Category: Sociedade

  • Festa de Natal no Colégio Rainha D. Leonor

    Festa de Natal no Colégio Rainha D. Leonor

    Os alunos foram subindo ao palco para cantar, dançar e representar

    “A Volta ao Mundo numa Noite Encantada” foi o tema da Festa de Natal do Colégio Rainha D. Leonor, que juntou 1100 alunos e mais de 2000 pais na noite de 17 de Dezembro.
    O espectáculo retratou uma noite de Natal diferente, numa viagem pelos cinco continentes e em que se testemunha os costumes e as características de diversos países. Tudo através dos olhos de Alice, uma personagem criada para fazer essa viagem e que descobre que o Natal acontece sempre que se quiser e em qualquer local.
    A história do espectáculo integrou-se no tema do projecto educativo do colégio: “O planeta é a nossa casa… a nossa escola”.
    “Nós entendemos a escola como uma casa, o espaço que reúne esta grande família e procurámos relembrar os valores que trabalhamos com os alunos, num espectáculo autêntico e repleto de alegria”, explicou a professora Tânia Galeão, adjunta da direcção do colégio.
    Com a participação dos alunos do 1º Ciclo ao ensino secundário, e de 60 professores, a festa durou uma hora e meia. Os alunos foram subindo ao palco para cantar, dançar e representar, acompanhados por muitas projecções e um coro com todos os alunos do 6º ano.
    O colégio associou-se também à operação de ajuda à instituição Ajuda de Berço, promovida pelo movimento Oeste Solidário, e mostrou a sua solidariedade no final da festa, com quase todos os alunos, professores e pais com o gorro verde na cabeça.
    A contrariar o espírito natalício que se fazia sentir, estiveram alguns desacatos originados pelo facto de alguns pais não terem conseguido entrar no pavilhão desportivo do colégio, onde decorreu a festa (ver Ocorrências Policiais).
    P.A.

  • Escolas caldenses participam na animação de Natal

    Escolas caldenses participam na animação de Natal

    A crise obriga a poupanças, mas nem por isso tem faltado animação de Natal nas ruas das Caldas da Rainha. “Aliámo-nos às escolas e por isso há sempre algo a acontecer no centro da cidade”, disse João Frade, presidente da ACCCRO, que partilha com a Câmara a programação de actividades de animação natalícia. De vez em quando há coloridos Pais Natais e duendes que “invadem” o coração da cidade e dão balões aos mais novos. No Sábado, 18 de Dezembro, havia grande animação nas ruas que estiveram cheias de gente às compras. Também houve animação equestre que deu uma outra vida ao centro da cidade.
    Segundo o representante dos comerciantes, ainda é cedo para se fazer um balanço sobre as vendas natalícias, mas de qualquer modo o responsável diz que os lojistas têm registado “uma pequena redução no volume das vendas”.
    O programa de animação de Natal das Caldas conta com a participação da Câmara, do Centro da Juventude, da Radio 94.2 FM,  Ponto de Ajuda – Snow Parade, Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, Escola Técnica Empresarial do Oeste, Colégio Rainha D. Leonor
    Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, Fanfarra dos Bombeiros das Caldas, Banda Comércio e Industria, Cotas Club, Animoeste, Orfeão das Caldas, Centro Hípico O Pintas, Associação de Criadores de Cavalos do Oeste e Centro Paroquial das Caldas.

    N.N.

  • “Gostaria de associar o termalismo aos cuidados clínicos pois é uma vertente que não existe em Portugal e o CHON é a única instituição que tem essa possibilidade”

    “Gostaria de associar o termalismo aos cuidados clínicos pois é uma vertente que não existe em Portugal e o CHON é a única instituição que tem essa possibilidade”

    O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte, Carlos Sá, quer que os hospitais de Alcobaça, Caldas e Peniche, funcionem em rede.
    O administrador acha que não faz sentido que existam especialidades no hospital das Caldas sem que esses profissionais dêem consultas em Alcobaça ou Peniche. Por isso, vão alargar as consultas externas a esses dois hospitais. O mesmo irá acontecer em relação à gestão das camas existentes em todo o CHON.
    “A ideia é que exista um organismo único – o CHON – que está dividido por quatro pólos (incluindo o Hospital Termal), no qual as pessoas se vão deslocalizando para um ou para outro local”, explicou.
    Quatro meses depois da tomada de posse do Conselho de Administração a que preside, que teve lugar a 16 de Agosto, Carlos Sá dá uma entrevista à Gazeta das Caldas na qual afirmou ter encontrado um centro hospitalar onde cada um dos hospitais continuava a funcionar por si próprio. “Surpreendeu-me a falta de procedimentos implementados e escritos sobre como as coisas deviam de ser feitas”, disse.
    Entre as principais medidas previstas para o próximo ano, está a aquisição de um TAC e o alargamento das consultas externas de especialidades existentes nas Caldas para os hospitais de Peniche e Alcobaça.
    O presidente do CHON anunciou ainda que até ao final do primeiro semestre de 2011 irão avançar as obras no hospital de Peniche e será entregue o projecto de ampliação da unidade das Caldas.
    Sobre o termalismo, Carlos Sá não quis pronunciar-se até que se saiba qual a proposta do grupo de trabalho do ISCTE que deverá ser apresentada em Janeiro. No entanto, adiantou que gostaria de associar o termalismo aos cuidados clínicos. “É uma vertente que não existe em Portugal e só aqui pode ser implementada porque é a única instituição que tem essa possibilidade”, defendeu.

    Entrevista: Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    “A realidade que encontrámos é que havia alguma desmotivação relativamente à instituição em si”.

    GAZETA DAS CALDAS: Qual o balanço que faz dos primeiros quatros meses deste Conselho de Administração?
    CARLOS SÁ: Encontrei uma realidade complexa, talvez mais ainda do que estava à espera. Mas nada que não se resolva.
    O balanço é positivo porque conseguimos durante este período começar a dar mostras de que a instituição pode implementar uma dinâmica maior do que aquela que havia.
    Encontrei alguma desmotivação relativamente à instituição em si. Não em relação à prestação dos cuidados de saúde, mas um desacreditar que era possível ter um centro hospitalar. Cada um dos hospitais continuava virado para si próprio.
    Eu julgo que conseguimos nestes primeiros meses fazer basicamente duas coisas: avaliar a realidade e começar, a pouco e pouco, a implementar algumas acções e passar a mensagem de que é possível fazer mais e melhor com o que temos.
    Penso que as pessoas mantêm a expectativa daquilo que o actual Conselho de Administração conseguirá fazer.
    Eu sabia que o desafio era complexo. Em primeiro lugar por causa da situação financeira e em segundo lugar por causa da carência de recursos humanos, nomeadamente ao nível de médicos, que é um problema muito grave que não depende de nós.
    Em terceiro lugar, como já disse, o facto do centro hospitalar não estar a funcionar como tal.

    G.C.: O que mais o surpreendeu daquilo que veio encontrar no CHON?
    C.S.: Várias coisas. Uma é o facto de que, apesar do que referi sobre a desmotivação em relação ao centro hospitalar, os profissionais de saúde terem um empenho diário muito elevado. As pessoas entregam-se diariamente de corpo e alma no tratamento das pessoas.
    Em termos de áreas de apoio, surpreendeu-me a falta de procedimentos implementados e escritos sobre como as coisas deviam de ser feitas. As coisas acabavam por acontecer porque as pessoas achavam que eram a melhor maneira, mas nada estava consolidado no sentido de haver procedimentos bem definidos.
    Essa falta de procedimentos e clarificação das etapas foi algo que me surpreendeu porque julguei que tudo isso estivesse mais consolidado.
    Os departamentos funcionavam, mas quase por intuição. Daí a necessidade de estabelecer normas para as pessoas saberem como devem proceder e com que objectivos.

    G.C.: Quais as principais decisões que tomou ao longo destes primeiros meses?
    C.S.: Em primeiro lugar o que fizemos foi avaliar aquilo que temos.
    A segunda fase, que iremos iniciar mais em força a partir de Janeiro, será a implementação de medidas que têm como objectivos a consolidação do centro hospitalar, a melhoria das condições de trabalho para os profissionais e a melhoria da prestação de cuidados de saúde à população.
    Por exemplo, ao nível da Imagiologia o CHON não tem estrutura suficiente para dar resposta às suas necessidades. Por isso vamos avançar com a aquisição de um TAC e melhorar os equipamentos que temos, ao nível das várias especialidades. Queremos também introduzir novos conceitos.
    Ao nível da Patologia Clínica também queremos fazer o mesmo, com a consolidação de um laboratório central.
    Como entendemos que a criação de um centro hospitalar tem que trazer benefícios para a população, vamos alargar as consultas externas para as áreas de Alcobaça e Peniche.
    Não faz sentido que existam especialidades no hospital das Caldas e não haver a disponibilidade dos profissionais fazerem consultas em Alcobaça e Peniche.
    A partir de Janeiro vamos alargar a estes hospitais as consultas externas de Gastroenterologia, Psiquiatria, Cardiologia e Ortopedia Infantil, entre outras.

    G.C.: Há condições para que isso seja feito?
    C.S.: Há. Estamos a dinamizar uma política de deslocalização de médicos e enfermeiros, de modo a que se dêem resposta às necessidades reais de cada hospital.
    No caso da Cardiologia, por exemplo, só temos um especialista no hospital das Caldas, que vai dar consultas um dia por semana a Alcobaça e Peniche.
    Mas também já deslocalizámos profissionais de saúde de Alcobaça para prestar serviço no hospital das Caldas e vamos fazer isso sempre que houver necessidade.
    A ideia é que exista um organismo único, o CHON, que está dividido por quatro pólos (incluindo o Hospital Termal), em que as pessoas, conforme as necessidades, se vão deslocalizando para um ou para outro local.
    Obviamente que isso exige uma boa planificação e daí a necessidade de definição de procedimentos e objectivos.
    Este é que é o benefício que a criação de um centro hospitalar traz para as populações desta região, proporcionando o acesso aos cuidados de saúde na sua zona de origem.
    Vamos fazer o mesmo ao nível da cirurgia de ambulatório, que vai ser descentralizado para Alcobaça. Estamos neste momento na fase final de implementação para que toda a cirurgia de ambulatório de adultos do CHON passe a ser feita em Alcobaça.
    No futuro também iremos descentralizar para Peniche outras áreas.
    Vamos também fazer a deslocação de doentes de um sítio para o outro, gerindo as vagas numa perspectiva global. Passamos a ter o somatório de todas as camas disponíveis nas três unidades. Assim aumentamos a capacidade instalada.

