Category: Cultura

Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.

  • Evento – SA Marionetas no palco do Chaby Pinheiro na Nazaré

    Evento – SA Marionetas no palco do Chaby Pinheiro na Nazaré

    A 12 de Julho, sábado, às 21h30, no Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré. Trata-se da nova produção da Companhia SA Marionetas, “Cabaret Voltaire”, estreado a 21 de Junho. A peça passa-se em plena 1ª Guerra Mundial e retrata a vida de um café em Zurique, chamado Cabaret Voltaire. Este acolhe artistas vindos de todo mundo fugidos da guerra. É o ponto de encontro da arte de vanguarda da primeira metade do século XX.

  • Coleção que celebra o  Centenário

    Coleção que celebra o Centenário

    “As 100 impressões” propostas por Bolota

    A caldense Isabel Claro, mais conhecida como Bolota, integra o grupo que desenvolveu obras atualmente sobre a temática do centenário deste semanário.

    “Foi uma honra poder fazer uma peça para esta comemoração”, disse a artista até porque a Gazeta das Caldas “faz parte da minha vida desde sempre onde havia sempre algo de interessante para ler”.

    Na sua opinião, o jornal tem vindo a acompanhar o percurso dos autores e, como tal, encarou o convite como um desafio que homenageia o percurso do semanário e que também tem a assinatura da autora. A obra é um painel onde os pedaços cerâmicos representam as notícias. Os painéis de Bolota, “assim como a Gazeta das Caldas também não tem páginas iguais ”, também os pedaços de cerâmica, que representam notícias são todos diferentes, por serem criados de forma artesanal. Assim a série de dez painéis, diferentes entre si são feitos em grés.

    “É todo esculpido à mão, pois vou cortando, laminando, fazendo as dobras e depois colando os vários pedaços”, contou a autora acrescentando que depois da peça ser cozida, aplica-lhes os vidrados e dá-lhe o seu próprio traço.

    O trabalho no atelier Bolota dá resposta às encomendas de algumas lojas situadas em Óbidos, Lisboa, Sintra e Lagos. Como são lojas “bem escolhidas”, acabam “por trazer novos clientes ao espaço de trabalho nas Caldas”. O artesanato cerâmico é sempre feito “com muito cuidado e em pequenas séries”. Mesmo com a utilização de alguns moldes as peças “são sempre terminadas à mão”. Bolota tem feito vários trabalhos para habitações, como painéis e lavatórios em grés, muitos para residentes estrangeiros. Bolota reconhece que se inspira na olaria e no uso dos escorridos, típicos da cerâmica caldense, está também a trabalhar na renovação e reinvenção de obras que unem metais com cerâmica. A peça “100 Impressões”custa 100 euros e pode ser adquirida on-line ou no jornal.

  • Biblioteca das Caldas organiza mostra sobre a Rainha com documentos históricos

    Biblioteca das Caldas organiza mostra sobre a Rainha com documentos históricos

    A vida e obra de D. Leonor está em destaque no Turismo, numa iniciativa da Biblioteca caldense. Acolhe documentos importantes da fundadora das Caldas

    “Nas Águas da História: O Legado da Rainha D. Leonor” abriu ao público no sábado, 5 de julho, na galeria do Espaço Turismo.

    A mostra, cuja inauguração foi muito participada, acolhe manuscritos a livros, publicações periódicas e material iconográfico que pertencem ao fundo local da Biblioteca das Caldas, que organizou a iniciativa. A vereadora Conceição Henriques na inauguração afirmou que D. Leonor “foi uma rainha extraordinária que gerou aqui um novo território”, logo, para nós caldenses, rainha D. Leonor “é uma figura fundacional”. ainda não se falava em férias em termos gerais e já existiam nas Caldas as “férias termais”.

    A Rainha foi fundamental não só na criação do território mas também na criação de uma certa identidade local que ainda hoje existe.

    A autarca ainda se referiu às vagas de receção aos refugiados, referindo que “esse contacto permanente com o outro, torna-nos mais abertos a receber outras pessoas”. E conta que por causa das artes, há hoje “muitos interessados em querer vir viver para esta região”.
    A bibliotecária Aida Reis fez a visita guiada por esta exposição, dando a conhecer alguns dos doadores e algumas aquisições por parte do município, de documentos e obras que permitem que se conte a história desta região.

    Presente está um fac-símile de um Livro de Horas da própria Rainha e cujo original se encontra na Biblioteca Nacional. Trata-se de uma obra de devoção medieval, popular entre a nobreza e a elite entre os séculos XIV e XVI. Eram usados para a oração privada e têm textos litúrgicos como salmos e orações para as diferentes horas do dia. Estão expostos dois manuscritos do século XVIII e entre os impressos, o mais antigo data de 1726. Estão também presentes várias edições da Gazeta das Caldas, semanário que está a celebrar o seu centenário e não lhe faltam artigos sobre a Rainha ao longo da sua história. Inclui outras publicações periódicas como Os Cavacos e O Progresso, além de postais ilustrados e fotografias que mostram a evolução da própria cidade.

    Numa das paredes da galeria apresenta-se uma linha do tempo que assinala os momentos centrais da vida desta Rainha desde o seu casamento, nascimento do filho até ao assassinato do seu irmão. Também as datas referentes à Carta de Privilégios – emitida em 1488 – que se atribuía a quem viesse morar para esta zona, assim como a fundação do hospital em 1485 nas então Caldas de Óbidos.

    Presentes estão várias imagens do Hospital Termal que sofreu várias transformações ao longo dos tempos. Também se encontram documentos sobre a capela do Hospital que passou a ter torre sineira e pia baptismal, “condições necessárias para se tornar igreja matriz”, contou a bibliotecária.

    Aida Reis salientou o papel de D. João V nas Caldas, que mandou criar os várias chafarizes da cidade, além de uma das reformas do seu hospital.

    Estão também para apreciação documentos relacionados com as análises científicas às suas águas termais até às diferentes vivências sociais que se desenvolveram ao longo dos séculos.

    Presentes estão igualmente obras de vários biógrafos da rainha como Frei Jorge de S. Paulo, Fernando da Silva Correia e Augusto da Silva Carvalho.

    Em várias vitrines podem ser vistos o Livro do Compromisso, fundacional da Hospital Termal, várias referências a Gil Vicente, protegido de D. Leonor e que representou autos na cidade como foi o caso de Auto de S. Martinho que foi estreado na Igreja do Pópulo em 1504.

    Patente até ao dia 14 de agosto, esta exposição que dá a conhecer o Fundo Local da Biblioteca das Caldas da Rainha sobre a fundadora da cidade.

  • Há cuteleiros a reciclar metal para fazer as suas facas

    Há cuteleiros a reciclar metal para fazer as suas facas

    Certame recebeu autores que reciclam materiais para fazer facas e iniciantes. Gazeta entrevistou o cuteleiro mais novo. Tem 12 anos

    Justino Pavia é do Alentejo e sempre se habituou a ter canivetes, sendo que os primeiros foram oferecidos pelo seu pai. “Hoje sou eu que os faço”, disse com orgulho o cuteleiro em cuja mesa de família, cada elemento tem o seu próprio canivete.Embora sempre ligado aos

    canivetes e nos anos 90 esteve na Alemanha onde contactou com a cutelaria artesanal germânica e também francesa. A partir de 1996 começou a frequentar salões internacionais. Esteve também nos EUA e fui fazendo, adquirindo conhecimentos com alguns mestres sobretudo gauleses.

    É esta história que Justino Pavia conta no seu livro que foi apresentado na Naifa. Faz tudo de raiz e até gosta de preparar os aços de carbono e de damasco. “Uso aço reciclado por exemplo usei em facas o aço usado numa bicicleta velha lá de casa”, contou o autor. Em tempos idos, o metal das lâminas de alguns dos seus canivetes “já foram os raios de uma das rodas da bicicleta”. Francisco Rodrigues tem 12 anos e veio de Coimbra às Caldas para visitar a Naifa. A arte da cutelaria vem do bisavô e o jovem ganhou o gosto de fazer as suas próprias facas. E veio mostrá-las aos profissionais que se reuniram neste certame. O futuro engenheiro promete continuar a dedicar-se não só à cutelaria como também quer aprender marcenaria.

    Paulo Tuna foi o coordenador da Naifa e estava satisfeito no final com o sucesso do evento.
    “As Caldas é a cidade ideal para receber pessoas”, disse o cuteleiro que é também artista plástico, formado na ESAD.CR. Na sua opinião a Naifa tem que ser consolidada e divulgada mais cedo entre os seus públicos preferenciais que são os chefs de cozinha e os caçadores.
    A iniciativa também teve em conta as próprias necessidades dos cuteleiros e ,por isso, houve bancas de maquinaria de corte e gravação a laser, máquinas lixadoras e dois fornecedores de aços, oriundos do estrenageiro.

