Category: Cultura

Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.

  • Projetos da ESAD.CR presentes em Osaka

    Projetos da ESAD.CR presentes em Osaka

    Projetos de investigadores feitos com outros parceiros estiveram na exposição mundial

    “Meaningful Partnerships” designou a exposição que foi apresentada nos dias 8 e 9 de agosto no Pavilhão de Portugal durante a Expo 2025, em Osaka (Japão). A iniciativa integrou três projetos de investigação desenvolvidos pelo LiDA (Laboratório de Design e Artes do Politécnico de Leiria), que está sediado na ESAD.CR e que foram realizados por investigadores daquele laboratório, em colaboração com centros de investigação, parceiros da indústria e alguns museus.

    Segundo nota de imprensa sobre a mostra, um dos destaques da exposição foi a garrafa de vinho mais leve do mundo, com apenas 260 gramas, desenvolvida pelo Lida em colaboração com a Santos Barosa, uma empresa portuguesa centenária do Grupo Vidrala.
    O projeto – com até 80% de vidro reciclado – oferece uma visão do futuro das embalagens de vidro, mais leves, mais eficientes.

    Por seu lado, foi também apresentado ‘Living Surfaces’ que apostou no desenvolvimento de estruturas cerâmicas que replicam as formações rochosas onde os ouriços-do-mar vivem naturalmente, fornecendo alimento e abrigo durante as fases iniciais da vida, quando a sua sobrevivência está mais em risco.

    Estas estruturas permitem o crescimento de algas, de forma a fornecerem alimento aos ouriços. O projeto está a ser testado em águas costeiras rasas ao longo da costa portuguesa, como parte de um programa dedicado à restauração das populações de ouriços-do-mar.

    Na exposição foi também apresentado o ‘Sleeping Beauties’, projeto que visa a criação de modelos funcionais impressos em 3D de instrumentos científicos históricos (séculos XV-XVIII) preservados em museus portugueses, permitindo um maior envolvimento do público com o conhecimento científico que eles representam. Na exposição estiveram disponíveis modelos funcionais de quatro instrumentos científicos históricos (círculos de proporção, quadrante, compasso astronómico e astrolábio), para os visitantes experimentarem. A ida a Osaka contou com a presença dos docentes da ESAD.CR Renato Bispo, Aprígio Morgado e Miguel Macedo. Para o primeiro, diretor do Lida, nesta participação “procurámos realçar a importância de colaborações de longa duração entre academia, indústria e sociedade – baseadas em conhecimento partilhado e confiança mútua —, como fundamentais para promover um futuro sustentável e inclusivo”.

  • Escritora Isabel Ricardo foi premiada nos EUA

    Escritora Isabel Ricardo foi premiada nos EUA

    Autora da região tem mais uma distinção norte-americana

    O livro “O Esquilo que Amava Livros/ The Squirrel Who Loved Books”, uma edição bilingue da escritora nazarena Isabel Ricardo, foi recentemente galardoado com o Literary Titan Book Award- Gold Award (medalha de ouro) .

    O livro, publicada pela editora norte-americana Underline Publishing, foi inspirado na visita que Isabel Ricardo realizou aos EUA, em setembro e outubro de 2024, a convite do Instituto Camões e da Coordenação do Ensino de Português nos Estados Unidos.
    O Literary Titan Book Awards – Gold Award é concedido a livros “que surpreendem pois representam mundos vívidos, personagens complexos e ideias originais”, sendo que a Literary Titan é uma organização norte-americana de editores profissionais, escritores e professores. Esta obra em junho já tinha distinguido “O Esquilo que Amava Livros/ The Squirrel Who Loved Books” com 5 estrelas, quando em julho recebeu o Literary Titan Book Award e a medalha de ouro.

    “O Esquilo Que Amava Livros”, conta a história de um esquilo chamado Saltarico, (ou Chesty em Inglês) que tem uma obsessão por livros e de um menino português chamado João (John), que tem saudades de casa desde que se mudou para Boston.

    A ação decorre no Jardim Público de Boston, em torno da improvável amizade entre ambos. Saltarico / Chesty rouba livros aos visitantes do parque, deixando uma bolota ou uma noz em troca, até que descobre que há algo muito mais gratificante: partilhar histórias e relacionar-se com os outros, um vínculo que leva as duas personagens a aprender sobre empatia, cultura e a magia das histórias.

    Entre as várias razões para a atribuição do prémio estão a abordagem de temas como a emigração, o bilinguismo, a solidão e a curiosidade. “A história pende para um tipo encantador de idealismo, como quando a cidade inteira começa a deixar livros para os esquilos”, explica nota sobre a atribuição da distinção. O esquilo saltitante, à venda em 12 países através da Amazon, mostra que “diferentes culturas e criaturas podem relacionar-se por meio de histórias”.

  • Coleção que celebra o Centenário

    Coleção que celebra o Centenário

    C’ Marie celebra a Gazeta e também a rainha D. Leonor

    “Mulher cidade”, assim se intitula a ilustração digital, feita pela artista c’Marie (Constança Bettencourt), artista de arte urbana que tanto se dedica aos murais como as tatuagens. Feliz por ter sido convidada a integrar este grupo de autores que estão a celebrar de perto o centenário deste semanário, C’Marie explicou que “Mulher cidade”, “é uma ode à memória da Rainha Visionária que fundou as Caldas da Rainha”. Defensora dos direitos das mulheres, esta artista plástica explicou que num só trabalho sublinha a importância do jornal, que não só continua a ocupar-se do presente e do futuro da região como também guarda importantes memórias da comunidade. “Foi muito bom receber este desafio pois além de ser um motivo de orgulho é também sinal de reconhecimento”, afirmou.

    Para realizar esta ilustração contemporânea, a autora inspirou-se e fez uma reinterpretação da versão da rainha D. Leonor que já tinha sido idealizada por José Malhoa e que integra a coleção do Museu Malhoa. E se o pintor caldense a imaginou como uma bela mulher, C’Marie afirmou que se Rainha fosse viva hoje seria seguramente “uma feminista ativa, uma mulher empoderada e com um papel ativo na sociedade”.
    Na sua opinião, uma D. Leonor contemporânea seria ainda “uma mulher independente com objetivos e propósitos para alcançar”. C´Marie imagina-a ainda como alguém “que saía um pouco das normas”.

    Fazendo uso da ilustração da fundadora, “faço uma homenagem a todas as mulheres ancestrais que iniciaram o caminho que nos permite hoje sermos livres”.
    Como pano de fundo da sua ilustração, C’Marie colocou uma antiga edição da Gazeta das Caldas que diz que é um jornal histórico da cidade, pois guarda testemunhos do quotidiano desta região.

    A referência à Gazeta na ilustração – enquanto veículo de notícia e memória escrita – ainda transforma o retrato numa espécie de janela no tempo, onde o passado é relido à luz do presente. Através desta sobreposição entre o retrato e a imprensa local, a obra celebra a origem da cidade como um legado vivo, onde passado e presente se cruzam num diálogo contínuo.

    C’Marie usa diferentes meios para os seus trabalhos. Do desenho à escultura, à pintura de murais, ilustração digital, sem esquecer a tatuagem.

    A sua identidade visual centra-se em rostos, expressões e gestos, assumindo e mantendo os traços iniciais da construção gráfica e as linhas exploratórias.

    “No bom tempo pinto nas paredes, quando chove “pinto” nas pessoas”,brincou a autora que trabalha com as comunidades, acreditando que a experiencia dos envolvidos democratiza o conceito da Arte, tal como aconteceu no último mural que fez em Ferreira do Zêzere. Licenciada em Escultura nas Belas Artes de Lisboa, fez Erasmus em Escultura em Florença e é mestre em Artes Plásticas pela ESAD.CR. Também estudou canto lírico.

    A ilustração “Mulher Cidade” custa 100 euros, está a venda na sede da Gazeta e também pode ser adquirida on-line. A ilustração digital desta artista terá uma série de apenas 10 exemplares.

     

  • ESAD.CR representada em iniciativa no Porto

    ESAD.CR representada em iniciativa no Porto

    Docente e ceramista caldense é curador de uma mostra, patente no Museu Soares dos Reis. Técnica da oficina integrou júri que selecionou as obras

    “Afinidades” assim se designa a exposição com curadoria do docente ESAD.CR Vítor Reis, que abriu portas ao público a 26 de julho, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.
    O docente da licenciatura em Design de Produto – Cerâmica e Vidro foi o responsável pela seleção das 39 peças patentes nesta mostra que poderá ser vista naquele espaço museológico da Invicta até ao final do ano.

    Vítor Reis ainda convidou, para integrar o júri deste projeto, a técnica da Oficina de Cerâmica e Vidro da ESAD.CR, Rita Frutuoso.

    A mostra é o resultado de um projeto promovido pela associação Quarteirão Criativo, em parceria com o museu que acolhe a exposição até novembro. Vítor Reis explicou à Gazeta das Caldas que gostou do desafio, que aceitou prontamente já que envolvia alguma experimentação na área da cerâmica. Também lhe interessou fazer parte deste evento que tem como finalidade dinamizar a área criativa do Porto e que aposta na criação de sinergias entre artistas locais e o Museu Nacional Soares dos Reis.
    Foi a primeira vez que este autor, que é artista plástico e ceramista, foi convidado para ser curador, experiência que apreciou pois “concorreram à iniciativa propostas inovadoras, experimentais e interdisciplinares”.
    A iniciativa pedia aos artistas que são habitualmente representados pelas lojas e galerias que existem na zona do Quarteirão Bombarda para que concorressem com trabalhos em cerâmica de 50 cm por 50 cm, e que de alguma forma estivessem ligadas à pintura setecentista e oitocentista que integra o acervo do museu. Houve inclusivamente propostas artísticas de autores que não têm “ligação prévia ao mundo da cerâmica”, contou o docente .
    “Foi uma ótima experiência sobretudo porque quer criar sinergias e pontes entre o museu, a comunidade local, as lojas e galerias que funcionam na zona da Miguel Bombarda”, referiu Vítor Reis.

    Contou também que já houve uma iniciativa prévia, mais dedicada à joalharia, e que tal como esta ligada à cerâmica e a alguma escultura, foi muito bem sucedida. Ao todo haverá um ciclo de cinco edições, com temáticas anuais, que vão integrar exposições, workshops e conversas que vão unindo a comunidade criativa do quarteirão Bombarda à história e ao acervo do Museu Nacional Soares dos Reis.