    “Temos orçamentada a aquisição de um TAC”

    G.C.: Acha que faz mais sentido continuar com o CHON do que voltar a ter administrações individuais em cada hospital, como algumas pessoas defendem?
    C.S.: A minha opinião é essa, mas mais importante do que a minha opinião, é a decisão do ministério que foi tomada em Janeiro de 2009. Não vale a pena estarmos sistematicamente a discutir decisões que foram tomadas porque senão não fazemos nada.
    Pessoalmente, acho que trouxe benefícios para a população. Se Alcobaça e Peniche continuassem a existir como até aqui, dificilmente teriam acesso a determinadas especialidades como vão começar a ter. Dificilmente Alcobaça teria uma área forte de cirurgia do ambulatório se não estivesse integrada no centro hospitalar. Ou tinha ambulatório ou cirurgia geral, mas as duas coisas seria muito difícil conseguir porque não tinha capacidade em termos de infra-estruturas.
    Eu acho que um centro hospitalar traz benefícios claros para a instituição e ainda mais importante para as populações.

    G.C.: Tem a garantia de que há verbas para a aquisição de um TAC?
    C.S.: Estamos na fase final da aprovação do orçamento, mas já temos orçamentado para 2011 a aquisição desse equipamento e toda a reestruturação do serviço de Imagiologia.
    Nós temos uma verba limite para investimento e decidimos que o TAC era uma das áreas prioritárias, tal como a remodelação de todo o piso cirúrgico que se irá iniciar em Janeiro.
    Esta remodelação é uma obra importante, não só pelo valor envolvido (cerca de um 1,5 milhões de euros), mas também pelo impacto que vai ter ao nível do funcionamento do hospital.
    Vamos também actuar ao nível das urgências para fazer a sua reorganização de modo a conseguir prestar melhores cuidados de saúde ao nível das estruturas físicas, desde as salas de espera às casas de banho.
    Queremos também readaptar toda a área da Oncologia porque é preciso um espaço mais digno e maior para fazer face às necessidades que temos.
    Em Alcobaça vamos adaptar o espaço físico existente para a área da cirurgia de ambulatório.
    No hospital de Peniche vamos iniciar a primeira fase da obra de adaptação da área dos cuidados continuados. Em 2011 cada hospital irá ter áreas em que vamos actuar.

    G.C.: Existem radiologistas suficientes no hospital das Caldas para a utilização do TAC?
    C.S.: Neste momento não. Estão em cima da mesa todas as opções disponíveis: o alargamento do mapa de pessoal ou entregar a gestão do serviço a uma entidade externa. Esta última é uma opção que muitos hospitais tomaram, mas não é a nossa prioridade. Se não conseguirmos atrair profissionais para esta área, temos que recorrer à segunda opção.

    G.C.: A situação financeira do CHON é o seu principal problema?
    C.S.: Não sei se é o problema principal, mas é um problema muito sério que dificulta a tomada de algumas opções estratégicas.
    Por parte do ministério foi feito um esforço importante e significativo para nos transferir extraordinariamente uma verba que nos permitiu cumprir compromissos anteriormente assumidos e posicionarmos para o futuro de uma maneira ligeiramente melhor do que quando cá chegámos.
    O ministério está ciente da situação financeira actual e da sua complexidade, tendo demonstrado toda a boa vontade no sentido de colaborar connosco para nos ajudar a resolver o problema.
    Mas não se resolve em poucos meses um problema que resulta da acumulação de vários anos.
    Vamos ter que dar tempo ao tempo. Estamos esperançados que com calma conseguiremos resolver esse problema.

    G.C.: Confirma que o passivo é de 30 milhões de euros?
    C.S.: Essa é uma verba interna, mas não é relevante dizer o seu valor. Mas é uma verba muito significativa.
    Por isso estamos a trabalhar para conseguir reduzir o passivo no mais curto espaço de tempo.
    Estamos a trabalhar a tentar aumentar a produção, ou seja, o número de consultas e de cirurgias, melhorando a qualidade do serviço prestado e reduzindo as listas de espera. Isso vai gerar receitas.
    Ao nível da despesa já identificámos áreas onde podemos poupar, racionalizando os custos ao nível do centro hospitalar.

    C.S.: Há os cortes que foram publicitados por parte do Ministério da Saúde para todos os hospitais, sobretudo ao nível da massa salarial e das limitações de crescimento noutras áreas, particularmente nos produtos farmacêuticos e no fornecimento de serviços externos.
    Mas ainda não tenho os valores finais porque estamos em processo de negociação do orçamento com Administração Regional de Saúde.

    G.C.: Um dos membros do Conselho de Administração, Alexandre Farinha, apresentou recentemente a sua demissão. Já foi substituído?
    C.S.: Estamos a aguardar a resposta do ministério em relação à pessoa que foi indicada.

    G.C.: Qual foi a razão do pedido de demissão?
    C.S.: Teve apenas a ver com questões do foro pessoal.

    G.C.: Porque é que substituiu uma grande parte dos directores de serviço?
    C.S.: Não, isso não é verdade. O que houve foi a manutenção da grande maioria dos directores de serviço em funções.

    G.C.: Um dos casos foi o do director do serviço de Cirurgia, António Martins.
    C.S.: Julgo que terá sido porventura o único a ser substituído. Mas não foi por nada de especial. Seguimos o princípio de que devem ser responsáveis pelos serviços as pessoas que tenham a posição mais elevada na carreira profissional.

    G.C.: Foi também por causa disso que a anterior directora do serviço de urgência do hospital de Alcobaça, Florbela Silva, foi substituída?
    C.S.: Não. O que nós fizemos foi outra coisa. No CHON passou a haver apenas um director de serviço do centro hospitalar. Deixou de haver um por cada hospital. Obviamente com coordenadores em cada um dos pólos.

    G.C.: No caso da médica Florbela Silva, pediu a exoneração do lugar de médica anestesista.
    C.S.: O que tem havido é alguns profissionais de saúde que, por razões do foro individual, tomam opções relativamente à sua actividade. Há pessoas que entendem que devem desenvolver a sua actividade no sector privado ou noutros hospitais que lhes permitam ter melhores condições de trabalho ou até financeiras.
    Já houve outras pessoas que o fizeram por motivos que têm a ver com a sua vida pessoal.

    G.C.: O hospital de Alcobaça ficou apenas com um médico da especialidade.
    C.S.: O anestesista foi integrado no serviço do CHON, que tem a tempo inteiro um anestesista em Alcobaça e se necessário for, terá mais. A partir do momento em que se iniciar a cirurgia de ambulatório em Alcobaça, vai ter que haver deslocalização de anestesista para esse hospital.

    “Vai haver quase três hospitais novos, com infra-estruturas completamente remodeladas dentro de algum tempo“

    G.C.: Acha que é melhor construir um hospital novo nas Caldas ou fazer a ampliação do existente?
    C.S.: Eu estou a representar o CHON e a minha opinião pessoal não é relevante. Há uma decisão do Ministério da Saúde relativamente a essa questão, que passa pela remodelação de quase todo o edifício o que, na prática, significa quase um hospital novo. Depois pretende-se também desenvolver um pólo com melhores condições em Alcobaça e a readaptação total do hospital de Peniche.
    Vão ser quase três hospitais novos, com infra-estruturas completamente remodeladas dentro de algum tempo.

    G.C.: Como gestor hospitalar acha que faz sentido investir em três hospitais, em vez de construir um novo hospital de maiores dimensões?
    C.S.: É sempre preciso considerar todas as variáveis e uma delas é o contexto económico-financeiro em que vivemos. Como não tenho conhecimento de todas as variáveis envolvidas, não posso responder directamente à sua pergunta.
    Mas se houve uma opção estratégica do ministério é porque foi tomada com base em dados concretos e tendo em conta todas as variáveis.

    G.C.: Em que ponto está esse processo?
    C.S.: Relativamente à ampliação e remodelação total do hospital das Caldas, há um gabinete de arquitectura que está a trabalhar no projecto e no final do primeiro semestre de 2011 poderemos avaliá-lo.
    Em Peniche já foi entregue um projecto e a primeira fase das obras irá iniciar-se durante o primeiro semestre do próximo ano. Será a remodelação completa da actual estrutura física e da própria organização interna do hospital.
    A primeira fase tem a ver mais com o piso térreo e a relocalização das consultas e da farmácia.
    A ARS está também a desenvolver os esforços necessários para avançar com o projecto de Alcobaça.

    G.C.: Relativamente ao grupo de trabalho do ISCTE que está a estudar a questão do termalismo, já tem alguma novidade? Qual é a sua sensibilidade em relação a esta matéria?
    C.S.: Se foi criado um grupo de trabalho para fazer um trabalho, devemos deixar que o façam de uma forma autónoma.
    Participei em duas reuniões, onde foram pedidas algumas informações adicionais que nós demos.
    Não sei qual vai ser a proposta final, que está previsto ser apresentada no final de Janeiro. Depois discutiremos e avaliaremos aquilo que vai ser proposto.
    Neste momento estamos a trabalhar no sentido de adaptar do hospital termal vir a poder prestar melhores cuidados de saúde.

    G.C.: Quando foi convidado para este cargo sabia que tinha a particularidade de ter o único hospital termal público do país?
    C.S.: Sabia. Não tinha era consciência de todo o património que o centro hospitalar tem a seu cargo. Mas isso é uma das componentes mais interessantes do desafio que me propuseram.
    Gostaria muito, no futuro, de associar o termalismo aos cuidados clínicos. É uma vertente que não existe em Portugal e só aqui pode ser implementada porque é a única instituição que tem essa possibilidade.
    Julgo que pode ser uma diferenciação, em termos do Serviço Nacional de Saúde, muito interessante no futuro para o CHON. Tudo faremos para implementar essa associação, mas teremos que aguardar pela proposta do grupo de trabalho.

  • Sala cheia para jantar de food design no Maratona

    Sala cheia para jantar de food design no Maratona

    A designer Inês Milagres apostou nesta realização que teve cores e cheiros outonais

    O Outono serviu de mote para a realização de um jantar especial no restaurante Maratona, no final de Novembro. A iniciativa foi promovida pela designer industrial Inês Milagres, que desenvolve o seu trabalho na área do Food Design e contou com grande adesão de convivas.
    Além de uma ementa recheada de alimentos próprios do Outono, houve todo um cuidado com o ambiente, onde não faltaram os  aromas outonais como o cheiro a alecrim, a erva doce ou a distribuição de castanhas numa embalagem onde se simulou as folhas das listas telefónicas, agora proibidas em nome da segurança alimentar.
    “Há uma alusão ao convívio em volta da fogueira e às folhas caídas, elementos próprios da época”, explicou Inês Milagres, a autora do projecto, que já tinha coordenado um evento nos Silos, em menor escala, dedicado às Migrações. Este deverá ter uma segunda edição na Primavera.
    Da ementa fizeram parte batata doce e batatas roxas fritas, rolo de carne com cogumelos portobello e bacon crocante, rolo de carne com puré de castanha confitado em azeite de alecrim e pimenta rosa, em cama de azeitonas de Elvas, rolo de carne com espargo e redução de figos secos e grelos salteados com pérolas de romã.
    A comida é uma área que a designer gosta por tradição familiar e também porque a sua irmã é chef de cozinha.
    Inês Milagres é uma das responsáveis pela Associação Moscardo e está aberta a parceiras à realização de eventos de Food Design.
    José Eloi, diz que o restaurante Maratona irá continuar a apostar na área dos jantares temáticos.

