Category: Sociedade

  • Jantar de Natal no Museu da Cerâmica

    Jantar de Natal no Museu da Cerâmica

    Entre os convivas estiveram elementos da direcção, do Grupo de Amigos e funcionários daquele espaço museológico

    Realizou-se  no Museu de Cerâmica, no serão de 21 de Dezembro, o jantar-convívio de Natal, organizado pela direcção do Grupo dos Amigos e que se destinou a reunir todos aqueles que estão ligados àquele espaço museológico.
    Entre os convidados estiveram presentes a directora do Museu da Cerâmica e do Museu José Malhoa, Matilde Couto, vários elementos do Grupo dos Amigos e seus familiares, assim como vários funcionários do museu.
    Houve grande adesão ao evento “que se traduziu num serão animado onde não faltou a boa comida e a boa disposição”, informa nota enviada pelo museu.
    O Grupo dos Amigos do Museu de Cerâmica aproveitou a ocasião para saudar o novo ano “no qual se adivinham novas iniciativas que continuem a promover o próprio museu e o convívio salutar”.
    N.N.

  • Caldenses e imigrantes juntos na passagem de ano da Praça da Fruta

    Caldenses e imigrantes juntos na passagem de ano da Praça da Fruta

    Milhares de pessoas voltaram a escolher a Praça da Fruta para um reveillon low cost onde não faltou a música e o fogo-de-artifício

    A festa de passagem de ano que a Câmara das Caldas da Rainha promoveu na Praça da Fruta foi um “grande êxito”. Quem o diz é António Marques, da organização, que garante que milhares de pessoas escolheram aquele espaço para dar as boas vindas ao novo ano, destacando um “grande afluxo de caldenses e de imigrantes dos Países de Leste”.
    O reboliço das manhãs, vividas entre bancas de fruta, hortícolas e flores, deu lugar a uma pista de dança mais ou menos improvisada com os presentes a deixarem-se levar pelo ritmo e som da Banda Ibérica, encarregue de aquecer a noite. E os que esperavam a meia-noite para assistir ao habitual fogo-de-artifício não se esquivaram de ouvir o discurso, também já habitual, do presidente da Câmara.
    Fernando Costa dirigiu-se especialmente aos imigrantes, pedindo-lhes que façam todos os possíveis para se integrarem verdadeiramente na cidade, tradicionalmente acolhedora na tradição da sua fundadora, a Rainha D. Leonor. Prestes a iniciar-se um ano que se prevê difícil para as famílias portuguesas, o autarca deixou ainda votos de saúde para todos, desejando que nunca falte nas mesas “bom vinho português” e que todos tenham emprego em 2011, mas “um emprego bem pago”.
    À meia-noite em ponto o topo norte do tabuleiro da praça foi o local escolhido para a largada de fogo-de-artifício que abrilhantou a noite de festa, “que decorreu com todo o civismo e muita animação”, garante António Marques.

    J.F.

  • Ministério Público investiga compra da Quinta da Cela

    Ministério Público investiga compra da Quinta da Cela

    Em causa está o contrato de comodato que permite aos anteriores donos usufruírem do terreno de Alfeizerão e continuarem a receber as respectivas rendas

    O Ministério Público reabriu a investigação à compra da Quinta da Cela, em Alfeizerão, pela Câmara de Alcobaça (que ali queria ver instalado o Hospital Oeste Norte) e ao contrato de comodato que atribui aos antigos proprietários direitos sobre o terreno. A notícia foi avançada pelo Região de Cister, ao qual o presidente da autarquia alcobacense confirmou a notificação pelo Ministério Público.
    De acordo com o semanário alcobacense, em final de Novembro foi apresentada uma queixa onde é denunciado o contrato assinado a 12 de Janeiro de 2009 entre Gonçalves Sapinho, na altura presidente da Câmara de Alcobaça, e os antigos proprietários do terreno, comprado três dias antes pela autarquia, pelo valor de 3,5 milhões de euros. De acordo com o contrato de comodato, os antigos donos podem continuar a usufruir do espaço e receber as rendas dos arrendatários que ainda ocupam a propriedade, não obstante esta ter sido comprada pela autarquia.
    O processo de investigação relativamente à compra do terreno e ao contrato de comodato tinha sido arquivado no primeiro semestre de 2010, mas foi agora reaberto por causa da queixa que diz que “foi celebrado o referido contrato sem o conhecimento de qualquer outro responsável pelos órgãos autárquicos, a não ser o senhor presidente da Câmara na altura”, avança o Região de Cister, que teve acesso ao documento entregue ao Ministério Público.

    J.F.

  • Cientista filho de caldense participou no “21 às 21”

    Cientista filho de caldense participou no “21 às 21”

    Teresa Serrenho e Filipe Duarte Santos, filho do escultor caldense António Duarte que vem regularmente às Caldas para falar sobre temas ligado ao ambiente, à ciência e à tecnologia

    Filipe Duarte Santos foi o último convidado do ciclo de conferências “21 às 21” promovido pela Associação MVC (Movimento Viver o Concelho). O tema em debate foi “Que Futuro? Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente” cuja apresentação decorreu durante um jantar-convívio que se realizou no restaurante “Buffet.come”.
    A apresentação foi seguida de debate e os presentes conversaram com o orador sobre temáticas relacionadas com a sustentabilidade do planeta até aos problemas energéticos.
    Filipe Duarte Santos é filho do escultor caldense António Duarte e é uma presença regular nas Caldas, sempre que é convidado para falar sobre temas relacionados com a ciência e com o meio ambiente. É professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e desde 1980 que se dedica à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É um cientista com reconhecimento internacional e no seu último livro, “Que Futuro? – Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente”  – que deu a conhecer um pouco melhor nesta sessão organizada pelo movimento cívico  MVC – analisa questões como as alterações climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis, a desflorestação, a perda de biodiversidade, a desertificação, a poluição do ar, da água, dos solos e dos oceanos, sem esquecer os problemas de superpovoamento, da pobreza, da injustiça social ou económica.
    Nesta obra o autor lamenta que a tentativa de implementação do desenvolvimento sustentável, nos últimos trinta anos, esteja muito longe do desejável.

    N.N.

  • Bar de gelo continua aberto até final de Janeiro

    Bar de gelo continua aberto até final de Janeiro

    O bar do gelo poderá ser visitado agora ao fim-de-semana

    O bar de gelo, uma das grandes atracções deste ano da Vila Natal, vai continuar aberto até finais de Janeiro, mas agora apenas ao fim-de-semana. No próximo dia 11 – feriado municipal em Óbidos – haverá entrada livre para os munícipes.
    Até agora o bar já foi visitado por mais de três mil pessoas. “Foi excelente”, diz José Parreira, administrador da empresa municipal Óbidos Patrimonium, destacando a elevada afluência a esta inovação, mesmo com o custo praticado de 10 euros por meia hora de estada no interior do bar.
    Esta forte adesão pagou o investimento feito, pelo que agora a organização irá baixar os preços dos bilhetes e, no final do mês tomará uma decisão sobre o futuro do espaço onde as temperaturas são sempre abaixo dos quatro graus negativos.
    Já a Vila Natal terminou no passado dia 2 de Janeiro e, também ela, superou as expectativas da organização. Foi mais curta que nos anos anteriores (começou apenas a 10 de Dezembro), mas acolheu um maior número de visitantes por dia, num total de mais de 120 mil pessoas. De acordo com José Parreira, este ano também tiveram menos reclamações dos visitantes e estas estão normalmente associadas ao mau tempo e à impossibilidade das pessoas desfrutarem de todas as actividades existentes.
    “Na última semana veio muita gente e entre eles bastantes estrangeiros que vêm a Óbidos nesta altura do ano”, disse, acrescentando que com a crise as pessoas estão a viajar menos para longas distâncias e esta zona acaba por beneficiar de muitos visitantes da área de Lisboa.
    No evento trabalharam cerca de uma centena de pessoas a tempo inteiro, sobretudo estudantes. Além das associações locais, também participam outras da região, como é o caso do Hóquei Clube das Caldas que geriu a pista de gelo.
    Este formato será para continuar em 2011.
    Esta edição deu um lucro de cerca de 200 mil euros, que permite à empresa municipal aplicar noutras realizações deficitárias, como a Semana Santa, o Maio Barroco ou a Rede de Museus e Galerias.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Primeiro acidente mortal do ano em Portugal aconteceu nas Caldas

