Associação de Solidariedade Social da Foz do Arelho assinalou 30 anos

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A cerimónia, simbólica, decorreu no exterior da instituição criada em outubro de 1991

IPSS promove serviços em três valências, dando resposta a perto de uma centena de utentes, mas precisa de maior colaboração das entidades oficiais

No início da década de 90, um grupo de cidadãos decidiu criar um espaço onde os idosos pudessem tomar as suas refeições, fazer a higiene e ocupar o tempo com atividades, fugindo à solidão e desenvolvendo as suas capacidades físicas e psíquicas. O nascimento da Associação de Solidariedade Social da Foz do Arelho, foi recordado pela presidente da direção, Maria Fernanda Mendoça, na cerimónia do 30º aniversário da instituição, assinalado na tarde de 9 de outubro.
A IPSS, que começou com a valência de Centro de Dia, aumentou a sua oferta para o Serviço de Apoio Domiciliário e, em 2006, criou o lar com capacidade para 19 utentes, que depois foi ampliado, com capacidade para mais 15 utentes. Atualmente a associação mantém os serviços nas três valências, apesar do Centro de Dia ter estado suspenso desde março de 2019 até ao início deste mês. Retomou a atividade com apenas 11 utentes (mas tem capacidade para 20), enquanto que o Serviço de Apoio Domiciliário dá resposta a 37 utentes e na valência de Lar estão 35 idosos. O serviço é assegurado por uma equipa de 34 colaboradores, um médico, uma enfermeira, um professor de yoga e um de educação física.

O aniversário aproveitado para evocar o passado, falar do presente e preparar o futuro

Em dia de aniversário, Maria Fernanda Mendoça, fez um balanço dos 30 anos de atividade., destacando as remodelações feitas, O próximo passo será “arranjar o exterior para os utentes terem um espaço de lazer mais confortável”, disse.
João de Sá Nogueira, presidente da mesa da Assembleia Geral, lembrou que a pandemia afetou especialmente os idosos, em que “o isolamento a que estiveram sujeitos potenciaram casos de solidão, perdas relacionais e de sociabilização, desgaste, stress e ansiedade, tristeza e, até, medo”. Situações que, de acordo com o responsável, a associação conseguiu ultrapassar, readaptando o seu plano de ação às novas condições de trabalho e garantindo a continuação da criação de valor para os utentes, mas também para os colaboradores.
Das autoridades centrais espera um novo ciclo de colaboração, com um reforço do apoio financeiro, melhoria da articulação dos serviços públicos de saúde e da segurança social com as IPSS, mas também uma maior simplificação dos processos administrativos e flexibilização dos acordos de cooperação relativamente aos serviços prestados.
Os responsáveis deixaram ainda uma palavra de agradecimento ao apoio dado pela vereadora com o pelouro da ação social, Maria da Conceição Pereira, e pelo presidente da Câmara, Tinta Ferreira, ambos a terminar funções. O edil caldense salientou que os apoios da administração central para estas entidades são escassos no que respeita à necessidade de recrutar recursos humanos. Defendeu um maior apoio estatal, mas também da comunidade e a própria autarquia, para o bom funcionamento da instituição. ■