O Renault Twizy promete mudar a cidade

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As reduzidas dimensões do Twizy prometem uma utilização perfeita para a cidade

Já está à venda o Twizy, que complementa a oferta ZE (Zero Emission) da Renault. É um quadriciclo totalmente eléctrico desenvolvido pelo departamento de competição da marca francesa e que promete revolucionar a mobilidade urbana.
O nome resulta da fusão de duas das características principais do novo modelo, que é de dois lugares (Twin) e de fácil utilização (Easy). O Twizy 45, com um motor de 9 cavalos e velocidade máxima de 45 km/h, pode ser conduzido com a categoria B1 da carta de condução por estar homologado como quadriciclo, como, por exemplo, uma moto 4. O Twizy, com motor de 17 cavalos e 80 km/h de velocidade máxima obriga a carta de automóvel. Em ambas as versões a sua utilização promete ser bastante simples e prática.
A começar pelo espaço que ocupa. Com 2,34 metros de comprimento é quase 40 cm mais curto que um Smart Fortwo e como os lugares são um à frente e outro atrás, não lado a lado como num automóvel convencional, a largura é de pouco mais que 1,2 metros. Será, por isso, quase tão fácil de utilizar como uma moto, mas com bastante mais conforto.Uma visão panorâmica e uma grande agilidade, traduzida num raio de viragem de 3,4 metros, fazem deste o ideal para enfrentar o trânsito citadino com confiança. A tracção é traseira e o motor colocado na parte central traseira do veículo garantem um centro de gravidade bastante baixo.
Na versão base, Urban (6990 euros de preço final sem bateria), o Twizy 45 não tem portas, mas é coberto como um automóvel. As portas já são incluídas na versão COlor (7.290 euros). A versão mais completa custa 8.490 euros.
A autonomia homologada é de 100 km no ciclo urbano, numa condução normal a Renault anuncia 80 km e pelo 55 com acelerações fortes sucessivas. A carga completa numa tomada convencional demora 3h30.
A segurança não foi deixada ao acaso, como é apanágio desta marca.
O motor eléctrico deriva da experiência da marca francesa na Fórmula 1, através do sistema KERS, que na competição aproveitava a energia da travagem para um boost de energia que aumentava a velocidade de ponta através, precisamente, deste tipo de motor, o que o preparou para regimes de altas rotações. O resultado é uma aceleração dos 0 aos 45km/h em apenas seis segundos, o equivalente a uma scooter com motor de 125 cc.
O senão, ou vantagem, dependendo da perspectiva, poderá ser o programa de aluguer de baterias da Renault, que aumenta os custos operacionais do veículo. O aluguer da bateria pode variar entre os 50 e os 72 euros mensais dependendo da duração do contrato (um a três anos) e dos quilómetros percorridos por ano, o que não será menos do que se gastaria em combustível no mesmo período. A vantagem é que o programa garante uma bateria a funcionar a pelo menos 75% da capacidade durante todo o contrato, com assistência incluída para todo o tipo de avaria.

Joel Ribeiro
jribeiro@gazetadascaldas.pt