    A morte de uma mulher de 59 anos, num despiste nas Trabalhias, na estrada nacional 360, colocou o nome do concelho das Caldas da Rainha nas estatísticas nacionais como o primeiro acidente mortal de 2011.
    O despiste aconteceu pouco depois das duas da manhã e originou ainda ferimentos ligeiros noutra pessoa.
    De 27 de Dezembro a 2 de Janeiro a GNR das Caldas registou ainda na área do seu destacamento territorial 41 acidentes com 12 feridos ligeiros.
    Durante a operação Natal e Ano Novo o destacamento da GNR das Caldas fiscalizou 574 condutores, dos quais seis foram detidos por excesso de álcool, recusa de efectuar o teste, ou por condução sem carta.
    No primeiro dia do ano, às 20h58, a PSP das Caldas deteve um idoso de 68 anos, que foi interveniente num acidente de viação e conduzia com 1,90 gr/l.
    No mesmo dia a GNR deteve um homem de 38 anos que conduzia com 1,31 gr/l. A 2 de Janeiro a Guarda de Peniche deteve outro indivíduo, de 56 anos, por se recusar a efectuar o teste de álcool.
    No dia 3 de Janeiro, pelas 16h50, um condutor de 50 anos terá injuriado um agente da PSP das Caldas depois de ter sido mandado parar numa acção de fiscalização rodoviária.
    Segundo uma informação da PSP, o homem saiu do veículo “sem que previamente tenha havido qualquer tipo de diálogo e começou a injuriar o agente policial”. Como continuou os insultos, apesar de ter sido avisado de que incorria em ilícito criminal, acabou por ser detido.

    Madrugada conturbada na Nazaré

    Na primeira madrugada do ano na Nazaré, pelas 01h30, a PSP deteve um jovem de 21 anos depois de este ter injuriado os agentes e desferido vários socos numa viatura policial. O jovem tinha sido levado para a esquadra para ser identificado, depois de ter estado envolvido em desacatos naquela vila, e ao sair da esquadra resolveu insultar os polícias e provocou danos num carro estacionado à porta. Foi detido logo de seguida.
    Também na Nazaré, pelas 4h30, foi detido um homem de 31 anos que tinha agredido vários elementos de um grupo de jovens e que tinha dentro do bolso das calças duas facas proibidas (tipo borboleta e ponta e mola).
    Uma hora depois um indivíduo de 23 anos foi surpreendido pela polícia quando estava a assaltar uma casa na Nazaré. O homem terá usado uma chave falsa, porque não havia indícios de danos. Na sua posse já tinha um telemóvel, um leitor de MP3 e 175 euros em dinheiro.

    Estaleiro de obras na escola assaltado

    O estaleiro das obras na escola secundária Rafael Bordalo Pinheiro foi assaltado num período compreendido entre o dia 24 e o dia 28 de Dezembro. Foram furtadas diversas bobines de cabo eléctrico no valor de cinco mil euros. A Unidade de Polícia Técnica da PSP esteve no local para a recolha de eventuais vestígios.
    Um automóvel foi roubado nas Caldas da Rainha entre o último dia de 2010 e o primeiro de 2011. A proprietária avaliou a viatura em 20 mil euros.
    Nos dias 30 e 31 de Dezembro foram recuperados dois veículos ligeiros que tinham sido furtados na madrugada dos dias anteriores.
    No dia 27 de Dezembro também tinha sido furtado nas Caldas da Rainha um carro, avaliado em quatro mil euros.
    Uma casa foi assaltada no Nadadouro a 27 de Dezembro. No mesmo dia roubaram 10 botijas de gás no Vau. No dia seguinte assaltaram uma casa na Foz do Arelho, outra em São Martinho do Porto e ainda outra na Boavista (Serra do Bouro). No Nadadouro houve ainda a registar um furto ao interior de viatura.
    No dia 30 de Dezembro foram roubadas diversas baterias de automóveis e um armazém foi assaltado na Atouguia da Baleia. Dois veículos foram roubados no dia 31 na Benedita.
    A GNR da Benedita deteve no mesmo dia duas mulheres, de 27 e 30 anos, que tinham tentado roubar 12 cabras e uma ovelha de uma exploração na Benedita. As mulheres foram apanhadas no parque de estacionamento do restaurante “O Bigodes”, depois de terem fugido e deixado atolado no local do assalto o veículo carregado com os animais. A Guarda foi alertada pelo proprietário da exploração e perseguiu as ladras quando estas se puseram em fuga.
    No dia 1 de Janeiro foi assaltada uma casa em Vale do Coto (Caldas) e um veículo na Ajuda (Peniche). No dia seguinte foram assaltados dois veículos nas Caldas e no Bombarral.

    Roda de viatura cai em buraco

    Um automóvel ficou com a roda dentro de um buraco quando ao passar no local, às 15h00 de 29 de Dezembro, o chão abateu.
    O insólito aconteceu na rua Raul Proença, perto do cruzamento com a avenida 1º de Maio. A condutora do veículo nem queria acreditar no que lhe tinha acontecido e ficou ainda mais surpreendida pelo facto da polícia lhe ter feito um teste de alcoolémia (procedimento habitual em acidentes rodoviários).
    Uma hora depois os serviços da Câmara já tinham tapado provisoriamente o buraco e deixado apenas um sinal de trânsito à frente como aviso.

    Bombeiros receberam 12 mil alertas em 2010

    Durante todo o ano de 2010 os bombeiros voluntários das Caldas da Rainha acorreram a 12 mil alertas, dos quais 254 foram incêndios, 228 acidentes rodoviários em que fizeram transportes de feridos e 4773 urgências pré-hospitalares. Os restantes alertas foram relativos a serviços diversos e actividades.
    No total foram percorridos pelos bombeiros 526 mil quilómetros e transportados 15768 doentes.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Feira de Natal na Expoeste ficou aquém das expectativas

    Feira de Natal na Expoeste ficou aquém das expectativas

    O Vulcão de Natal, da autoria de Jorge Gameiro, que tinha no seu interior um presépio em tamanho natural, não foi suficiente para atrair público ao evento

    Não correu bem a Feira Especial de Natal prevista para decorrer até ao dia 9 de Janeiro na Expoeste. O evento – que tinha como principal atracção um vulcão natalício que tinha no seu interior um presépio com figuras em tamanho natural – não foi atractivo o suficiente para manter a iniciativa até ao fim. No dia 31 de Dezembro este evento terminou sem honra nem glória, depois de ter começado a dia 13 desse mês.
    “De facto o evento ficou aquém das expectativas”, disse António Marques, responsável pela Expoeste, acrescentando que nele terão participado “menos de mil crianças” quando o número esperado pela organização seria próximo dos cinco mil.
    “Este foi um projecto que não vamos repetir nestes moldes”, disse o responsável admitindo que “não valeu a pena o esforço”. E isto porque vulcão que foi apresentado e que dentro de dias vai ser integrado num parque de diversões em Itália “não teve uma boa reacção por parte do público”.
    A ideia de Jorge Gameiro – cenógrafo, sonoplasta  e escultor que é também um especialista em animatrónica – não entusiasmou o público desta região. Para António Marques “é necessário proporcionar ao público outro tipo de divertimento como, por exemplo, uma pista de gelo”, acrescentou.
    Ainda assim a Feira de Natal, que teve um carrossel nos primeiros dias, contou com a visita de escolas e jardins de infância tendo algumas escolhido aquele local para realizar as suas festas natalícias.

    N.N.