    “Para uma primeira edição foi muito bom tendo em conta as reações dos participantes e do público”, disse o organizador que também pertence à Centra. Houve três momentos especiais durante o decorrer da Naifa: a apresentação do livro de Justino Pavia, um workshop coordenado por Paulo Tuna que ensinou como é que devem afiar facas. E o momento mais alto foi a competição de corte que pôs 11 cuteleiros a competir entre si para ver qual das facas cortava melhor. O vencedor foi Tiago Garcia que veio do Painho (Cadaval). Os prémios foram barras de aço, merchandising da Naifa e uma garrafa de vinho.

  • Cuteleiros nacionais e internacionais reunidos no fim de semana no CCC

    Cuteleiros nacionais e internacionais reunidos no fim de semana no CCC

    Meia centena de cuteleiros, de Norte a Sul e de outros países como Paquistão ou Argentina, transformaram o CCC num espaço de homenagem ao ofício milenar da cutelaria. Durante dois dias houve vendas, partilhas, tertúlias, concursos de corte e convívio numa edição de estreia da Naifa, evento que cativou participantes e público. Para o ano, haverá novo evento internacional

    O foyer do CCC deu lugar a algo completamente novo. Perto de meia centena de expositores de cutelaria nacional e internacional, reuniram-se nos dias 5 e 6 julho na Naifa, iniciativa, que segundo a própria organização, atraiu mil pessoas.

    Organizado pela Centra, o Grupo de Amigos do Centro de Artes, o evento foi um espaço de encontro entre artesãos, colecionadores e público, com demonstrações, competições de corte, tertúlias e degustações, sempre tudo em volta da valorização do ofício da cutelaria artesanal. Os cuteleiros vieram de paragens distantes, desde a Argentina até ao Paquistão mas o grosso foram participantes da Península Ibérica. Presentes estiveram também vendedores de máquinas de desbaste de cutelaria artesanal e também de gravação a laser.
    Shoaib Ashraf é da empresa Golra Tools no Paquistão, que se dedica a esta área. Esta foi a sua estreia em Portugal e trouxe os mais variados tipos de faca: de chefs, de caça, para escavar madeira, entre outros instrumentos de trabalho. “Vendemos muito para os EUA e Reino Unido”, disse o participante que gostou de estar nas Caldas e de fazer parte deste certame do setor. Por seu lado Emanuel Moreno que veio de Beja estava contente pois esta foi a primeira vez que veio fazer parte de uma iniciativa apenas dedicada ao setor.

    O criador da navalha alentejana desenhou o formato da lâmina, inspirando-se nas espadas árabes, povo que mais tempo habitou o sul de Portugal. “Tem corrido tudo às mil maravilhas”, contou o participante.

    O maior colecionador do país
    Todos apreciaram a organização da iniciativa caldense, inclusivamente o colecionador José Falcão Garcia, do Porto e que é o maior colecionador de facas e navalhas do país. Tem três mil exemplares e faz exposições nacionais e internacionais. “O colecionismo é um passatempo”, contou o convidado, enquanto explica que os exemplares que trouxe às Caldas foram de fabrico maioritariamente português.

    Sendo um grande conhecedor da história da cutelaria portuguesa, José Falcão Garcia deu a conhecer algumas peças que trouxe e que foram feitas por um grande cuteleiro caldense, António Policarpo. Mostrou também uma pequena adaga, usada pelas prostitutas para se defenderem. “É uma peça que não é fácil de encontrar”, disse colecionador, que trouxe ainda punhais do século XVIII, assim como algumas facas do período das guerras liberais. O colecionador que percorre feiras, vendas e mercados em busca de peças especiais para a sua coleção gostou de a dar a conhecer algumas nas Caldas. Neste momento, já soma três mil exemplares.

    Daniel Castro veio de Tenerife nas ilhas Canárias. Consigo trouxe as facas tradicionais que têm raízes naquelas ilhas. Há dez anos que este professor primário trocou as salas de aulas pela cutelaria artesanal. “Esta era uma faca de campo que era levada à cintura”, disse o convidado que explicou que esta é uma faca que leva no mínimo 15 a 20 horas de trabalho.
    “Nas ilhas há cerca de 10 a 12 cuteleiros a fazer este tipo de exemplares”, acrescentou o convidado, que gostou de fazer parte da Naifa.

    São raras mas há algumas mulheres ligadas ao mundo da cutelaria. Aida Augusto e Natália Castro são de Viana do Castelo e “por gosto” acabaram por se interessar pela cutelaria. Para ambas o cuteleiro é um dos artesãos mais importantes pois as peças que cria “têm todas utilidade”. Uma é mulher de um colecionador, outra de um cuteleiro e os quatro organizaram o primeiro festival de cutelaria a Norte, em Viana do Castelo. Participaram 20 cuteleiros de todo o país e foi “um verdadeiro sucesso”. Para Aida Augusto toda a gente devia ter uma faca feita por um cuteleiro artesanal pois esta “vai durar toda uma vida”.
    Filipa Norte trabalha com o seu marido, o cuteleiro Carlos Norte. Em conjunto desenvolvem o negócio que inclui fábrica e loja on-line onde vendem facas de fábricas portuguesas e algumas internacionais. “A loja já tem 17 anos, promovemos workshops e temos a nossa própria marca, Lombo do Ferreiro”.

    São também os organizadores da Feira Internacional de Cutelaria Artesanal que terá a sua 5ª edição nas Caldas em 2026. Já decorreram duas edições no CCC e mais duas no Museu Militar, em Lisboa. Fizeram depois uma pausa neste evento dado que o seu core-business é de facto a produção artesanal e a venda on-line. “Voltamos para o ano e será no CCC”, disse Filipa Norte para quem a cutelaria está na moda não só estimulada pelos programas televisivos do setor e também da ligação ao mundo da cozinha.
    A Naifa, na sua opinião, teve muita variedade, e uniu profissionais de longa carreira na cutelaria com vários estreantes.

  • Teatro da Rainhas nas freguesias e no Céu de Vidro

    Teatro da Rainhas nas freguesias e no Céu de Vidro

    Após três apresentações lotadas na Covilhã, “A Noite dos Visitantes”, de Peter Weiss vem às Caldas para duas récitas nas freguesias de Nadadouro, no dia 3 de julho, às 21h30, no Largo da Igreja e ao Carvalhal Benfeito, a 4 de julho, às 21h30, no recinto em frente à Igreja.

    Assim inicia o périplo caldense desta coprodução do Teatro da Rainha com o Teatro das Beiras, que terá continuidade, entre 15 e 21 de julho, na ruína da antiga Casa da Cultura, no Parque D. Carlos I.

    A 5 de julho, o grupo vai inaugurar, no Céu de Vidro, pelas 16h00, uma exposição com fotografias, cartazes, bandas sonoras, desenhos de cenografia e figurinos, dos primeiros cinco anos de atividade do Teatro da Rainha e das produções levadas à cena no Parque D. Carlos I, Largo Rainha D. Leonor e adro da Igreja de N. Sra. do Pópulo.

    As iniciativas integram o programa de celebração dos 40 anos de Teatro da Rainha, iniciados em 1985 na então Casa da Cultura.

  • Sipo celebra 30 anos de masterclasses e concertos no Oeste

    Sipo celebra 30 anos de masterclasses e concertos no Oeste

    Festival decorre de 4 a 25 de julho em Óbidos, Caldas e Lisboa e contará com Artur Pizarro, Boris Berman e o Mário Laginha Quarteto

    A Semana Internacional de Piano de Óbidos (SIPO)está a assinalar a sua 30.ª edição. Este ano, o festival de Óbidos, estende-se às Caldas e a Lisboa, e contará com 14 concertos, masterclasses, conferências e exposições. A Sipo é uma iniciativa da ACIM – Associação de Cursos Internacionais de Música.

    Esta edição, apresentada em Óbidos, a 26 de junho, inclui recitais com Artur Pizarro, Boris Berman, Andrea Bonatta, James Giles e Jorge Luis Prats — bem como o espetáculo de Mário Laginha Quarteto, que presta homenagem a Carlos Paredes, e o concerto “O Encontro do Japão com a Europa”, com o pianista Jun Kanno e o mestre de shamisen Mozibei Tokiwazu V. A SIPO volta a acolher os laureados do Prémio ACIM/Antena 2 e também os recitais dos pianistas Arturo Abellán e Thomas Filipiuk nas Caldas, em Óbidos e em Lisboa, entre 10 e 21 de julho.

    “Esta edição celebra o amadurecimento e a aprendizagem de três décadas, mas também a profunda ligação da SIPO ao território”, disseManuela Gouveia, fundadora e diretora artística do festival.

    “Desde 1996 que procuramos oferecer formação de alto nível a jovens pianistas portugueses e internacionais. Já recebemos alunos de mais de 50 países e atribuímos anualmente um prémio de interpretação com recitais e apoio financeiro concreto ao início de carreira”, informa nota sobre a apresentação do festival.

