Falta de médicos prejudicou funcionamento da maternidade em Agosto

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O serviço de urgência da Maternidade do Hospital das Caldas da Rainha esteve encerrado durante dois dias e meio, em Agosto, devido à falta de médicos.
“Nos dia 5 e no dia 7 o atendimento externo esteve suspenso no Centro Hospitalar, por falta de um segundo médico desta área”, explicou Carlos Sá, presidente do CHON.
A situação aconteceu por causa das férias dos médicos. “Nós estamos deficitários em várias áreas”, adiantou o responsável, deixando “uma palavra de apreço pelos profissionais que têm sido excepcionais, mas como são poucos estas situações acontecem”.
O CHON tem sete médicos obstetras e tem de recorrer à contratação externa de outros especialistas desta área, mas “estes também vão de férias em Agosto”.
O serviço de Obstetrícia tem que ter sempre ao serviço pelo menos dois médicos – um para a urgência externa e outro para as parturientes que estão internadas. “É uma questão de prestação de qualidade e para garantir essa qualidade, vale mais direccionar essas pessoas para outra unidade hospitalar”, referiu Carlos Sá.
A 20 de Agosto aconteceu o mesmo durante o período da noite, porque um dos médicos que estaria de serviço teve que se ausentar devido a um problema de saúde de um familiar.
Na prática, durante esses períodos, qualquer mulher que fosse à maternidade das Caldas em trabalho de parto seria conduzida para Torres Vedras ou Lisboa.
Carlos Sá acredita que situações destas não irão voltar a acontecer depois de serem contratados novos obstetras no âmbito da abertura do concurso simplificado de contratação de mais médicos, cujo processo está numa fase final.
Segundo o responsável, houve candidatos para todas as especialidades em que há vagas (21 no total), excepto para Cardiologia. Em relação à Obstetrícia, serão contratados dois novos especialistas. No entanto, é normal os candidatos concorrerem a mais do que um hospital e não há garantias de que todas as vagas serão ocupadas.
O CHON continua a não ter autorização da Administração Central do Sistema de Saúde para avançar com as obras necessárias à colocação do aparelho TAC adquirido há quase um ano. “Com muita pena nossa, está a demorar mais tempo do que gostaríamos”, lamentou Carlos Sá.
No final do ano passado, o CHON investiu um total de 980 mil euros, comparticipado a 80% por fundos comunitários através do FEDER, na aquisição de um TAC (tomografia axial computadorizada), um ecógrafo, um mamógrafo e equipamentos de raio x, que serão ligados a um sistema de arquivo e partilha de imagens (PACS).
O principal objectivo seria a poupança nos custos em exames na área da Imagiologia, mas são necessárias obras de adaptação naquele serviço para que as máquinas, de grande dimensão, possam ser instaladas.
“Temos insistido semanalmente para ver se há novidades relativamente a este assunto. Os equipamentos já foram adquiridos e tudo está dependente apenas da autorização para as obras”, disse.

Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt

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