  • Milhares de pessoas iniciaram 2011 à beira do mar nazareno

    Milhares de pessoas iniciaram 2011 à beira do mar nazareno

    O fogo-de-artifício sobre a praia voltou a juntar dezenas de milhar de pessoas na Nazaré

    A praia da Nazaré voltou a contar com largas dezenas de milhar de pessoas para dar as boas vindas a 2011. Numa noite que se adivinhava fria e chuvosa, nem S. Pedro quis estragar a festa e afinal de contas as temperaturas ajudavam quem escolheu a beira-mar para a passagem de ano, que não se deixaram intimidar por alguns chuviscos ocasionais.
    Quem lá esteve garante que este ano os festejos de fim de ano organizados pela empresa municipal Nazaré Qualifica, foram menos concorridos que noutros anos. Mesmo assim, foram muitos os milhares de pessoas que uniram vozes para a contagem decrescente, ao ritmo do relógio projectado a laser no promontório, e que não quiseram perder o espectáculo de fogo-de-artifício de cerca de 12 minutos que todos os anos marca, na vila piscatória, o início de um novo ano.
    Naquela que é, de longe, a festa de fim de ano mais concorrida da região, voltou a contar com várias zonas de música, pensadas para agradar a todos os gostos. Desta feita foram quatro os palcos onde se podiam ouvir rimos electrónicos e de dança, música popular e como não podia deixar de ser as marchas tipicamente nazarenas e que todos os anos são compostas especificamente para os festejos de Carnaval.

    J.F.

  • Alunos das escolas escreveram 1600 cartas pelos direitos humanos

    Alunos das escolas escreveram 1600 cartas pelos direitos humanos

    Estudantes da Raul Proença participaram activamente nesta iniciativa

    Realizou-se, a 10 de Dezembro em algumas escolas da região, a X Maratona de Cartas, promovida pelo Núcleo Oeste da Amnistia Internacional (NOAI). Participaram estudantes da Escola Secundária Raul Proença, dos Agrupamentos de Escolas D. João II, de S. Martinho do Porto e do Cadaval e da Escola Secundária com 3º ciclo de Madeira Torres (Torres Vedras) e no total foram escritas 1607 cartas. No total nesse dia em Portugal foram escritas 4765 missivas. “Foi uma óptima participação dos alunos desta região”, disse Teresa Mendes, presidente da NOAI que é também professora. “Esta foi uma excelente ocasião para mostrar aos estudante que podemos contribuir para terminar com as muitas violações de direitos humanos que acontecem no mundo”, acrescentou.
    Alguns dos participantes ainda não conheciam esta iniciativa, Maratona de Cartas, que  acontece em todo o mundo à mesma hora e que tem como objectivo escrever o maior número possível de cartas sobre os casos e acções urgentes da Amnistia Internacional, para apoiar, individualmente, as vítimas de violação dos Direitos Humanos.
    O evento nasceu na Secção Polaca da Amnistia Internacional há onze anos e  o seu conceito é simples: durante 24 horas são escritas cartas usando casos das acções urgentes e os resultados são surpreendentes. No ano passado foram escritas milhares de cartas, que resultaram na melhoria das condições das pessoas visadas nas acções urgentes.
    Este ano as missivas visam contribuir para o caso de  Saber Ragoubi, homem que foi condenado à morte na Tunísia, acusado de pertencer a uma organização terrorista – o que ele nega. O julgamento foi injusto e ele foi condenado com base numa “confissão” que alega ter feito sob tortura. O tribunal aceitou a confissão sem investigar as alegações de tortura.
    Outro caso é o de  Mao Hengfeng que tem sido repetidamente detida na China devido ao seu activismo em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres e em apoio das vítimas de desalojamentos forçados. Actualmente, cumpre 18 meses de “Reeducação pelo trabalho” e afirma ter sido espancada.
    O marido de Khady Basséne, Jean Diandy, foi preso por soldados em 1999 no Senegal e desde aí que não é visto. Khady Basséne luta por saber a verdade acerca do que aconteceu e aguarda compensação financeira pelo desaparecimento.
    Norma Cruz  enfrenta perigo constante devido ao seu trabalho de documentar e exigir justiça em casos de violência contra as mulheres na Guatemala. Recebeu dezenas de ameaças de morte e os seus agressores não foram apresentados à Justiça.
    Outro dos casos é o de famílias ciganas – no total cerca de 100 pessoas – que foram desalojadas à força das suas casas em Miercurea Ciuc na Roménia e necessitam ser realojadas. A maior parte delas está agora a viver em condições insalubres e desumanas em barracas de metal junto a uma estação de tratamento de esgotos.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Oeste Sustentável vai apostar nos edifícios em 2011

    Oeste Sustentável vai apostar nos edifícios em 2011

    A agência Oeste Sustentável –

    A agência está a elaborar projectos para a poupança na energia na região Oeste

    pretende, em 2011, avançar com projectos na área dos edifícios, especialmente na construção sustentável, certificação energética de edifícios públicos e diagnósticos energéticos no sector residencial.
    Ao nível do aproveitamento de recursos renováveis estão planeados vários projectos de promoção e desenvolvimento, nomeadamente através do diploma de mini-produção a ser publicado em decreto-lei no início do próximo ano.
    A Oeste Sustentável quer também avançar com um projecto de valorização por vermicompostagem, que possibilitará reduções significativas na produção de resíduos para aterro. Do seu plano de actividades fazem ainda parte a aposta na mobilidade sustentável, cooperação internacional, educação criativa para a sustentabilidade, fundo social de energia e um fundo regional de carbono.
    Em 2010 a agência realizou um estudo de optimização energética no edifício da OesteCIM, a promoção do veículo eléctrico, o contributo para a revisão do diploma de micro-produção e o apoio aos projectos municipais.
    Foi também iniciado o estudo da matriz energética dos concelhos e região Oeste e o inventário das emissões de gases com efeito de estufa. Este estudo servirá de base para elaboração do plano de sustentabilidade da região, planos de acção locais e utilizará metodologias enquadradas com os critérios considerados no âmbito do Pacto dos Autarcas.
    Foi ainda feito um ponto de situação do projecto de optimização da iluminação pública no Oeste. Uma das vertentes consiste na implementação de 527 relógios astronómicos com vista à garantia de uma gestão eficaz do horário de utilização da iluminação pública, estimando-se reduções no custo com consumo eléctrico na ordem dos 200 mil euros anuais.
    Este ano já foram instalados cerca de 20% dos postos de transformação, que se reflecte numa poupança aos municípios cerca de 190 mil euros.
    Está também a ser desenvolvido um estudo para a melhoria da eficiência na iluminação pública, através da substituição da tecnologia existente pela tecnologia a LED. Com este projecto a agência prevê poupanças de aproximadamente quatro milhões de euros anuais na região, evitando-se a emissão de mais de 20 mil toneladas de dióxido de carbono.
    O presidente da Oeste Sustentável, Telmo Faria, disse tratar-se de um plano de actividades “muito forte e ambicioso”, pelo que espera que a região possa estar à altura.
    O autarca apelou à colaboração de todos para poderem concretizar aquela agenda, que considera de nível internacional. “Se a conseguirmos concretizar o Oeste será, do ponto de vista ambiental, um território dos mais reconhecidos no quadro europeu”, disse.
    Telmo Faria lembrou ainda que em seis meses de funcionamento foram feitas 17 reuniões do conselho da direcção.
    A agência tem como associados os municípios do Oeste, entidades públicas e privadas, e conta com um financiamento proveniente de fundos europeus. Para se auto-sustentar a agência conta com o pagamento de cotas anuais dos associados.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Já começaram as promoções e os saldos nas Caldas

    Já começaram as promoções e os saldos nas Caldas

    Há várias lojas nas Caldas que na segunda-feira, 27 de Dezembro apresentavam promoções atractivas oferecendo descontos de metade do preço dos seus produtos. A época oficial de saldos começou no dia seguinte 28 de Dezembro, mas em vários espaços do comércio tradicional os descontos iam já entre os 30 e os 50 e nalguns casos até um pouco mais.
    Gazeta das Caldas fez uma pequena ronda por comerciantes de vários sectores e constatou que foram fracas as vendas de Natal. Este foi um dos Natais menos concorridos na cidade que precisa de urgentemente criar atractivos para recuperar o vigor comercial de outrora, na opinião desses comerciantes.

