Pousadas de Juventude continuam em alta no Oeste

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Entre as três unidades localizadas no Oeste, é a Pousada da Areia Branca (Lourinhã) que necessita de obras a médio prazo

Procura das pousadas da Juventude de Alfeizerão, Areia Branca e Santa Cruz, em 2022, superou as expectativas da Movijovem, com mais de 29 mil dormidas

O número de dormidas nas três pousadas de juventude da região Oeste ascendeu a cerca de 30 mil em 2022, representando um aumento de 32% quando comparado com o ano anterior, que foi também marcado pela contingência da pandemia. Os dados revelados à Gazeta pela Movijovem – Mobilidade Juvenil, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, que gere a rede nacional de Pousadas de Juventude, compreende as pousadas de Alfeizerão (Alcobaça), Areia Branca (Lourinhã) e Santa Cruz (Torres Vedras), que totalizam uma oferta de 247 camas.
O maior crescimento do número de dormidas ocorreu na Pousada de Alfeizerão, que em 2022 totalizou 7.909 (+5.341), enquanto que a Pousada de Santa Cruz registou 11.731 (+3.119), ficando a Pousada da Areia Branca com 10.052 (+1.052) utentes. As três unidades oestinas tiveram assim um notável registo de 29.692 estadias, mais 9.512 que em 2021.
Segundo o presidente da Movijovem, instituição tutelada pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, se 2019 foi considerado “um ano fantástico” para as dormidas na rede nacional de 46 pousadas e dotada de 3.700 camas, com 519 mil, em 2022 o número rondou as 530 mil em todo o país. “Para este ano temos a previsão de subirmos acima deste número de dormidas”, acredita Miguel Perestrello.
A faixa dos utilizadores entre os 18-30 anos representa cerca de 35% do número global de estadias. “Desde sempre, e talvez não houvesse essa perceção, mas particularmente nos últimos 20 a 30 anos, as pousadas de juventude estiveram sempre abertas a outros segmentos da população, nomeadamente às famílias”, destacou. Contudo, assegurou que “em Portugal queremos garantir, mesmo alterando e dando resposta a outros segmentos de marcado , seja o das famílias e até mais sénior ou de emergência social, mas nunca deixando de ter capacidade de resposta às necessidades da juventude”.
No âmbito de um protocolo estabelecido entre a Movijovem e o Alto Comissariado para as Migrações, foi disponibilizada a rede nacional para uma resposta de emergência social que, desde Setembro último, tem recebido cerca de 300 a 400 migrantes e refugiados, que foram alojados um pouco por todo o país, incluindo as pousadas do Oeste.
A Movijovem tem em curso um plano de investimentos de 38 milhões de euros que foi desenhado a 12 anos que, segundo Miguel Perestrello, vai procurar “modernizar toda a rede, adaptando-a àquilo que são as novas necessidades e a procura da juventude, hoje em dia, que é distinta daquela de há 20 anos”.
As necessidades de intervenção são distintas e, no caso do Oeste, será a Pousada da Areia Branca que necessita de obras de conservação e adaptação que estão orçadas em cerca de 2,2 milhões, a concretizar dentro de quatro anos, sendo que a última vez que recebeu obras de fundo foi em 2002. Já quanto a obras nas pousadas de Alfeizerão e Santa Cruz, de acordo com a Movijovem, “a prioridade de intervenção é baixa e a perspetiva é apenas a longo prazo, dado o seu [bom] estado de conservação”.
Dotada com 100 camas, a Pousada de Santa Cruz, localizada na Silveira, tem a diária a partir de 18 euros, dispondo de quartos múltiplos de quatro camas, e apartamentos para quatro e seis pessoas, todos equipados com wc e kitchenette. Já a Pousada da Areia Branca, com 81 camas, tem a diária a partir dos 14 euros, sendo a oferta constituída por quartos twins com wc e quartos múltiplos com três e quatro camas. Quanto à Pousada de Alfeizerão, dispondo de 66 camas, a oferta começa nos 12 euros por noite e tem para oferecer quartos twins com wc e quartos múltiplos com quatro e seis camas. ■