Presidente da Junta de Alfeizerão, Leonel Ribeiro, participou na entrega dos prémios do certame

Espanta Festival contou com a participação de quase três dezenas de moradores daquele lugar da freguesia de Alfeizerão. Entrega de prémios teve lugar no passado sábado e todos os participantes tiveram direito a uma lembrança. Iniciativa decorreu pelo quarto ano seguido

O espantalho que José Luís instalou à entrada da Quintinha da Charneca não tinha propriamente um ar ameaçador. Antes pelo contrário. Porém, o “boneco” foi suficiente para este valadense arrecadar o 4º prémio do Espanta Festival, certame que ajudou a animar o Valado de Santa Quitéria durante o mês de Agosto e que distribuiu prémios… a todos os 27 participantes.
“Foi a primeira vez que participei. E logo com um 4º lugar é melhor que bom”, comentou, em jeito de brincadeira, o antigo empregado de mesa, que nasceu na localidade e vive há muitos anos nas Caldas, explorando uma quinta como alojamento local. No próximo ano, José Luís vai “caprichar” um pouco mais no espantalho e tentar dificultar a escolha do júri definido pela Associação Desportiva e Recreativa Quiterense, que organiza o evento há quatro anos.
“Este ano, como seria de esperar devido à pandemia, tivemos menos participantes no festival, mas os 27 aventureiros que aceitaram o desafio superaram as expectativas”, explicou o presidente da Associação Desportiva e Recreativa Quiterense, Daniel Guilherme.
O dirigente salientou ainda que, perante a criatividade apresentada, o júri decidiu “entregar além dos três 1ºs prémios, uma menção honrosa. São prémios merecidos”.
A concurso apresentaram-se mais de 30 espantalhos, sendo que os critérios do júri para a avaliação são o material usado, que tem de ser reciclado, o tema explorado e a criatividade apresentada.
Os prémios, que foram entregues no passado sábado, foram criados e produzidos pelo atelier Arte Zen by Laura Mesquita, e patrocinados pela Junta de Freguesia, cujo presidente, Leonel Ribeiro, integrou o júri, tal como a vereadora da Cultura da Câmara de Alcobaça, Inês Silva, e Amílcar Rosário.
Laura Mesquita, que tem o atelier na antiga Escola Primária da aldeia, salienta que esta é uma iniciativa “que aproxima as pessoas”. “Fiz os meus espantalhos em conjunto com os meus vizinhos e ajudamo-nos uns aos outros”, frisou a artesã, que considera o Espanta Festival maneira de a aldeia ficar “muito mais bonita e receber visitantes”.

O espantalho vencedor do festival