Primeiro plenário distrital do Chega pretendeu “dar voz” aos militantes

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O encontro decorreu no auditório da Expoeste

Tratou-se da primeira iniciativa do género, a nível nacional por parte do partido, e juntou cerca de uma centena nas Caldas da Rainha

A distrital de Leiria do Chega realizou, no passado dia 25 de fevereiro, no auditório da Expoeste, o seu primeiro plenário, com cerca de uma centena de inscritos. De acordo com o presidente da distrital, Luís Paulo Fernandes, a iniciativa cumpriu uma promessa que tinha sido feita aos militantes, de os escutar e de discutirem ideias de trabalho. Inicialmente previsto para dezembro, o chumbo, pelo Tribunal Constitucional, dos estatutos do partido, levou à marcação de um Conselho Nacional urgente e depois à Convenção, pelo que só se pôde realizar agora. “A distrital foi eleita mas precisa do contributo de todos vós, das concelhias, dos militantes, porque mais do que ninguém saberão das necessidades e das informações que podem prestar à direção distrital para que, alinhados, possamos fazer um trabalho de apoio à direção nacional e ao grupo parlamentar”, salientou.
Luís Paulo Fernandes deixou ainda a garantia de que das intervenções sairá depois um relatório a enviar à direção nacional e grupo parlamentar do partido.
O presidente da distrital não deixou de fazer referência às recentes sondagens que dão bons resultados ao Chega, destacando que são uma “oposição e uma alternativa séria e credível”. Também o vice-presidente da distrital de Leiria e coordenador da concelhia das Caldas, Edmundo Carvalho, realçou a importância de dar voz aos militantes, salientando que têm o dever de formular sugestões e criticas que considerem pertinentes para que o partido alargue a sua implementação não só a nível local mas também nacional. “Só assim poderemos contribuir para reforçar a coesão e o dinamismo do partido Chega”, sustentou.
Edmundo Carvalho lembrou as próximas batalhas eleitorais (europeias, autárquicas e legislativas), referindo-se à esquerda como o “verdadeiro adversário”.
No encontro, que se realizou nas Caldas por sugestão da concelhia caldense, João Carreira, da Juventude Chega, foi o primeiro a fazer uma intervenção temática, para defender o direito à habitação por parte dos jovens. Recorrendo-se de dados estatísticos e estudos, mostrou como os jovens são quem tem mais dificuldade no acesso a casa própria e defendeu uma mudança de paradigma através de políticas de apoio, por parte da administração central, banca e autarquias.
O deputado na Assembleia Municipal de Óbidos, eleito pelo Chega, José Marques, propôs a criação de um departamento de relações públicas, comunicação e marketing, ações de formação para os militantes e a reorganização das páginas online do partido, entre outras medidas com o objetivo de melhorar interna e externamente a comunicação.

Fomento da produção nacional
Edmundo Carvalho voltaria ao púlpito para falar sobre economia e os perigos da globalização, defendendo o fomento da produção nacional, ao nível de bens essenciais, e a redução das importações. “Não queremos ficar isolados do mundo, mas temos de ter uma política económica que estimule a iniciativa privada e fomente a criação nacional e as exportações, de modo a reduzir a dependência externa”, disse.
O líder da concelhia caldense fez uma retrospetiva da globalização, lembrando que o processo não decorreu de forma homogénea em todo o mundo, acentuando as desigualdades. “Neste momento temos os países em vias de desenvolvimento completamente endividados e dependentes de quatro ou cinco blocos económicos que dominam a economia mundial”, salientou. Realçou ainda que o conhecimento é o “fator diferenciador e determinante para a hegemonia económica”, e que este é fundamental para a inovação e criação de valor. ■