Penichense recebeu a Ordem da Liberdade

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A cerimónia decorreu no Museu dos Coches, em Lisboa

Carlos Cedoura recebeu a distinção das mãos do Presidente da República

Nos dias que antecederam o 25 de Abril de 1974, o então furriel miliciano Carlos Cedoura estava envolvido numa operação clandestina que se viria a revelar fundamental para o sucesso da Revolução dos Cravos.
Tratava-se da montagem de um cabo telefónico de aproximadamente quatro quilómetros, que ligava a Central Telefónica do Exército e o local que viria a ser o Posto de Comando do MFA, na Pontinha.
Foi graças a esse cabo que foi possível transmitir as escutas realizadas e planear sempre o passo seguinte com acesso a informação detalhada.
Quase 47 anos volvidos do golpe que libertou o país da ditadura, este penichense foi um dos 26 militares que recebeu a Ordem da Liberdade das mãos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A cerimónia decorreu na sexta-feira, 26 de fevereiro, no Museu dos Coches, em Lisboa.
“É um momento de grande emoção e também uma satisfação enorme pelo reconhecimento do trabalho que fizemos a favor da democracia”, disse Carlos Cedoura à Gazeta das Caldas, fazendo notar, todavia, que se limitou a implementar um trabalho de equipa. ■