Flixbus já faz a ligação das Caldas a Lisboa e Leiria

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Preços, entre os 1,99 e os 3,99 euros por pessoa por viagem a Lisboa e Leiria, são o grande atrativo da empresa que se assume como a maior da Europa no serviço de expressos

Caldas entrou recentemente no mapa da Flixbus, com ligações a Lisboa e Leiria. A operadora rodoviária de serviço expresso é reconhecida pela qualidade do serviço e pelos preços altamente competitivos que a inexistência de uma estrutura física e o explorar das novas tecnologias lhe permite praticar.
No caso das Caldas passa a ter quatro ligações diárias à capital do distrito (três de regresso) e três autocarros por dia para a capital do país (quatro de Lisboa para as Caldas) com bilhetes a custarem entre 1,99€ e 3,99€. Nas Caldas, os autocarros da Flixbus param no terminal rodoviário no centro da cidade. Em Lisboa, a paragem para embarque e desembarque ocorre na zona do Oriente. Para Lisboa saem às 7h45, às 15h15 e 17h45 e de lá para as Caldas às 10h35, 13h00, 17h30 e 19h15. Já para norte, em direção a Leiria, as saídas dão-se às 11h50, 14h15, 18h45 e 20h30 e os regressos às 7h00, 14h30 e 17h00.
À Gazeta das Caldas, Pablo Pastega, diretor-geral da Flixbus para Portugal e Espanha, explicou que o alargamento da operação à região Oeste faz parte “do plano de expansão da FlixBus em Portugal, que tem como objetivo chegar a cada vez mais cidades portuguesas e dar resposta à procura e às necessidades dos passageiros”, com o objetivo de “ter uma rede que cubra o país de Norte a Sul, e do Interior ao Litoral, disponibilizando ainda mais viagens e soluções de mobilidade a todos os que privilegiam o autocarro expresso nas suas deslocações dentro e fora do país”. Este alargamento surge na sequência de uma parceria com a Arunca – Viagens e Turismo, empresa da região de Pombal, que passou a ser responsável pela operação da nova linha da Flixbus na região do Oeste.
“O nosso modelo de negócio inovador baseia-se precisamente nesta parceria com operadores locais, normalmente micro e pequenas e médias empresas, com as quais trabalhamos em modelo de partilha de receita e investimento”, afirmou Pablo Pastega, notando que pretendem “continuar a investir em Portugal, já que este é um mercado prioritário para a Flixbus, e o nosso objetivo é continuar a oferecer aos portugueses soluções de mobilidade cada vez mais sustentáveis, económicas e confortáveis”. O mesmo responsável é peremptório a afirmar que acreditam que vão “atingir a liderança do mercado dentro de três ou quatro anos”. Os autocarros têm no máximo quatro anos e têm acesso gratuito a Wi-Fi e um serviço de entretenimento a bordo, estando equipados com tomadas para PC, telemóveis e tablets
A Flixbus tem cerca de mil colaboradores e serve mais de 2500 destinos em 40 países. Em Portugal, os autocarros verdes já param em 80 localidades, ligando-as a cerca de 300 destinos na Europa. Desde a criação da empresa, em 2013, já transportaram mais de cem milhões de passageiros. Em relação aos preços, um dos principais atrativos da Flixbus, a empresa trabalha com preços dinâmicos, à semelhança das companhias aéreas, ou seja, “o preço varia de acordo com a antecedência de compra e com a procura, isto é, com a lotação do autocarro no momento da compra”.
O caldense João Costa costuma recorrer ao serviço da Flixbus. Começou por utilizá-lo noutros destinos, antes de a empresa alemã operar na cidade termal, mas mal soube da chegada dos autocarros verdes às Caldas, passou a utilizá-los e a recomendar. “Os autocarros são ótimos e os preços são muito convidativos”, refere o jovem, para quem não causa transtorno a saída ou embarque na zona do Oriente, porque existe ligação ao metro e à ferrovia. ■