Oeste Sustentável já permitiu poupança de sete milhões aos municípios do Oeste

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O diretor executivo e o presidente da Oeste Sustentável, Rogério Ivan e Humberto Marques (à direita) numa Assembleia Geral da agência (foto de arquivo)

Agência responsável pela estratégia de energia no Oeste fez balanço de uma década de funcionamento e aposta nas temáticas da transição energética e emergência climática

Uma poupança de sete milhões de euros para os municipios do Oeste e menos 15 mil toneladas de CO2. Este o resultado de 11 anos de funcionamento da OesteSustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste, período durante o qual movimentou 31 milhões de euros numa centena de projectos. O balanço foi apresentado pelo presidente do Conselho de Administração da agência, Humberto Marques, na assembleia geral que também marcou o encerramento do ciclo da sua sua liderança de mais de uma década.
O também autarca de Óbidos, em final de mandato, destacou os resultados líquidos e disponibilidades financeiras em média superiores a 250 mil euros, com resultados líquidos sempre positivos, e tendo inclusive alcançado 339 mil euros em 2019. Estes montantes foram alicerçados numa distribuição de receitas provenientes de projectos internacionais, financiamentos obtidos para projectos de eficiência energética (53%) e baixa dependência de quotas de associados (47%). “Em 11 anos os custos com pessoal representaram cerca de 37% das despesas, 26% do total de receitas”, especificou.

OesteLed permitiu poupanças de mais de 4,3 milhões de euros na factura de electricidade

De acordo com Humberto Marques, a Oeste Sustentável nunca recorreu a nenhum modelo de financiamento através de endividamento e o elevado volume de execução correspondeu à “responsabilidade dos planos de actividades ambiciosos, tendo sido sempre efectuado com base na gestão rigorosa entre disponibilidades de tesouraria e de capitais próprios assegurados através de programas de financiamento”. O autarca, citado em nota de imprensa, considerou os custos com pessoal “insipientes” face aos resultados e destacou que “com poucas pessoas foi notável o trabalho que foi feito, dirigindo àqueles que trabalham no dia-a-dia”, destacando o papel dos profissionais que ali trabalham.
O autarca destacou o OesteLED como um dos principais projectos para os 12 municipios do Oeste, permitindo “poupanças efectivas de mais de 4,3 milhões de euros na factura de electricidade, evitando também emissões de gases com efeito de estufa em perto de 10 mil toneladas por ano”.

Já o diretor executivo, Rogério Ivan, destacou a importância das temáticas da transição energética e emergência climática, as quais a agência tem vindo a “desenvolver projectos que alavanquem estas prioridades no contexto sócio-económico assim como a importância daquilo que deve ser o binómio água-energia”.
Nuno Rodrigues, vice-presidente do IPL e presidente da mesa desta assembleia geral, realçou a importância desta “Agenda Verde” e o papel que a Oeste Sustentável tem tido na captação de financiamentos e fundos para a região, que permitiram a execução de projectos importantes.
A agência foi designada coordenadora nacional para o Pacto dos Autarcas, uma iniciativa suscitada pela Comissão Europeia que visa unir os autarcas europeus no desenvolvimento de boas práticas, com vista ao aumento da eficiência energética.
A nível nacional está a estabelecer parcerias com fundos de investimento na área da eficiência energética.

Até ao final do ano será decidido, em assembleia, o próximo presidente

A curto prazo, a Oeste Sustentável pretende finalizar a segunda fase do projeto OesteLed, complementando o parque de luminárias e o Oeste Solar, dedicado à colocação de painéis fotovoltaicos em edifícios públicos, explicou Rogério Ivan à Gazeta das Caldas.
A agência, que desde 2010 é responsável pela estratégia de energia para os 12 municípios do Oeste, teve como primeiro presidente Telmo Faria, edil de Óbidos, que delegou funções no seu vereador Humberto Marques, que viria a assumir a presidência durante esta década de funcionamento até agora, altura em que termina funções na Câmara de Óbidos. Na próxima assembleia, que deverá decorrer até ao final do ano, serão definidos os novos órgãos sociais da Oeste Sustentável. ■