    N.N.

  • Bonecos de neve voltam a animar o centro da cidade

    Bonecos de neve voltam a animar o centro da cidade

    A Rua Dr. Miguel Bombarda e Rua das Montras acolheram durante o fim de semana 24 bonecos de neve, feitos pelos alunos de várias escolas e IPSS’s do concelho, numa iniciativa organizada pelo Ponto de Ajuda (Santa Casa da Misericórdia).
    Este é o segundo ano que se realiza o concurso Snow Parade, que desta vez tem mais três participações do que na edição de estreia. Para o ano, os bonecos de neve voltarão a animar o centro das Caldas.

    Dois dos bonecos da neve que estiveram na rua das Montras. O Snow Parade contou com a participação de quase todas as escolas do concelho.

    Os Bonecos de Neve regressaram à Rua das Montras, entre os dias 17 e 19 de Dezembro. Os exemplares foram maioritariamente feitos com materiais recicláveis, mas este ano houve algumas escolas e centros de formação que elevaram a fasquia em termos de qualidade.
    O Cenfim apresentou um modelo de boneco de neve que possui um sensor  ligado a uma bateria e, por isso, mexe a cabeça quando alguém passa por perto porque detecta o movimento. Por seu lado, a Escola de Hotelaria e Turismo – Pólo de Óbidos, está a participar com um Pai Natal feito em chocolate branco e que foi colocado numa das montras de uma loja que está fechada a meio da Rua das Montras.
    Já o boneco criado pela EB1 da Foz do Arelho representa o corpo humano e tem uma lâmpada em vez do coração, a boca mexe e a luz é alimentada por um painel solar que tem em cima da cabeça. Designado Arti, este boneco articulado mexe os braços, as pernas, a língua e o maxilar. Tem os vários órgãos do corpo humano e até simula que urina. O boneco foi coordenado pelo professor António Vieira e seus alunos.
    O Colégio Rainha D. Leonor concorre com um boneco de neve que tem um gorro verde pois relembra a campanha da Ajuda de Berço, um projecto de solidariedade que ainda está em curso e que apela às pessoas para adquirirem um gorro daquela cor.
    A população foi novamente chamada  a colaborar nesta iniciativa votando no seu boneco favorito através do próprio prospecto da exposição que no verso tem o boletim de voto. Os prémios para os melhores bonecos de neve são este ano em material escolar.
    A exposição de bonecos de neve abriu na sexta-feira e contou com a presença de responsáveis da Câmara e da Sta. Casa da Misericórdia. Segundo Tiago Pereira, uma do técnicos do Ponto de Ajuda, perspectiva-se a realização deste evento no próximo ano.
    Estão a participar com mais bonecos de neve o Agrupamento de Escolas de Sta. Catarina, Associação Social e Cultural Paradense, Centro de Apoio Social do Nadadouro, Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, Centro Social e Paroquial de Sta. Catarina, Centro Social e Paroquial do Carvalhal Benfeito, escolas secundárias Rafael Bordalo Pinheiro e Raul Proença, Infancoop, escolas básicas da Encosta do Sol, Carreiros, Casais da Serra, Salir de Matos, Sta. Susana, S. Gregório e Foz do Arelho, e os jardins de infância do Avenal, Reguengo da Parada, Lagoa Parceira, e Nossa Sra. do Pópulo.
    O evento conta com o apoio da ACCCRO, do Grupo Fábrica e da Stapples.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Três vendedores detidos na feira semanal das Caldas por contrafacção

    A operação no mercado semanal contou com 71 elementos da PSP e dez da ASAE

    Três vendedores (duas mulheres e um homem), foram detidos na passada segunda-feira, 20 de Dezembro, na feira semanal das Caldas da Rainha por crime de contrafacção, na sequência de uma aparatosa operação da PSP.
    Estiveram no local 71 polícias e dez agentes da ASAE, num dispositivo fortemente armado que cercou o largo da Feira e fiscalizou a mercadoria de vários vendedores no mercado.
    Foram apreendidos 1302 objectos contrafeitos: CDs, DVDs, cintos, malas, carteiras, perfumes, vestuário e alguns relógios.
    A polícia levantou oito processos-crime por contrafacção e usurpação de direitos de autor.
    Segundo Cardoso Silva, comandante da PSP das Caldas da Rainha, o balanço da operação foi positivo, até porque não se registaram incidentes.

    Jovens entraram em pânico na Green Hill

    Na madrugada de 19 de Dezembro, sete jovens, na sua maioria do sexo feminino, tiveram que ser assistidos na discoteca Green Hill pelos bombeiros das Caldas, depois de terem entrado em pânico num momento em que uma pequena multidão, por mero acaso, se dirigiu ao mesmo tempo para as caixas de pagamento da discoteca
    Segundo o comandante dos bombeiros voluntários das Caldas, os jovens foram retirados do interior da discoteca e acalmados, pois estavam “num estado de ansiedade grande”, mas não necessitaram de ser transportados para o hospital.
    Apenas um dos jovens ficou algum tempo dentro de uma ambulância, porque estava alcoolizado e acabou por ser levado para casa pelos amigos.
    As autoridades foram alertadas, por um telefonema para o 112, para o facto de estarem muitas pessoas a tentarem pagar o cartão de consumo sem o conseguirem. Segundo apurámos, uma avaria no sistema de pagamento terá atrasado o processamento das saídas, o que aumentou a confusão e a ansiedade nas pessoas que aguardavam, apertadas, pela sua vez.
    Nessa noite tinha havido um evento promovido pela rádio Hiperfm, de Rio Maior, que pretendia ser a maior festa de fim de aulas de sempre, tendo atraído muita gente à discoteca da Foz do Arelho.
    Pedro Lopes, director da rádio, disse à Gazeta das Caldas que lamentam a situação e pedem desculpa pelo ocorrido, “mas queremos sublinhar que em eventos desta natureza é normal o tempo de espera para entrar e sair ser elevado”.
    O responsável informou que a GNR estava presente no local porque tinha sido avisada para a presença massiva de jovens, tendo sido pedido um reforço de patrulhamento nas vias de acesso à discoteca e no próprio local “Não houve um único arranhão, nem no interior nem no exterior da discoteca”, salientou.
    Pedro Lopes elogiou o comportamento das autoridades e dos funcionários da discoteca que, na sua opinião, terão evitado que ocorressem mais problemas com esta situação.
    Segundo o director da rádio, terão passado pela discoteca cerca de 2.500 pessoas e  “todos sabemos que, ao longo de quase 30 anos, este espaço tem recebido eventos com maior número de pessoas”.
    À entrada também houve uma fila enorme de pessoas à espera, mas nessa altura não houve problemas.
    Ao nosso jornal uma cliente, Lénia Rodrigues, contou que a discoteca estava demasiado cheia. “Se houve tanta confusão quando as pessoas apenas queriam pagar o seu cartão e sair, então como seria de houvesse uma urgência, como um incêndio?”, questiona. Segundo a jovem, várias pessoas tiveram que sair por um portão das traseiras.
    O caso tem sido muito comentado nas redes sociais, com as páginas do Facebook da Green Hill e da Hiperfm a servirem de repositório de vários depoimentos. “Uma hora no mínimo para conseguir pagar um cartão, com direito a nódoas negras, falta de ar e uns belos apertos no peito com pisadelas e caneladas”, conta Daniel Fale.
    Mas há também quem tenha outra opinião. “A única coisa que se passou naquele espaço foi miúdos de 15 e 16 anos e pitas histéricas que tiveram um ataquezito de pânico com álcool a mais”, comentou Mário Neves na página da Hiperfm.
    O nosso jornal tentou contactar a gerência da discoteca Green Hill, mas não conseguiu obter um comentário até à hora de fecho desta edição.
    Aluno agredido em festa de Natal

    Na noite anterior a PSP também foi chamada ao colégio Rainha D. Leonor por causa de desacatos originados pelo facto de alguns pais não conseguirem entrar no pavilhão desportivo onde estava a decorrer a Festa de Natal.
    Um dos pais terá mesmo agredido um aluno que estava a dar apoio à organização.
    “Normalmente são os alunos de 12º ano que, juntamente com alguns docentes, apoiam a organização da festa, recebendo os pais no pavilhão e ajudando a sentar”, explicou Tânia Galeão, adjunta da direcção do colégio. “Lamentamos que alguns adultos não tenham percebido isso e tenham mesmo sido violentos com um dos nossos alunos, o que é de todo inaceitável”, afirmou.
    Para o próximo ano a direcção do colégio pondera dividir a festa de Natal em duas apresentações, para que todos possam participar sem problemas.

    Idoso sofre queimaduras num incêndio na sua casa

    Um fogo que deflagrou ao princípio da manhã de 18 de Dezembro, numa casa no bairro da Ponte, destruiu a sala e provocou danos nas restantes divisões. Um homem de 73 anos sofreu ferimentos ligeiros.
    Os bombeiros caldenses foram chamados ao local às 8h26 e meia hora depois o incêndio foi dado como extinto, mas como este só foi detectado numa fase adiantada, o calor e o fumo causaram muitos estragos nas restantes divisões da casa.
    O morador estava a dormir e quando acordou ainda tentou apagar fogo, tendo queimado parte do cabelo e da cara, inalando também algum fumo.
    Devido aos estragos na sua habitação, o idoso teve que ficar em casa de familiares.

    Detidos com droga na Nazaré

    Um homem de 45 anos foi detido na Nazaré, na manhã de 15 de Dezembro, por ter na sua posse heroína e cocaína suficiente para a confecção de 121 doses individuais. Para além da droga, foram apreendidos dois telemóveis. A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação da PSP.
    No dia anterior, pelas 20h00, a polícia da Nazaré também deteve um jovem de 20 anos que tinha na sua posse haxixe suficiente para a confecção de 54 doses individuais. O jovem tinha sido detido por conduzir uma mota sem carta, mas acabou por ser apanhado com droga.
    Durante a madrugada de 15 de Dezembro, às 2h56, a polícia de Alcobaça deteve um homem de 37 anos por conduzir com uma taxa de álcool no sangue de 2,20 gr/l.
    No dia 16 de Dezembro, pelas 15h30, a PSP de Alcobaça deteve um homem de 39 anos por estar a conduzir um veículo ligeiro de mercadorias com a carta de condução apreendida.
    Em A-dos-Francos a GNR deteve um jovem de 31 anos por conduzir um veículo sem carta. No dia 17 foi detido pelo mesmo motivo, no Bombarral, um jovem de 22 anos.
    Uma mulher de 30 anos, interveniente num acidente de viação na madrugada de 18 de Dezembro, foi detida pela PSP das Caldas da Rainha por conduzir sem carta e registar uma taxa alcoolémica de 2,85 gr/l.
    Nessa manhã, à 8h30, foi detido em Alcobaça um individuo de 28 anos com 2,07 gr/l. No Nadadouro a Guarda deteve uma mulher de 48 anos com 1,74 gr/l, no Bombarral outra mulher de 50 anos sem carta e no bairro da Senhora da Luz outra mulher com 1,35 gr/l.
    De 13 a 19 de Dezembro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 25 feridos ligeiros, dos quais resultaram um ferido grave e 10 feridos ligeiros.