    “Encontrei gente de mente aberta com vontade de estabelecer novas ligações”, referiu o autor que deu uma ajuda na organização, no regulamento, bem como na fase de seleção e de montagem dos trabalhos. Na sua opinião, esta iniciativa teve características territoriais pois destinava-se a autores com ligações ao Porto.
    Segundo o curador esta mostra conta com a participação de alunos e de antigos estudantes da ESAD.CR que também quiseram fazer parte destas “Afinidades” até porque são daquela região do país. Rita Frutuoso também gostou do desafio de participar na seleção das peças para esta mostra.

    Visitantes votam nas peças favoritas
    “Achei que foi tudo bastante inclusivo”, disse a ceramista que ainda contou que na inauguração da mostra no museu do Porto, os visitantes, eram convidados a votar nas peças que tinham gostado mais.

    A também autora, natural de Porto de Mós, está no momento a realizar uma residência artística nas oficinas do Convento, em Montemor – o -Novo, trabalhando na Oficina da Cerâmica e da Terra daquele espaço. Rita Frutuoso está fazer o seu doutoramento nas Belas Artes de Lisboa na área do Design de Comunicação.
    Depois de, no seu mestrado em Design do Produto na escola de artes caldense, ter investigado as semelhanças entre o mundo da culinária e o da cerâmica, tendo até executado peças em chocolate na roda de oleiro, volta a estudar as intersecções entre as áreas, seguindo receitas de Maria de Lurdes Modesto e as ligações técnicas entre o mundo da comida e da execução cerâmica.

    “Afinidades” está patente até 29 de novembro, dia em que será conhecida a melhor proposta de cerâmica. Além da parceria com a Associação Quarteirão Criativo, a mostra contou com mecenato do Super Bock Group e apoio do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos daquele museu.

  • Caldense prestou provas de doutoramento e obteve nota máxima

    Caldense prestou provas de doutoramento e obteve nota máxima

    Joana Beato Ribeiro prestou provas na Universidade Nova na área do arquivo histórico

    A caldense Joana Beato Ribeiro defendeu recentemente as provas de doutoramento em História, especialidade em Arquivística Histórica, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e fê-lo sobre o arquivo de Fernando da Silva Correia (1893-1966), o médico e investigador que teve um papel de destaque nas Caldas, nos anos 40 do século passado.

    Com este trabalho académico, a caldense propôs-se a abordar de que forma foi tratado e organizado o arquivo desta personalidade e também mostrou de que forma pode a correspondência ser usada como base de investigação. “É um bom ponto de partida para quem quiser consultar aquele arquivo”, disse a historiadora que se tem dedicado ao estudo do arquivo de Fernando Correia que está sob a guarda do Grupo de Estudos Património Histórico.

    “O arquivo possui 13 mil documentos e perto de dez mil são cartas”, disse a investigadora acrescentando que foi possível ter conhecimento de métodos de estudo e que não estão presentes em artigos científicos.

    É através das cartas que é possível saber que o médico fez investigação sobre a Rainha D. Leonor no arquivo do conde de Sabugosa, “para dar apenas um exemplo do que se pode ficar a saber através das missivas”. Para Joana Beato Ribeiro “ainda há muita investigação relacionada com este arquivo para fazer”, referiu a autora. Ao longo da realização do seu trabalho académico, a caldense participou em encontros internacionais, um deles em Londres sobre personalidades científicas europeias.

    A investigadora obteve nota máxima por unanimidade e teve que responder às questões colocadas por oito membros do júri. “Foram três longas horas, duras, que correram muito bem”, disse a historiadora que gostaria de futuramente publicar parte da tese, relacionada com as Caldas onde há novos factos sobre várias entidades locais daquela época.

    O seu doutoramento foi iniciado no ano letivo de 2019-2020 e também obteve bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia para realizar este estudo.

    “Consultei muito a Gazeta das Caldas”, referiu a historiadora, que fica a saber mais sobre a vida deste multifacetado médico, enquanto viveu nesta região. Além de ter escrito sobre a região, foi delegado de saúde (a partir de 1921) e que esteve nas Caldas entre 1919 e até 1945. Fernando da Silva Correia deixou de ser delegado de saúde em 1934 mas manteve-se ligado às Caldas até à década seguinte visto que era, por exemplo, o diretor do Posto de Socorro dos Comboios de Portugal e foi diretor do Balneário das Águas Santas e do laboratório municipal. Foi também médico da Misericórdia e do Lactário Creche Rainha D. Leonor e ainda do Dispensário de Profilaxia Social, que foram todos fundados pelo médico.
    Através da correspondência foi possível saber que uma das áreas de interesse era o odontologia e que este também trabalhou como oftalmologista. Também trocava cartas com alguns espanhóis, uns médicos outros utentes. “Há pedidos para que este facilite a estadia nas Caldas para fazer termas ou até mesmo a entrada no Hospital Termal”, contou Joana Beato Ribeiro acrescentando que o médico teve um papel importante nas Caldas e também a nível nacional.“Ele envolveu-se em questões ligadas à saúde escolar e à assistência social”, disse.

    Além de ter sido um dos fundadores da Gazeta das Caldas, Fernando da Silva Correia publicou 350 títulos (livros ou artigos). Também teve um papel importante na Ordem dos Médicos. Esteve na 1ª Guerra Mundial e aconselhava o tratamento com as águas do Hospital Termal caldense aos soldados gaseados.

  • “Notícias que voam” é a proposta de Mário Reis

    “Notícias que voam” é a proposta de Mário Reis

    Mário Reis pertence ao grupo de autores que está a celebrar o centenário da Gazeta das Caldas. O ceramista considera que foi “muito gratificante” ter recebido o convite para fazer parte desta iniciativa que celebra as 10 décadas deste semanário local.

    Sobre a sua proposta artística, Mário Reis deu conta que quis destacar a própria mensagem, ou seja, aquela que há muitos anos era até veiculada por pombos correios, que marcam presença neste seu trabalho de homenagem à Gazeta, que é feita num azulejo comemorativo. Neste também se encontra representada a forma de difusão de mensagens da atualidade, ultra-rápida e que é feita hoje através dos e-mails.

    O símbolo das mensagens eletrónicas também está presente na sua proposta cerâmica.

    O autor, que usa com frequência a linguagem metafórica nos seus trabalhos, ficou muito satisfeito fazer parte desta celebração. “É muito gratificante poder celebrar este aniversário com um jornal que acompanha o que se passa nesta comunidade. Como tal, é uma homenagem à Gazeta das Caldas que escolheu fazer uma obra, que tem os seus traços e assinatura neste azulejo de celebração, “Notícias que voam”.

    A peça guarda vários detalhes de interesse já que inclui peças feitas à lastra e outras, como por exemplo os olhos do pássaro, que são feitos à roda.

    Este azulejo foi colocado numa base de madeira que permite colocar a obra na parede.
    Apesar de Mário Reis garantir uma série de 10 peças, há vários detalhes diferenciadores que faz com cada uma delas “seja uma peça única”, contou o autor.

    Da formação de Mário Reis fez parte a aprendizagem do trabalho na roda com o seu tio, o também oleiro, Armindo Reis e o curso de modelação que realizou no Cencal, sob coordenação de Herculano Elias.

    Mário Reis descende de uma família de ceramistas e possui o seu atelier de trabalho no concelho caldense e dá resposta a encomendas que lhe chegam do país e do estrangeiro.

    Mário Reis é autor dos painéis de arte pública patentes nas duas gares do ascensor da Nazaré e de uma das duas obras de arte pública em cerâmica que embelezam a Rua Manuel Mafra. É também o autor das gaivotas que embelezam o Forte de S. Miguel Arcanji, também na Nazaré. Nas Caldas tem a peça de cerâmica de arte pública “Conversas de Bairro”, numa homenagem ao ceramista naturalista Manuel Mafra, na Rua homónima. Esta está repleta de símbolos relacionados com familiares do autor que moravam na área. Mário Reis descende de uma família de ceramistas que já vai na quinta geração.

    A convite do Museu Internacional de Cerâmica de Changchun o ceramista caldense vai participar no Simpósio Internacional de cerâmica ao lado de artistas da China, Austrália, Alemanha, Canadá, Irão, Egito, Israel, Holanda, EUA, Rússia, Japão, Camarões, Letónia, França, Espanha, Bielorrússia, Vietname e Mongólia.

    A peça “Notícias que voam” está à venda na sede da Gazeta e também pode ser adquirida on-line. Só há dez peças desta proposta que homenageia este jornal.

  • Natália Correia em destaque nas Caldas

    Natália Correia em destaque nas Caldas

    Poesia erótica portuguesa foi lida em tertúlia nas Caldas, em tempos em que se proíbe o tema da sexualidade nas escolas

    A loja de design Linha da Vizinha continua a apostar em programação cultural.

    A 1 de agosto houve uma tertúlia dedicada à poesia de Natália Correia, sobretudo à sua vertente mais insubmissa e de carácter erótico. A sessão, coordenada pelo convidado Carlos Oliveira Santos, não poderia ter decorrido em melhor localidade já que este considera que as Caldas “é a capital mundial do manguito!”.

    Carlos Oliveira Santos, reformado da Universidade de Lisboa, tem mais de três dezenas de livros publicados, vários de poesia. Na sessão foram lidos vários poemas da antologia de poesia erótica portuguesa que Natália Correia organizou em 1965 e que causou escândalo e foi apreendida pela PIDE, com vários dos intervenientes julgados e condenados em Tribunal. “Foi também um momento cultural impressionante!”, disse o convidado, acrescentando que Fernando Ribeiro de Mello foi “o único editor condenado em Portugal por causa desta antologia”.

    Natália Correia, que organizou a antologia foi condenada a três anos de prisão com pena suspensa. A escritora com Maria Teresa Horta e Florbela Espanca estão entre as poucas autoras desta coletânea, que reuniu poesias de mais de 90 autores e prova como “foi diminuta a presença das mulheres nesta iniciativa da editora Afrodite” .

    Carlos Oliveira Santos considera que esta “é uma antologia dos reprimidos por termos vivido uma longa tradição repressiva em que o sexo era mal visto”.

    E o tema parece estar de novo na ribalta com a retirada do tema da sexualidade do programa da disciplina de Cidadania. “O isolamento em que hoje as pessoas vivem e uma certa angústia relacionada com a vida urbana deveria servir para que a sexualidade fosse vista como algo mais natural, do entendimento, do diálogo e ligada à interação, bem distante da digitalização e do fechamento em que atualmente se vive”, afirmou o autor.
    Durante a sessão foi dada a conhecer a ligação de Natália Correia às Caldas da Rainha, que era presença regular nas sessões do Conjunto Cénico Caldense e também o facto de Luiz Pacheco ter vivido nas Caldas, entre 1964 e 1968. Este ano também se assinala o centenário do nascimento deste autor “maldito”.