    A programação inclui uma conferência do maestro e compositor Alexandre Delgado (Antena 2) e uma exposição de escultura deMaria Leal da Costa com fotografias de João Frazão e que abre ao público a 4 de julho, às 17h00, no Pavilhão da Casa da Barbacam, em Óbidos.

    Conceição Henriques, vereadora da Cultura das Caldas, reforçou a importância estratégica da parceria com a ACIM: “Dificilmente conseguiríamos oferecer este tipo de programação de forma autónoma. A especialização e a rede internacional da SIPO são insubstituíveis”.

    Para a autarca “o eixo Caldas–Óbidos projeta o festival numa dimensão regional relevante para a cultura do Oeste”. Para Margarida Reis, vereadora da Cultura de Óbidos, “parcerias como a que mantemos com a ACIM são fundamentais para reforçar a nossa estratégia enquanto Cidade Criativa da UNESCO”.

    Já para Mário Branquinho, diretor do CCC, “acolher concertos da SIPO tem sido um privilégio e um estímulo à nossa programação artística, tanto no CCC como no “Fora de Portas”.

    O festival inclui eventos de entrada livre e um preço único de 12,50 euros para os restantes concertos. A programação está disponível em pianobidos.org ■

  • Opera regressa a Óbidos no mês de setembro

    Opera regressa a Óbidos no mês de setembro

    O Festival de Ópera de Óbidos (FOO) foi apresentado, a 25 de junho, em conferência de imprensa no Grémio Literário, em Lisboa. Na sessão estiveram o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, o presidente da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, José Rafael Rodrigues, a diretora artística do festival, Carla Caramujo e a anfitriã Teresa Cochito, presidente do Círculo Richard Wagner Portugal. Segundo nota de imprensa, para Filipe Daniel, esta edição, que decorrerá de 6 a 21 de setembro, representa “uma oportunidade de afirmar Óbidos no panorama operático nacional e internacional”. José Rafael Rodrigues encara com “renovada ambição a próxima edição do festival, fruto da cada vez mais sólida parceria estratégica com o Município de Óbidos”. Na apresentação revelou a “expectativa na programação escolhida, num ano em que o festival assume a produção de quatro óperas e uma gala lírica.A diretora artística do FOO, Carla Caramujo, afirmou que nesta edição “o festival veste-se de Almada Negreiros e Belle Époque, estendendo uma ponte artística entre as primeiras décadas do Séc. XX e os nossos dias, não só na estética, mas, sobretudo na reivindicação de valores fundamentais da liberdade, igualdade e tolerância que, hoje, mais do que nunca, precisamos relembrar!”.

    O festival começa a 6 de setembro com a Gala Bizet e passará depois por Camões, Renhart, Wolf-Ferrari e Manuel de Falla.

    O Festival de Ópera de Óbidos é organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes em parceria com a Câmara de Óbidos e tem o apoio da Direção Geral das Artes, do BPI/Fundação “la Caixa”, do Círculo Richard Wagner Portugal e o apoio mecenático da Égide.A programação está disponível nas redes sociais e no site do festival.

  • Cultartis marca presença na Art4Family

    Cultartis marca presença na Art4Family

    Pintura, escultura e fotografia da Cultartis estão em exposição até ao fim do mês de agosto

    Todos os anos, a Associação Cultartis realiza uma mostra coletiva com as obras dos seus artistas.

    “Este ano unimo-nos à Art4Family para dar a conhecer os nossos trabalhos, disse Anunciação Gomes, a responsável por esta e coletivo, enquanto faz uma visita guiada pelas obras, dando a conhecer alguns dos temas – entre o abstrato e o figurativo – bem como explicando algumas das técnicas utilizadas.

    A associação – que tem 22 elementos de várias localidades do país – apresentou obras de pintura, escultura, desenho e fotografia.
    Na inauguração houve a demonstração de técnicas de pintura que foi feita por três autoras do coletivo.

    “Foi através da Gazeta das Caldas que chegámos a esta galeria!”, acrescentou a responsável que estabeleceu contacto com este espaço onde já se realizaram vários tipos de eventos. Anunciação Gomes salientou a mostra de médicos-artista se uma coletiva de arte africana, desde a mais tradicional às expressões contemporâneas.

    A associação caldense Cultartis foi fundada em 2007 e é uma entidade sem fins lucrativos e que se dedica à promoção e desenvolvimento das artes.

    João Paulo Cunha, o responsável pela Art4Family recordou que está a decorrer, até 28 de agosto, a “Open Call Art 4 Family 2025” Esta edição presta homenagem à vida e obra da Rainha D. Leonor e culminará numa exposição que se realiza entre os dias 4 de outubro e 17 de novembro nesta mesmo espaço.

    A mostra da Art4Family será integrada nas comemorações do V Centenário da morte da rainha fundadora das Caldas.

    “Já temos várias inscritos na Open call”, assegurou o médico que ainda deu a conhecer que foi agora criada a Associação Promotora das Artes e da Saúde (ASPAS) que pretende a realização de iniciativas relacionadas com a promoção das artes, da saúde, do bem-estar e da literacia de saúde.

    “Vamos tentar obter apoio dos vários concelhos das localidades que faziam parte da Casa das Rainha”, disse o galerista que espera que haja mais terras do país a participar na mostra que quer celebrar o legado da Rainha.

    Haverá prémios monetários para distinguir os melhores trabalhos e ainda será publicado um livro com as obras selecionadas para esta exposição que quer celebrar a vida e obra de D. Leonor.

  • Exposição – “Sons da Água” de António Xavier no Museu do Hospital

    Exposição – “Sons da Água” de António Xavier no Museu do Hospital

    A exposição “Sons da Água” que é constituída por obras de António Xavier abre ao público no próximo sábado, dia 5 de julho, pelas 10h30, no Museu do Hospital e das Caldas.
    A mostra deste autor – que é docente, músico e também campeão de pesca -é dedicada à pintura.. O Museu do Hospital e das Caldas fica no Palácio Real, junto à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo. Esta mostra poderá ser apreciada até ao próximo dia 3 de agosto. ■

  • Artes – Duas novas mostras no Baú de Memórias de Alfeizerão

    Artes – Duas novas mostras no Baú de Memórias de Alfeizerão

    Abre no sábado, dia 5 de julho, pelas 15h00, “Além do olhar”, a exposição de pintura de Maria da Luz Moniz, pintora que reside nas Caldas.
    A artista nasceu em Angola em 1964 e viveu na sua terra natal até aos treze anos. As suas obras privilegiam a natureza e também retrata os animais.
    A 3 de julho abre naquele espaço a mostra de maquetes “Casas Rurais e Monumentos” de Aníbal Figueiredo. O autor nasceu em Coruche em 1959 e em 1998 passou a residir em Alfeizerão. Desde 2000 que se dedica ao modelismo estático. A sua nova mostra é dedicada aos edifícios e também há réplicas de monumentos.

  • Coleção que celebra o  Centenário

    Coleção que celebra o Centenário

    O Ardina que foi proposto por Mantraste

    Bruno Santos – o ilustrador caldense Mantraste – é um dos autores da coleção do centenário. A sua proposta gráfica retrata um ardina, um jovem que antigamente vendia jornais e apregoava as notícias do dia.

    “É um prazer e um orgulho ter sido convidado a fazer do grupo do centenário pois ninguém se deve esquecer da Gazeta das Caldas!”, disse o ilustrador que é também docente da ESAD.CR. A primeira ideia que teve foi a de retratar Zé Povinho a ler este semanário que já dedicou dois suplementos a esta icónica personagem, desenhada por Bordalo Pinheiro.

    Mantraste, que chegou a trabalhar na Gazeta das Caldas preferiu dedicar-se ao manifesto que foi publicado na primeira edição deste jornal, em outubro de 1925, sobre o que é a função de um jornal que sempre se pautou pela defesa dos interesses e do desenvolvimento desta região. “E que de repente, a cada dia que passa, parece que faz mais sentido”, disse o autor que considera que o país “está a ruir ideologicamente”. De tal maneira que acha que faz sentido que este seu ardina imaginário continue a divulgar tais valores pois “a sua importância ainda se mantém na atualidade”. Trata-se de uma serigrafia – de 70 cm por 50 cm – que foi impressa a quatro cores.

    O autor ensina na ESAD.CR e na Lusófona aulas de Ilustração, Editorial e também ligado ao Craft. Em Pombal esteve patente uma exposição que Mantraste desenvolveu com alunos sobre os direitos dos leitores, para o evento Caminhos da Leitura. Seguiu-se a execução de um mural em Ferreira do Zêzere, além de participações em festivais literários.

    Entre 7 e 11 de julho, os jovens e crianças (6 aos 12 anos), podem passar uma semana de férias com o ilustrador caldense Mantraste, no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, para pensar e reinterpretar a personagem Zé Povinho.  Nesta “residência artística”, a ideia é criar, em conjunto, um livro.