    Assaltos na região

    Na noite de 16 de Dezembro, pelas 22h35, a polícia recuperou um automóvel que tinha sido furtado no concelho das Caldas.
    No dia 19 a PSP recuperou outra viatura que tinha sido roubada na madrugada anterior nas Caldas.
    Três suínos foram roubados no Coto a 13 de Dezembro. No mesmo dia assaltaram uma loja na zona industrial de Óbidos e duas casas no Vau e no Nadadouro. Foram ainda roubados cinco LCDs de uma loja na Atouguia da Baleia.
    Dois homens, de 31 e 33 anos, foram detidos pela GNR da Benedita em flagrante delito, quando faziam furtos numa loja de roupa e num supermercado daquela localidade.
    A GNR das Caldas recebeu também uma queixa pelo furto num hipermercado em Tornada no dia 15. No Olho Marinho roubaram um veículo a 16 de Dezembro.
    Uma casa foi assaltada a 17 de Dezembro em A-dos-Francos. Nesse dia foram ainda assaltadas dois estabelecimentos comerciais no Bombarral e na Serra Del Rei.
    No dia 18 houve furtos numa viatura em Óbidos, numa casa na Foz do Arelho e noutra casa na Atouguia da Baleia. Em São Martinho foi apresentada uma denúncia por clonagem de cartão Multibanco.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Crianças atendidas pela Linha de Saúde 24 têm prioridade nos Centros de Saúde

    As crianças até aos 12 anos, encaminhadas pela Linha de Saúde 24, vão ter prioridade no atendimento da doença aguda nos Centros de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo e que inclui o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte.
    Esta medida da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) visa promover o recurso prioritário aos cuidados de saúde primários e um uso racional das urgências hospitalares.
    Segundo o médico Gonçalo Cordeiro Ferreira, coordenador para a área da Pediatria da ARSLVT, “muitos dos atendimentos nas urgências pediátricas hospitalares, nesta altura do ano, poderiam ser resolvidos através de aconselhamento telefónico ou, se necessário, com recurso aos cuidados de saúde primários, aliviando os hospitais para as situações verdadeiramente urgentes”.
    A ARSLVT aconselha o recurso à Linha de Saúde 24 através do Tel. 808242424 em situações de preocupação ou dúvida sobre a saúde das crianças.

    N.N.

  • Profissionais da publicidade revelam os seus segredos em Peniche

    Profissionais da publicidade revelam os seus segredos em Peniche

    Os oradores partilharam a sua experiência do mundo da publicidade e da realização de eventos

    O que mantém mais de 200 pessoas interessadas, num auditório, durante mais de três horas? A resposta é: publicidade! Um feito que foi conseguido pela turma finalista de Marketing Turístico da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), no passado dia 9 de Dezembro, que organizou um festival de publicidade.
    O criativo Tiago Cruz foi o primeiro a falar de publicidade e da importância de fazer “qualquer coisa que nos diferencie da concorrência”. O autor de anúncios da Vodafone, Euromilhões e Knorr partilhou algumas curiosidades da sua realização e incentivou os alunos a “não ter medo de arriscar”.
    Tiago Cruz explicou que estes foram anúncios que lhe correram bem, mas também teve muitos que correram muito mal. O sucesso está, assim, no trabalho e na coragem de fazer coisas novas. “Isto não é uma profissão que depende da inspiração. Não somos artistas, somos assalariados e temos um breefing bastante restrito a cumprir”, disse, acrescentando que a criação de um anúncio pode demorar entre dois dias a seis meses.
    O director de marketing da empresa Tavolanostra, Kevin Barardo, falou da sua experiência na organização de eventos para o Barcklays e da cerimónia de eleição das Sete Maravilhas Naturais de Portugal.
    Na sua opinião, a comunicação mudou muitos nos últimos anos. “As audiências são cada vez mais segmentadas e tem que se ter consciência disso quando se coloca um produto no mercado”, afirmou.
    A empresa que começou em 2003 teve o seu maior crescimento nos últimos seis anos.
    O conhecido actor da campanha da TMN, “mucho moche”, Pedro Fernandes, falou sobre os bastidores da publicidade, explicando o trabalho que está por detrás de alguns segundos de resultado final. Actualmente é actor, locutor, guionista e humorista, mas conta que começou nesta área por brincadeira.
    “Sempre fui muito dado à palhaçada”, disse o jovem, que repartiu o seu tempo de estudante universitário entre o curso de Publicidade e Marketing e o grupo de teatro da escola.
    O radialista Nuno Markl não esteve presente, mas colaborou com a sua caderneta de cromos, onde mostrou anúncios dos anos 80.
    O evento contou ainda com momentos de animação a cargo da banda Soulbizness.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Infancoop celebra o Natal no Arneirense

    Infancoop celebra o Natal no Arneirense

    Funcionárias e pais participaram activamente na festa de Natal das crianças que frequentam a Infancoop

    O Arneirense foi este ano o espaço escolhido pela Infancoop para a sua festa de Natal, que decorreu no passado dia 17 de Dezembro. Os funcionários da instituição levaram à cena a peça de teatro “o Pai Natal azarado”, que contou com a interacção das crianças. Também os pais subiram ao palco para interpretar canções alusivas a esta quadra.
    Este ano a direcção da Infancoop optou por não colocar as crianças a participar nas actividades, permitindo-lhes usufruir mais da própria festa.
    Mónica Baptista, da direcção da Infancoop, destaca o empenho das 11 funcionárias que passaram muitas horas do seu serão, nos últimos 15 dias, a “trabalhar arduamente” no evento, tanto nos ensaios da peça como na confecção do cenário.
    Nos dois dias anteriores houve cânticos de Natal na instituição. As crianças que frequentam as aulas de inglês e de música actuaram para os colegas nas salas e refeitório.
    Actualmente frequentam a instituição 233 crianças, repartidas entre as valências de creche, pré-escolar e primeiro ciclo com ATL integrado.

    F.F.

  • Sociedade Recreativa Sobralense celebra 75 anos e recebe medalha de mérito

    Sociedade Recreativa Sobralense celebra 75 anos e recebe medalha de mérito

    A Sociedade Recreativa Sobralense, do Sobral do Parelhão, viu reconhecido os seus 75 anos de trabalho em prol da comunidade com a medalha de mérito do governo civil de Leiria, entregue no dia em que a colectivade celebrou o seu aniversário.
    A entrega da distinção teve lugar a 12 de Dezembro, no decorrer do almoço do 75º aniversário da associação, com a presença do adjunto do governador civil de Leria, Jorge Sobral.
    “Sempre que surge a oportunidade de aqui vir, faço-o com muito carinho porque sei o esforço que tem sido feito pelos directores e associados da Sociedade Recreativa Sobralense”, referiu o caldense.
    Jorge Sobral considerou os 75 anos da colectividade um marco “extraordinário” pelo qual “merecem, em termos institucionais, um profundo reconhecimento”.
    O presidente da Câmara do Bombarral, José Manuel Vieira, também elogiou o trabalho da população local pelo trabalho realizado ao longo destes 75 anos, que culminou com a construção da actual sede da colectividade, “uma casa bem dimensionada e que, por isso, tem sustentabilidade para o futuro e capacidade para atravessar os tempos difíceis que aí vêm”.
    O autarca recordou os “agradáveis momentos e os extraordinários espectáculos organizados por esta associação durante os 75 anos da sua existência, contribuindo para o enriquecimento sócio – cultural desta simpática e acolhedora aldeia que é o Sobral do Parelhão”.
    O presidente da associação, Mário Jorge, aproveitou a ocasião para fazer um discurso de despedida, no qual agradeceu “a todas as pessoas que me acompanharam ao longo dos 18 anos que fiz parte dos órgãos sociais desta colectividade”, mas também aos sócios e entidades locais.
    A poucos dias das eleições para uma nova direcção, que decorrem a 16 de Janeiro, Mário Jorge mostrou-se “orgulhoso por ter feito parte da história desta colectividade”, salientando que “para uma terra tão pequenina conseguimos levar por diante uma obra que fala por si”.
    Dos actuais elementos que compõe os órgãos sociais da associação nenhum se irá recandidatar.
    P.A.

  • Combate à leucemia faz-se com a ajuda de todos

    Combate à leucemia faz-se com a ajuda de todos

    Ana Marques Pereira diz que o caminho para a cura da leucemia “ainda está longe” e que até se chegar lá é preciso a ajuda de todos