    A tertúlia contou com uma prova de vinhos Feitores, que são criados por uma família em Famões, aldeia no concelho do Bombarral, há cinco gerações.

  • Carlos Mingote fará um ardina para celebrar 100 anos da Gazeta

    Carlos Mingote fará um ardina para celebrar 100 anos da Gazeta

    Artista local fará a escultura de um vendedor de jornais que será colocado nas proximidades da sede da Gazeta das Caldas, semanário que está a celebrar o seu centenário

    Carlos Mingote, após se ter reformado como técnico oficial de contas da fábrica Secla, decidiu dedicar-se às artes.

    É de sua autoria uma escultura de um ardina que o artista terá todo o gosto em reproduzir numa escala maior e que será colocada no espaço público da cidade.

    Esta será mais uma forma de assinalar o centenário da Gazeta das Caldas e que assinala a importância das notícias e da informação. É com muito gosto que o autor aceitou este desafio de colaborar com este semanário , “pois sou assinante da Gazeta desde que vim morar para as Caldas”.

    Carlos Mingote, 78 anos, pertence a coletivos caldenses que se dedicam à pintura, à escultura e também chegou a fazer algumas peças em cerâmica.

    Atualmente um pouco afetado por problemas de visão, Carlos Mingote não se deixou abater nem de criar por causa deste problema de saúde. Depressa resolveu o problema passando então a dedicar-se à escultura. E faz um trabalho interessante: as figuras que já pintou está agora a passá-las à tridimensão, dando assim volume a muitas das figuras feitas em resina acrílica.

    Assim aconteceu com figuras como a nazarena, o forcado, o campino, o pescador, o pastor, fadistas e ciclistas.

    Em relação à peça do ardina, Carlos Mingote explicou que quando morava na Covilhã, ainda criança, se lembra claramente desta figura que ia distribuir os jornais na zona onde este morava. “A minha mãe comprava o Século e era o ardina que o vendia na zona onde morava”, disse o autor que fez a primeira escultura com base nessa memória de infância.

    Não lhe falta o boné nem a bolsa onde se transportavam os jornais.

    A primeira escultura já tinha sido feita e mede à volta dos 70 centímetros.

    A ideia agora para celebrar o centenário da Gazeta das Caldas é poder passar a bronze esta escultura e dar-lhe alguma dimensão passando a ser uma escultura com perto de dois metros de altura.

    O artista inicia a estrutura das suas esculturas em arame, usa papel (incluindo papel de jornal), fita cola e depois revestindo a estrutura com a resina acrílica. “Depois é feita a pintura a gosto, algumas ficam muito parecidas com o bronze”, explicou o autor.

    Esta técnica, que funciona por camadas, requer várias horas de trabalho e foi iniciada por este autor, na altura do confinamento obrigatório.

    Carlos Mingote continua a frequentar a “Oficina de Escultura”, o ateliê onde aprende a dominar as mais variadas técnicas artísticas sobretudo relacionadas com a escultura. As sessões decorrem uma vez por semana em Alvorninha onde o artista Renato Franco possui uma fundição. “Fomos alunos nos cursos do Centro de Artes e mantemo-nos desde 2008”, contou o autor.

    Uma das ideias que gostaria de levar a avante era fazer uma exposição onde apresentaria as suas pinturas e as esculturas das figuras que criou ao seu lado.

    Outra das suas esculturas, o pastor da Serra da Estrela, que tal como o ardina também mede cerca de 70 centímetros, contou com o interesse da Câmara Municipal da Covilhã que futuramente poderá também tornar-se numa obra de arte pública.

    A última escultura que Carlos Mingote realizou, feita em poliuretano, representa uma atleta que se encontra a fazer esqui. E já pode ser vista na garagem deste autor que a transformou numa espécie de galeria privada pois é lá que vai reunindo as suas obras.
    Carlos Mingote passou a dedicar-se às artes em 2003 como forma de ocupar o tempo livre, após se ter reformado. No entanto este passatempo acaba agora por ser uma ocupação a tempo inteiro para este autor. Carlos Mingote explicou que as peças que cria são únicas. O autor, que tem vendido trabalhos para todo o país, está disponível para participar em exposições.

    Natural da Covilhã, Carlos Mingote veio viver para as Caldas em 1976, tendo sido técnico oficial de contas da Secla até 2003. O autor apostou em formações e integra coletivos que se dedicam às artes. Começou por se dedicar à pintura, mas passou para a escultura. O seu trabalho já foi distinguido com três prémios atribuídos pela revista francesa “Artistes Magazine”. O autor gostaria de continuar a dar a conhecer o seu trabalho na região e no país.
  • Obra restaurada de Josefa de volta a ermida em A-da-Gorda

    Obra restaurada de Josefa de volta a ermida em A-da-Gorda

    Além do regresso à antiga ermida de uma obra da pintora obidense, foi descoberta uma outra, da sua autoria, no Palácio Nacional de Mafra

    A pintura “Lamentação Sobre Cristo Morto” foi devolvida pelo município de Óbidos à Comissão da Capela de Santo António da A-da-Gorda, atendendo a um pedido formal da comunidade local para o regresso da obra à antiga ermida. A pintura, da autoria de Josefa de Óbidos e de forte carga devocional, encontrava-se há mais de uma década integrada na coleção permanente do Museu Municipal, onde foi alvo de trabalhos de conservação e restauro promovidos pela autarquia. A recolocação da obra na ermida teve lugar a 23 de julho e a cerimónia oficial de bênção desta pintura do século XVI de óleo sobre tela está agendada para o próximo dia 9 de agosto, seguida de um jantar de agradecimento aberto à população.

    Juntamente com a tela “Jesus no Horto”, a obra destinava-se a complementar as grandes telas dos altares colaterais da Capela de Santo António da A-da-Gorda, da autoria de Baltazar Gomes Figueira (1643). Foi a primeira intervencionada pelo Instituto Politécnico de Tomar ao abrigo de um protocolo com o município num processo de conservação e restauro do património artístico do concelho.

    Em Mafra, os trabalhos de conservação de uma pintura em mau estado do Palácio Nacional permitiram descobrir a assinatura de Josefa d’Óbidos. “Pedi ao Palácio Nacional de Mafra a pintura para a tratar dado o estado de degradação avançado e para confirmar” a atribuição da autoria de Josefa d’Obidos já antes feita pelo investigador Vítor Serrão à pintura “Menino Jesus em descanso”, contou à agência Lusa Vanessa Henriques Antunes, conservadora-restauradora de pintura antiga do Laboratório José de Figueiredo, pertencente à Museus e Monumentos de Portugal.

    “Menino Jesus em descanso” trata-se da única pintura de Josefa d’Óbidos existente no Palácio Nacional de Mafra e pertence a uma “fase mais amadurecida da vida e da pintura” da artista do século XVII.

  • Woow divertiu dezenas de pessoas no Parque

    Woow divertiu dezenas de pessoas no Parque

    Divertido espetáculo integrava programa do CCC Fora de Portas Verão

    Popuch e Evet são um peculiar casal de palhaços, vindo de Espanha, com o seu muito particular veículo – construído em cobre e outros metais -, Aurélio. A dupla passou pelo Parque D. Carlos I na tarde do passado domingo, 27 de julho, proporcionando um espetáculo com muita animação. Vindos no seu Aurélio, entraram no Parque D. Carlos I pelo Céu de Vidro e começaram a alertar todos com quem se cruzavam para a realização do seu espetáculo. A dupla oferece penas dos seus fatos aos mais novos.

    Rapidamente cerca de meia centena de pessoas junta-se atrás destes animados personagens, que vão interagindo e convidando a que os sigam. O grupo, cada vez maior, vai até ao antigo Parque das Bicicletas do Parque D. Carlos I, onde com um espetáculo de humor visual com uma duração a rondar a meia hora “roubam” muitas gargalhadas.

    Começam por apresentar os espetadores uns aos outros. E mostram como é possível, a brincar, dar a conhecer e partilhar, por exemplo, o Bailado dos Cisnes, de Tchaikovsky.

    O evento integrava a programação do CCC Fora de Portas Verão que incluía, por exemplo, sessões de cinema ao ar livre, os espetáculos das “Bandas no Parque”, que terminam este sábado com a Orquestra Ligeira do Monte Olivett, às 21h00. Anteriormente atuaram a Banda Comércio e Indústria das Caldas, a S.F. Alvorninha, a B.F. A-dos-Francos e a S.F. Catarinense.

    O concerto de olhos vendados, com Luís Antero, no Centro Ecológico do Paul de Tornada, e que resultou da recolha de sons da natureza no âmbito da residência artística que decorreu neste paraíso de biodiversidade que é a reserva natural do Paul de Tornada, foi outra das iniciativas, assim como o desfile de cinco dixies bands por ruas e praças das Caldas e outros concertos e espetáculos.

    À Gazeta das Caldas, o diretor do CCC, Mário Branquinho, explicou que procuram que o Fora de Portas Verão seja “uma programação multifacetada, para ir ao encontro de vários públicos” e que esta iniciativa leva o CCC a sair para as ruas da cidade, mas também para as várias freguesias do concelho. A residência artística no Paul de Tornada “foi muito importante”, porque valorizou as temáticas ambientais na programação. Para o ano “há novas ideias e projetos”, com o diretor do CCC a revelar que pretendem “apostar no futuro em projetos de criação”. O CCC Fora de Portas Verão, com Os Dias do Jazz, resultam de um investimento a rondar os 50 mil euros. Mário Branquinho realça que o evento contribui para a notoriedade das Caldas e que a valoriza.

  • Coleção que celebra o  Centenário

    Coleção que celebra o Centenário

    Assinalar aniversário com peça de Victor Mota

    Victor Mota é um dos artistas convidado a celebrar os 100 anos da Gazeta das Caldas.
    Foi com grande satisfação que recebeu o convite para interpretar o aniversário de uma entidade “que representa e significa muito nas Caldas”. O ceramista decidiu fazer uma escultura cerâmica que está assente em tijolos.

    Segundo o autor, estes representam os alicerces e que acaba por homenagear as primeiras pessoas que iniciaram este semanário nos dias de 1925. A torre representa também o crescimento do próprio jornal que além dos assinantes e leitores que possui na região, também tem o importante papel de levar as notícias a quem está na diáspora. “Há muitos emigrantes que sabem o que se passa no território através da Gazeta das Caldas”, disse o autor que, com a sua mulher, a ceramista Helena Brito, criou a marca, o estúdio e a loja “Linhas da Terra”.