    Os comerciantes queixam-se dos graffiti que surgem por todo o lado

    “Já tenho promoções cujos descontos chegam aos 50%”, dizia Deolinda Gonçalves, na passada segunda-feira, proprietária de duas lojas de roupa para crianças, a Kikas e a Metro Kids.  Os saldos para esta comerciante “servem principalmente para escoar stocks”, acrescentou.
    O Natal “foi pior que nos outros anos” e, na opinião desta empresária, “as pessoas reduziram as compras por causa da crise” e, por  outro lado, há quem  se guarde para aproveitar os descontos dos saldos.
    Os saldos oficialmente só começaram a 28 de Dezembro, quarta-feira, mas algumas lojas antecipam um pouco fazendo promoções, reduzindo os preços entre 30 ou até em 50% antes da data prevista.
    Para a empresária, a cidade precisava de ter uma melhor sinalização e sinalética para quem vem de fora e  sobretudo é preciso criar ”mais atractivos para atrair pessoas do exterior”.
    Nuno Jesus –  responsável da Açoteia, Vasari, Crazy e Romã – já tinha na passada segunda-feira descontos que atingiam até metade do preço original.
    “Vendeu-se mas as quantidades não têm nada a ver com o que se vendia há uma década…”, disse o empresário que concorda que 2007 ainda foi um ano razoável mas desde então para cá, as vendas têm vindo a decrescer. Este ano terão diminuído cerca de 30% em relação ao Natal anterior.
    Os saldos servem para escoar stocks até porque “precisamos de realizar dinheiro para reinvestir, em muitos artigos até perdemos dinheiro”.
    Na sua opinião “há muita oferta e as pessoas não têm poder de compra”. Também considera que hoje se dá maior importância aos preços baratos e menos à qualidade dos produtos.
    Este ano também considera que houve pouca divulgação do comércio tradicional e houve menos actividades de animação, “para atrair clientela às Caldas”. Teme que a crise mundial ainda venha a prejudicar mais países pequenos como Portugal.

    “Muito menos gente nas Caldas às compras de Natal”

    Durante o período de Natal houve muito menos gente do que nos outros anos, apesar de parecer que as ruas estavam repletas, especialmente aos fins de semana e na véspera de Natal. Contudo é opinião unânime de vários comerciantes da cidade das áreas do vestuário, livros, café, restauração ou electrodomésticos, que a procura caiu drasticamente. Preocupa-os que as pessoas que moram nesta região estejam a transferir as suas compras para outras cidades em redor como Torres Vedras, Alcobaça, Santarém ou Rio Maior  “que se tornaram muito mais sugestivas e atraentes do que as Caldas da Rainha”, disseram Dulce e Alexandre Tomás, responsáveis das lojas Túnicas.  Essas pessoas “vêm em menor número e menos vezes”, acrescentaram.
    Paulo Feliciano, do Restaurante Pachá diz que é notória a diminuição de pessoas sobretudo ao sábado de manhã, que era sempre forte em termos comerciais.
    Isabel Castanheira, da Livraria 107, achou surpreendente que na Gazeta das Caldas fossem anunciadas milhares de pessoas e depreende que terá sido num momento especifico e devido a alguma actividade de animação pois na verdade “houve uma enorme diminuição de pessoas”.
    A comerciante diz que nos dois dias antes do Natal é que se sentiu de facto um ligeiro aumento nas vendas. Ao longo do ano a livreira sentiu um decréscimo nas vendas na ordem dos 20% em relação ao ano anterior.
    A empresária queixa-se que num das zonas mais comerciais e agora pedonal, na Rua Heróis da Grande Guerra “há graffities com asneiras, há várias zonas mal iluminadas, caixotes do lixo cheios, buracos na calçada e fios pendurados em tudo o que e postes que ficaram da aparelhagem que deu música de Natal no ano passado”.
    O grupo de comerciantes acha que o desempenho individual não é o mais importante pois “sem o todo não conseguimos ir a lado nenhum e houve dias no período de Natal que parecia que tinham todas fugido”, dizem.
    Acham que as Caldas era a cidade natural para as compras para as pessoas desta região e que isso hoje já não é verdade, “deixou de ser assim, as pessoas estão a preferir outras localidades”.
    Os comerciantes dizem que o Natal em 2007 foi o último Natal diferente, “pois vinha muita gente de fora para ver as obras que tornaram a Rua Heróis da Grande Guerra pedonal”. Dizem que as pessoas querem é novidade e para tal terá contribuído a acção de muitos comerciantes de colocar as árvores de Natal no exterior dos seus estabelecimentos.
    “A imagem da cidade é mal vendida”, disse Paulo Feliciano, que gostaria de ver maior divulgação e que fossem criados atractivos para chamar pessoas de fora.

    Falta de atractivos leva ao declínio da cidade comercial

    “O decréscimo nas vendas deste Natal representa a decadência das Caldas enquanto cidade comercial e pior que isso arriscamo-nos a que, se nada for feito, o centro da cidade vai ficar morto”, disseram. Notaram que antes se fosse preciso fechavam as lojas muito para lá da hora de jantar ao passo que este ano em alguns dias “às 18h00 fechava-se a porta pois não havia ninguém na rua”.
    Em relação ao Natal de 2009, o Café Creme também sentiu uma diminuição nas vendas “na ordem dos 30% a 40%”, disse Vítor Brito, responsável daquele estabelecimento.
    A Benetton Underwear não aposta para já nos saldos, prefere iniciar os descontos na próxima segunda-feira. Cecília Oliveira diz que o decréscimo nas vendas “se tem sentido de forma diária e há muito menos gente a circular nas ruas”. No ano passado na sua loja “éramos três e não tínhamos descanso, este ano éramos duas e estivemos paradas muitas vezes”. Aponta o dedo ainda para a falta de sinalização, sinalética, estacionamento e uma deficiente circulação de trânsito.
    “A cidade está a morrer aos poucos”. Palavras de  José Ventura, da loja Electrolider que acha que os comerciantes precisam de ter aliados fortes como a Câmara e a ACCCRO de modo a ultrapassar este momento que entende mais difícil para o comércio tradicional.
    Dantes ir às compras significava Caldas da Rainha enquanto que agora as pessoas escolhem outros destinos como, por exemplo, Torres Vedras ou um outro grande ponto de atracção, o Shopping de Leiria.
    “Nós precisamos de novidades constantes para continuar a atrair pessoas”, disse Alexandre Tomás que ainda acrescentou que, como os tempos estão difíceis  e não há dinheiro para manter regularidade nas realizações, então que as poucas que se façam “sejam bem programadas, comunicadas e acima de tudo tenham qualidade”. Não existir atractivos para quem visita a cidade significa, para este grupo de comerciantes das mais variadas áreas, o declínio acentuado e mais lojas fechadas que vão ocorrer em pleno coração da cidade.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Quartel dos Bombeiros de Óbidos abre portas aos idosos