    Sabia que para se inscrever como potencial dador de medula óssea basta ter entre 18 e 45 anos, pesar mais de 50 kg, não ter doenças crónicas ou auto-imunes, e dispensar alguns minutos do seu tempo e tirar um pouco de sangue, num processo semelhante às análises? E sabia que este pequeno gesto, que não dói nem deixa marcas, aumenta as possibilidades de cura para os milhares de pessoas que em todo o mundo sofrem de leucemia?
    Hoje, o banco nacional de medula óssea conta com 250 mil dadores, disponíveis não só para ajudar os doentes portugueses, mas também os doentes de todo o mundo, o que coloca o país no segundo lugar nas dádivas a nível europeu. Mas este número podia ser muito maior, não fossem os mitos que ainda persistem em torno deste acto altruísta.
    Alguns deles foram refutados ao final da tarde do passado dia 8 de Dezembro, numa conferência proferida pela médica Ana Marques Pereira, da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL). Uma acção integrada na “Corrida P’la Vida” da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, que tinha como objectivo aliar a um evento desportivo à angariação de fundos para a APCL.
    A primeira questão a ser esclarecida é que “medula óssea e espinal medula não têm nada a ver uma com a outra”. Quer isto dizer que, ao contrário do que muita gente pensa, um doador de medula óssea não tem uma agulha a tirar-lhe sangue na espinha. De acordo com Ana Marques Pereira, “os transplantes de medula estão a cair em toda a Europa e os transplantes das células progenitoras e do cordão umbilical estão a subir”. Assim, são já muito poucos os casos em que os dadores são sujeitos a extracção de medula óssea, o tecido mole que se encontra no interior de vários ossos e onde são formados elementos do sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. E quando este processo é necessário, o que se faz habitualmente é, com o dador anestesiado, proceder à extracção na zona do externo ou da anca – um processo indolor, que causa apenas algum desconforto.
    O que hoje é mais comum é o dador doar apenas as células jovens do sangue, num processo que se assemelha nalguns aspectos à hemodiálise. De forma simples, o sangue do dador passa por uma máquina que filtra as células jovens do sangue, que seguem para o doente. Os pormenores deste processo foram explicados pela médica, que salientou a importância de se saber que quando alguém se inscreve como potencial dador, não se sabe quando ou se alguma vez será chamado a doar, dado que pode não ser compatível com nenhum dos doentes a necessitarem deste tratamento. “É importante que quando a pessoa for chamada, seja um mês, seja um ano depois, não tenha mudado de ideias”, referiu Ana Marques Pereira.
    “O caminho para a cura da leucemia aguda ainda está longe. Até lá, vamos todos ajudar”, apelou a médica perante uma plateia reduzida a cerca de duas dezenas de pessoas. Um número bem abaixo do que seria desejável, admitiu Vasco Oliveira, presidente da Junta de Nossa Senhora do Pópulo, mas suficiente para que a mensagem deixada pela médica seja replicada e para que na próxima recolha de potenciais dadores o número de participantes seja bem maior que a dezena de pessoas que no passado sábado, da 11, apareceu na sede da junta.
    Lutar contra uma doença oncológica não é fácil. E na base da fundação da APCL, em 2002, está a vontade de antigos doentes em melhorarem as condições de quem trava batalha contra a leucemia. Hoje, a associação contribui para ajudar na resolução de alguns problemas relacionados com as doenças hematológicas, apoia a investigação científica e a recolha de potenciais dadores, dá apoio a familiares de doentes.
    Foi por reconhecer este “trabalho meritório” que o executivo da Junta de Nossa Senhora do Pópulo escolheu a APCL para a primeira edição da “Corrida P’la Vida”, que à vertente do desporto alia a solidária. O que se pretende é que a corrida seja um evento anual e que em cada edição a ajuda reverta para entidades diferentes, mas sempre ligadas as doenças oncológicas.
    A primeira edição, que além da conferência e da recolha de potenciais dadores contou, na vertente desportiva, com uma caminhada Pais e Filhos e uma corrida com 220 atletas, foi para Vasco Oliveira “um verdadeiro êxito”, mas ainda não se sabe que montante será entregue à associação beneficiária.
    Para o ano a Junta de Freguesia prevê ajudar uma entidade ligada ao Cancro da Mama.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Alunos nazarenos solidários

    “Dar de Si”. O desafio foi lançado aos alunos do Externato Dom Fuas Roupinho que hoje, dia 17, encerram o 1º período do ano lectivo com uma recolha de prendas para que a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco da Nazaré faça chegar a quem mais precisa.
    A solidariedade dá ainda o mote a diversos trabalhos elaborados pela comunidade escolar em papel de cenário, para depois serem afixados em todas as salas de aula da escola. Aos alunos será ainda pedido que elaborem trabalhos escritos, que depois serão publicados.
    A onda de solidariedade da escola não se fica por aqui. O grupo disciplinar de Francês tem em curso a acção “Je Suis Solidaire”, que prevê a instalação no espaço escolar de esculturas relacionadas com a Unicef e no âmbito da qual será feito um peditório a favor da organização mundial.
    Já na quarta-feira, dia 22, a escola estende os festejos de Natal ao Cine-Teatro da Nazaré, onde leva a palco uma noite musical com temas típicos da quadra festiva. Um espectáculo que na primeira parte conta com a apresentação de uma adaptação da peça de teatro “Xmas qd Kiseres”, de Jorge Louraço Figueira.
    J.F.

  • Sessões de astronomia em torno da Estrela de Belém

    As sessões de astronomia marcadas para amanhã, dia 18 de Dezembro, no Planetário da Biblioteca Municipal da Nazaré, vão abordar o fenómeno da Estrela de Belém, que, de acordo com o Envangelho de S. Mateus, atraiu os três Reis Magos ao local onde tinha nascido Jesus Cristo.
    Mais uma vez sob orientação do astrónomo Máximo Ferreira, o objectivo é tentar perceber que fenómeno celestial poderá ter ocorrido há mais de dois mil anos, que acabaria por dar origem a um dos mais importantes símbolos da tradição cristã. Um tema para debater em dose dupla, às 15h30 e às 16h30, com entrada livre. Mais informações e inscrições através do Tel. 262562388.
    J.F.

  • Concerto em Sta. Catarina

    No próximo Domingo, 19 de Dezembro, pelas 17h30, vai realizar-se, no Centro Pastoral de Sta. Catarina um concerto de Natal sob direcção do maestro Bruno Santos e que vai contar com a participação do Coro da Paróquia de Sta. Catarina, do Coro de S. Miguel do Juncal, do Coro da Universidade Sénior de Alcobaça e da Banda Sociedade Filarmónica Catarinense.

    N.N.

  • Cake designer brasileiro esteve em Portugal a ensinar a fazer jóias em bolos

    Cake designer brasileiro esteve em Portugal a ensinar a fazer jóias em bolos

    The King Cake, o cake designer brasileiro Nelson Pântano, esteve no Convento de S. Miguel nas Gaeiras, entre os dias 4 e 6 de Dezembro, onde mostrou a sua arte de decorar bolos. Foi o convidado do primeiro workshop de flores e jóias em açúcar de Portugal, organizado pela Associação Nacional de Cake Designers que, devido à grande procura de formação, conta abrir delegações na Suíça e em Espanha.

    Nelson Pântano é especialista na criação de flores e jóias para decorar os bolos

    Nelson Pântano dedica-se ao cake design há 10 anos, quando esta técnica estava a dar os primeiros passos no Brasil. Conta que o gosto surgiu um pouco por acaso, tendo começado por fazer um curso.
    “Procurei especializar-me e fui-me dedicando a ponto de desenvolver as minhas próprias técnicas, até que acabei por abrir um atelier de bolos artísticos no Brasil, há oito meses”, disse à Gazeta das Caldas.
    Nelson Pântano dedica-se sobretudo às flores, que é o que também mais gosta de fazer. Já desenvolveu mais de 100 tipos de flores de açúcar diferentes e gosta particularmente da peónia. “Procuro sempre no meu trabalho a perfeição”, disse o artista, que actualmente divide o tempo entre as encomendas de bolos e aulas de formação no Brasil e no estrangeiro.
    Na sua opinião, Portugal está a desenvolver-se muito mais rápido do que o Brasil em termos de qualidade de trabalho. “No Brasil quando começámos os trabalhos eram muito feios, mas aqui, embora ainda estejam no início os trabalhos, já são muito bons”.
    A participar no workshop estavam 25 pessoas, a lotação máxima e que foi atingida nos dois primeiros dias de inscrições. Participaram portugueses de norte a sul do país e dois espanhóis, oriundos de Corunha e Santiago de Compostela. A lista de espera é grande, pelo que a associação quer voltar a trazer o especialista no próximo ano.
    Entre as flores, o destaque foi para a estrela de Natal. Os profissionais também fizeram outras, como o lírio de Casablanca, a rosa e a orquídea. “São peças muito minuciosas, que podem levar um dia inteiro para ser feitas porque primeiro têm que fazer as pétalas, depois deixar secar e só depois de seca é podem pintar para aramar”, explicou Teresa Henriques, presidente da Associação Nacional de Cake Designer, uma entidade que tem sede no convento dos Gaeiras.
    O workshop de jóias foi uma novidade absoluta. Apesar de ser “muito simples nunca tinha feito”, conta a presidente da associação, sobre as jóias, pregadeiras e fivelas, que vêm permitir um acabamento mais perfeito num bolo.
    Teresa Henriques destacou que pretendem sempre “aprender com os melhores do mundo” porque esta área está cada vez mais forte e conhecida e as “pessoas querem formação porque o cliente torna-se mais exigente”. Tendo em conta o elevado numero de interessados em ter formação, a associação vai tentar fazer uma filiação na Suíça e outra em Espanha. “Estamos a tentar alargar fronteiras para tentar dar resposta a todos”, referiu a responsável.
    A associação tem patente o primeiro Christmas Cake na galeria da Casa do Pelourinho, que conta com a exposição de cerca de 30 bolos em que o visitante vai votar no melhor. O vencedor será entrevistado pela revista especializada de Cake Design.
    A próxima iniciativa será em Janeiro, com a vinda de outro especialista que irá dedicar-se à temática da Páscoa e Dia dos Namorados.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Colégios realizam hoje festa de Natal

    O Colégio Rainha D. Leonor realiza hoje,17 de Dezembro, pelas 21h00, a sua festa de Natal, sob o tema “A Volta ao Mundo numa Noite Encantada”.
    Durante o espectáculo, que decorre nas instalações da escola, será recriada a véspera de Natal e feita uma viagem imaginária pelos cinco continentes, destinada a conhecer os diferentes costumes natalícios.
    O Colégio Frei Cristóvão realiza também hoje, pelas 20h30, na Sociedade de Instrução e Recreio de A-dos-Francos, a sua festa de Natal que será associada à Campanha “Oeste Solidário”. Esta visa mobilizar o maior número de pessoas para a situação da Associação Ajuda de Berço, uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos, que recebe crianças abandonadas ou em situação de risco.
    Durante a festa, e como forma de exteriorizar o apoio prestado a esta causa, todos os presentes exibirão um gorro verde (símbolo desta campanha),  previamente adquirido pelo valor de dois euros, sendo que um 1,5 reverte, para a Ajuda de Berço.
    N.N.

  • Um Natal mais solidário para 150 famílias de Óbidos

    A Câmara de Óbidos distribuiu durante esta semana cabazes de Natal, composto por bens alimentares e brinquedos, por 150 famílias carenciadas do concelho.
    Este ano foram os idosos que frequentam o programa Melhor Idade que confeccionaram os brinquedos oferecidos às crianças com idades entre os zero e os dois anos.
    O programa Óbidos Solidário, onde se insere esta iniciativa, decorre desde 2002 e tem procurado promover respostas de apoio social, a partir da colaboração de vários técnicos e parceiros sociais.
    O cabaz de Natal entregue às famílias foi conseguido com o apoio deste município, Juntas de Freguesia, Grapel – Papelaria Caldense, Lda e Papelaria Vogal.

    F.F.