    A peça designada “Centenário” teve três possibilidades mas acabou por ser esta a escolhida por ter mais a ver com o meu tipo de trabalho”, referiu o autor acrescentando que criou esta em grés sem grandes decorações pois “o que mais importa é o que se está a celebrar”.

    Na sua oficina mantém-se a prática de receber formandos que querem aprender o trabalho em cerâmica. “Há muitos estrangeiros que estão connosco há 11 anos”, disse o ceramista que coordena as aulas que decorrem durante a semana. Os alunos desenvolvem os seus projetos individuais e “nós ajudamos na concretização”. Esta é hoje uma importante fonte de rendimento da oficina deste autor, natural de Peniche mas que vive nas Caldas há várias décadas. Formou-se na cerâmica nos primeiros cursos no Cencal, tendo aprendido com mestres como Herculano Elias e Euclides Rebelo.

    Os ateliers dos estrangeiros acontecem à quinta-feira. A loja “Linhas da Terra” que fica na Praça da Fruta tem sobretudo produção da própria oficina às quais se juntam apenas algumas obras de vidro de uma artista da Marinha Grande. “Temos muitos elogios dos clientes e as opiniões são sempre as melhores”, contou o ceramista que iniciou a sua carreira nos anos 90 do século passado. Na sua opinião, a cerâmica de autor vive um bom momento “como se vê nas Caldas onde há excelentes ceramistas e muito bons estúdios”.
    Victor Mota considera que nas Caldas “há uma grande diversidade de trabalhos dos vários ceramistas que escolheram viver e trabalhar nesta região”.

    A peça de celebração – pensada por este autor que tem realizado exposições, individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro – está à venda na sede da Gazeta das Caldas e também pode ser adquirida on-line.

    “Centenário” de Victor Mota custa 100 euros e só será feita uma série de uma dezena de obras.

  • S.A. Marionetas leva “Teatro Dom Roberto” a festival em Itália

    S.A. Marionetas leva “Teatro Dom Roberto” a festival em Itália

    A S.A. Marionetas vai representar Portugal no Sangiacomo in Festival, em Itália, no próximo dia 02 de agosto, com um espectáculo de “Teatro Dom Roberto”, a convite do Instituto Italiano della Marionetta, anunciou hoje a companhia de Alcobaça.

    A participação no 25.º Festival Internacional de Teatro de Figuras de San Giacomo di Roburent, na região de Piemonte, no norte de Itália, antecipa apresentações previstas para Amesterdão, nos Países Baixos, em 17 agosto, e em Bratislava, na Eslováquia, em 06 de setembro, antes do regresso a palcos portugueses para o É Só Palheta – Encontro de Teatro Tradicional Dom Roberto, em Agualva-Cacém, de 12 a 14 de setembro, e para o Festival Internacional de Marionetas do Porto, em outubro, segundo a agenda da companhia, disponível no seu sítio na Internet.

    De acordo com a S.A. Marionetas, “o ‘Teatro Dom Roberto’ representa, seguramente, uma das tradições mais antigas das artes cénicas, não só na sua vertente portuguesa e europeia, mas também nos heróis populares do Oriente.”

    A companhia de Alcobaça situa a origem desta forma de arte popular, no que diz respeito à Europa, na Commedia dell’ Arte italiana do século XVI, admitindo a probabilidade de as tradições orientais terem tido, “de alguma forma, influência na evolução deste tipo” de expressão.

    A recriação do modelo de “Teatro Dom Roberto” pela S.A. Marionetas está associada ao “privilégio [de ter tido] contacto direto com o mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares portugueses”, como recorda no comunicado hoje divulgado.

    A partir desse contacto, e dos testemunhos recolhidos, a companhia pôde recriar dois espectáculos de ‘Robertos’: “O Barbeiro” e “A Tourada”.

    Num período mais recente, “e procurando preservar esta forma de arte tradicional”, a companhia recuperou mais três peças do repertório de Teatro de Robertos: “A Rosa e os 3 Namorados”, “O Castelo dos Fantasmas” e “O Saloio de Alcobaça”.

    Este trabalho de recolha da S.A. Marionetas, na área do chamado teatro de fantoches, foi premiado por festivais internacionais na Chéquia (2021), Ucrânia (2017), Tailândia (2014) e Indonésia (2013), e também distinguido pelo contributo para a “preservação e continuidade do teatro europeu de marionetas”, pelo 14.º Festival Mundial da Arte da Marioneta em Praga, em 2010.

    O objetivo da S.A. Marionetas é “não deixar desaparecer o teatro de Robertos, enquanto herança cultural portuguesa.”

    O Teatro Dom Roberto está Inscrito no Inventário Nacional do Património Imaterial desde 2021.

    *com Agência Lusa

  • Ravel e Shostakovich em destaque no festival Cistermúsica

    Ravel e Shostakovich em destaque no festival Cistermúsica

    “Plateias cheias e uma programação diversificada marcaram a última semana do Cistermúsica, com destaque para as apresentações do Officium Ensemble, de La Grande Chapelle e de Le Poème Harmonique”, resume a organização do festival de música de Alcobaça.
    Esta semana o Cistermúsica prossegue com música de câmara dedicada às Variações, Impressões e Ilusões — temática desta 33.ª edição —, e volta a promover um encontro entre Shostakovich e Ravel. Dois ensembles de jovens músicos sobem ao palco. O Quartzo Ensemble, recentemente semifinalista do Concurso Internacional de Música de Câmara Carl Nielsen, traz ao festival uma Balada Francesa, evocando Debussy, Paul Taffanel e a suite Le Tombeau de Couperin, de Ravel. O Maat Saxophone Quartet apresenta uma leitura de Duas peças para quarteto de cordas, do compositor russo e do Quarteto de cordas em fá maior, de Ravel, com um arranjo inédito para saxofones. A proposta completa-se com obras de Luís Tinoco e de Gershwin.
    Na senda dos talentos emergentes, destaque ao BallArte Ensemble, que traz La Balena, uma experiência imersiva que combina elementos de música antiga — com teorba, viola da gamba e violino — e música eletrónica, acompanhadas por projeção de vídeo.
    “Este espetáculo baseia-se num conto que nos relata o impacto que teve na população a descoberta de uma baleia deitada no cimo de uma montanha. Esta aparição gera várias reações que o ensemble recria, transmitindo a atmosfera onírica do conto, redescobrindo a função quase “mística” dos Trovadores e convidando o público a uma viagem por paisagens sonoras inusitadas”, refere a organização.
    Um dos momentos mais aguardados desta viagem musical por Outros Mundos será o concerto de Paula Morelenbaum Bossarenova Trio. O trio apresenta Atlântico, um projeto que celebra os laços transatlânticos, e conta com a participação especial de António Zambujo. No repertório, uma homenagem a nomes como João Donato, Edu Lobo, Ivan Lins, Egberto Gismonti, Caetano Veloso e, inevitavelmente, Tom Jobim — com quem Paula Morelenbaum trabalhou durante uma década.
    Esta semana o Cistermúsica despede-se ainda de três vertentes da sua programação: o Bosque, a itinerância pelas freguesias do concelho e o Ciclo de Concertos em Meio Natural. O palco do Bosque recebe o jazz, rock e funk de Eugénia Contente Trio. A Igreja Paroquial de São Martinho do Porto acolhe Uma Viagem Musical até Ravel, pelo Ensemble Sunrise que apresenta obras de Respighi, Vivaldi, J.S. Bach, Mozart, de Falla e Ravel. Por sua vez, o Ciclo de Concertos em Meio Natural encerra com o jazz dos Estardalhaço da Geringonça, no Barreiro Novo, o planalto que separa a Serra d’Aire da Serra dos Candeeiros.
    Fora do concelho de Alcobaça, a programação Cistermúsica REDES continua. Em Leiria, a Igreja de São Pedro (Castelo) acolhe Histórias de Amor, um percurso musical e poético do Renascimento aos nossos dias, interpretado pelo coro Voces Cælestes, dirigido por Sérgio Fontão.
    Esta edição do Cistermúsica termina no dia 2 de agosto.
    A programação completa está disponível em www.cistermusica.com e os bilhetes estão à venda na bilheteira da Blueticket e na Academia de Música de Alcobaça.
    O Cistermúsica é organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, em parceria com o município de Alcobaça e com a Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça. ■

  • O Ardina contemporâneo proposto por Carlos Enxuto

    O Ardina contemporâneo proposto por Carlos Enxuto

    Carlos Enxuto é mais um dos autores convidado a integrar o grupo que fez propostas artísticas para assinalar o centenário da Gazeta das Caldas.
    O ceramista caldense decidiu criar uma obra que possui o seu traço e que encarou como um desafio que lhe chegou da própria comunidade. Na sua opinião, Gazeta das Caldas “faz parte do ADN da cidade”. Carlos Enxuto quis recuperar a figura do antigo ardina que diz que era um “influencer” de antigamente. “Era ele que apregoava as notícias mais importantes”, sublinhou o artista que se lembra de ver ardinas nas Caldas, durante a sua infância e juventude.
    A peça possui uma base que representa uma pilha de gazetas com o layout dos primeiros exemplares. Esta suporta a designação dos cem anos, numa peça escultórica que representa também um ardina que espalhou as notícias durante as últimas dez décadas. “A palavra escrita é de tal foma importante que os países do norte da Europa voltaram atrás e os alunos acabam por voltar aos manuais em papel, deixando de lado a digitalização”, lembrou o autor.
    Para realizar esta peça, feita em grés, Carlos Enxuto usou técnicas de escultura, usando o barro como matriz. “Junto técnicas tradicionais de trabalhar o barro e outras que são normalmente associadas ao trabalho da escultura”, contou o artista que celebra 35 anos de carreira.
    Para o convidado, a cerâmica vive um bom momento chegando até a ter um papel de terapia. Há um novo interesse pela área e os alunos da ESAD.CR têm redescoberto a cerâmica. No entanto, Enxuto chama a atenção para o facto “de se ter perdido o ensino de trabalhar o barro para se chegar à excelência”. Para o ceramista a exigência é hoje menor “do que aquela que nos era pedida no tempo em que eu estudei no Cencal no final dos anos 80”. Na sua opinião, “há uma grande difusão e procura mas não vejo exigência”, disse.
    Carlos Enxuto estabeleceu-se com o seu próprio espaço de trabalho e, em 1990, foi o vencedor do prémio “Recuperação de Formas Tradicionais” num concurso de design cerâmico.
    Este foi apenas o primeiro de outros prémios que distinguiram o caldense que se dedicou à investigação e experimentação em várias áreas do processo cerâmico. Carlos Enxuto pertence à Academia Internacional de Cerâmica (AIC) e foi convidado pelo Museu da Olaria, para expor na mostra “Diálogos entre o fogo e o barro”.Esta reúne reconhecidos ceramistas do país, todos membros da AIC.
    A mostra vai abrir no próximo sábado, dia 26 de julho, e vai estar patente até outubro, em Barcelos. Participa também nesta mostra a dupla ana+betânia, que têm o seu estúdio de cerâmica nas Caldas.
    O Ardina de Carlos Enxuto -, autor que soma várias exposições em Portugal e no estrangeiro – custa 100 euros e pode ser adquirida na sede da Gazeta das Caldas e também on-line.
    Da peça de celebração será feita uma série de apenas uma dezena de exemplares. ■

