Hotel de luxo no Mosteiro abre com concerto do Cistermúsica

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Algumas das individualidades que tiveram a oportunidade de vislumbrar o hotel no Claustro do Rachadouro

Visabeira Turismo pretende inaugurar Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel até setembro, mas abriu portas para um espetáculo na Biblioteca, no âmbito do Festival de Música de Alcobaça

Há hotéis que abrem em “soft opening” e outros que escolhem um… concerto para uma primeira apresentação ao público. Foi o que sucedeu com o Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, que “abriu” as portas, no passado domingo, para um concerto da espanhola Angélica Salvi, no âmbito do Cistermúsica. A harpista teve direito a honras de cartaz ainda antes da inauguração oficial de uma unidade hoteleira que tem a assinatura do arquiteto Eduardo Souto Moura e que promete causar forte impacto no turismo da região.
Sem surpresa, a Biblioteca do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça encheu-se de convidados e público para um momento imperdível. No final do espetáculo, os presentes puderam vislumbrar um pouco do que será o futuro hotel de luxo no monumento, através de um périplo por alguns dos 80 quartos e outros espaços que a unidade hoteleira vai ter, em breve, à disposição do público.
Lamentando os sucessivos atrasos do projeto, Jorge Costa, administrador da Visabeira Turismo, acredita que, na pior das hipóteses, em setembro o Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel abrirá as portas aos clientes. E não escondeu ter vivido uma “grande emoção”, por estrear este hotel “com um concerto ligado a um festival com a dimensão do Cistermúsica”.
“Ver esta sala preparada, depois da forte obra que recebeu, é significativo e um momento importante também para a cidade”, afirmou aquele responsável, assinalando que o hotel no Mosteiro “está praticamente pronto”.
A escolha da Biblioteca, espaço onde foi assinado em 2016 o auto de concessão do Claustro do Rachadouro, para a realização deste concerto não foi, propriamente, obra do acaso. “É a sala mais importante desta unidade. Nesta sala a obra está concluída e associarmos o primeiro evento no hotel a um festival com tanto prestígio foi muito importante para nós. Foi um orgulho ver uma casa cheia. Foi bom para o hotel, para o festival e para a cidade”, afirmou Jorge Costa.
Por resolver continua a recuperação do Jardim do Obelisco, que tem vindo a ser alvo de intensas negociações entre a Câmara de Alcobaça, a Direção-Geral do Património Cultural e o Governo. “É uma situação que nos preocupa e era muito importante que se resolvesse, porque temos uma parte do hotel virado para o Jardim. Além disso, temos a certeza que, quando for recuperado, será um espaço muito importante para a cidade e, por isso, era bom que o processo avançasse”, reconheceu o administrador da Visabeira Turismo, que acredita, por outro lado, que os problemas com os armazéns da Rua D. Pedro V “vão acabar por resolver-se”, assim que o hotel, que resulta de um investimento superior a 15 milhões de euros, abra as portas ao público.
O espaço do Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel tem três pisos, 80 quartos, incluindo 9 suites, piscina interior e spa, ginásio, e espaços para organização de congressos e eventos. Alguns destes espaços estão praticamente terminados, faltando apenas a colocação de mobiliário. Trata-se de um hotel de cinco estrelas, que permitiu recuperar um espaço do Mosteiro que se encontrava devoluto e que recebeu, durante mais de cinco décadas, o Asilo da Mendicidade de Lisboa.

Hotel nas Caldas avança
Entretanto, a Visabeira Turismo reitera a vontade de avançar com o projeto de construção do hotel nos Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. “Acreditamos que a licença de construção está prestes a sair, pelo que contamos, em breve, iniciar a obra e acreditamos que terá, tal como Alcobaça, um peso importante no turismo nacional”, assegurou Jorge Costa, sublinhando que na atual conjuntura “é muito difícil avançar datas e valores”. ■