  • Aniversário e Natal fazem festa na Escola de Hotelaria

    A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste decidiu juntar na mesma festa as comemorações do Natal e do seu terceiro aniversário. O evento realiza-se hoje, 17 de Dezembro. O resultado é um dia cheio de actividades que tem início às 11h00 com a cerimónia de entrega de certificados e diplomas aos alunos que no ano passado concluíram os cursos de “Técnicas e Gestão de Turismo” e “Pastelaria Avançada”, ambos ministrados nos pólos de Caldas e de Óbidos.
    A festa, organizada pelos alunos de “Gestão do Turismo”, decorre nas instalações caldenses da escola e prossegue com um almoço volante. À tarde os alunos saem à rua para momentos de animação, entre as 13h30 e as 14h25, regressando à escola onde, pelas 14h30, os alunos do Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor (CEERDL) apresentam uma peça de teatro.
    Às 15h15 decorre a entrega simbólica dos bens angariados pela comunidade escolar ao CEERDL e um quarto de hora depois tem início uma demonstração de dance fusion. Às 16h00 decorre a eleição da Miss e do Mister EHTO e uma hora mais tarde há um momento de karaoke. A festa termina com o sorteio de um cabaz de experiências, marcado para as 18h15.

    J.F.

  • Bombarral realiza mercado rural do Natal

    O mercado rural do Natal é um dos destaques do programa de animação da época natalícia no Bombarral.
    Amanhã, entre as 8h00 e as 17h00, o mercado decorre no largo da Igreja, com produtos bem característicos da nossa região, como frutas, hortícolas e doçaria, mas também artesanato e antiguidades.
    Ao longo do dia vai haver animação nas ruas da vila, com os alunos do curso de Turismo Rural e Ambiental da Escola Básica e Secundária do Bombarral. Durante a tarde está prevista a visita do Pai Natal, numa iniciativa do grupo de teatro amador “Os Lendários”, da Delgada.
    Termina hoje, dia 17 de Dezembro, a campanha de recolha de brinquedos promovida pela autarquia, no quiosque situado na praça do Município.
    Está patente até 6 de Janeiro, no átrio do edifício da Câmara, uma exposição de árvores de Natal, da autoria dos alunos do projecto “Universitários 50+”.
    No domingo, a partir das 21h30, vai ter lugar a Gala de Natal 2010, no Teatro Eduardo Brazão. O evento é organizado pela União Cultural e Recreativa do Bombarral e do Circulo de Cultura Musical Bombarralense e tem o apoio da autarquia.
    O evento marca o regresso da West Europe Orchestra a esta sala de espectáculos, num concerto em que os músicos bombarralenses, dirigidos pelo maestro Élio Leal, vão ser acompanhados pelos cantores Nuno Cardoso (tenor), Ana Cardoso (soprano), Rita Marques (soprano) e David Ruella (barítono).
    Para os mais novos o gabinete da Juventude e Tempos Livres da Câmara do Bombarral preparou um conjunto de iniciativas a decorrer durante o período de férias de Natal.
    Nos dias 20, 28 e 29 de Dezembro, sempre às 15h00, vai ter lugar no auditório municipal um ciclo de cinema infanto-juvenil com a exibição dos filmes “À Procura do Patas Natal”, “Shrek para Sempre – Capítulo Final” e “Como Cães e Gatos 2 – A Vingança de Kitty Galore”.
    No dia 21, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00, vai ter lugar na biblioteca municipal o atelier “Natal Verde”, durante o qual os participantes irão fazer enfeites de Natal com materiais reciclados e recicláveis. O resultado final será colocado numa árvore da praça do Município no dia seguinte pelas 10h00.
    No dia 22, a partir das 15h00, decorre no auditório municipal o workshop “Navega (s) em Segurança?”. Com o apoio da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação, a iniciativa tem como objectivo mobilizar as crianças e os jovens para uma utilização responsável e segura da Internet.
    À noite, pelas 21h00, terá ainda lugar uma conferência sobre a mesma temática, mas desta feita dirigida aos pais e encarregados de educação, destacando-se nos temas a abordar a importância da monitorização das actividades realizadas pelos filhos e educandos na Internet.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Escola antiga dá lugar a centro de dia nas Gaeiras

    Escola antiga dá lugar a centro de dia nas Gaeiras

    A escola do primeiro ciclo das Gaeiras, que ficou devoluta com a passagem das crianças para o Complexo do Alvito, transformou-se no centro de dia da Associação “O Socorro Gaeirense”. As novas instalações abriram pela primeira vez a 2 de Dezembro e prestam as valências de centro de dia para 32 pessoas e apoio domiciliário a seis.
    Entre os projectos previstos estão também a ampliação da cantina de modo a dar uma resposta mais eficaz a todas as valências desta associação que nasceu em 1921.

    A intervenção na escola custou 40 mil euros e foi feita em dois meses e meio

    Lucinda Dias, de 77 anos, frequenta o centro de dia há três anos e tece os maiores elogios aos serviço. “É um convívio saudável e quando estamos aqui esquecemo-nos dos problemas da vida”, conta a septuagenária, que não perde as aulas de ginástica, idas à piscina e o convívio no centro, onde costuma jogar, fazer trabalhos manuais e ler.
    Juntamente com ela estão diariamente cerca de 20 utentes, o dobro dos que frequentavam as antigas instalações, no Pombal, também nas Gaeiras.
    Na escola há mais espaço e também melhores condições de comodidade, fruto das obras, no valor de 40 mil euros, que a associação ali desenvolveu e que foram feitas em apenas dois meses e meio.
    “Estas são as primeiras valências que existem na freguesia ao nível do centro de dia e apoio domiciliário”, explicou Luís Coito, presidente da direcção de “O Socorro Gaeirense”.
    A maioria dos utentes do centro de dia são senhoras que vão às piscinas, ginástica, passeios e participam em actividades como o atelier de barro, ou trapologia. Também é frequente promoverem intercâmbios com utentes de outros centros de dia e receber visitas de enfermeiros, como a que se realiza na próxima segunda-feira, em que será abordado o tema osteoporose.
    Há três anos que participam na exposição de presépios das Gaeiras, com representações da Sagrada Família sempre feitas com materiais reciclados. Também participam em algumas iniciativas do programa municipal Melhor Idade, que envolve os centros de convívio do concelho.
    A associação foi fundada em 1921 com o objectivo de dar resposta a necessidades sociais da localidade. Quiseram dar, por exemplo, dignidade aos funerais da altura, pagando a cerimónia a quem não tinha posses e acompanhando os que não tinham ninguém durante o trajecto entre as Gaeiras e o cemitério em Óbidos.
    “Os sócios com o número par acompanhavam os funerais uma semana e, na seguinte, faziam-no os de número impar”, conta Luís Coito, adiantando que ainda agora pagam o funeral aos associados.
    O responsável salientou ainda que, com as valências que estão a abrir, pretendem acompanhar as necessidades actuais da população.
    “O Socorro Gaeirense” é actualmente o maior empregador da malha urbana das Gaeiras, com 14 pessoas a trabalhar nas várias valências. A creche está a funcionar há três anos e tem capacidade para 35 crianças, ficando em lista de espera uma média de 25 crianças por ano. “Pensamos também ampliar a creche, mas precisamos de apoios”, diz, adiantando que, com as dificuldades actuais há que planear bem os passos a dar.
    As férias dos elementos da direcção são passadas no mercado medieval e nas tasquinhas das Gaeiras para angariar verbas para as actividades, que também contam com o apoio da Câmara e da Junta de Freguesia.
    A Segurança Social financia parte do funcionamento da creche e está em curso uma candidatura para o apoio domiciliário.
    A ideia inicial da associação era construir um lar junto à creche, mas o projecto foi indeferido. “O Estado agarrou-se a pequenos pormenores para indeferir cerca de 100 projectos no distrito de Leiria”, disse o responsável. Agora resta-lhes esperar por melhores tempos.
    A associação também possui um projecto para alargar a cozinha, porque actualmente é a creche que serve de apoio a todas as valências.
    Uma vez por mês é também feita a distribuição dos bens provenientes do Banco Alimentar a cerca de 25 famílias carenciadas da freguesia.
    “Cada vez aparecem mais pessoas a pedir e os produtos são os mesmos”, revela Luís Coito, especificando que nos últimos dois meses têm aparecido sobretudo jovens que ficaram desempregados.
    Outra das actividades do Socorro é a realização, duas vezes por ano, de recolha de sangue.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Crianças aprendem sobre  bullying

    Crianças aprendem sobre bullying

    Patrícia Oliveira acha que o cerne da questão é a fraca capacidade de gestão de conflito que os alunos têm

    Contribuir para a melhoria do relacionamento interpessoal entre alunos e deste modo combater a possibilidade do bullying, foi o principal objectivo de um curso promovido pelo Gabinae no Colégio Rainha D. Leonor.
    A violência escolar, fenómeno ao qual foi atribuído o nome bullying, é uma problemática que tem aumentado as suas manifestações e visibilidade, o que tem motivado uma crescente preocupação por parte de professores, pais, alunos e técnicos.
    A responsável pelo curso, Patrícia Oliveira, mestre em Serviço Social com especialização em bullying, explicou que foram dinamizadas diversas estratégias de intervenção adequadas a este fenómeno e desenvolvidas estratégias de sensibilização, de motivação e de informação aos alunos, actuando ao nível da alteração de comportamentos.
    Participaram nas aulas 21 alunos entre os 10 e os 14 anos, de várias turmas do colégio. “É fundamental que se englobem alunos de várias idades” para que se consiga intervir de forma mais prática.
    Foram abordadas questões como o espírito de equipa, a assertividade, o auto-conceito e a gestão de conflito, através de actividades dinâmicas. “Fazemos simulações em que invertemos os papéis. Os alunos mais velhos, que possam ser o potencial agressor, são colocados no papel da vítima para que percebam o que este sente”, explicou a assistente social, cuja tese de mestrado se intitulou “Bullying – uma nova visão pelo serviço social”.
    Através destas dramatizações, as crianças assumem também o papel do professor ou do encarregado de educação, percebendo as várias visões da problemática. “A técnica do teatro-debate é muito utilizada em relação à discussão do bullying”, disse.
    O curso, com duração de 30 horas, decorreu às quarta-feiras à tarde, aproveitando o facto de não haver aulas durante esse período, e foi financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano.
    Patrícia Oliveira mantém um sítio na Internet sobre o bullying: www.intervencao bullying.pt.vu.
    A investigadora elogiou o facto do Colégio Rainha D. Leonor ter a sensibilidade de receber um curso sobre bullying para crianças. “Cada vez há mais situações de violência escolar nas nossas escolas, mas muitas vezes tenta-se desvalorizar o tema”, comentou.
    Patrícia Oliveira considera que a palavra bullying tem uma conotação muito negativa, mas acha que o cerne da questão é a fraca capacidade de gestão de conflito que os alunos têm entre eles e isso extravasa a escola. “O envolvimento com os pais e com a comunidade é fundamental”, defende.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Inscrições abertas para escola de recrutas dos bombeiros

    Inscrições abertas para escola de recrutas dos bombeiros

    Até 14 de Janeiro estão abertas as inscrições para a escola de recrutas dos bombeiros voluntários das Caldas da Rainha.
    Os interessados, com idades entre os 16 e os 34 anos, podem inscreverem-se na secretaria da associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha.
    Desde que foi criada a escola de infantes e cadetes, a associação passou a fazer também formação de jovens a partir dos 12 anos, os quais também se podem inscrever.