  • M. Bandeira Duarte criou Sonho Bordalliano

    M. Bandeira Duarte criou Sonho Bordalliano

    Foram apresentadas, a 16 de julho, em Lisboa, 11 novas sardinhas da coleção da Bordallo Pinheiro. Uma delas pertence ao designer caldense Manuel Bandeira Duarte que foi convidado pela própria marca para criar um exemplar que intitulou “Sonho Bordalliano”.
    O corpo da peça foi decorado com várias ilustrações dispostas cronologicamente e que celebram o princípio do caminho da própria unidade industrial, em 1884, com a marca “Fábrica de Faianças”.
    Nesta sardinha, de cor amarela, marca presença a famosa Jarra Beethoven e o azulejo que decorou o espaço português na Exposição Universal de Paris.
    De um lado está Zé Povinho, personagem que está a celebrar os seus 150 anos, e do outro, está Maria Paciência.
    Estão também o Gato Assanhado, as borboletas, as andorinhas e as rãs, sendo que estas últimas “são um importante símbolo da cerâmica de Bordallo”, disse o autor. A sardinha de Manuel Bandeira Duarte, tal como Rafael Bordallo Pinheiro, também possui um monóculo.
    Para idealizar este exemplar que se dedica à própria história da fábrica “contei com a ajuda da minha consultora sobre Bordalo Pinheiro, a minha amiga e livreira Isabel Castanheira”, disse o autor que esteve presente na festa de apresentação da nova coleção de sardinhas da marca e que aconteceu na capital.
    Entre as restantes propostas contam-se exemplares apadrinhados por personalidades como, entre outros, de Herman José, Bárbara Guimarães e o ator Ricardo Carriço. O humorista apresentou Smile, sardinha que oferece “um concentrado de sorrisos, pontuados a vermelho, cor a que são atribuídas a paixão, a energia e á excitação”, informa nota de imprensa. A apresentadora tem a sardinha “Lambona” que se apresenta “brilhante, franzina, prateada e bela. Na brasa torna a brilhar, o cheiro convida, com gosto bem português, alegra-nos a vida”. Por seu lado, Ricardo Carriço tem a Sardinha da Sorte que “navega” num mar de esperança, onde há sonhos entre trevos de quatro folhas, números mágicos e símbolos de proteção.
    “Ela celebra a energia positiva que une os portugueses: a fé no futuro, o amor, a esperança e a sorte, invocada com um sorriso”, acrescentou a mesma nota. ■

  • Paisagens de Silva Porto para conhecer na Nova Ogiva

    Paisagens de Silva Porto para conhecer na Nova Ogiva

    Depois de Amarante, a exposição chegou a Óbidos no âmbito do projeto Paisagens Visuais, permitindo revisitar a obra de Silva Porto (1850-1893), um dos mais importantes paisagistas do século XIX. A mostra, patente na galeria Nova Ogiva, até 14 de setembro, percorre o trajeto artístico do pintor, desde os primeiros estudos na Escola Industrial do Porto, passando pela Academia Portuense de Belas Artes e pela experiência internacional como bolseiro em Paris e ainda a sua passagem por Itália. “Silva Porto é o introdutor da pintura moderna em Portugal”, começou por explicar o curador da exposição, João Paulo Queiroz, na inauguração (a 18 de julho), partilhando a vida e obra do autor e percorrendo as “paisagens” presentes nos 60 desenhos e pinturas, feitos em França e em Portugal, parte da coleção da Sociedade Nacional de Belas Artes.
    Em 1880, o artista expõe, na Sociedade Promotora, 29 óleos, obras “vivas e intensas” que apresentam Portugal como nunca fora visto. Repete o sucesso anualmente, em exposições independentes do seu “Grupo do Leão” e, em 1890. funda a nova associação, o “Grémio Artístico.” Faleceu aos 42 anos, deixando “uma obra vasta e uma nova forma de pintar”.
    Também presente, o presidente da Câmara, Filipe Daniel, salientou que o concelho quer também afirmar-se nesta área. “Um território sem cultura é um território pobre” disse o autarca, que pretende “democratizar” a cultura, através da possibilidade de acesso por parte de todos aos espaços museológicos.

    Cerca de 60 desenhos e pinturas de Silva Porto estão patentes na Nova Ogiva

    Projeto envolve quatro territórios
    Desde março de 2023 que a Nova Ogiva integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), da DGArtes. Esta integração veio alterar a estratégia deste espaço, de forma a “permitir um melhor desenvolvimento de projetos em parceria, com diversas instituições de elevado reconhecimento nacional e internacional, permitindo a apresentação de uma Programação Cultural de Arte Contemporânea efetiva e de excelência”, explica Carlos Coutinho, chefe da subdivisão de Cultura da autarquia.
    A mostra atualmente patente é resultado de uma candidatura à DGArtes, num trabalho que envolve quatro locais do país. Assim, o projeto “Paisagens Visuais” contempla a circulação de quatro exposições, entre quatro territórios: Silva Porto (Lisboa), Nadir Afonso (Foz Côa), Amadeo de Souza-Cardoso (Amarante) e “Ground Zero” (Óbidos), até maio de 2026. O desenho é o fio condutor desta parceria entre a Sociedade Nacional de Belas Artes, Côa Parque – Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa e municípios de Amarante e de Óbidos.
    O facto da Nova Ogiva pertencer à RPAC “acrescenta muito” ao espaço e a Óbidos, “tornando-se centralidade expositiva de projetos de maior dimensão e de excelência, ambiciosos, inovadores e com impacto crítico e cultural”, salienta Carlos Coutinho. Este reconhecimento permite o acesso a candidaturas RPAC e apoio financeiro da DGArtes, bem como a circulação de exposições e a conexão com os outros espaços e públicos artísticos. Óbidos integra ainda outro projeto de arte contemporânea intitulado “Um silabário por reconstruir”, também resultado de uma candidatura à DGArtes. Constituído por quatro exposições, com obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, estará patente em Óbidos de dezembro deste ano a fevereiro de 2026.
    A galeria Nova Ogiva reabriu em 2005 tendo por base os pressupostos que fundaram o espaço em 1970, pelo escultor José Aurélio. Foi com uma grande exposição do artista plástico, que residiu em Óbidos, que foi reiniciada a divulgação do trabalho de artistas consagrados a nível nacional. A realização de um dos maiores eventos nacionais ligados à arte contemporânea, Junho das Artes, entre 2008 e 2011, a PIM, exposição de literatura e ilustração infantil (inserida no FOLIO) desde 2015, ou a exposição de finalistas de Artes Plásticas da ESAD.CR, desde 2020, são alguns exemplos da sua atividade. ■

  • Músico caldense lançou o seu terceiro álbum

    Músico caldense lançou o seu terceiro álbum

    Moisés lançou novo disco. Caldense estudou cinema mas, por agora, prefere expressar-se através da música.Em breve lançará cassetes deste disco

    “À sombra do amor “ é o título do terceiro álbum do músico Moisés , lançado recentemente. O caldense, que estudou cinema na Covilhã, aprendeu o que sabe sobre música na internet.

    À Gazeta das Caldas o autor – também pintor – contou que este álbum foi produzido, escrito, gravado, mixado e masterizado por ele.

    Além de que é o próprio que também compõe as suas canções inspirando-se no que vai vivendo no seu quotidiano. “também refletem sobre a autodescoberta”, salientou o autor de 26 anos que se dedica ao hip-hop alternativo e abstrato, ao R&B sem esquecer a liberdade do jazz.

    Inspirado por artistas como MIKE, Earl Sweatshirt, gonsalocomc, Navy Blue e MF DOOM, Moisés constrói a sua própria linguagem recorrendo à eletrónica e criando os seus próprios arranjos.

    Moisés – que canta em português – dedicou este seu terceiro álbum ao amor. O caldense ainda contou que se serve das suas músicas para construir uma espécie de diário, registando os momentos mais importantes do que vai experenciando.

    “Reflexo”, foi o primeiro single a ser lançado deste disco, e foi acompanhado por um videoclipe, realizado em Paris, com o seu amigo e colaborador noutros projetos, Guilherme Rocha. “Tentamos gravar em locais interessantes como uma mesquita e no Museu de l’Orangerie junto aos quadros gigantes de Monet”, contou Moisés, acrescentando que o single foi lançado no canal de youtube do artista.

    Sendo um autor independente é o próprio quem está a dar a conhecer o seu trabalho e arranjar sítios para atuar. “Sei que sou ouvido em Lisboa logo faria todo o sentido um concerto na capital”. Moisés também gostava de tocar em locais mais improváveis nas Caldas dado que classifica a sua música como “imprevísivel e obscura”.

    Há três anos Moisés regressou à terra natal onde consegue “pagar as minhas contas ao final do mês”. No entanto, não sabe até quando ficará pois as Caldas “infelizmente não oferece as melhores condições para os artistas”. Para celebrar o lançamento deste projeto, Moisés realizou uma listening party no final de maio, na Galeria Grupius onde o público pode “imergir no universo do álbum através de uma exposição de arte contemporânea, com obras de vários artistas das Caldas, que foram feitas em torno do álbum”, explicou o autor. Moisés também atuou no Festival Impulso, na programação do Caldas Late Night.
    Moisés também faz parte do Cineclube das Caldas e não lhe faltam projetos. Está a preparar um livro que incluirá texto e fotografia de sua autoria. “Em breve, pretendo ainda gravar cassetes do meu último disco”, rematou.