    Quartel dos Bombeiros de Óbidos abre portas aos idosos

    Os participantes tomam contacto com os serviços existentes na corporação

    O quartel dos bombeiros já não tem segredos para muitos dos idosos de Óbidos, que durante os últimos meses têm tido oportunidade de visitar aquela instituição e assistir a parte do seu funcionamento. A iniciativa, integrada no programa de promoção de saúde e segurança na terceira idade, termina a 5 de Janeiro.
    Desde meados de Novembro que os utentes do programa municipal “Melhor Idade” têm participado nesta actividade, onde num primeiro momento tomam conhecimento do serviço de emergência médica, com questões relacionadas com o problema do aquecimento no inverno e com a organização e funcionamento da corporação. Numa segunda parte, mais prática, os utentes fazem uma visita guiada às instalações.
    Também incluído no programa Melhor Idade foi feita uma sessão de esclarecimento subordinado aos temas “A saúde na 3ª Idade” e “Segurança e Auto Protecção”, que contou com a presença de docentes, médicos e forças policiais, e no qual participaram cerca de 200 utentes do programa.
    Durante todo o ano encontram-se a funcionar 12 centros de convívio, nas nove freguesias de Óbidos, englobando cerca de 300 utentes. Nestes espaços desenvolvem-se diversos ateliers, como os de dança, teatro, bordados e costura, trabalhos manuais, doçaria, tapeçaria ou barro. Os utentes, na sua esmagadora maioria mulheres (cerca de 80%) participaram também no mercado medieval, com a confecção de trajes que depois alugaram.
    O programa Melhor Idade abrange cerca de 10% da população sénior do concelho, estimada em cerca de três mil pessoas. Existe também o cartão Melhor Idade e há pessoas que se inscrevem no programa apenas para ter direito aos serviços abrangidos pelo cartão, e que passam por poder usufruir gratuitamente das piscinas municipais e andar no OBI (transporte municipal).
    Os objectivos para o próximo ano passam por manter os projectos já em execução e, se possível, fazer melhoramentos em algumas salas.
    “O programa está a funcionar em pleno, vamos agora tentar chamar mais pessoas a integrá-lo”, referem as gestoras, Lara Dias e Catarina Ferreira.
    As responsáveis reconhecem que tem havido uma dificuldade na captação de pessoas para os centros de convívio. “É um concelho rural e o centro de convívio não é muito apelativo para as pessoas que trabalham no campo e não têm uma cultura de lazer”, disseram, acrescentando que, com o tempo, esta renitência têm-se esbatido, até porque uns vão chamando os outros.
    “E depois eles próprios vão começando a notar melhorias, com a frequência da hidroginástica, por exemplo”, dizem, adiantando que desde que o programa existe, há cinco anos, há gente cada vez mais activa.
    Recentemente foi feita uma alteração ao regulamento e anteciparam a faixa etária de ingresso nos centros de convívio, para pessoas com mais de 55 anos.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Distinções e baptismo de viaturas em dia de aniversário dos Bombeiros da Benedita

    Distinções e baptismo de viaturas em dia de aniversário dos Bombeiros da Benedita

    António Paulo, comandante interino da corporação, garantiu que os Bombeiros da Benedita estão disponíveis para ajudar onde for preciso

    A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Benedita comemorou no passado dia 8 de Dezembro 22 anos tendo os pontos altos da festa ocorrido com a distinção dos voluntários cujos feitos se destacaram no último ano e com o baptismo de duas novas viaturas, uma ambulância de transporte de doentes e um tanque de combate a incêndios.
    Contando com cerca de uma centena de voluntários, os Bombeiros da Benedita inauguram habitualmente viaturas novas em cada aniversário que passa. Para que isto seja possível tem valido a boa vontade das empresas locais e da população das freguesias da Benedita, Turquel e Vimeiro que generosamente têm contribuído para o peditório que os voluntários realizam nas semanas que antecedem o aniversário. Mas as duas dezenas de viaturas que compõem a frota da corporação começam a ser poucas para os dias de hoje.
    A ambulância inaugurada no dia 8 vai substituir uma das quatro que “estão em fim de vida devido ao elevado número de quilómetros, e consequentes avarias”, referiu o comandante interino dos Bombeiros, António Paulo. Já o veículo tanque, ao serviço da corporação desde Setembro, “não é mais um, mas sim a substituição de outro que nós tínhamos e que sofreu uma avaria grave no incêndio de São Pedro do Sul, a 8 de Agosto”. E apesar de saber que se vivem tempos difíceis, o responsável diz que “existe muito que fazer”.
    Garantindo “a disponibilidade dos Bombeiros da Benedita para ajudar naquilo que seja preciso tanto no distrito, como noutras zonas do país”, António Paulo aproveitou a presença de diversas entidades na cerimónia para apelar para que se resolva a situação relativa ao socorro de vítimas no concelho de Rio Maior, onde os voluntários da Benedita são muitas vezes chamados.
    Garantindo que “as pessoas não têm culpa do local onde vivem ou vão a passar, mas têm o direito de ser socorridas, assistidas ou transportadas”, o comandante interino apelou à “compreensão de quem está à espera para quando vamos nós, é preciso contar com o tempo da nossa deslocação”. Já o presidente da direcção da Associação Humanitária, João Lopes, pediu a todos os que estão ligados aos Bombeiros, bem como dos voluntários, para que se mantenham unidos nestes tempos conturbados, tempos em que “temos que trabalhar mais para ter menos do que já tivemos”.
    Quem também esteve presente na cerimónia foi o Comandante Distrital das Operações de Socorro, José Manuel Moura, que salientou “a entrega e capacidade de mobilização” demonstrada pela corporação da Benedita sempre que foi chamada para auxiliar no combate aos incêndios, onde quer que estes estivessem activos, dentro ou fora do distrito de Leiria. O responsável pelas operações de socorro no distrito apontou para finais de Fevereiro a entrega de mais uma viatura de combate a incêndios florestais à corporação beneditense, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional que contempla cinco viaturas para cinco corporações de cada distrito e que já deveriam ter sido entregues.
    A cerimónia ficou completa com as intervenções de Nélio Gomes, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, José Vinagre, vereador na Câmara Municipal de Alcobaça, Jorge Sobral, adjunto do Governador Civil de Leiria e Rui Silva, vice-presidente da Liga de Bombeiros Portugueses. Também eles apelaram à união dos voluntários e à junção de esforços entre corporação, entidades regionais e nacionais e população para que os bombeiros consigam ultrapassar os tempos difíceis que se vivem actualmente, com “a coragem, o trabalho e dedicação” que têm demonstrado ao longo de mais de duas décadas de existência.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • “Natal Mágico” voltou a distribuir alimentos e brinquedos pelas famílias mais carenciadas

    “Natal Mágico” voltou a distribuir alimentos e brinquedos pelas famílias mais carenciadas

    O animador sociocultural do Ponto de Ajuda fez as delícias dos mais novos com balões de moldar e umas modernas andas

    Este ano foram 384 as famílias carenciadas que receberam cabazes de alimentos em mais uma edição do “Natal Mágico”, a festa de Natal que todos os anos é organizada pela Acção Social da Câmara Municipal das Caldas da Rainha para as famílias mais carenciadas do concelho. Um número maior do que em 2009, quando os bens foram doados a 344 agregados familiares, e que reflecte a crise que o país atravessa, bem como o aumento do desemprego.
    Na tarde do passado dia 21, miúdos e graúdos esqueceram por momentos os tempos difíceis e dançaram ao som de música popular ou deixaram-se contagiar pela alegria das alunas do curso de animação da Escola Técnica e Empresarial do Oeste e pelo animador social do Ponto de Ajuda, que fizeram pinturas faciais nos mais pequenos e moldaram balões. Cães, espadas e flores que fizeram delirar os que os usavam como se fossem brinquedos de verdade.
    À semelhança do que tem acontecido todos os anos, a festa contou também com um lanche convívio, que juntou à mesa muitas das mais de 1.200 pessoas a quem chega actualmente a ajuda da Acção Social da autarquia. E no final, todas elas levaram para casa um cabaz com bacalhau, farinha, azeite, açúcar, óleo, bolo-rei, entre outros alimentos típicos de um jantar de consoada. Bens doados pela autarquia que complementam nesta quadra festiva aqueles que são distribuídos através do Banco Alimentar do Oeste ou das juntas de Freguesia, no âmbito do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados.
    Perante o aumento do número de famílias a necessitarem de ajuda, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, diz que “há lugar para todos”, mas lamenta que “a tendência seja para haver mais” famílias carenciadas a cada ano que passa.
    Para as crianças dos 0 aos 12 anos, 250 no total, houve brinquedos. Uma oferta para a qual a autarquia contou com o apoio da Águas do Areeiro (cujos trabalhadores também recolheram peças de vestuário para oferecer), dos hipermercados Modelo e Intermarché e do Centro Hípico “O Pintas”. Este último tem-se associado ao “Natal Mágico” todos os anos, mas na edição 2010 da festa o mau tempo e a chuva que teimou cair durante a tarde impediram que os mais pequenos pudessem dar uma volta de pónei junto à Expoeste.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Externato D. Fuas Roupinho distribuiu prendas por crianças carenciadas da Nazaré

