

O cidadão comum que atira o saco do lixo para o contentor julga que põe fim aquilo que está a mais na sua casa e que urge deitar fora. Mas o gesto de pôr o lixo no lixo é apenas o início de um processo que envolve muitos meios e muita mão-de-obra.
Numa altura em que se aproxima o Natal e são usuais as palavras e gestos de solidariedade, é legítimo recordar o trabalho árduo e muito útil destes homens. Felizmente que os SMAS – que agora têm receitas acrescidas por via da nova taxa sobre os resíduos sólidos – decidiram utilizar parte desse dinheiro para atribuir novos equipamentos e melhores condições de trabalho a estes homens.
A equipa é vasta, mas Zé Povinho quer cumprimentar os senhores Ilídio Sancheira, José Ferreira e Ângelo Gaspar em nome de todos os homens que trabalham na recolha do lixo nas Caldas da Rainha. Obrigado pelo vosso trabalho.

Ambos encontraram-se na semana passada em Lisboa e realizaram uma conferência de imprensa à qual os jornalistas portugueses foram impedidos de entrar. Apenas os jornalistas estrangeiros que acompanhavam as duas comitivas tiveram o direito de captar imagens e registar as declarações dos dois políticos.
Porquê esta atitude? Os assessores israelitas e norte-americanos nem se deram ao trabalho de explicar. Netanyhau e Pompeo, na sua infinitiva arrogância, trataram os portugueses como tratam os palestinianos num território ocupado ou os mexicanos numa fronteira do Texas.
Esta atitude sobranceira teve lugar num país considerado “amigo” e “aliado” (o que seria se não fosse!…), num país onde a Constituição da República garante aos jornalistas o direito de informar e aos cidadãos o direito de serem informados.
Verberar esta atitude destes dois pequenos ditadores é o mínimo que Zé Povinho pode fazer, com o mesmo sentimento de injustiça e de repugnância com que o seu criador, Rafael Bordalo Pinheiro, se manifestou no séc. XIX contra os bretões aquando do Ultimatum. Netanyhau e Pompeo, com tudo o que representam de extremismo e populismo dos seus governos, não são bem vindos a Portugal.