  • Bohio Creative aposta em exposições pop-up

    Bohio Creative aposta em exposições pop-up

    Durante o verão, todos os fins de semana há uma nova exposição para apreciar na galeria situada na Praça

    A Bohío Creative, galeria situada na Praça da Fruta, já iniciou o seu ciclo de exposições que acontecem a cada fim de semana até ao próximo dia 31 de agosto.

    Entre os dias 11 e 13 de julho estiveram patentes obras de Maggie Parnell. A autora norte-americana vive em Leiria há seis anos com o seu marido.

    Ambos viviam no Novo México e trocaram as terras do Tio Sam por esta região do país.

    Desde que se reformou e veio viver para Portugal Maggie Parnell dedica-se a tempo inteiro às artes.

    Começou por se expressar dando primazia à pintura abstrata mas agora veio às Caldas para dar a conhecer ao público o que faz com recurso às colagens e a técnica mista. “Adoro papéis antigos , revistas de outros tempos e de integrá-los nas minhas pinturas”, contou a autora enquanto conduz visita guiada pela exposição.

    A autora diz que o tema das suas obras reflete temas relacionados com a mudança. “Mudámos algumas vezes de localidades e tivemos que começar tudo de novo. Creio que abordo isso no meu trabalho”, contou a autora que gosta ainda de retratar “outros mundos e outras possibilidades”. A artista gosta de refletir sobre “o que poderá existir que nós não conhecemos”.

    Na sua opinião, ter tido a oportunidade de expôr nas Caldas foi “ótimo”, sobretudo porque “é uma oportunidade de rever vários trabalhos e de os tirar do meu estúdio”.

    Maggie Parnell não se arrepende de ter mudado de país. Na verdade escolheu Portugal sobretudo por causa da segurança, que para a autora é algo verdadeiramente fundamental.
    “Temos por cá muitos amigos e de facto sentimo-nos em casa”, disse a artista que, nos últimos 15 anos, trabalhou na venda de imóveis. Já conhecia as Caldas mas para já não troca a tranquilidade que possui em Leiria. A família continua do outro lado do Atlântico mas com o seu marido está bem por terras lusas. Ela dedica-se à pintura enquanto que o seu marido é músico e tem até um estúdio de gravação.

    O ciclo de exposições que só decorre aos fins de semana irá continuar com nova mostra de 18 a 20 de julho de Viriato Silveira. Patrícia Reis apresenta trabalhos de 25 e 27 julho. Katherine Ming marcará presença com os seus trabalhos na Galeria Bohío Creative entre os dias 1 e 3 de agosto.

  • Exposição Obra Gráfica no Centro de Artes

    Exposição Obra Gráfica no Centro de Artes

    A exposição “Obra Gráfica – Gravura e Serigrafia 2025” abriu ao público a 9 de julho no Atelier-Museu António Duarte.

    Os trabalhos de gravura pertencem a 28 alunos finalistas de Artes Plásticas e de Som e Imagem da ESAD.CR.

    Segundo a docente Célia Bragança, as propostas foram realizadas no Laboratório Avançado de Obra Gráfica e podem ser apreciados trabalhos feitos em gravura em chapa, linóleo e serigrafia.

    “É sempre bom para os estudantes poder expor fora da escola, dando assim a conhecer o que se faz na escola”, disse a docente que é também a coordenadora do departamento de Artes Plásticas da escola.

    Neste laboratório os estudantes desenvolvem um projeto individual de obra gráfica original. Os trabalhos presentes são de estudantes que têm três anos de experiência em técnicas de impressão e de artes gráficas contemporânea.

    Entre os alunos que estão a participar nesta mostra coletiva, contam-se alguns oriundos do Brasil e da Polónia e em dois casos deixaram-se encantar pelo espaço verde que envolve a própria escola, escolhendo essa temática para os seus trabalhos.

    “Obra Gráfica – Gravura e Serigrafia 2025” vai estar patente no Centro de Artes até ao próximo dia 29 de setembro. Desta forma será possível dar a conhecer estes trabalhos aos alunos que vão entrar no primeiro ano dos vários cursos da ESAD.CR.

  • Coletivo Osso começa Dias Abertos na próxima sexta-feira

    Coletivo Osso começa Dias Abertos na próxima sexta-feira

    Começa a 18 de Julho a Arca, os Dias Abertos do coletivo Osso. O evento que se estende até 27 de julho, arranca, às 18h00, com uma performance de Luís José Martins. Abre também a exposição “Um Território Comum”. As atividades prosseguem às 21h00, com os concertos de Margarida Garcia e da dupla Marta Zapparoli & Alberto Lopes. Haverá concertos, exposições, projeções de filmes, oficinas, conversas, DJ set e culinária.

  • Visita guiada à exposição patente no Museu de José Malhoa

    Visita guiada à exposição patente no Museu de José Malhoa

    O Museu Malhoa promove a 17 de julho, às 18h00, mais uma sessão do ciclo “Depois, Malhoa”, uma iniciativa que convida especialistas a conduzir visitas comentadas a exposições no museu.

    Nesta edição, o destaque vai para a exposição “Maria de Lourdes de Mello e Castro: uma esplêndida lição”, que será apresentada através do olhar da curadora Sofia Bandeira Duarte. A visita permitirá um percurso aprofundado pelas mais de 70 obras da artista em exibição, entre pinturas, desenhos, documentos pessoais e publicações, oferecendo a oportunidade de contactar com diferentes fases da produção artística de Maria de Lourdes de Mello e Castro.

  • Beatriz Graça está na Grupius até ao final de agosto

    Beatriz Graça está na Grupius até ao final de agosto

    “Under the mud” é como se designa a mostra de Beatriz Graça que abriu portas a 12 de julho na Galeria Grupius.

    A artista, que se formou em Artes Plásticas na ESAD.CR, trouxe vários quadros onde utiliza argila e pigmentos naturais. Tendo em conta o contexto atual do que se vai passando no mundo, a artista decidiu dedicar esta mostra à guerra pois eram imagens de conflitos que lhe iam surgindo enquanto trabalhava com estes materiais orgânicos.

    Tirando partido da plasticidade do material, a autora resolveu dedicar a mostra a esta problemática sem contudo especificar o conflito.

    Os quadros de barro – que se referem aos ambientes de desespero, de destruição e de insegurança que se vivem em vários países – rodeiam a peça central da mostra, intitulada “I’m sorry” numa espécie de tributo a quem está a sofrer por causa da guerra. Segundo a autora, as obras dialogam entre si. Beatriz Graça é neste momento monitora de Artes Plásticas na Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger onde trabalha com jovens autistas. A Galeria Grupius tem várias exposições programadas para o verão e está a preparar também uma Black Friday para o próximo mês de outubro com descontos em peças de autor. “Já estamos a receber a propostas dos próprios artistas”, contou Fátima Andrea, uma das responsáveis da Grupius. A próxima mostra abre a 29 de agosto e é da autoria de Pedro Rolo, do Coletivo Grave.

  • Coleção que celebra o Centenário

    Coleção que celebra o Centenário

    Bandeira Duarte celebra o semanário e a cidade

    Manuel Bandeira Duarte foi mais um dos artistas convidados a realizar uma proposta que assinala o centenário da Gazeta das Caldas. Para o designer “foi uma honra “poder apresentar uma obra sobre os 100 anos do semanário” e quis criar algo que também tivesse a sua marca, a sua assinatura. Para criar “Traços de um Século” pesquisou nas edições da Gazeta, tendo criado uma composição digital que uniu várias das suas aguarelas e desenhos a tinta da china. O autor decidou fazer referência não só a páginas fundamentais do semanário como a primeira, publicada em outubro de 1925, mas também a espaços importantes como os Pavilhões do Parque que acolheram a primeira sede do jornal. “Cem anos da Gazeta das Caldas são igual número de histórias da própria cidade”, explicou o autor que retratou factos e lugares relevantes da cidade tais como o assinalar dos quatrocentos anos da morte da Rainha D. Leonor ou a inauguração do busto de José Malhoa no Largo dr. José Barbosa em 1928. Um ano antes, Caldas da Rainha foi elevada a cidade. “Há uma ligação entre a escolha das ilustrações e várias edições da Gazeta”, explicou o designer. Nesta sua proposta estão outras referências como a inauguração da estátua da Rainha na entrada da cidade a 15 de setembro de 1935 ou do Posto dos Correios, em 1940, no centro da cidade, Nesta sua proposta não foram esquecidos acontecimentos mais recentes e, por isso, estão presentes o 16 de março de 1974, o 25 de Abril e o 1º de Maio. O autor retratou também vários elementos gráficos como por exemplo o atual cabeçalho deste semanário. Tecnicamente, o autor criou uma composição digital juntando várias das suas pinturas e desenhos, inspirados na recolha das notícias.

    “O trabalho foi de facto muito desafiante”, disse acrescentando que “quis juntar a história da Gazeta e das Caldas, lado a lado”. O autor – que está envolvido em projetos relacionados com o ambiente e com o comércio local – criou uma dezena de obras que podem ser adquiridos on-line ou na sede da Gazeta Caldas.

  • Orfeão Caldense prepara retorno e abre-se  a novos elementos

    Orfeão Caldense prepara retorno e abre-se a novos elementos

    Orfeão das Caldas quer renovar o seu coro e tem mais projetos que gostaria de implementar nos próximos tempos

    O Orfeão Caldense é uma das entidades mais antigas das Caldas da Rainha. Em 2024 celebrou o 90º aniversário e agora pretende renovar o seu coro e conta com um novo maestro, Augusto Lino, que deu aulas no Conservatório Caldense e que está atualmente a trabalhar na Academia de Óbidos. O início do Orfeão Caldense data de 1932 e o grupo, que chegou a ter 140 executantes, estreou-se no Teatro Pinheiro Chagas.

    Segundo Filipe Ferreira, o presidente da atual direção, pretende-se renovar o Orfeão Caldense, dando continuidade à própria história desta entidade. “Procuramos pessoas com vontade de cantar, com ou sem formação. Temos as inscrições abertas”, disse o dirigente acrescentando que se aceitam jovens e adultos a partir dos 15 anos.

    “Se for possível gostaríamos de começar a trabalhar em setembro”, disse o presidente.
    Segundo Ruth Horta, a anterior maestrina que pertence à mesa da Assembleia, não se pretende constituir um coro profissional mas “queremos vozes com que o novo maestro possa trabalhar ou seja o mais próximo do profissional possível”.

    Augusto Lino, o novo maestro, tomará decisões sobre o repertório do Orfeão Caldense podendo até incluir alguns dos temas que eram trabalhados anteriormente.