    Várias crianças de famílias carenciadas da Nazaré tiveram este ano um Natal mais feliz. No passado dia 17 de Dezembro as crianças que são actualmente acompanhadas pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Nazaré receberam várias prendas da mão de alunos e professores do Externato D. Fuas Roupinho.
    Alimentos, material escolar, roupa e brinquedos foram algumas das prendas recolhidas pela comunidade escolar, numa acção de solidariedade a que a escola chamou “Dar de Si”. O resultado da recolha foi entregue numa cerimónia simbólica realizada no refeitório da escola nazarena.
    O assessor da direcção da escola, António Formiga, diz-se satisfeito pelo acto da escola apoiar várias “famílias numerosas e sem grandes recursos económicos”, tendo em conta que “Dar de Si” é uma iniciativa que “surgiu espontaneamente”.
    Em tempo de festejos de Natal a solidariedade do Externato D. Fuas Roupinho não se ficou por aqui. Ao mesmo tempo que se promoveu a recolha de bens para as crianças sinalizadas pela CPCJ, o Grupo de Francês da escola nazarena procedeu à recolha de fundos para entregar à UNICEF. De acordo com António Formiga, ambas as acções “superaram as expectativas”.

    J.F.

  • Saberes e sabores multiculturais juntou uma centena de formandos da D. João II

    Saberes e sabores multiculturais juntou uma centena de formandos da D. João II

    Os formandos que terminaram os cursos receberam o certificado na festa de Natal

    Os alunos dos cursos pós-laborais de formação de adultos – cursos EFA (B1, B2 e B3) e os cursos extra-escolares “Português para Todos” e de alfabetização, da escola D. João II, fizeram o seu convívio de Natal no passado dia 17 de Dezembro.
    Subordinado ao tema “Saberes e Sabores Multiculturais”, o encontro começou com a entrega dos certificados de qualificações aos formandos que terminaram as suas formações, nos cursos EFA e nos de “Português para Todos”. Depois, foram apresentados alguns trabalhos elaborados pelos formandos e realizado um sarau de declamação de poemas, uns da autoria dos próprios e outros de poetas portugueses como Miguel Torga, Fernando Pessoa ou António Gedeão.
    O espectáculo contou ainda com a interpretação de uma canção de Zeca Afonso por parte dos formandos estrangeiros presentes. No final, Katia Monova (de nacionalidade búlgara) presenteou os convivas com duas interpretações de violino e uma última música dedicada aos seus colegas portugueses.
    Após a primeira parte, que incidiu sobretudo nos saberes, passou-se aos sabores. Os formandos trouxeram iguarias típicas de diversos países, dando assim largas à degustação de pratos variados.
    O convívio terminou já depois da meia-noite e contou com a presença de cerca de uma centena de formandos dos cursos EFA e extra-escolares, coordenados pelo professor Luís Honorato.

    F.F.

  • Ascensor da Nazaré de novo em funcionamento

    Ascensor da Nazaré de novo em funcionamento

    O centenário ascensor da Nazaré retomou o seu funcionamento no passado dia 24 de Dezembro, depois ter estado parado durante várias semanas para trabalhos de manutenção.
    Iniciadas em meados de Outubro, as obras rotineiras deveriam ter ficado concluídas a 12 de Novembro, mas os Serviços Municipalizados, responsáveis pela manutenção do equipamento, depararam-se com alguns imprevistos, relacionados com “trabalhos de consolidação da linha férrea e alteração da linha aérea” que acabaram por prolongar os trabalhos. Todos os anos os Serviços municipalizados suspendem o funcionamento do meio de transporte para fazer a manutenção da linha e do sistema de tracção das carruagens, que transportam uma média anual de um milhão de passageiros.
    Dois meses depois do início da manutenção, aquele que é o segundo maior ascensor do país, com uma extensão de 318 metros, voltou a funcionar a tempo dos festejos de Natal e de fim de ano, que todos os anos levam dezenas de milhares de pessoas à vila piscatória.

    J.F.

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Incêndio na antiga Secla

    Cinco bombeiros voluntários das Caldas da Rainha, apoiados por uma viatura, combateram um incêndio que deflagrou na noite de 22 de Dezembro nas antigas instalações da Secla.
    No dia seguinte houve também um incêndio numa sucateira no Casal do Rei, que foi combatido por oito soldados da paz, apoiados por duas viaturas. Nos dias 25 e 26 de Dezembro os bombeiros das Caldas acorreram também a cinco pequenos incêndios, um deles numa casa abandonada na rua 15 de Agosto.
    Três casas foram assaltadas a 20 de Dezembro na Benedita, Foz do Arelho e Óbidos.
    No dia 21, um casal, de 39 e 47 anos de idade, foi apanhado em flagrante delito quando tentavam furtar roupa de um hipermercado na Benedita. No mesmo dia a GNR das Caldas recebeu duas queixas pelo furto de fio de cobre na Mata de Porto Mouro e de gasóleo na zona industrial.
    A 23 de Dezembro foi furtado um veículo na Benedita e outro no Bombarral. Em Tornada furtaram uma mala com documentos e em Óbidos assaltaram uma viatura e na Foz do Arelho foram assaltadas duas casas.
    Quatro casas foram assaltadas a 26 de Dezembro no Nadadouro, Olho Marinho, Casais Baleal e São Bernardino.
    Nos dias 26 e 27 de Dezembro a PSP das Caldas recuperou duas viaturas que tinham sido furtadas nos dias anteriores, nesta mesma cidade.
    Uma mulher de 36 anos foi detida em São Martinho, no dia 20, por permanência ilegal em Portugal. Depois de ter sido presente ao tribunal da Nazaré foi notificada para se apresentar no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no prazo de 10 dias, para ser extraditada.

    Condutores com excesso de álcool

    Um homem de 53 anos foi detido a 23 de Dezembro, no Coto, por conduzir com uma taxa de alcoolemia de 2,82 gr/l.
    No dia 24 de Dezembro, pouco depois da meia-noite, a PSP da Nazaré deteve um condutor de 49 anos com uma taxa de álcool no sangue de 2,62 gr/l.
    Durante essa noite a polícia da Nazaré também deteve um indivíduo de 44 anos que depois de ter sido interceptado com uma taxa de alcoolemia de 1,05 gr/l, voltaria a ser apanhado a conduzir. A lei determina que nestes casos não é possível conduzir durante um período de 12 horas.
    Ainda nessa madrugada, durante uma operação de fiscalização, a PSP da Nazaré deteve um homem de 33 anos que não obedeceu à ordem de paragem e terá mesmo tentado atropelar um agente quando se pôs em fuga.
    No dia 26 de Dezembro foi detido na Benedita um indivíduo de 33 anos por conduzir com 2,36 gr/l.
    De 20 a 26 de Dezembro a GNR das Caldas da Rainha registou, na área do seu destacamento territorial, um total de 33 acidentes, dos quais resultaram sete feridos ligeiros.
    Várias viaturas, cujo número as autoridades não conseguiram determinar ao certo, despistaram-se, a 20 de Dezembro, na A8, entre Bombarral e Óbidos, e na estrada nacional 8, devido a um derrame de combustível. As vias tiveram que ser encerradas ao trânsito para a sua limpeza, que foi efectuada pelos bombeiros do Bombarral, Óbidos e Peniche.