    A serigrafia de Mantraste foi feita numa série de 10 ,custa 100 euros, pode ser adquirida on-line ou na sede da Gazeta. ■

  • Zé Povinho  está de parabéns e pertence  ao mundo

    Zé Povinho está de parabéns e pertence ao mundo

    A icónica personagem bordaliana está a celebrar 150 anos e a primeira grande mostra acontece nas Caldas, no CCC

    “Zé Povinho 1875–2025” abriu portas a 28 de junho, na Galeria do CCC, numa participada inauguração que uniu convivas caldenses e nacionais para celebrar os 150 anos desta figura satírica que representa o povo luso.

    A vereadora da Cultura, Conceição Henriques referiu que Rafael Bordalo Pinheiro continua a ser uma referência não só na cerâmica, como também no desenho humorístico. “Zé Povinho é assim “uma figura de crítica e de resistência numa sociedade sujeita a largos períodos de censura e cuja dimensão popular e aparentemente simplista consegue contornar o poder instituído”, disse a autarca. Esta ainda salientou que, “num tempo onde se reclama pôr limites ao humor é preciso saber estar no seu lado mais incómodo, mais pungente e mais crítico”.

    Deu ainda a conhecer que esta grande mostra integra a iniciativa Salão Bordallo da qual fazem parte uma exposição da Biblioteca Municipal, exposições nos três agrupamentos escolares caldenses e um programa de conversas sobre o humor e o Zé Povinho.

    João Alpuim Botelho, diretor do Museu Bordalo, agradeceu ao curador da exposição, Jorge Silva o facto de ter feito a ponte entre o museu e as Caldas. A capital e a cidade termal são de facto “as cidades do Bordalo e têm todas as vantagens em se unir na divulgação da sua obra e do Zé Povinho”.

    Sempre que olha para a figura, Alpuim Botelho fica espantado “com a sua genialidade”. E conta que se acha que Zé Povinho é muito português “mas nós, no museu, recebemos visitantes de todo o mundo que nos dão a conhecer que Zé Povinho também é alemão, brasileiro ou americano”.

    No fundo, a figura é universal pois “representa a história da comédia humana, o que faz dela uma figura genial”. O museu lisboeta irá também expôr sobre esta figura em outubro. Segundo o diretor, Zé Povinho traz consigo também a ideia “de que uma boa gargalhada pode desmascarar fanatismos”.

    Jorge Silva sublinhou o facto que “os grandes cartoonistas e caricaturistas dos nossos tempos continuarem a desenhá-lo da mesma maneira”, disse o curador da mostra. Apesar de, por vezes, aparecer sem chapéu ou ainda com o barrete frígio Zé Povinho continua a ser retratado “com a sua barba passa piolho, aquelas calças e uns sapatões que são uma espécie de marca registada da personagem”.

    O designer defende que Zé Povinho é “universal” e não há praticamente um cartoonista que não tenha feito o seu desenho. O curador referiu ainda os dois suplementos que Gazeta das Caldas dedicou a Zé Povinho no seu centenário e quando celebrou os seus 135 anos.

    “Na mostra há Zés desde a sua criação até à atualidade”, disse Jorge Silva. Acrescentou ainda que a exposição oferece Zé Povinhos monárquicos, de extrema direita, de extrema esquerda e até algo pornográficos. É pois uma figura que “é sempre anti-sistema. Quem quer que esteja no Governo “leva!”., rematou.

    O edil caldense, Vítor Marques rematou as intervenções recordando o caráter universal desta personagem “que nos alerta para a realidade”.

    A mostra tem vários núcleos, começa pelas primeiras obras do seu criador Bordalo Pinheiro. Há também desenhos que já têm “toque” de Manuel Gustavo, filho de Bordalo. A exposição é povoada por vários Zés em tamanho natural,alguns visíveis a partir do foyer. Presentes estão as propostas de Stuart Carvalhais, José Vilhena, J. Abel Manta, André Carrilho, Cristina Sampaio, António ou Mantraste. Além dos desenhos, há também peças em cerâmica. Podem ser vistas obras do Museu da Presidência da República, o Museu Bordalo Pinheiro, o Museu da Cerâmica, e os colecionadores Isabel Castanheira, Joaquim Saloio, Norberto Correia, Biblioteca Silva, Luís Vilhena e família João Abel Manta. A mostra está patente no CCC até ao final de setembro.

  • Banda punk-rock lançou EP de estreia no Porto

    Banda punk-rock lançou EP de estreia no Porto

    Chama-se Det.sa W Coiote a nova banda das Caldas que se dedica às sonoridades punk-rock

    Há uma nova banda de punk-rock caldense, designada Det•saW Coyote. O grupo constituído por músicos que residem nas Caldas lançou recentemente o seu EP de estreia “Caos, Suor e Desacato” a 14 de junho, no Barracuda, um espaço situado no Porto.

    A banda caldense também já atuou no Tóquio em Lisboa, além de terem feito dois concertos, inseridos no Caldas Late Night, no Espaço Turismo e também na Praça 5 de outubro).

    Os Det·saW Coyote “trilharam um caminho sinuoso até encontrarem a sua matilha completa”, explica nota sobre este grupo.

    A banda foi originalmente formada em 2017 pelo baixista Pedro Fernandes e o guitarrista Luís Cabaceira, dedicando os primeiros dois anos à criação das suas composições. Mais tarde, juntaram-se ao grupo o baterista João Faria e o guitarrista de ritmo Gonçalo Abreu. No entanto, a peça que faltava ao puzzle do grupo surgiu quatro anos depois, com a chegada do vocalista Francisco Oliveira.

    “Somos um projeto com base no punk-rock mas também temos outras influências e ensaiamos nas Gaeiras”, disse Francisco Oliveira, também conhecido como Chico Del’ Mico e que é o atual vocalista dos Det•saW Coyote. É também tatuador e um dos responsáveis da Galeria Grupius.

    “Caos, Suor e Desacato” marca assim a estreia desta nova fase do grupo e apresenta “cinco faixas carregadas de energia bruta e temperadas com uma generosa dose de sarcasmo mordaz”, explica nota dos Det·saW Coyote sobre o seu disco de estreia.
    O EP “Caos, Suor e Desacato” já se encontra disponível em formato físico e nas plataformas digitais, assim como o videoclip do single “Maré de Boémia” que está disponível no Youtube. este foi realizado por Guilherme Rocha, jovem autor formado na ESAD.CR e que foi acompanhado por outros membros do Cineclube das Caldas para a realização deste videoclip.

    “Foi uma experiência brutal, filmado nas Gaeiras e Fanadia”, contou o vocalista Francisco Oliveira acrescentando que o videoclip “é uma comédia cheia de sarcasmo” e que junta “momentos de luta livre, motas e roulottes”.■

  • Livro Apresentação de obra infanto-juvenil na Biblioteca das Caldas

    Livro Apresentação de obra infanto-juvenil na Biblioteca das Caldas

    No próximo sábado, dia 28 de junho, pelas 16h00, decorre na Biblioteca das Caldas, a apresentação do livro “A Sereia Isobella” da autora Natércia Inácio com ilustrações de Tânia Bailão Lopes. É um livro infantil, sobre o qual a autora refere: “cada um de nós com a sua experiência, viverá com Isobella, a menina, a sardinha, o polvo e outras personagens uma estória que encerra palavras chave, imagens mágicas e que apela à reflexão”. ■

  • D. Leonor conservou bens da Casa das Rainhas

    D. Leonor conservou bens da Casa das Rainhas

    Rainha D. Leonor conservou terras da Casa das Rainha para subsidiar as suas ações mecenáticas

    “Óbidos, Terra das Rainhas, e a autonomização do julgado das Caldas no reinado de D. João II e de D. Leonor”, designou a conferência que decorreu a 21 de junho, no CCC e que contou com Manuela Santos Silva, especialista de história medieval.

    Segundo a convidada, o concelho de Óbidos que foi terra das Rainhas, em 1287, foi criada uma pequena divisão, semi-autónoma na povoação de Salir do Porto, então designado Porto de Salir e que era o principal porto mercantil de Óbidos. Já em 1371 houve ainda a criação do Cadaval como concelho autónomo. “O mesmo vai acontecer em 1491 é que vai suceder a criação de uma divisão semi-autónoma, até com juízes próprios, para as Caldas”. Será no reinado de D. João II, que inclusivamente contou que tomou tal decisão “por grande insistência da sua esposa, Rainha D. Leonor”.

    Desde o século XII houve sempre alguma posição régia em relação ao Mosteiro de Cister de Alcobaça que procurava estender os seus domínios. “Alguns monarcas eram mais a favor do mosteiro, outros a favor do concelho Óbidos (onde se integrava as Caldas”, disse a investigadora à Gazeta. Manuela Santos Silva confirmou que Rainha D. Leonor permaneceu com algumas das rendas que lhe eram proporcionadas pela Casa da Rainhas, não as tendo passado para as seguintes rainhas, que deveriam ser beneficiárias desses bens. “D. Leonor foi de facto uma rainha muito especial”, disse, acrescentando que não foi possível ser sucedida pelo filho, que morreu num trágico acidente e sua então nora, passou a ser sua cunhada dado que casou com o seu irmão, D. Manuel.

