Ainda há pais que preferem comprar os manuais escolares

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Famílias podem optar por receber manuais emprestados pelo Estado, mas há quem prefira comprar os livros

Ainda há quem prefira comprar os manuais escolares “ou porque não querem utilizar livros já usados ou porque consideram que é um utensílio de trabalho e que os alunos devem poder utilizar o manual sem constrangimentos”, explica Sónia Sousa, funcionária da papelaria Pitau, nas Caldas da Rainha, há já 23 anos.
A azáfama é grande nesta época do ano, sempre com fila de pessoas à porta. Comparativamente com os últimos anos, a profissional sente, ainda assim, uma menor afluência, decorrente da entrega dos manuais pelo Estado. Tal implica, obviamente, um menor volume de negócios. Ainda assim, trabalho não falta, nem quando fecham a porta. O atendimento personalizado e especializado ainda é um dos fatores distintivos que continua a trazer clientes.
“Há pais que vêm comprar os manuais escolares aqui, onde quando eram crianças vieram também buscar os seus livros”, faz notar Sónia Sousa.
Há mais de 30 anos neste negócio, o proprietário, João Serrenho, explicou que este ano se voltaram a registar atrasos na entrega dos livros.
“Trabalhamos com cerca de 300 títulos e, ao dia 13 de setembro, os dois maiores grupos têm quase 200 títulos em falta”, esclareceu o empresário. Tal implica o dobro do trabalho (ou o triplo) e também dos inconvenientes para o cliente, que é obrigado a voltar à papelaria. “Fizemos um esforço grande para começar a entregar os livros no início de agosto”, mas esse trabalho acabou por se revelar infrutífero com os atrasos nas entregas.
Na Pitau entregam-se todos os anos dezenas de milhares de livros. Nestes anos a fazer este serviço já entregaram mais de um milhão de livros, uma marca importante.
“Não nos preocupamos com a escola só neste período do ano, é um objectivo e uma preocupação permanente”, salientou, elogiando a equipa de trabalho da Pitau. ■