    Autor de facada na Segurança Social internado compulsivamente

    David Ramos está agora na clínica psiquiátrica do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo

    O homem que esfaqueou uma funcionária da Segurança Social das Caldas da Rainha em Março foi considerado inimputável pelo tribunal caldense, que decidiu pelo seu internamento compulsivo.
    A decisão foi conhecida a 21 de Dezembro, depois da sessão do julgamento marcada para o dia 17 ter sido adiada devido a uma avaria no computador do juiz.
    De acordo com a lei, David de Mata Ramos, de 27 anos, vai estar internado na clínica psiquiátrica e mental do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, por um período mínimo de três anos. A medida será revista de dois em dois anos, até um máximo de 10 anos e oito meses, e David Ramos só sairá em liberdade quando for decidido que já não representa perigo para si ou para os outros.
    Ambos os advogados, da vítima e do agressor, disseram já estar à espera desta decisão, embora não refutassem a hipótese de poderem vir a recorrer da sentença. A mãe de David Ramos não se opôs ao seu internamento compulsivo. “Eu quero é que o meu filho fique bem”, afirmou.
    O marido da vítima estava presente nesta sessão e não quis tecer comentários à decisão do tribunal.
    O agressor estava em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Leiria, mas depois de lida a sentença foi transportado para Matosinhos.
    O tribunal das Caldas da Rainha deu como provado que David Ramos foi o autor da agressão à funcionária Maria da Luz, de 53 anos, tendo actuado “com o propósito de pôr termo à vida” da vítima. Para o efeito, o indivíduo usou uma faca de cozinha com uma lâmina de 11 centímetros. A vítima teve que ser alvo de uma intervenção cirúrgica no Hospital das Caldas.
    Dias antes de ter esfaqueado Maria da Luz o homem já tinha agredido esta mesma funcionária com dois socos e por isso o tribunal considera que este a identificava como um alvo. Toda a situação foi originada pelo facto do agressor ter ficado sem receber subsídio de desemprego.
    Como foi considerado inimputável, sendo incapaz de avaliar a natureza dos actos, o tribunal absolveu-o dos crimes de homicídio qualificado na forma tentada e ofensa à integridade física qualificada.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Festa de Natal da Nuclisol Jean Piaget

    Festa de Natal da Nuclisol Jean Piaget

    No evento participaram todas as valências da instituição

    No passado dia 21 de Dezembro a Nuclisol Jean Piaget das Caldas da Rainha, realizou mais uma Festa de Natal, desta vez no Centro da Juventude. Neste evento participaram todas as valências integradas nesta IPSS, nomeadamente de creche, pré-escolar e actividades de tempos livres.
    A Unidade de Desenvolvimento Integrado das Caldas da Rainha existe desde 1 de Dezembro de 1985 e está localizada na Rua Maestro Armando Escoto nº 22.

    F.F.

  • CIVEC aposta nas rendas de bilros

    CIVEC aposta nas rendas de bilros

    Sónia Pinto, directora do CIVEC, e o vereador Jorge Amador

    O Centro de Formação Profissional da Indústria de Vestuário e Confecção (CIVEC) DE Lisboa e a Câmara de Peniche assinaram um protocolo de colaboração que tem como objectivo a concretização de criações de moda com aplicação das rendas de bilros de Peniche, de modo a promover e divulgar a nível nacional este tipo de artesanato.
    Segundo Sónia Pinto, directora do CIVEC, a partir desse protocolo esta tradição de Peniche tem vindo a ser integrada nos currículos dos cursos do sector naquele centro de formação. Em 2010 já apareceram cerca de 15 propostas de fatos produzidos por alunos naquele material.
    “É importante para o nosso centro poder dinamizar estes pequenos nichos de mercado, a partir de uma técnica que é muito portuguesa e que deve ser apoiada”, comentou.
    O aparecimento em Peniche das rendas de bilros remontam pelo menos ao século XVII, altura em que a pintora Josefa de Óbidos as inclui em vários dos seus quadros.
    Em meados do século XIX existiam em Peniche quase mil rendilheiras e havia oito oficinas particulares onde crianças a partir dos quatro anos de idade se iniciavam nesta arte. Em 1887, com a fundação da escola de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia (mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos), sob a direcção de Maria Augusta Bordalo Pinheiro, a irmã mais velha de Bordalo Pinheiro, “as rendas de Peniche atingiriam um grau de perfeição e arte difíceis de igualar”, refere o sítio na Internet da autarquia.
    Com a industrialização, as rendas de bilros de Peniche foram sofrendo uma regressão, que atingiu o seu ponto mais drástico com a extinção da disciplina facultativa da sua aprendizagem no ensino secundário.
    O aparecimento dos Artesãos de Santa Maria (da responsabilidade da paróquia), da Escola de Rendas de Peniche (da Câmara Municipal) e da constituição da Peniche – Rendibilros (Associação para a defesa e promoção das rendas de bilros de Peniche), permitiu a esta arte conhecer a sua reabilitação, com mais de meio milhar pessoas que se dedicam à sua confecção.
    Jorge Amador, vereador da Câmara de Peniche, explicou o objectivo de que sejam desenvolvidos novos produtos de design de vestuário e acessórios de moda com aplicação daquela técnica.
    O CIVEC vai realizar em Peniche um curso de formação para a comunidade local, com a duração de dois anos, na área da confecção e costura e na sua aplicação com as rendas de bilros. No início deste ano está também prevista a realização de dois workshops sobre a renda de bilros, em Lisboa e na Covilhã, para os formandos do CIVEC. Os alunos do centro de formação vão também participar na realização de 10 fatos para a mostra internacional da renda de bilros, que terá lugar em Julho em Peniche.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Intervenção de Ferreira da Silva inaugurada na véspera de Natal

    Intervenção de Ferreira da Silva inaugurada na véspera de Natal

    A intervenção artística na passagem desnivelada do largo da Vacuum, da autoria de Ferreira da Silva foi inaugurada na véspera de Natal.  O artista contou com a presença de familiares, amigos e autarcas que apreciaram os mil metros quadrados de intervenção onde é contado, com elementos cerâmicos, um pouco do mito de “Orfeu e Eurídice”.
    A obra custou no total 50 mil euros  sendo constituída por 3750 azulejos, 1200 pratos e ainda 120 peças de cerâmica em baixo relevo, produzidas nas Caldas da Rainha, que agora valorizam toda aquela zona da cidade.

    Na inauguração da obra, juntaram-se amigos, familiares e autarcas

    Ao todo, a intervenção de “Orfeu e Eurídice” tem mil metros quadrados de azulejos, pratos e peças cerâmicas que decoram as duas paredes que ladeiam a passagem inferior ao caminho-de-ferro, junto ao Largo da Vaccum. A intervenção, estimada em cerca de 50 mil euros, custou à autarquia 24 mil euros em materiais cerâmicos (3750 azulejos, 1200 pratos e 120 peças diversas), mais de três mil euros em cimentos, colas, corantes e verniz anti-graffitie e ainda 15 mil euros em custos com a mão-de-obra. Isto além do pagamento anual de 30 mil euros que Fernando Costa garantiu que está a ser feito ao artista “há já três anos”.
    O autarca que apelidou Ferreira da Silva como “o nosso Gaudi” afirmou que Ferreira da Silva está praticamente “a tempo inteiro a trabalhar para projectos municipais – sejam de interior ou de exterior, seja para um futuro em museu, seja para serem vendidas posteriormente pela Câmara”.
    Além do mais  e apesar de conhecer a aversão do artista a museus fechados e da sua preferência por trabalhos de arte pública, Fernando Costa anunciou que a Casa-Museu, que lhe será dedicada, terá início em 2011. “É necessário um espaço para albergar as obras de arte de Ferreira da Silva”, disse o edil que ainda acrescentou que o mestre ceramista tem contribuído com vários trabalhos seus –  desde esculturas a desenhos –  que estavam na sua posse e que o artista os “está a transferir para o município”.
    A intervenção de arte pública dedicada ao mito de “Orfeu e Eurídice” tinha prevista uma intervenção na rotunda do Largo da Vacuum “mas por agora não vai avançar”, disse o autarca sem querer dar  mais explicações. Ainda questionado sobre outras alíneas do protocolo que foi estabelecido entre a Câmara e o artista em 2009 e que previa a assinatura de um protocolo com o IPL para o estudo e inventariação da obra deste autor (com  uma edição de um catálogo anual previsto), o edil comentou apenas que eram decisões que “não dizem respeito apenas à Câmara e por isso para já não posso responder mais nada”.
    Ferreira da Silva estava satisfeito com a inauguração desta sua obra de arte pública que demorou seis meses a concluir. Salientou o papel das Faianças Molde na execução das peças de cerâmica e junto a Joaquim Beato, responsável daquela unidade industrial,  houve promessas de prosseguir com os trabalhos em parceira.
    Os dois presidentes das juntas de freguesia urbanas, Vasco Oliveira e Abílio Camacho, louvaram esta intervenção até porque valoriza aquela zona e acaba por promover a união entre as duas freguesias. Esta ligação era uma reivindicação de ambas as freguesias desde 2001. Vasco de Oliveira aproveitou a ocasião para pedir passagens superiores para os peões noutras zonas que permitam unir ainda mais N. Sra. Populo e Sto. Onofre.

