Grupo de trabalhadores do Montepio convoca greve

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Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal reclama aumento de salários e aplicação de contrato coletivo. Serviços mínimos estão assegurados para esta quinta-feira

Um grupo de trabalhadores do Montepio – Rainha D. Leonor convocou para esta quinta-feira uma greve, com piquetes instalados junto da Casa de Saúde e do Lar, a partir das 7h45, com o intuito de exigir aumentos salariais. O protesto foi articulado com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que enviou o pré-aviso. Os serviços mínimos estão assegurados.
O sindicato pretende obrigar o Conselho de Administração da instituição a aplicar o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) que se aplica aos trabalhadores das Instituições particulares de Solidariedade Social (IPSS) e frisa que, sendo o Montepio uma IPSS “tem obrigatoriamente de aplicar aos trabalhadores ao seu serviço o CCT das IPSS e nunca o fez na sua plenitude”. Os trabalhadores acusam a administração de Francisco Rita de contribuir “significativamente para a redução dos rendimentos dos trabalhadores ao não corrigir o corte do subsídio de turno no Lar”, efetuado pela anterior liderança da instituição.
O CESP alega que foi feita a tentativa de negociar um contrato coletivo que “permitisse ultrapassar várias situações”, no entanto os trabalhadores verificam que a associação mutualista, “através da negociação deste novo CCT não pretendia valorizar os trabalhadores”, mas “legitimar e manter o corte de direitos”.
Contactada pela Gazeta, a administração do Montepio rejeita as acusações, sublinhando que não poderia aplicar o contrato coletivo quando estava a negociar um contrato coletivo com a Associação Portuguesa de Mutualidades.
“Ficamos surpreendidos com esta posição, até porque temos vindo a aumentar os salários”, salienta o vogal do Conselho de Administração do Montepio, Paulo Ribeiro, recordando que foi “esta administração que concretizou a diferenciação das categorias em junho de 2021 e em janeiro de 2022”, além de ter aumentado o subsídios de alimentação “em 33% representando um investimento de 65.000€”.
“Caso a atualização das categorias não tivesse acontecido cerca de 80% dos funcionários ganhavam ainda o Salário Mínimo Nacional”, alerta o dirigente, que revela o objetivo de que, em 2023, valorizar os salários intermédios da instituição. “O contrato coletivo que vamos assinar será aplicada a todos os trabalhadores que não deduzam oposição”, conclui Paulo Ribeiro, admitindo que o CESP venha a deduzir oposição “como é prática”, logo os sindicalizados “não poderão no imediato beneficiar das novas condições”. ■