    As vozes dos candidatos a coralistas serão avaliadas e no caso de serem aceites no “casting” passarão a fazer parte deste grupo que quer ser considerado como as entidades históricas da cidade: “a Mercearia Pena, a Casa Antero ou a Gazeta das Caldas”, sintetizou Filipe Ferreira.

    O Orfeão Caldense está a pensar em implementar um segundo projeto musical, provavelmente mais dedicado a canções tradicionais. E ideias não faltam a este grupo, interessado em iniciar uma nova fase e que até gostariam de incluir aulas de canto e de formação musical. Há ainda um sonho antigo deste grupo caldense que gostaria de iniciar um futuro coro infantil.

    “Temos de facto vários projetos mas por agora se conseguirmos arrancar em setembro gostaríamos de poder atuar no Natal “, disseram os dirigentes.

    O Orfeão Caldense, que conta com o apoio da autarquia e das uniões de freguesias da cidade, tem a sua sede no antigo Hotel Madrid, no Largo João de Deus, em pleno centro histórico da cidade. Os ensaios do Orfeão Caldense decorrerão às quartas-feiras às 21h00 nas instalações da Universidade Sénior.

    Os coralistas pagarão sete euros por mês.

    O Orfeão Caldense espera poder divulgar esta nova fase junto da comunidade nas Tasquinhas onde terá um stand.

  • Há livros escritos no feminino e para todos os gostos, nascidos na região. Autoras dizem o que as inspira

    Há livros escritos no feminino e para todos os gostos, nascidos na região. Autoras dizem o que as inspira

    Mundos fantásticos criados de raiz, estórias infantis onde se abordam questões sérias como o racismo ou o bullying ou ainda a partilha de sentimentos que surgem em várias fases da vida são algumas das propostas literárias de autoras desta região. São boas sugestões para esta altura de férias, quando há mais tempo para dedicar ao lazer

    Criar de raiz um mundo de fantasia

    Autora que vive no concelho de Óbidos dedica-se com êxito ao mundo da fantasia

    Teresa Noronha, 34 anos, reside no concelho de Óbidos e lançou, a 10 de julho, para as livrarias o seu livro de estreia, “A profecia dos Dois Lobos” (Saída de Emergância).
    Antes a autora fez uma pré- apresentação na Feira do Livro de Lisboa que foi um sucesso já que vendeu 80 livros nessa sessão.
    Trata-se de romance de fantasia dirigido ao público jovem adulto.
    A autora vive na Praia Del’ Rei desde dezembro de 2022, altura em que a sua casa em Lisboa, em Sete Rios, foi gravemente afetada por uma grande inundação, causada por um temporal.

    A sua segunda casa, para as férias, passou então a ser a única e mudou-se de bom grado, com o companheiro, para a região Oeste, onde ambos gostam de viver.
    Após ter estudado fotografia e de ser mestre em Finanças, por agora Teresa Noronha deixou esse lado profissional – corporativo, financeiro e numérico – pois está dedicada em exclusivo à literatura e a promover o seu livro de estreia.

    Ainda frequentava o secundária e já se interessava pela leitura de obras de fantasia. “E aventurei-me a escrever dedicando-me a esta área”, disse a autora que acrescentou que desde então “nunca mais parei de escrever”.

    E contou à Gazeta das Caldas que o primeiro draft deste livro foi escrito em 2009 e agora reescrito antes do lançamento, dado que “a minha escrita tinha evoluído ao longo de 16 anos”. E até já tem escritos os próximos volumes desta história.

    “Escrevo para um público com idades entre os 18 e os 30 anos”, disse Teresa Noronha, explicando ainda que se dedica a romantasy, isto é, a um estilo literário que mistura romance e fantasia. A história criada por Teresa Noronha passa-se num mundo que não existe no planeta Terra. Ou seja, foi totalmente criado por esta autora.

    A narrativa passa-se em Naznir, num tempo medieval, onde os feiticeiros são perseguidos e queimados na fogueira pois acredita-se que estes roubaram o poder de uma deusa.

    A protagonista do livro é Kathryn que foge de casa da família quando esta última queria que ela casasse. Além de se envolver nalguns sarilhos, a personagem será aprisionada no castelo por um mestre feiticeiro.

    A protagonista irá envolver-se e saber mais sobre o mundo de feiticeiros e constatar que afinal era errado o que julgava saber e até “vai quer ajudá-los”. Este é portanto o primeiro livro da saga Crónicas de Naznir e que será composto por duas triologias que a autora está a reescrever.

    Sendo um género menos comum, Teresa Noronha está satisfeita com a reação dos leitores que já leram esta sua obra de estreia.

    Neste momento já está dedicada ao segundo volume desta história.

    A autora gostava de dar a conhecer este seu mundo de fantasia levando “A profecia dos dois lobos” às escolas da região.

    Teresa Noronha inspira-se em mundos de fantasia de autoras como Sandra Carvalho e decidiu que agora era a altura de dar a conhecer ao mundo o seu mundo fantástico que acaba sempre por ter um âncora no real. Teresa Noronha, que é também autora do mapa de Naznir, que está na contra-capa do livro diz que a sua história se passa em tempos de “espadas e cavalos”.

    Obra dedica-se à diversidade e à inclusão

    Um livro contra os preconceitos e a favor da inclusão

    Natércia Inácio nasceu na Nazaré, vive em Alcobaça e é educadora social. Diz que trabalha com as fragilidades humanas e atualmente ligada à área da deficiência.
    “A Sereia Isobella” é o seu segundo livro, tem ilustrações de com ilustrações de Tânia Bailão Lopes e, apesar de já ter alguns anos, foi recentemente apresentado na Biblioteca das Caldas.

    Nesta obra “interessa-me tratar a pedagogia da convivência”, disse a autora, de 54 anos, que conta que nas suas estórias se trabalham os valores.

    Também se dedica a contar histórias e, nas Caldas, teve a colaboração da contadora de histórias Guida Bruno “que conhece bem a Sereia Isobella!”.

    Além da contadora, também participa nas sessões o monstro, que é o feiticeiro dos mares e que “salta” do próprio livro para “amedrontar” o público.

    A autora e o marido (que interpreta o mostro) são amantes de teatro e ambos também se dedicam à poesia.

    Este livro, que se encontra à venda na Gazeta das Caldas, já foi apresentado em várias localidades, sobretudo em escolas e em bibliotecas da região Centro.

    “Acho que escrevo de forma simples, o que ajuda para ser lida tanto por avós e netos”, contou Natércia Inácio.

    Antes de vir às Caldas, o livro fez um sucesso numa apresentação que aconteceu num lar de idosos.

    A personagem Isobella tem um cabelo farto e tem pele escura e por isso este livro “também se reflete muito sobre inclusão”, disse autora.

    Também se fala sobre a questão do peso e das calorias que é também motivo de bullying entre os mais novos. A própria narrativa reflete sobre o racismo, numa altura em que a multiculturalidade marca presença forte nas escolas do país.

    Neste livro que se passa no mar onde vive a sereia Isobella, há outras personagens como a menina, a sardinha, o polvo e outras que ajudarão a dinamizar a narrativa, Natércia Inácio vai continuar a escrever livros e a dedicar-se aos temas da inclusão.

    No seu próximo livro “Lira, a Fada dos Livros” haverá uma fada com síndrome de Down.
    “Este é um mundo onde temos que caber todos! Assim como também deve acontecer na literatura”, referiu a autora.

    “A Sereia Isobella” foi editada pelos Amigos das Letras, da qual a autora também faz parte.

    A obra conta com um prefácio de José Fanha que é um amigo da autora, pois estudou com o seumarido. “Todas as fragilidades humanas interessam-me”, disse a autora que também vai contar as suas histórias às prisões.

    Em 2014 Natércia Inácio publicou o seu primeiro livro, “A Contadora De Estórias” que contém vários contos e um poema. Em 2020 esta obra foi transcrita para Braille pelo CRID (Centro de Recursos para a Inclusão Digital) do Politécnico de Leiria.

    A autora tem vários poemas publicados em antologias poéticas não só em Portugal mas também no Brasil.

    Natércia Inácio é presidente da Direção da Associação ALMA – Amigos das Letras, das Artes e da Cultura de Alcobaça, e que também dinamiza. Faz também parte do Grupo S. O. S. Contadores de Histórias e trabalha em projetos de Desenvolvimento Comunitário que dão a conhecer costumes e tradições da região aos mais novos.

    Além dos clássicos como Eça de Queirós e Fernando Pessoa, admira outros como Jorge Amado e aprecia a escrita de Isabel Allende e de Mia Couto.

    A Sereia Isobella

    Partilha de sentimentos em “Para mim, com amor”

    Nova obra em prosa poética de Patrícia Patriarca reúne textos escritos em várias alturas da sua vida

    “Para mim, com amor” é o mais recente livro de Patrícia Patriarca, a escritora residente no Olho Marinho, que é autora das obras “Não há finais felizes”, “Diário de uma portuguesa em Angola”, “Diário de uma portuguesa por aqui e por ali” e do livro infantil “Um arco-íris de penas”.

    Este mais recente livro, apresentado na sua terra Natal no passado domingo, traduz uma “evolução muito pessoal”, e reúne textos que foi escrevendo em várias alturas da sua vida. “Alturas em que estava triste, outras em que estava frustrada com o mundo, outras feliz e outras em completo amor por mim”, conta a escritora sobre as “cartas” que escreveu para “perceber que não é normal estar feliz a 100% do tempo”.

    De acordo com a autora, esta obra surge como um seguimento de “Não há finais felizes” e é sobre os sentimentos que ficam após o fim de uma relação amorosa, como se lida com a perda, solidão, tristeza, arrependimento e saudade e depois toda uma evolução pessoal sobre aceitação, amadurecimento e a descoberta do amor próprio. “Acho que os textos mais antigos que constam no livro datam de 2018 e os mais recentes são de 2025, altura em que me apercebi que tinha uma coleção bastante boa para o compor”, explica à Gazeta das Caldas.

    A autora, que encontra inspiração em filmes, livros, arte, natureza ou em histórias de vida, para este livro encontrou a inspiração dentro de si, dos seus sentimentos e como precisava de lidar com eles.

    O “Para mim, com amor” foi inicialmente apresentado na Feira do Livro em Lisboa e agora na sua terra, onde contou com a participação de Joaquim Sobreiro Duarte, o representante da “Edições TOTH” e a ilustradora Mariana Matos, que já trabalhou com Patrícia Patriarca no livro infantil e que, para além das ilustrações, desenhou a capa e contracapa do livro. Mulheres que a escritora considera importantes na sua vida leram alguns dos textos.

