Encerramento de restaurante nas Caldas causa litígio

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Na abertura do estabelecimento, José Luís Cangueiro com a equipa de funcionários (Foto Arquivo) | D.R.

O Rocostar, nas Caldas da Rainha, fechou as portas no dia 17 de Março. Os trabalhadores queixam-se do silêncio, de ordenados em atraso e de não estarem, sequer, inscritos na Segurança Social. O patrão garante que fez tudo como manda a lei e que vai reabrir

Foi a 17 de Março que o estabelecimento de restauração Rocostar, nas Caldas da Rainha, fechou as portas devido à pandemia de covid-19. Um cenário preocupante para os trabalhadores.
“Quando nos dirigimos à Segurança Social para perceber que direitos e apoios tínhamos, percebemos que nem sequer estávamos inscritos como trabalhadores da empresa”, explicou à Gazeta Elisabete Santos, uma das funcionárias.
“O patrão não despediu ninguém. Fechou portas e disse que iria manter o contacto para fazer o pagamento do mês de Fevereiro, coisa que nunca aconteceu. E desapareceu daqui”, alegou a trabalhadora.
Os queixosos são dois dos três funcionários, a quem se junta uma ex-funcionária. Recorreram às autoridades de trabalho e à justiça. “O que ele fez é injusto, deixou pessoas em situações muito complicadas e afastou-se, sem responder, sem querer saber se os funcionários têm o que comer”.
Versão diferente tem José Luís Cangueiro, o proprietário do estabelecimento. À Gazeta, o empresário garantiu ter agido em conformidade com a lei: “aquilo que, enquanto empresa, deveriamos ter feito, fizemos”.
O empreendedor disse que não despediu ninguém e afirmou que “todos os trabalhadores que trabalharam estão inscritos na Segurança Social”.
Ainda assim, admite que há trabalhadores que ainda não receberam os salários em atraso. “O estabelecimento foi fechado até o governo autorizar a abrir”, afirmou o empresário acrescentando ainda que, após o estado de emergência, o estabelecimento é para reabrir. “Quando nos mandam fechar por causa de uma epidemia, o culpado é sempre o patrão”, refere José Luís Cangueiro, que, além dos três funcionários nas Caldas, emprega mais sete no Bombarral.