    P.A.

  • Cinco municípios do Oeste aderiram ao Pacto dos Autarcas para aumentar a eficiência energética

    Cinco municípios do Oeste aderiram ao Pacto dos Autarcas para aumentar a eficiência energética

    As energias renováveis são uma solução para reduzir as emissões de CO2

    Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Nazaré e Óbidos são os cinco concelhos da região Oeste que já aderiram ao Pacto dos Autarcas, uma iniciativa suscitada pela Comissão Europeia que visa unir os autarcas europeus no desenvolvimento de boas práticas, com vista ao aumento da eficiência energética.
    Embora Óbidos não conste da lista oficial no sítio na Internet deste programa, o vereador Humberto Marques garante que o município aderiu em Maio. A Câmara das Caldas também está “a estudar a adesão” ao Pacto dos Autarcas, segundo revelou ao nosso jornal o gabinete de imprensa da autarquia.
    A subscrição do pacto pressupõe a aceitação de um conjunto de compromissos por parte das autarquias aderentes. A principal meta a atingir é a de superar os objectivos definidos pela União Europeia para 2020, de reduzir em pelo menos 20% as emissões de C02 (Dióxido de Carbono)  nos respectivos territórios.
    No prazo de um ano após a adesão os municípios devem apresentar um plano de acção para a energia sustentável, incluindo um inventário de referência das emissões, que defina o modo de concretizar os objectivos.
    Apresentado o plano de acção, cada autarquia deverá entregar, o mais tardar de dois em dois anos, um relatório de execução, para fins de avaliação, acompanhamento e verificação.
    Aos municípios aderentes caberá, igualmente “organizar jornadas de energia, em cooperação com a Comissão Europeia e outros agentes, para que os cidadãos possam beneficiar directamente das oportunidades e vantagens decorrentes de uma utilização mais inteligente da energia e informar regularmente os meios de comunicação locais sobre a evolução do plano de acção”.

    Cadaval implementa medidas de eficiência energética

    Segundo o presidente da Câmara do Cadaval, Aristides Sécio, foram já instalados neste concelho redutores de consumo de energia na iluminação de rua.
    “Mas mais importante do que instalar seja o que for, é racionalizar o que estamos a gastar, uma vez que estamos a gastar energia acima do necessário”, comentou o autarca.
    Aristides Sécio acha também essencial optimizar energeticamente os edifícios e aproveitar energias renováveis tais como o vento ou o sol, uma vez que Portugal é um dos países da Europa com melhor recurso solar “que não está a ser devidamente aproveitado”.
    Desde o início do mês de Dezembro a avenida dos Bombeiros, no Cadaval, está a ser iluminada a título experimental por dez luminárias com a tecnologia LED.
    A medida integra-se no projecto municipal “Cadaval A++” e tem por objectivo reduzir o consumo energético e as emissões de C02 para a atmosfera.
    O parceiro da autarquia neste projecto-piloto de substituição de luminárias é a empresa Tellus, que disponibilizou gratuitamente as dez luminárias LED (“Light Emitting Diode”, ou seja, Diodo Emissor de Luz) de 80 watts para substituir pelas convencionais luminárias de vapor de sódio de 250 watts.
    Segundo a autarquia, a substituição de dez luminárias representará uma poupança anual de 973 euros e uma redução anual de 4,9 toneladas de emissões de C02 para a atmosfera.
    Se as dez lâmpadas convencionais representavam um consumo diário de 37,44 KW, as dez lâmpadas LED têm um gasto diário de 9,6 KW, o que representa uma redução de 74% no consumo diário de energia.
    A medida permite igualmente a melhoria da qualidade da iluminação pública, permitindo que a incidência da luz (que antes era amarela) não desvirtue a cor natural dos objectos.
    O município pretende também alargar o projecto ao resto da vila, indo ao encontro do Pacto dos Autarcas.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Vila Natal recebeu 25 mil pessoas nos primeiros cinco dias

    Vila Natal recebeu 25 mil pessoas nos primeiros cinco dias

    O bom tempo que se tem feito sentir tem atraído muita gente ao Óbidos Vila Natal, que abriu ao público no passado dia 10 de Dezembro e prolonga-se até 4 de Janeiro.
    José Parreira, administrador da Óbidos Patrimonium, organizadora do evento, estima que até terça-feira à tarde terão visitado a Vila Natal 25 mil pessoas. Acredita que estes terão sido os dias mais calmos, antes das férias escolares, e que se as condições climatéricas se mantiverem “haverá mais afluência nas próximas semanas”.
    As actividades infantis a realizar durante a semana estão completamente esgotadas, com a vinda de seis mil crianças de escolas de norte a sul do país.
    Foram também os mais novos a dar o arranque do evento, realizando um cortejo pela vila, uns vestidos de boneco de neve e outros com lanternas artesanais.
    Os espectáculos que este ano decorrem no auditório da Casa da Música já atraíram cerca de duas mil pessoas, sendo que o “Sons da Disney” é o que tem maior procura. Trata-se de um musical infantil que conta a história de quatro personagens da Disney – Cinderela, Pocahontas, Simba e Pinóquio – que se encontram na noite de Natal para abrir os seus presentes em conjunto e reaprendem o valor da amizade e da partilha.
    Pelo Bar do Gelo, uma das novidades deste ano, já passaram cerca de mil pessoas para experimentar as temperaturas glaciares e provar uma bebida fresquinha.
    Na cerca do castelo há também o mercado de Natal, onde se encontram presentes originais, um carrossel e a Casa do Pai Natal, que permite aos visitantes uma viagem pelo tempo. Para os mais radicais há sempre a pista de gelo ou a rampa do castelo.
    O evento vai funcionar de domingo a quinta-feira das 10h00 às 20h00 e às sextas e sábados das 10h00 às 22h00. Nos dias 24 e 31 de Dezembro irá funcionar das 10h00 às 16h00 e nos dias de Natal e de Ano Novo  das 16h00 às 22h00.
    Os munícipes de Óbidos terão entrada gratuita no recinto do evento todas as quintas e sextas-feiras do evento (mediante apresentação de BI ou Cartão de Cidadão na bilheteira).

    Gorro Verde para apoiar a Ajuda de Berço

    A solidariedade é também uma presença forte na edição deste ano. Com um custo inferior ao do ano passado – a entrada importa em cinco euros – a organização convida os visitantes a comprarem um gorro verde, contribuindo com dois euros para a Ajuda de Berço. Esta instituição dedica-se ao acolhimento de crianças abandonadas ou em situação de risco, desde que nascem até aos três anos. Conta com duas casas de acolhimento e está em risco de ter de fechar uma delas por falta de meios financeiros, devendo as mais de 20 crianças residentes nessa habitação irem para orfanatos públicos.
    Mas esta campanha de solidariedade extravasa o próprio evento e as fronteiras do município. O movimento que integra a campanha, denominado Oeste Solidário, nasceu de um grupo de cidadãos e envolve 18 mil alunos de 42 escolas dos concelhos de Óbidos, Caldas da Rainha, Bombarral, Rio Maior, Cadaval e Peniche, assim como as respectivas autarquias e outras entidades locais.
    O objectivo é “mostrar que somos uma região com uma identidade comum bastante vincada e que se quer projectar para o resto do país pelas acções sociais e não apenas como uma região político-administrativa”, explica Paulo Caiado, um dos dinamizadores da iniciativa.
    Começaram a trabalhar há cerca de três semanas e, além de promover a campanha também realizaram a Festa do Gorro Verde, que reuniu cerca de 500 pessoas, na noite de sábado, nos antigos pavilhões da EPAC, em Óbidos.
    Todas as receitas da venda dos gorros nas escolas e na Vila Natal e outras campanhas revertem para aquela instituição. Será também criada uma página de facebook, desenvolvida pelos alunos com iniciativas que podem gerar receitas e, além disso, contar para a avaliação da disciplina de Área de Projecto.
    “Gostava muito que conseguíssemos vender 30 ou 40 mil gorros e, com isto, suprir o orçamento de seis ou sete meses da Ajuda de Berço”, referiu Paulo Caiado, acrescentando que o movimento deverá ter continuidade, dedicando-se também à ajuda de instituições locais.

    Promoção para os leitores da Gazeta das Caldas

    Os leitores e assinantes da Gazeta das Caldas continuam a poder usufruir da promoção especial que permite a duas pessoas visitar o evento apenas com o bilhete de uma.
    Esta iniciativa, que se revelou um sucesso na primeira semana, decorre nos três primeiros dias da próxima semana, segunda, terça e quarta feiras. Para beneficiar desta promoção os leitores terão de destacar o cupão publicado nesta edição e entregá-lo à entrada da Vila Natal.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Cardeal Patriarca nas comemorações da Misericórdia de Óbidos

    O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, vai presidir à missa solene que marca o arranque das comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos. A celebração terá lugar no próximo domingo, 19 de Dezembro, pelas 12h00, na Igreja da Misericórdia, dentro da vila.
    De acordo com o seu provedor, Carlos Orlando, após investigação em diversos organismos e documentos históricos, conclui-se ser em 1511 o ano da criação desta instituição, a mando da rainha D. Leonor. A Santa Casa de Óbidos possui também dois alvarás régios da confirmação do Compromisso da Misericórdia, um datado de 4 de Maio de 1544 e assinado pelo rei D. João III, e outro datado de 13 de Novembro de 1576, assinado pelo rei D. Sebastião.
    A próxima iniciativa será a inauguração da creche, que já se encontra a funcionar desde Setembro com 33 crianças com idades dos quatro meses aos três anos. A Santa Casa tem o lar para idosos, apoio ao domicílio, creche e clube de turismo sénior a funcionar nas instalações do Bairro da Senhora da Luz.
    O edifício que possui dentro da vila está a ser utilizado em cursos de formação profissional e também lá funciona um atelier de artes e ofícios tradicionais, “enquanto não é transformado numa fonte de receita para manter os equipamentos sociais da instituição”, explicou o seu provedor. Este responsável adiantou ainda que terão lugar um conjunto de iniciativas durante o próximo ano que pretende que sejam um “período de reflexão sobre o percurso secular efectuado e um encontro de soluções para a auto-sustentabilidade do presente e futuro da instituição”.

    F.F.