    Em outubro, a obra será apresentada no Folio deste ano e Patrícia Patriarca conta estar presente na Frutos e em várias feiras do livro do país e, possivelmente, no Funchal, para o próximo ano.

    Coproprietária da hamburgueria “Masters Burger” em Ferrel e na Nazaré Patrícia Patriarca não dedica à escrita o tempo que gostaria. No entanto, não lhe faltam ideias e projetos. Anseia estrear-se na ficção e na sua mente já tem ideias para dois livros. “Tenho as personagens imaginadas, as suas características, consigo vislumbrar na minha mente situações, enredos, só preciso mesmo é de tempo para o colocar no papel”, conta. Quer também fazer outro livro infantil, fazer uma nova edição “Um arco-íris de penas” em capa dura, maior e bilíngue (português e inglês) e, sobretudo “não quer deixar de escrever. “É o que me deixa feliz”, concretiza.

    Apaixonada pela natureza e defensora acérrima dos animais, Patrícia Patriarca é uma “sonhadora inveterada”, irmã mais nova de três e tia orgulhosa de quatro sobrinhos. Participou no projeto literário europeu CELA, onde foi uma dos três escritores portugueses presentes e, através do qual, participou no festival literário em Ljubljana, na Eslovénia. Teve presença em várias edições do Folio onde apresentou dois livros e no evento Latitudes com os livros de viagens. Recentemente esteve no Salon du Livre em Genebra onde recebeu um prémio literário.

  • Memórias da Cidade Cerâmica: testemunhos de mãos que moldaram o barro

    Memórias da Cidade Cerâmica: testemunhos de mãos que moldaram o barro

    O trabalho é um fator de identificação pessoal e social que contribui para definir o nosso lugar no mundo.

    Na vida profissional estabelecemos relações de pertença e identificação com um grupo com quem percorremos o mesmo caminho, com quem construímos uma memória comum, com quem convivemos em família alargada.

    São relações para a vida, que não se extinguem, antes perduram para além da cessação da atividade profissional.

    Na génese da nossa Cidade há Água e Barro.
    A Cerâmica, a que tantos caldenses dedicaram a sua vida profissional, é um fator de identificação coletiva.

    Ao longo de Cem Anos, a Gazeta das Caldas sempre abriu as suas páginas ao mundo da Cerâmica.

    No ano em que celebra o seu CENTENÁRIO lança um desafio aos antigos trabalhadores da indústria cerâmica do concelho de Caldas da Rainha para partilharem connosco a sua história.

    O projeto “MEMÓRIAS DA CIDADE CERÂMICA”, é uma iniciativa que visa a recolha para memória futura do testemunho de homens e mulheres que contribuíram com o seu trabalho para a criação de um território ligado à indústria cerâmica.

    Partilhe connosco a sua história, colaborando neste projeto.

    Deixe-nos o seu contacto através do e-mail: memorias.cidade.ceramica@gazetadascaldas.pt ou diretamente na Gazeta das Caldas.

    Contamos consigo!

    Comissão do Centenário da Gazeta das Caldas

  • Teatro da Rainha de volta ao Céu de Vidro

    Teatro da Rainha de volta ao Céu de Vidro

    Companhia teatral lamenta não ter sede e propõe regressar ao espaço que foi a Casa da Cultura onde o grupo começou ou então mudar-se para o CCC

    O Céu de Vidro acolheu, a 5 de julho, a exposição “Expo 40 anos de Teatro da Rainha” que reúne fotografias, cartazes, bandas sonoras, desenhos de cenografia e figurinos, dos primeiros cinco anos de atividade do Teatro da Rainha e das produções levadas à cena nas imediações do Parque.

    Na apresentação, o diretor da companhia, Fernando Mora Ramos afirmou que a atual espaço que ocupam, na Praça da Universidade, “é uma boa sala de ensaio, mas de teatro muito precário”.

    Para o encenador “merecemos outra casa!”. E revelou que o grupo está disponível para que se recupere “esta ruína cultural com um projeto nosso, como espaço de teatro a que voltaríamos de boa vontade”.

    Segundo Mora Ramos, em alternativa, pretendem aprofundar a relação com o CCC e “dispôr a tempo inteiro do pequeno auditório”. Ainda informou que “nada disto significa desistir do projeto da construção da sede para o grupo, na Praça da Universidade”, afirmou, acrescentando que o que pretendem é “encontrar uma segunda casa precária”.

    O que acontece em relação à sede do grupo é que “nada foi feito nestes últimos quatro anos”, queixou-se o encenador. Era suposto que se tivesse faseado a intervenção e na verdade “nada se fez”.

    “Estamos disponíveis para transformar de novo este espaço num espaço cultural, na lógica contra o hotel que ainda não se percebeu se avança ou não”, referiu.

    A vereadora da Cultura, Conceição Henriques, recordou que antes de ser autarca publicou na Gazeta das Caldas que a concessão dos Pavilhões , na sua opinião, não deveria incluir o espaço da Casa da Cultura pois este faz falta à cidade. Já integrando o executivo camarário mantém a sua posição, mas feito o acordo com a Visabeira “logo não é possível reverter a situação”. A autarca referiu que é preciso remodelar o projeto para a sede do grupo e afirmou que “não desistiremos desse desígnio conjunto. A solução há-de ser encontrada”, rematou a autarca, que sublinhou que é com orgulho que se dá os parabéns a este grupo teatral a quem não falta resistência e resiliência.O grupo continuará as ações que assinalam os 40 anos do seu percurso, iniciado em 1985 na então Casa da Cultura.

    O grupo representou nos dias 4 e 5 de julho récitas da peça “A Noite dos Visitantes” de Peter Weiss com encenação de F. Mora Ramos no Nadadouro e no Carvalhal Benfeito. Esta peça, que é uma coprodução com o Teatro das Beiras, será representada também entre os dias 15 e 21 de julho na ruína da Casa da Cultura, no Parque.

    Presentes estão os materiais gráficos e alguns adereços das peças realizadas no Parque e nas imediações como no Largo da Igre. do Pópulo
  • “Sons da Água” para ver no Museu do Hospital

    “Sons da Água” para ver no Museu do Hospital

    Antigo docente, músico e pescador desportivo é também pintor e mostra o seu trabalho em museu caldense

    António José Xavier gosta de pintar as paisagens e a natureza. Nada disto é exatamente como é na realidade. “Coloco tudo ao meu jeito, através da forma e da cor”, disse o autor na inauguração da sua exposição, “Sons da Água”, que decorreu no sábado, 5 de julho, no Museu do Hospital e das Caldas.

    Na abertura da mostra, a vereadora da Cultura, Conceição Henriques enalteceu as atividades da sociedade civil caldense, algo que não é assim tão comum noutras localidades da dimensão das Caldas.” Acrescentou ainda que esta mostra é muito oportuna e deveria estar incluída na celebração do legado da Rainha D. Leonor.

    A exposição é constituída por vários núcleos dedicados às pinturas da região como a Praia de S. Romeu que fica próximo de S. Martinho, a zona da Barosa ou a Pedra da Escada que fica na Foz do Arelho. “Transformo as paisagens da forma que gosto dado que é esta a forma como eu vejo os lugares”, disse o autor à Gazeta das Caldas. Começou a pintar aos 12 anos ainda no Colégio e depois de altos e baixos voltou a dedicar-se aos pincéis, agora que se reformou do ensino. Diz que tem aprendido muito com cursos online. António José Xavier trabalha com aguarela, guache e acrílico e vai experimentar novas técnicas recorrendo à tinta da china sob papel de arroz.

    O autor foi ainda convidado pela autarquia para realizar nova mostra, no próximo ano, na Galeria do Posto de Turismo.

    Isabel Xavier, irmã do artista, destacou que este “demonstra sempre grande disponibilidade para aprender, em qualquer área que abraça com paixão ao longo da vida”. Interessa-se pela pesca desportiva, pela música e agora pela pintura. Segundo a irmã, António José Xavier domina a aguarela “com grande mestria, cujo domínio foi conquistando através da formação, aprendizagem e dedicação de um tempo que nunca é ocioso”. A historiadora recordou que a mostra destaca a água e foi esta última “que deu origem às Caldas, ao Hospital Termal e ao Museu”.

  • Jovem italiano de Deruta faz workshop nos Silos

    Jovem italiano de Deruta faz workshop nos Silos

    O jovem Francesco Branda, de 21 anos, veio de Itália para as Caldas no âmbito do protocolo feito entre as cidades das Caldas da Rainha e de Deruta.

    O autor, que trabalha peças de joalharia, onde inclui pequenas peças de cerâmica feitas pela sua mãe, Annalisa Piccioni que possui o seu atelier cerâmico em Deruta.

    A residência artística está a decorrer com a ceramista Mariana Sampaio, que tem o seu espaço nos Silos.

    “Estamos a realizar um intercâmbio e depois iremos a Itália para ensinar as técnicas do areado e do musgado, típicas da cerâmica caldense”, contou a ceramista que é também artista plástica, formada na ESAD.CR.

    As peças italianas, que antes serviam para equilibrar os teares, são agora usadas como peças decorativas, usadas com a joalharia. Para Francesco Branda estes intercâmbio “são ótimos para aprender novas tecnicas e conhecer outras culturas”. O jovem que está a gostar de estar nas Caldas, onde tem por perto o Atlântico e diz que cidade “é maior” do que Deruta.

    O autor dividiu banca com Mariana Sampaio na última edição do Bazar à Noite, a 5 de julho onde também divulgou o workshop que fará com a ceramista a 19 de julho, entre as 14h00 e as 18h00, nos Silos. Neste “Italy meets Portugal” os participantes poderão realizar o seu colar e a sua pulseira, aprendendo joalharia e juntando peças de faiança italianas e portuguesas.

  • Patrícia Patriarca apresenta novo livro no Olho Marinho

    Patrícia Patriarca apresenta novo livro no Olho Marinho

    Patrícia Patriarca lança a 13 de julho, pelas 16h00, no auditório da Junta de Freguesia, o seu novo livro “Para mim com amor”, uma compilação de textos como se fossem cartas de amor próprio dirigidas a nós próprios. A obra será apresentada por Joaquim Sobreiro Duarte. Patrícia é autora de “Não há finais felizes”, “Diário de uma portuguesa em Angola”, “Diário de uma portuguesa por aqui e por ali”, “Um arco-íris de penas” e “Para mim, com amor.

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