Vítor Marques visa consenso alargado com todas as forças

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Presidente da Câmara das Caldas pretende voltar a sentar-se à mesa para ouvir todos os candidatos

Presidente da Câmara das Caldas toma posse na segunda-feira, mas antes reúne com as seis candidaturas com quem foi a votos. Objetivo é incluir todas as sensibilidades no projeto autárquico até 2025

A tomada de posse dos órgãos autárquicos nas Caldas da Rainha está marcada para a próxima segunda-feira, às 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, mas, desde que foi eleito presidente da Câmara, Vítor Marques tem-se desdobrado em contactos para definir as equipas de trabalho e as prioridades de ação para o mandato autárquico até 2025.

O líder do movimento Vamos Mudar declarou, ainda na noite eleitoral, que “há propostas de outros candidatos que são boas para as Caldas” e, nesse sentido, decidiu reunir com todas as listas com que foi a votos no passado dia 26 de setembro. As reuniões começaram ontem e terminam hoje. “Estamos a conversar com todos”, revelou Vítor Marques à Gazeta.

O novo chefe do executivo municipal pretende obter um consenso alargado na gestão autárquica, mas não revela se está disponível para fazer coligações pós-eleitorais, admitindo-se a possibilidade de gerir a Câmara e a Assembleia Municipal com maiorias relativas.

A única certeza é que “há um novo ciclo político no concelho e, por isso, haverá mudanças também nas lideranças de equipas”, salientou o presidente da Câmara eleito, que estará a preparar alterações na gestão de equipamentos municipais como o CCC e a Expoeste. Estas mudanças deverão ser anunciadas no decurso das próximas semanas.

Entretanto, o PSD/Caldas veio a público apresentar as “felicitações aos vencedores” das autárquicas, manifestando esperança de que “consigam corresponder à expetativa dos que agora neles votaram”. “Se fizerem um bom trabalho o concelho fica a ganhar”, sublinha a estrutura liderada por Daniel Rebelo, garantindo que procuraram “fazer uma campanha limpa, sem ataques pessoais”, lamentando “que nem todos os elementos” dos adversários “tenham tido essa postura”.

“O novo executivo municipal vai receber uma Câmara e uns SMAS com uma situação de tesouraria sólida, endividamento muito baixo (dos mais baixos do país) e impostos também baixos. Tem assim todas as condições para poder governar bem”, considera o PSD. ■