    “Ela sobreviveu a essa rainha e à seguinte também”, disse a convidada. Sempre houve problemas com a passagem das terras. Cada vez que havia um novo casamento era assinado um documento onde D. Leonor dividia com a nova rainha os bens da Casa. Relativamente à última rainha, “esse documento nem chegou a ser feito, tendo a rainha D. Leonor permanecido com os bens”.

    Para a docente, tais rendas subsidiavam as ações mecenáticas da rainha. Esse trabalho foi continuado pela rainha Catarina “a quem se deve a Misericórdia de Óbidos, assim como a construção do próprio aqueduto”, referiu a autora.

    O evento fez parte do programa de celebração dos 500 anos do legado da Rainha D. Leonor.

  • Evento Amália será celebrada com “Fado e Saudade” na Nazaré

    Evento Amália será celebrada com “Fado e Saudade” na Nazaré

    “Amália – Fado e Saudade” é o espetáculo que subirá ao palco do Cineteatro da Nazaré no dia 4 de julho pelas 22h00. Com Jorge Baptista da Silva e Raquel Caneca, o espetáculo inclui momentos de teatro, de fado, de folclore e canções internacionais. O espetáculo “Amália – Fado e Saudade” visa celebrar o centenário da diva do fado português. Amália Rodrigues, que foi cantora, atriz e fadista faleceu aos 79 anos em 1999. ■

  • Coleção de cerâmica – Centenário

    Coleção de cerâmica – Centenário

    Fernando Miguel juntou o Zé Povinho com a Gazeta

    A proposta de Fernando Miguel para a coleção de cerâmica do centenário da Gazeta das Caldas é figurativa e mostra o Zé Povinho, o representante do povo luso, sentado na casa de banho e com tempo para ler o jornal. “Aproveitei para fazer uma homenagem a este semanário que faz um século e também ao Zé Povinho que celebra um século e meio”, disse o ceramista Fernando Miguel, autor que colabora regularmente com a Gazeta.

    A peça é feita em barro vermelho, foi engobada e cozida em monocozedura. “É uma peça “bordaliana” que é a nossa base de trabalho”, contou o autor que é filho e neto de barristas.

    Com a sua mulher, Milena Miguel, o casal vai agora marcar presença na Feira Internacional de Artesanato, em Lisboa, e levará para o seu stand a peça dedicada à Gazeta das Caldas.

    Fernando Miguel tanto trabalha temas sacros -como presépios – como também se dedica à vertente satírica – humorística , tipicamente caldense. “Queremos manter o Zé vivo!”, disse o ceramista caldense que também marcou presença na Mestra. Além desta peça comemorativa, levou uma última Ceia que visava a celebração do aniversário de Zé Povinho. Presentes estavam Bordalo Pinheiro, um padre, Santo António, Maria Paciência e o escritor Fernando Pessoa.

    Por seu lado, a sua mulher Milena Miguel também quis criar peças para o centenário da Gazeta das Caldas e por isso propôs algumas peças como o Santo António das Caldas, Bordalo, Fernando Pessoa, Camões e a Rainha D. Leonor.

    O Santo António das Caldas foi representado com alguns símbolos locais como as cavacas, as couves e a cerâmica fálica.

    Estas peças – que custam 50 euros – vão estar disponíveis para venda na sede da Gazeta das Caldas.

    Em 1992, este casal fundou o Atelier S. Miguel, no Formigal, espaço onde os dois autores criam o seu trabalho artístico em cerâmica. As peças que fazem têm a sua assinatura, mesmo seguindo a tradição da cerâmica caldense, já iniciada pela família Miguel. A peça de Fernando Miguel- onde se retrata o Zé a ler o semanário centenário -que pode ser encomendada on-line e na Gazeta, custa 100 euros.

  • Aniversário de Zé Povinho vai ser celebrado com exposições e conferências

    Aniversário de Zé Povinho vai ser celebrado com exposições e conferências

    Abre ao público no próximo sábado, 28 de junho, no CCC, a mostra que assinala os 150 anos da personagem bordaliana que representa o povo

    A inauguração da exposição “ZÉ POVINHO 1875–2025” está marcada para as 17h00 e promete ser surpreendente. E isto porque sob curadoria do designer Jorge Silva, a mostra apresenta uma viagem de 150 anos, integrada no Salão Bordallo 2025, e que integrará uma seleção de jornais e revistas humorísticas, e originais de grandes cartoonistas como Bordalo Pinheiro, Stuart, José Vilhena, João Abel Manta, António, Cristina Sampaio, Mantraste e André Carrilho.

    Segundo o curador da mostra, o aniversário de Zé Povinho vai incluir, nas Caldas, exposições nos três agrupamentos escolares do concelho caldense e que terão conteúdos adaptados ao público jovem. “Estas farão um resumo da história de Zé Povinho e também dos valores e intenções do cartoon”, explicou o designer. Nas escolas também se realizarão conversas em volta do Zé Povinho.

    Será também inaugurada uma exposição na Biblioteca Municipal, baseada no seu próprio acervo, em volta de Bordalo e de Zé Povinho.

    Esta iniciativa ainda vai incluir duas mesas-redondas – que vão decorrer no CCC – sobre liberdade de expressão, sátira política e cidadania ativa, com convidados das áreas do jornalismo, da ilustração, da história e da educação.

    “Esta será a primeira grande exposição sobre o aniversário de Zé Povinho”, disse Jorge Silva, acrescentando que por exemplo em Lisboa, no Museu Bordalo Pinheiro, as iniciativas sobre Zé Povinho irão realizar-se no último trimestre do ano.

    A mostra, que abre no sábado, “acompanha a evolução desta personagem”, contou o curador e não só está presente o primeiro desenho que Bordalo lhe dedicou e que foi publicado a 14 de junho de 1875, num cartoon político do jornal Lanterna Mágica, um homem de ar apalermado, até uma interpretação deste ano, publicado há poucas semanas no jornal Público e que é da autoria de Cristina Sampaio. Zé Povinho surgiu em traje rural e barba à passa-piolho, faz a sua aparição, tendo inscrito nas calças “seu zé povinho”.

    A personagem assumirá, desde aí, o papel de vítima ideal da governança política, seja ela das esquerdas ou das direitas, da Monarquia ou da República e assumirá, até hoje, “o encargo de representar o país e o seu povo. Bordalo não mais deixará a sua genial criatura”, comentou o curador.

    “Copiado” cinco anos depois de ter sido criado
    Zé Povinho passou a ser presença assídua nos seus jornais António Maria, Pontos nos ii e Paródia.
    Ainda em vida de Bordalo, Zé Povinho acabou por contagiar a imprensa satírica da época.
    “Temos as melhores páginas de Zé Povinho do Bordalo Pinheiro e o que aconteceu de seguida pois cinco anos após ter sido criado, “já era “copiado” por outros autores e outras publicações”, disse Jorge Silva acrescentando que Zé Povinho ganhou o seu próprio espaço.
    Na mostra estão presentes Zés criados por vários ilustradores e a servir os mais variados interesses das mais variadas facções políticas.

    Após o 25 de Abril, o Zé Povinho até, nalguns trabalhos, “chega a ganhar contornos de alguma ordinarice e até machismo”, disse Jorge Silva sobre trabalhos de Carlos Alberto Santos e de José Vilhena.

    Ao longo de todos estes anos, Zé Povinho surge nas mais variadas publicações, incluindo programas das revistas, representadas no Parque Mayer, além dos grandes jornais satíricos. “Viajamos até à atualidade para ir ter com as versões de Zé Povinho, uma geração excecional de ilustradores e cartoonistas onde estão André Carrilho, Cristina Sampaio, Nuno Saraiva”, disse o designer. Destaque ainda para os Zés Povinhos de António, o cartoonista do Expresso. “Temos sete obras dele e que são verdadeiramente impressionantes”, acrescentou Jorge Silva.

    Em relação às conferências sobre o Zé, uma será relacionada a sua história e as estórias e uma interpretação histórica, sociológica e filosófica sobre a figura. A segunda conversa será sobretudo dedicada ao desenho e contará com ilustradores e cartoonistas contemporâneos com convidados.

    A mostra que abre portas no sábado e – que vai estar patente até final de setembro – conta com obras de instituições públicas e colecionadores privados que disponibilizaram muitas das obras: o Museu da Presidência da República, o Museu Bordalo Pinheiro, o Museu da Cerâmica, e os colecionadores Isabel Castanheira, Joaquim Saloio, Norberto Correia, Biblioteca Silva, Luís Vilhena e família João Abel Manta.

    “ZÉ POVINHO 1875–2025” – conta com apoio da Câmara das Caldas e do CCC – e terá um catálogo de 240 páginas com textos de Jorge Silva, João Alpuim Botelho, Raquel Henriques da Silva e Isabel Castanheira.