  • Transportes Urbanos chegam à Benedita

    Transportes Urbanos chegam à Benedita

    Deverá entrar brevemente em funcionamento o serviço de transportes urbanos que fará a ligação entre a vila da Benedita e todos os lugares da freguesia. Chega assim à vila um serviço que “fazia muita falta, especialmente às pessoas mais idosas, com maiores dificuldades de locomoção”, diz a presidente da Junta de Freguesia local, Maria José Filipe.
    O serviço, promovido pela Câmara de Alcobaça e realizado pela Rodoviária do Tejo, estava inicialmente previsto para arrancar a 6 de Dezembro, o que acabou por não acontecer devido a atrasos na entrega das paragens de autocarro. A nova data prevista é o dia de amanhã, 18 de Dezembro, mas a ausência das mesmas paragens nas ruas da freguesia faz prever que o serviço venha a ser novamente adiado.
    Os transportes urbanos da Benedita vão articular-se com o transporte urbano na freguesia vizinha de Turquel, que será percorrido pelo mesmo autocarro, num percurso com mais de meia centena de paragens. O que ainda não se sabe é se o transporte se vai efectuar a dias intercalados em cada uma das freguesias ou se percorrerá as duas diariamente.
    Para já sabe-se que o autocarro, preparado para transportar pessoas com mobilidade reduzida, vai “correr todos os lugares da freguesia” e que na vila as paragens estarão em locais como a Igreja, a Unidade de Saúde Familiar e algumas superfícies comerciais. O preço do bilhete não deverá ultrapassar os 80 cêntimos. “Um valor simbólico, mas necessário para custear algumas despesas”, garante Maria José Filipe.
    Quanto aos horários das viagens, só serão divulgados quando o autocarro começar a circular e estarão afixados em todas as paragens. A presidente da Junta da Benedita garante, no entanto, que o que está planeado é uma viagem dos locais para a vila ao início da manhã e outra no sentido inverso por volta da hora de almoço. Duas viagens que deverão repetir-se ao início e final da tarde, respectivamente.
    “É uma mais-valia muito grande para a freguesia”, afiança Maria José Filipe, que aponta como exemplo o facto de ficar facilitado o acesso dos beneditenses, principalmente dos mais idosos, à Unidade de Saúde Familiar, cujo horário se estende actualmente até às 20h00 dos dias úteis. Com o novo serviço ficará drasticamente aumentada a autonomia dos mais velhos, que poderão deslocar-se à vila sem estarem dependentes da disponibilidade de terceiros. É que, apesar dos lugares não ficaram a uma distância superior a dez quilómetros do centro da vila, o percurso a pé é muito dificultado pela ausência de passeios e pelo elevado tráfego automóvel.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Jovem das Gaeiras constrói presépio animado

    Jovem das Gaeiras constrói presépio animado

    O jovem junto ao presépio que construiu com a ajuda dos familiares e vizinhos

    Ricardo Roque, de 20 anos, construiu um presépio animado que tem em exposição na sua casa, o nº 15 da Rua de Santo António, nas Gaeiras. A recriação do nascimento de Jesus em Belém tem cerca de quatro metros quadrados e conta com cerca de 120 figuras de barro, e outras que foram feitas pelo jovem, como é o caso de algumas casas, o castelo e um moinho que, para a sua concretização contou com a ajuda do pai. As velas do moinho rodam e também o rio que atravessa a cidade leva água, proveniente de um engenho feito por Ricardo Roque.
    O jovem começou a trabalhar em meados de Novembro e concluiu o trabalho em inícios deste mês. O presépio pode ser visto até 6 de Janeiro de 2011 (dia de Reis).
    “A ideia surgiu de um outro presépio de grandes dimensões que vi o ano passado na exposição das Gaeiras”, disse Ricardo Roque, que já tem ideias de aumentar a sua criação para o próximo ano, com mais casas, uma igreja com o sino a tocar e uma nora a puxar água.
    No espaço está também exposto outro pequeno presépio, pintado à mão pela vizinha que o ajudou na construção do presépio animado.
    Esta representação do nascimento de Jesus foi visitada, nos primeiros dias, por cerca de 30 pessoas. Com entrada gratuita, poderá ser visto diariamente entre as 14h00 e as 19h00.

    F.F.

  • Feira de animação natalícia na Expoeste

    Feira de animação natalícia na Expoeste

    Um vulcão iluminado e que deita fumo será a principal atracção do evento

    Está a decorrer na Expoeste uma Feira Especial de Natal que tem como grande atracção um vulcão natalício que possui no seu interior um presépio com figuras em tamanho natural. Este evento deveria ter aberto no sábado, 11 de Dezembro, mas afinal só foi possível abrir portas na segunda-feira, 13 de Dezembro, à tarde, “por razões técnicas”, disse o vereador Hugo Oliveira.
    O vulcão – que é iluminado por luzes vermelhas e deita fumo – viajará em breve para um parque de diversões em Itália é da autoria de Jorge Gameiro, cenógrafo, sonoplasta  e escultor, que é também um especialista em animatrónica (uso de electrónica e robótica em bonecos ou fantoches mecanizados para que pareçam ter vida).
    Este artista vai trazer também a esta realização figuras animadas  para o presépio e vai estar presente o Pai Natal e um grupo de gnomos animatrónicos que vão falar com os visitantes.
    Haverá outras atracções mais comuns, como uma Casa do Pai Natal, um carrossel, insufláveis e venda de farturas.
    “Criámos aqui um evento em volta do tema de Natal onde os pais podem deixar os seus filhos”, disse o vereador Hugo Oliveira. O vereador disse que esta feira não tem pretensões de concorrer com outras iniciativas que estão a realizar-se na região, até porque é algo “mais singelo e destinado à diversão dos mais novos”.
    Enquanto as crianças se divertem nas várias animações natalícias, os familiares poderão adquirir presentes natalícios, a preços convidativos.
    O evento teve um custo de cerca de cinco mil euros e as entradas – que dão direito a andar nos vários equipamentos – custam dois euros.
    A iniciativa termina a 9 de Janeiro e poderá ser visitada na Expoeste, entre as 14h00 e as 20h00.

    N.N.

  • Alunos da ETEO criaram árvore de Natal auto-sustentável

    Alunos da ETEO criaram árvore de Natal auto-sustentável

    Na inauguração foram os vereadores Tinta Ferreira e Hugo Oliveira que pedalaram em troca de iluminação

    Foi inaugurada na segunda-feira, 13 de Dezembro, na Rua Miguel Bombarda, uma árvore de Natal especial com cerca de oito metros de altura. Esta é totalmente iluminada com leds, lâmpadas de muito baixo consumo que são alimentadas por painéis solares fotovoltaicos. A estrutura da árvore é pois auto-sustentável com uma particularidade: tem duas grandes estrelas que são iluminadas após duas pessoas pedalarem em bicicletas ali colocadas que através do dínamo – aparelho que gera corrente contínua – converte a energia mecânica em eléctrica.
    “A ETEO saiu da escola e, de braço dado com a Câmara e com a ACCCRO, avançou para este projecto que é pedalar e iluminar”. Palavras de Almerindo Almeida, professor na ETEO e responsável pelo curso de Energias Renováveis, que trabalhou com os seus alunos neste projecto.
    “Aliámos a tecnologia led a uma das mais elementares que é o dínamo e casando as duas formas criámos esta árvore inovadora”, explicou o docente acrescentando que este sistema “pode ser um ensaio para  algo maior no futuro”.
    A turma de Energias Renováveis foi a responsável pela montagem do projecto tendo os alunos feito os cálculos necessários para que nada falhasse. Foi também uma forma de colocar  em prática uma ideia que é transversal a várias disciplinas como desenho técnico, tecnologias e processos e práticas oficinais. “No fundo os estudantes aplicaram conhecimentos de várias áreas de formação do seu curso”, disse o coordenador.
    Os ensaios relacionados com a sustentabilidade da árvore decorreram durante o fim de semana. Ao todo devem ter sido investidos quatro mil euros nesta iniciativa.
    “Esta é uma árvore toda ela sustentável”, disse João Ferro, 22 anos, que é um dos alunos do curso, enquanto afinava pormenores com os seus colegas. “Somos de Energias e como tal preocupamo-nos com conceitos como a sustentabilidade e a eficiência energética”, comentou o estudante.
    João Ferro está feliz por estar a trabalhar num projecto destinado à comunidade e também porque está a frequentar o curso certo. Razões? “Porque é nas energias renováveis que está o futuro”, rematou.
    Jessica Gonçalves, 17 anos, é aluna de Turismo da ETEO e contou que este projecto ainda tem o papel de atrair as pessoas ao comércio tradicional. Junto à arvore foram montadas algumas bancas onde estão a vender bijuteria cujo lucro “se destina às nossas actividades”. A aluna considera que este projecto – uma óptima resposta aos cortes a que a crise obriga – vai atrair muita gente em especial porque está bem localizado, no centro da cidade.
    A ETEO contou com o apoio da Câmara, da ACCCRO e da Associação Marcar o Ritmo, tendo esta última cedido as bicicletas.

    Câmara, ACCCRO e escolas animam época natalícia

    “Em tempos de crise tivemos que arranjar parcerias junto das escolas”, comentou Hugo Oliveira. O vereador diz que lançou aos responsáveis da ETEO este desafio de criar este projecto e estava, na inauguração, muito satisfeito com o resultado final. “Quem sabe, no futuro, poderemos pensar em desafios maiores”, disse o autarca.
    Durante a inauguração Hugo Oliveira e Tinta Ferreira pedalaram para iluminar a árvore sustentável que está instalada na Rua Dr. Miguel Bombarda onde irão decorrer várias das iniciativas relacionadas com a época natalícia.
    Segundo Hugo Oliveira, além da ETEO, também os alunos da Rafael Bordalo Pinheiro vão estar a participar na animação de Natal com a Casa do Pai Natal e com a presença de vários animadores. Os estudantes da Escola de Turismo vão animar as ruas vendendo algumas das iguarias que fazem na escola obtendo assim fundos para as suas viagens de finalistas.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • No Domingo há espectáculo de Natal no Vivaci

    No Domingo há espectáculo de Natal no Vivaci

    Neste evento participaram 30 alunos com idades entre os quatro e os 17 anos

    No próximo domingo, 19 de Dezembro, às 15h30, no Centro Comercial Vivaci, realiza-se o segundo espectáculo dos alunos da Escola Portuguesa e Inglesa de Artes de Representação que tem sede nas Caldas da Rainha.
    O  primeiro decorreu a 12 de Dezembro e nele participaram 30 alunos com idades entre os quatro e os 17 anos.
    O espectáculo, de cerca de uma hora, vive da interpretação do canto e da dança em torno do tema Natal. Quem assistiu à iniciativa constatou como há alunos talentosos neste concelho que contam com a ajuda dos professores Paulo Seixas (canto), Fábio Flor (dança), Tânia Leonardo (interpretação) e de Fiona Spreadborough (direcção artística) para os ajudar a desenvolver os seus talentos naturais.
    N.N.

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.