmontano Rodrigo Menezes veio viver para as Caldas da Rainha em 1998 e assinala, este ano, 25 anos de trabalho como cabeleireiro na cidade termal.
Com formação feita em Lisboa, o profissional frequentou o curso de cabeleireiro em 1987, nas primeiras formações apoiadas pela então CEE. Ligado ao grupo Rui Romano, o cabeleireiro – que já tinha tirado o curso de eletricista no secundário e passara pela Marinha – acabou por virar o seu destino quando conheceu “o mundo dos cabelos”.
Começou a dar nas vistas quando ainda não tinha o curso terminado e passava as noites no centro técnico da Schwarzkopf, interessado em aprender sempre mais. Acabou por ir trabalhar com um cabeleireiro que tinha, então, chegado de Londres, Manuel João Trigo.
“Tudo o que era frequentador do Frágil ia lá ao salão”, recorda à Gazeta das Caldas.
Aos 58 anos, Rodrigo Menezes é um comunicador nato, que se dá bem com toda a gente, “postura que toda a vida tenho mantido”, disse o hair designer que começou a trabalhar em vários tipos de eventos “ligados à moda, à televisão e até ao teatro”.
De volta ao fim da década de 1980, Rodrigo Menezes assistiu à vinda de revistas como a “Marie Claire”, “Elle”, “Vogue” e a pentear modelos em desfiles de moda em hotéis ou em inaugurações como a de loja Stivali, na Avenida da Liberdade. Penteou em bailados da Gulbenkian, em festivais da canção, em espetáculos da Casa da Comédia e ganhou também paixão pelos palcos e pelos backstages. “Sou um apaixonado pela minha profissão e pela comunicação também”, referiu acrescentando que chegou a conhecer a Academia Vidal Sasson em Londres, viajando com o patrão, Manuel João Trigo. Posteriormente trabalhou também em Espanha, antes de voltar aos salões na capital.
As oportunidades foram surgindo e Rodrigo Menezes foi diretor artístico do Clube Cabeleireiros de Portugal em 1991 e 1992 e sagrou-se vencedor do concurso “Número um dos Cabeleireiros de Portugal”, uma produção da SIC de 1995.
No início da década de 1990 foi trabalhar para Telheiras, para o grupo Euromarché que fez nascer um grande espaço comercial com galerias de lojas. Nesse espaço, o cabeleireiro que era responsável de loja chegou a liderar uma equipa de 30 pessoas.
“Era uma autêntica fábrica! Atendíamos sete mil pessoas por mês”, referiu o cabeleireiro, recordando que se trabalhava das 9h00 à meia-noite.
Nessa época, já passava férias numa quinta em Vale de Maceira e, passados oito anos, a trabalhar num ritmo frenético, tomou a decisão de se mudar com a família para as Caldas.

Nas Caldas e pelo mundo
Ainda se lembra como era fulgurante o comércio tradicional na Rua das Montras. “Até intimidava! Era equiparável aos corredores do Amoreiras só que ao ar livre”, diz o cabeleireiro, que considera que em 1998 as lojas tinham outro élan.
“Olhava-se para as montras e viam-se as últimas coleções de roupa e de sapatos!”, referiu o hair designerm que teve o seu primeiro espaço, unissexo, no Largo Dr. José Barbosa. Teve sempre equipa de trabalho, pelo menos quatro pessoas, incluindo a mulher, que naquela época trabalhava na área da estética.
Rodrigo Menezes aproveitou uma oportunidade de abrir junto ao La Vie o seu Atelier do Cabelo, no ano de abertura do centro comercial em 2008.
No total chegou a empregar 9 pessoas. Só que depois da crise de 2009 e 2010 optou “por ficar a trabalhar sozinho”, referiu o profissional, que, em paralelo aos seus salões nas Caldas, manteve desde 2013 idas constantes ao estrangeiro, representando várias marcas como a Rusk e a Babyliss.
Esteve na Bulgária, Roménia, Croácia, Espanha,Itália, África do Sul, Hungria e França. Foi duas vezes ao Paquistão, sempre com alguma apreensão, pois as equipas estiveram sempre acompanhados por soldados armados, para garantir segurança.
Rodrigo Menezes fazia demonstrações de cortes e mostrava como era fácil usar os produtos das marcas que representava. Foi formador e sempre que pode faz eventos for da caixa ou com o objetivo de surpreender tudo e todos, incluindo os… clientes. Ou amigos.
“Não tenho clientes. Costumo dizer que tenho família ou são amigos”, justificou o hair designer que nos tempos livres também é instrutor de mergulho. assim que chegou às Caldas fez um desfile na escadaria da Expoeste.
Para surpreender as suas clientes, ofereceu os brushings na véspera de Natal. “Quis que fossem bonitas para a festa da família”, rematou Rodrigo Menezes que quer organizar um evento para relembrar o que já fez de mais importante na sua já longa carreira. ■