     

  • Ceramistas vão realizar intercâmbio

    Ceramistas vão realizar intercâmbio

    Caldas e Deruta são cidades geminadas e em breve vão promover intercâmbios pois são ambas centros cerâmicos

    Laura Fuccelli, a representante da cidade de Deruta, centro cerâmico italiano que é geminado com as Caldas, marcou presença na MESTRA. Em conjunto, as duas cidades apresentaram um grande projeto europeu que foi aprovado. Tem como tema a cerâmica e a mulheres e “teremos o primeiro programa de intercâmbio já em novembro”, contou a convidada.

    Desta forma, 40 ceramistas – mulheres e homens – vão ter a oportunidade de visitar e de partilhar conhecimentos em Itália. Terão oportunidade de participar numa exposição que vai acolher as obras das ceramistas e que será inaugurada a 25 de novembro, feriado de Deruta.

    Essa exposição, que incluirá obras de ceramistas portuguesas e italianas, virá posteriormente às Caldas.

    “No futuro espero que possamos ter mais iniciativas”, disse Laura Fuccelli, que ainda confirmou a vinda de estudantes italianos do Liceu Artístico às Caldas através do programa Erasmus. A convidado adorou a Mestra. “Este parque no meio da cidade é verdadeiramente um local fantástico para o evento”, disse a consultora que se ocupa das questões internacionais e relacionamento externo da cidade de Deruta. Este centro cerâmico italiano, antes da grande crise de 2008, possuía 400 ceramistas enquanto que hoje “temos uma apenas uma centena no ativo”. Para Laura Fuccelli os intercâmbios e encontros “que proporcionem a partilha de autores e de técnicas são fundamentais”.

    A MESTRA contou ainda com duas conversas, organizadas por Celeste Afonso, que foi vereadora em Óbidos e coordenadora da estratégia cultural e criativa em Leiria. A primeira decorreu no sábado e trouxe às Caldas Carlos Coelho, uma referência no país no que diz respeito à gestão das marcas. Na sua opinião, o artesanato precisa de ser valorizado e terá que refletir o preço justo. “Se demorou um ano a fazer, uma colcha em ponto de cruz, então esta não pode custar 1500 euros….terá que custar pelo menos 15 mil euros”, referiu o convidado que tem mais de três décadas na promoção de marcas como Multibanco, Tap, Delta ou CTT.

    No final da conversa, José Antunes, diretor do Centro de Artes deu a conhecer que, quando as Caldas fez a sua candidatura à Unesco para ser Cidade Criativa, contava com cerca de 20 autores que trabalhavam em cerâmica. Neste momento, “já temos 150 ceramistas a trabalhar nas Caldas”.

    No domingo decorreu nova conversa com Ana Cristina Mendes sobre “Crafting Europe: o Artesanato em Agenda”.

  • MESTRA celebrou a cerâmica durante três dias no Parque

    MESTRA celebrou a cerâmica durante três dias no Parque

    Meia centena de ceramistas, da região e de outras zonas do país, reuniram na MESTRA, evento que após três edições prova que a cerâmica contemporânea atrai público de várias idades. Houve gastronomia e animação num evento que se consolida e que prova que as Caldas honra as suas tradição cerâmica

    Foi ao som dos bombos e cabeçudos da Escola Técnica Empresarial do Oeste que a MESTRA abriu ao público, a 20 de junho. O parque das bicicletas ganhou uma nova vida sobretudo por causa de uma grande tenda que albergou as bancas de 50 ceramistas que trouxeram as suas propostas para esta mostra mercado de cerâmica.

    Nas zonas laterais da grande tenda, estiveram representadas as escolas caldenses que apresentaram os seus projetos assim como o Cencal que permitiu aos visitantes executar peças à roda.

    Na abertura, além do executivo camarário marcou também presença Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal (TCP).

    “Queremos abrir este evento com informalidade pois somos todos somos amigos da cerâmica e esta Cidade Criativa muito deve à sua cerâmica”. Palavras da vereadora da Cultura, Conceição Henriques, que recordou as antigas feiras da cerâmica que tinham uma forte componente industrial e que hoje “já não se justificam”. Caldas “tem hoje uma componente da criatividade e são muitos os autores que se dedicam a esta arte”. A autarca ainda destacou a exposição “Rainha Mestra” que integrou vários azulejos feitos por ceramistas e que se referiram ao legado que D. Leonor deixou nas Caldas. Esteve presente à entrada da mostra-mercado.

    A vereadora ainda explicou que a MESTRA “está maior e mais rica do que nos anos anteriores”, acrescentando que no ano anterior esta não se realizou por causa da conferência internacional de cerâmica, que uniu os esforços dos concelhos caldense e alcobacense.

    Unir a cerâmica ao Turismo
    Anabela Freitas, do TCP, sublinhou a ligação da cerâmica e do turismo, pois “são ambos atividade económicas”.

    Quem faz cerâmica “tem que ter criatividade e colocar um pouco se si nas obras, dando-lhes autenticidade”. Segundo a convidada “52% dos turistas estão dispostos a alterar o seu destino se lhes for apresentado um outro que lhe proporcione contacto com a comunidade local e participação em projetos comuns”. Ou seja, “os turistas procuram autenticidade, sem esquecer que todos os que estão na cadeia de valor têm que ganhar dinheiro”. Como tal, procura-se oferecer experiências autênticas a quem nos visita e por isso a ligação às comunidades locais estão hoje na ordem do dia, assim como as questões “ligadas à preservação da nossa cultura e da nossa identidade”.

    O presidente da Câmara, Vitor Marques, estava contente com a nova MESTRA e com quem nela participa pois “é malta gira, que faz realmente um trabalho fantástico!”. O edil caldense passou em revista as novidades desta edição passando sobretudo pelo trabalho feito pelas escolas e também dos museus, aliados da MESTRA. “Temos agora este novo caminho para trilhar, um novo desígnio par a cerâmica”, disse o autarca que espera que esta mostra possa ser uma montra para os ceramistas. Espera ainda que estes se sintam motivados a participar também no próximo ano.

    Nesta terceira edição foi possível conhecer os projetos dos agrupamentos Bordalo Pinheiro, D. João e Raul Proença. “Os nossos agrupamentos acompanham de forma notável a tradição criativa das Caldas e fazem-nos acreditar que a cidade tem futuro com estes jovens que acompanham a criatividade”, referiu Vítor Marques, que está apostado “em fortificar este pilar que é a cerâmica na nossa comunidade”.

    “Uma boa energia no evento”
    Fernando e Milena Miguel estavam contentes de fazer parte da MESTRA pois o evento no parque estava a atrair gente de todas as idades. O casal que vai marcar presença na FIA, trouxe as suas peças satíricas e sacras, muitas com o Zé Povinho representado. Presente e em destaque estiveram peças que os autores realizaram para o centenário da Gazeta das Caldas.

    A norte-americana Nicole Curcio. que tem vários projetos em parceria com a ceramista e artista plástica Mariana Sampaio. também apreciou ter feito parte desta MESTRA pois “há uma boa energia em volta do evento”.

    Liliana Sousa veio de Alcobaça e trouxe peças de cerâmica diferentes das que costuma fazer e que têm sobretudo uma função decorativa. Criou objetos eróticos e tirou partido de texturas para criar peças de lingerie em cerâmica. “Está sempre tudo escondido e ninguém fala sobre o erotismo”, disse a autora que quer desenvolver mais esta área.

    Mariana Sampaio esteve presente na abertura da Mestra mas durante o fim de semana seguiu para Guimarães onde esteve a realizar uma residência artística. A ceramista, que trabalha há vários anos nas Caldas, foi convidada para ensinar sobre a azulejaria portuguesa. Em julho a autora vai dar workshops de cerâmica para crianças, a partir dos seis anos, no seu atelier, nos Silos.

    “O sítio é bom, há uma ótima apresentação e acho que está tudo a correr bem”, disse Carlos Neto um dos autores da Casa da Olaria que veio representar Porto de Mós nesta iniciativa. Com Ana Lousada, estavam satisfeitos em participar com peças de porcelana feitas com celulose e obras em grés que lembram pedaços de lava.

    A apreciar estas peças estava Domingos S. Pedro. O visitante que trabalha na área da iluminação também dá uns toques na cerâmica e fez um candeeiro, usando material que recolheu do vulcão dos Capelinhos (Faial, Açores). O visitante, acompanhado pela esposa, tem casa há 30 anos nas Caldas da Rainha e sobre a MESTRA afirmou: “de tudo o que eu vi até aqui, o evento está cinco estrelas!”.

    Cães-paliteiros na moda
    Alunos do 8º ano da D. João II participaram num projeto de cerâmica e cada um fez uma peça: um cão-paliteiro. Os estudantes mais novos inspiraram-se na produção de Maria de Cacos para criar as suas próprias obras.

    De volta aos cães: várias pessoas mostraram interesse em adquiri-las mas estas não estavam à venda pois pertencem aos alunos. Na banca do agrupamento podiam ver-se cães-unicórnio, um outro cão-aviador ou ornamentado com um laço. Outros, explicaram as professoras, reproduziam animais que fazem parte das próprias famílias dos autores. Este projeto, que envolveu o Cencal e ligou várias escolas da região teve coordenação do Museu Machado de Castro. O resultado foi uma “ótima” adesão dos alunos.

    Durante três dias, além das oficinas para os mais novos, o espaço da MESTRA recebeu performances, relacionadas com o Plano Nacional das Artes, de escolas não só das Caldas como também de Alcobaça. A iniciativa teve várias visitas guiadas pela cidade em busca da azulejaria local e teve início na Igreja de N. Sra. do Pópulo. Também os museus abriram portas para atividades, além de concertos com grupos como o projeto local Coro do Bairro e ainda o Trio Marabilha que mostrou as capacidades de fazer música com peças de barro.

     

  • Vídeo e escultura de Serralves nas Caldas

    Vídeo e escultura de Serralves nas Caldas

    É a terceira exposição da fundação portuense que decorre no Centro de Artes

    A 12 de junho abriu ao público a exposição “Matéria / Ação – Escultura e vídeo dos anos 1960 e 1970”, da coleção da Fundação de Serralves, no Museu Leopoldo de Almeida. A inauguração da mostra foi participada, tendo contado com intervenções dos responsáveis autárquicos caldenses e da fundação de Serralves. Caldas é uma das localidades que integra a lista de Fundadores daquela instituição.

    Depois da coleção de fotografias do realizador Manoel de Oliveira seguiu-se uma mostra de Helena Almeida. Agora, a nova mostra reúne um conjunto de esculturas das décadas de 1960 e 1970, que permitem reconhecer aspetos centrais das práticas artísticas associadas à escultura abstrata britânica, ao minimalismo norte-americano e, sobretudo, ao pós-minimalismo e à arte processual que marcaram o final da década de 60 e o início da década de 70.

    As obras escultóricas são apresentadas em diálogo com trabalhos em vídeo do mesmo período, e que desta forma sublinham os pontos de contacto e as interferências entre os dois campos de criação.

    Armando Cabral, em representação da Fundação de Serralves, deu a conhecer que esta mostra inclui peças que a arte tem de refletir ao tempo – estes artistas captam a essência e o espírito do tempo relativo aos anos 60 e 70. Para o administrador, as Caldas é uma cidade que se destaca no que diz respeito à arte contemporânea em Portugal visto que é aqui que se formam, trabalham por cá – artistas que são fundamentais para a arte contemporânea atual. O que é verdadeiramente importante é a arte que se faz hoje nas Caldas!” Segundo a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, esta exposição é “excelente” pois a Fundação “apoia-nos muito e quer continuar a vir às Caldas”.

    Na sua opinião, esta tem sido uma parceria “boa para ambas as partes”, dado que a fundação tem exposições “muito interessantes e importantes e nós temos equipa e logística para trabalhar bem em conjunto”. A autarca aconselhou que toda a gente possa vir visitar esta mostra cujas peças “são quase contemporâneas das obras do Museu Leopoldo de Almeida”.

    A exposição “Matéria / Ação – Escultura e vídeo dos anos 1960 e 1970”, com curadoria de Joana Valsassina, está patente até ao próximo dia 27 de outubro. ■

     

  • Memória – Homenagem aos familiares dos presos em Peniche

    Memória – Homenagem aos familiares dos presos em Peniche

    “Um Dia no Museu em Peniche” decorrerá a 21 de junho, na Fortaleza de Peniche e é dedicada às famílias e aos ex-presos políticos. O programa inclui visita guiada ao Museu com familiares, a exibição do documentário “Aqueles que ficaram (Em toda a parte todo o mundo tem)”, uma conversa pública com testemunhos e a apresentação do livro “Os Impactos da Ditadura nas Famílias dos Opositores Políticos (2025)”.

  • Fado à La Carte lotou o Centro Cultural

    Fado à La Carte lotou o Centro Cultural

    Fado à La Carte esgotou o CCC e contou com uma surpresa: uma canção dedicada às Caldas da Rainha

    No sábado à noite, o fado subiu ao palco do CCC, com o concerto Fado à La Carte.

    As composições das canções deste projeto são do caldense Jorge Mangorrinha – que nos seus poemas evoca os diferentes pratos de uma refeição de gastronomia portuguesa.
    Aos textos do caldense juntaram-se as composições do maestro Tiago Machado e a voz do cantor FF.

    Em palco juntaram-se ainda as sonoridades dos violinos, viola de arco, violoncelo, contrabaixo, percussão e piano. E como não poderia faltar, a guitarra portuguesa, tocada por José Manuel Neto.

    Logo no início do concerto, o ator José Ramalho leu um texto de Jorge Mangorrinha que deu a conhecer ao público que de Fado à la Carte fazem parte uma dezena de temas que “cria uma história que atravessa os passos de uma refeição imaginada e de uma ementa à portuguesa”.

    O fado e a gastronomia juntam-se à mesa, “com propostas que saúdam a música e a alimentação em Portugal e que já ultrapassaram fronteiras”.

    O anfitrião disse ainda que “o tempo é pautado, tanto pela azáfama dos pratos a preparar todos os dias, como pelo prazer de comer, com parcimónia ou ligeireza”. E o espaço induzido “é diverso, consoante se esteja à mesa ou ao balcão, dentro ou fora da morada, na casa de pasto ou num hotel”.

    Os tempos e os espaços mudam, “mas há sempre quem cozinhe para nós e se baseie nas tradições ou na contemporaneidade. E esse lugar mágico é onde nascem os pratos. A cozinha é como uma espécie de estúdio para quem prepara refeições, tal como para quem grava canções”. O resultado “é verdadeiramente delicioso”, garantiu o anfitrião.

    E de facto o público gostou e aplaudiu cada uma das canções apresentadas tais como “Entrada”, As sopas”, “Fado à la Carte”, Bife à portuguesa”, “Fado do Café” ou “A Conta”.

    “O projeto, o concerto e o disco são inéditos e um exemplo de persistência”, explicou Jorge Mangorrinha tendo acrescentado que “difícil foi conseguir a sensibilidade e a disponibilidade por parte da Câmara Municipal e do CCC, porque sempre defendemos o interesse de o concerto vir a ser nas Caldas e não em Lisboa ou no Porto, como podia ter acontecido”.

    O autor estava muito satisfeito por o centro cultural ter lotado, não só com gente da região, mas também com outros que vieram de longe.

    O CCC “recebeu gente do Porto e de Lisboa, “que, certamente, vieram porque também sentiram que este era um concerto singular”, acrescentou. Globalmente, o caldense considera que este trabalho “é um exemplo de como a cultura musical não pode deixar de ser servida com bandeja de prata e não apenas em prato descartável”. Mesmo no final, Mangorrinha prestou homenagem ao seu pai, que também foi músico.

    Para os caldenses houve uma surpresa no final da atuação: foi interpretada “Carta das Caldas”, um tema dedicado à cidade que recebeu a apresentação ao vivo deste projeto. Gazeta das Caldas publica a composição desta nova canção, cedida pelo seu autor.

  • Comédia – Pimpões vai acolher o espetáculo de humor “O Pacote”

    Comédia – Pimpões vai acolher o espetáculo de humor “O Pacote”

    Nos próximos dias 20 e 21 de junho, pelas 21h30, sobe ao palco dos Pimpões a comédia “O Pacote” que será interpretada por Eduardo Madeira e por Jel que são ambos humoristas. A peça conta a história de dois amigos de longa data que se encontram num Centro de Saúde. Um deles possui um pacote que contém um segredo que pode mudar o mundo…
    ”Ninguém está preparado para o que está neste pacote. Muito menos estes dois”, explica sinopse da peça. “O Pacote” estreou em Lisboa no passado mês de abril. Os bilhetes para assistir ao espetáculo destes dois comediantes podem ser adquiridos nos locais habituais e também nos Pimpões.

  • Coleção de cerâmica – Centenário

    Coleção de cerâmica – Centenário

    Serigrafias de Bettencourt assinalam centenário

    Nuno Bettencourt é um dos autores com uma obra que assinala o centenário da Gazeta das Caldas. O autor, artista que se movimenta em vários formas de expressão, gostou de fazer parte do grupo de autores selecionado pois “é sempre bom participar no aniversário de um jornal que acompanha as nossas iniciativas”.

    O artista plástico, formado na ESAD.CR em 2001, está ligado a vários coletivos artísticos e considera que é importante que os artistas locais “também se possam juntar para homenagear um órgão de comunicação social da localidade”. Apesar de não ter criado uma obra em específico para a celebração, Bettencourt apresentou vários dos seus últimos trabalhos produzidos em serigrafia onde explorou o tema do retrato, da imagem facial que é apresentada sob uma linguagem tribal, urbana e ligada ao grafities.

    “Os exemplares para venda da série são todos diferentes”, contou o autor que usou técnicas de desenho com serigrafia, com apropriação de imagens figurativas. A proposta artística não tem designação fixa. Hoje, o autor leciona na escola de artes caldense e ainda coordena a oficina de serigrafia. Também tem experiência em teatro, cenografia e produção de eventos, do Atelier Arte e Expressão e Caldas Late Night. Bettencourt tem coordenado projetos como a Galdéria e a MAGA, a mostra de ilustração das Caldas.

    Neste momento está patente no Museu do Hospital uma exposição feita “em parceria com artistas da ADAO (Associação de Desenvolvimento de Artes e Ofícios do Barreiro) e oito artistas das Caldas que participam a convite do Atelier Arte e Expressão. A curadoria é de Carla Pacheco da ADAO.

    Além desta parceria, o autor também estabelece ligação com a Associação LAC de Lagos onde aliás decorreu uma exposição que contou com trabalhos de 12 artistas que vivem e trabalham nas Caldas. “Vamos também editar algumas fanzines”, disse o artista, acrescentando que neste momento tem seis exposições a decorrer em várias zonas do país. As serigrafias de Bettencourt custam 100 euros e podem ser adquiridas on-line ou na sede da Gazeta das Caldas.

  • Zé Povinho em destaque em concurso de BD

    Zé Povinho em destaque em concurso de BD

    Há novas representações da famosa personagem de Bordalo para conhecer na Biblioteca

    O Zé Povinho está a comemorar 150 anos já que nasceu em 1875 num dos periódicos humorísticos de Rafael Bordalo Pinheiro , a Lanterna Mágica.

    No sábado, dia 14 de junho, foram entregues os prémios do Concurso de Banda Desenhada Jorge Machado-Dias que teve como tema o próprio Zé Povinho, a personagem que representa o povo e que foi representada nas 39 bandas desenhadas atuais que concorreram a esta terceira edição.

    O vencedor do concurso do 1º escalão (12 aos 15 anos) foi Álvaro Silva com o trabalho “Que queres tu, Zé?” enquanto que do 2.º escalão (16 aos 21 anos) o vencedor foi Nicholas Mendonça com a BD, “Bem-vindo ao mundo real”.

    À Gazeta das Caldas, Álvaro Silva, de Santiago do Cacém afirmou que nesta sua obra “Que queres tu Zé” quis representar Zé Povinho desde que foi criado até à atualidade. Usou carvão para desenhar a sua BD. “Passei a conhecer melhor esta personagem, que é uma figura contraditória e cheio de peculieriedades”. Também fez pesquisa para ou caraterizar outras “personagens” como a Liberdade ou a ditadura. Esta última foi inspirada em Salazar.

    “Está tudo aqui condensado”, disse o autor que considera que o Zé Povinho “é antigo, atual e também do futuro”.

    Zé Povinho na televisão!
    Por seu lado, Nicholas Mendonça, que veio de Póvoa de Sta. Iria participa em concursos de BD desde 2022. Para este concurso, quis fazer “algo experimental e algo mais meu”. Desta forma decidiu colocar Zé Povinho num programa de televisão. “Usei uma estética muito ligada aos anos 80”, disse o autor que usou nas suas tiras de BD várias referências a essa época da cultura pop, de filmes, de canais e de programas de televisão.

    O autor distinguido tem 16 anos, frequenta a escola António Arroio e vai continuar a concorrer a concursos de BD. Nicholas começou por perguntar como era o Zé Povinho aos seus professores de Desenho que lhe indicaram exposições que podia ver. Importante foi também um documentário sobre Zé Povinho da RTP que o levou a conhecer melhor a personalidade deste representante do povo. Zé Povinho é “preguiçoso e rezingão e faz o manguito sempre que se zanga”, resumiu o jovem que também fez uso desta conhecida forma de mostrar o seu descontentamento.

    Para a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, o concurso é para continuar, tal como a fanzine Pedra Pomes que reúne as propostas que concorrem a cada edição do concurso Jorge Machado-Dias, autor que ofereceu à biblioteca das Caldas, o seu espólio de BD.
    O júri deste ano foi Carla Gonçalves, da Biblioteca Municipal, o autor de BD Marco da Silva e Nuno Fragata, docente e subdiretor da ESAD.CR.

    A exposição com os trabalhos deste concurso está patente na Biblioteca caldense até ao próximo dia 29 de agosto.

  • Finalistas mostraram trabalhos na ESAD.CR

    Finalistas mostraram trabalhos na ESAD.CR

    Ao todo mais de quatro centenas de alunos mostraram os projetos finais dos seus cursos na própria escola

    A ESAD.CR transformou-se numa mega galeria, entre os dias 4 e 7 de junho, altura em que esteve patente a mostra “Não Faço – Exposição do Ano 2025”. Esta iniciativa reuniu os trabalhos de 400 estudantes finalistas da quela escola que apresentaram ao público os seus projetos finais de curso, celebrando desta forma o fim de mais um ciclo do ensino superior.

    Além de contemplar várias áreas expositivas – espalhadas pelos vários edifícios da ESAD.CR – o evento “Não Faço” contou com performances e outra intervenções no espaço público e outras experiências artísticas, como instalações – “o que tornou esta edição especialmente dinâmica e envolvente, revelando outras formas de pensar e criar dos jovens artistas e designers”, disse a diretora, Cláudia Pernencar sobre o evento que reuniu as pospostas artísticas dos estudantes das áreas das Artes Plásticas, do Design, Gráfico, do Design Multimédia, do Design de Produto de Cerâmica e Vidro, do Design Industrial, mas também de Som e Imagem, de Gestão Cultural e de Teatro.

    Para a diretora, o próprio título escolhido para a edição da mostra dos finalistas “ foi uma escolha intencional e desafiadora que teve como intenção provocar uma reflexão crítica sobre os conceitos de autoria, produção artística e explorar o papel do criador na sociedade atual”.

    Segundo a responsável pela escola de artes, “Não Faço” foi também “um convite ao diálogo e ao questionamento de cada um, deixando o asterisco livre para que cada um pudessem interpretar com aquilo que o move, inquieta ou define”.Em Óbidos, a galeria Nova Ogiva acolhe a exposição “Anti-Corpus”, que apresenta os trabalhos dos finalistas da licenciatura de Artes Plásticas. A mostra, que abriu ao público a 5 de junho, reúne 49 obras das áreas da pintura à escultura, da instalação ao bordado e do desenho até ao vídeo. As propostas de “Anti-corpus”, com curadoria coletiva da ESAD.CR, “refletem a diversidade, a ousadia e a vitalidade artística de uma nova geração de criadores”, explica nota sobre esta mostra que poderá ser apreciada até 6 de julho.

  • Cinema – Há concertos do Palco do Rossio no centro de Alcobaça

    Cinema – Há concertos do Palco do Rossio no centro de Alcobaça

    No dia 14 de junho, às 21h30, no Claustro do Rachadouro, decorrerá o concerto The Beatles for Trio, com Tiago Morin, Ricardo Martins e Israel Costa Pereira. No dia seguinte, 15 de junho, pelas 21h30, na Praça D.Afonso Henriques decorrerá o concerto de apresentação do novo álbum de Hugo Trindade, a partir das 21h30. As duas atuações musicais fazem parte da programação do programa Palco no Rossio e ambas têm entradas livres.

  • “Ao Teatrinho” é o festival que decorre na Benedita

    A edição de 2025 do “AO TEATRINHO! José Carlos Saramago Festival” está a decorrer no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita. Este ano o evento contará com três espetáculos de teatro e ainda um workshop de ilustração e movimento para os mais pequenos.

    A peça “Influenza”, será apresentada hoje, dia 12 de junho, pelas 15h00, pelo grupo da Academia de Teatro do Colégio Frei Cristóvão, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho (CCGS). Esta peça foi apresentada no Colégio a 6 de junho , altura em que se assinalou o Dia Mundial da Criança. À academia de teatro juntou-se a academia da música, num espetáculo “que fala sobre emoções e que nos fez pensar no que somos, no que fomos e no que poderemos vir a ser”.

    No dia 14 de junho, pelas 17h00, também no CCGS, sobe ao palco a peça “Roda Viva, a menina e o círculo” que será representada pelo grupo Hipótese Contínua. “Roda-Viva (a Menina e o Círculo) é um espetáculo que combina circo, dança, desenho e música. O espetáculo oferece ao público uma viagem pelo território dos sonhos e da imaginação.

    O “José Carlos Saramago Festival” ainda integra, a 22 de junho , a realização de um workshop de ilustração e movimento que terá lugar no centro cultural da Benedita. A iniciativa, que será coordenada pela diretora artística Cláudia Nóvoa e pela ilustradora Rachel Caiano vai decorrer às 17h00, na sala do aluno do CCGS. A edição de 2025 deste festival contou com a apresentação do espetáculo “No fundo do mar” da Estação de Letras e que teve lugar a 7 de junho no auditório da Junta de Freguesia local. O Festival” é organizado pelo grupo de teatro da Benedita, Gambuzinos com o Pé de Fora e tem como mote: “traz os teus adultos e vem ao teatro!”.

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