    Obra de Ferreira da Silva tem fãs entre os familiares

    “Ainda não tive tempo para ver ao pormenor mas creio que é uma intervenção no seguimento de outras obras de arte pública do meu pai, que  é sinónimo da inspiração e do seu espírito jovem”. Palavras de Rui Ferreira da Silva , o filho mais velho do artista, que ainda acrescentou que a intervenção “é uma peça interessante que valoriza esta zona  que penso que bem merecia um apontamento artístico para a valorizar”.
    Filipa Ferreira da Silva, tem 23 anos,  é arquitecta e neta do autor. “Gosto imenso e sinto uma enorme ligação às obras do meu avô pois ele consegue conferir tridimensionalidade a um suporte bidimensional”. Acha que esta obra sobre o mito de Orfeu e Eurídice  “interage connosco e faz-nos olhar para os lados em vez de olhar sempre em frente”. Gosta especialmente das instalações ao ar livre do avô e destacou a feliz conjugação que o avô consegue com os diferentes materiais como quando une a   cerâmica com o metal. A neta vive em Lisboa mas “tentamos manter uma ligação”.
    Sofia Ferreira da Silva, 18 anos, é a filha mais nova do artista. Tem acompanhado vários dos seus trabalhos e de como “Orfeu e Eurídice” se foi desenvolvendo ao longo do último meio ano.  “Acompanhei de perto esta última obra do meu pai, sempre muito atarefado e com mil ideias na cabeça”, disse a jovem que aprecia bastante a obra paterna e que está contente com o facto da maioria  da população estar satisfeita com este trabalho. Entre as  suas obras  favoritas está a intervenção no hospital no Jardim das Águas, que ainda não está concluída. “Sou a sua fã número 1”, rematou Sofia Ferreira da Silva.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Frio e chuva nas boas vindas a 2011?

    Frio e chuva nas boas vindas a 2011?

    A Nazaré é por tradição um dos locais mais escolhidos da região para a passagem de ano, acolhendo cerca de 100 mil pessoas para os festejos

    As previsões meteorológicas nalguns sites para a noite de hoje, em que se festeja a passagem de ano, não são as melhores. Só o Instituto português de Meteorologia é mais optimista para a noite de S. Silvestre, dando para as Caldas da Rainha uma temperatura mínima de 8º sem chuva (melhor que as mínimas à volta dos 5 graus que se fizeram sentir no início da semana com chuva). Na maior parte dos sites estrangeiros anuncia-se chuva para Portugal mas com temperaturas entre os 10 e os 16º. Mas para o 1º dia do ano todos prevêem um dia de sol.
    O eventual mau tempo não deverá afastar as pessoas dos festejos que se multiplicam por toda a região, nem sequer daqueles que se realizam ao ar livre, que têm como fortes atractivos os espectáculos de fogo-de-artifício e o facto de terem entrada livre. Nas Caldas da Rainha é na Praça da Fruta que se dá as boas vindas ao ano novo, numa festa que se prolonga das 22h30 à 01h00 e que será animada pela banda Terabyte e pelo fogo-de-artifício quando baterem as doze badaladas.
    Em São Martinho do Porto a baía serve de cenário aos festejos que prometem durar até às 06h00 do dia 1. A música foi pensada para agradar a todos, pelo que na marginal haverá dois palcos, um com a Banda Selecção e outro com DJ’s, por onde vão passar Bullycau, Kid Disco, Stuart e Dj Tornado. Já no Clube Náutico a noite é animada pelo DJ Shark. Também na Concha Azul não vai faltar um espectáculo de pirotecnia.
    Os festejos da Nazaré acolhem anualmente cerca de 100 mil pessoas e este ano não deverá ser excepção. A manter-se a ‘tradição’, milhares de pessoas vão para o areal, local privilegiado para brindar o novo ano e assistir ao fogo-de-artifício que rasga o céu e ilumina a enseada. Aqui a festa já começou a aquecer ontem, dia 30, com música de dança na marginal. É também na marginal que esta noite ecoam as músicas de diversas bandas locais e as batidas dos DJ’s convidados para a noite mais longa do ano.
    Tanto em São Martinho como na Nazaré os festejos obrigam a alterações no trânsito e ao corte ao tráfego nas respectivas marginais.
    A última proposta para o reveillon fora de portas na região é um baile de fim de ano em Rio Maior. Na Praça da República é a Banda Kontrol que promete pôr os foliões a dançar noite dentro.


    Passagem do ano dentro portas

    Mas as propostas para a noite de fim de ano não se ficam por aqui. Dentro de portas, são muitas as propostas de restaurantes, unidades hoteleiras e associações da região que nos chegaram.
    Em São Domingos, freguesia de Salir de Matos, a Associação Recreativa Desportiva e Cultural vai aproveitar a festa de fim de ano para reabrir o seu bar. Os tradicionais doces de época, enchidos e mariscos compõem a mesa buffet da festa. A Associação Social e Desenvolvimento de Casais da Serra, no Landal, e o Arneirense, freguesia de Santo Onofre, são outras colectividades que também promovem festejos de passagem de ano. Alguns dos bares locais também vão estar de portas abertas para acolher o novo ano.
    Já no que aos restaurantes e hotéis diz respeito, há festa rija no Restaurante Viva Maria e Pura Vida Bar, no Bom Sucesso, no Stay Inn, em Óbidos, na Quinta do Juncal, na Serra D’El Rey, o Caldas Internacional Hotel, nas Caldas da Rainha. As ementas contam com algumas das melhores iguarias e os preços vão dos 60 aos 170 euros (preços por adulto).

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Liga dos Bombeiros Portugueses atribui Fénix de Honra a Henrique Sales Henriques

    Liga dos Bombeiros Portugueses atribui Fénix de Honra a Henrique Sales Henriques

    Sales Henriques e a sua mulher, junto de elementos da Associação Humanitária dos bombeiros caldenses e da Liga

    Henrique Sales Henriques, comandante dos bombeiros voluntários das Caldas entre 1969 e 2001, vai ser condecorado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) com a primeira Fénix de Honra atribuída a título individual.
    O anúncio desta distinção, que será entregue nas próximas festas da cidade a 15 de Maio, foi feito no quartel dos bombeiros caldenses no passado dia 15 de Dezembro, pelo vice-presidente da liga, Rui Silva.
    O dirigente da LBP é caldense e iniciou a sua actividade nos bombeiros desta cidade, tendo por isso Sales Henriques como uma grande referência. “Agradeço tudo o que aprendi com ele e acho que esta condecoração é inteiramente merecida, porque é um exemplo para todos nós. É o comandante dos comandantes”, afirmou.
    A condecoração foi proposta pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha e aprovada por unanimidade no conselho nacional da liga, que é o órgão máximo desta instituição entre congressos. “Os cerca de 80 conselheiros votaram por unanimidade e aplaudiram a atribuição desta medalha a Sales Henriques”, contou Rui Silva.
    A Fénix de Honra é a segunda mais alta distinção da liga, tendo sido criada recentemente, e até aqui só foi atribuída a associações de bombeiros com mais de 100 anos de existência. O colar de mérito, a mais alta distinção daquela entidade, só foi ainda atribuído a duas pessoas e só pode votado em congresso.
    Com 83 anos, neto de um dos fundadores dos bombeiros das Caldas, Henrique Sales Henriques é actualmente presidente da assembleia geral da associação.
    Visivelmente emocionado quando lhe foi comunicada a condecoração, Sales Henriques dedicou-a a todos que o ajudaram durante todos os anos que esteve nos bombeiros. “Nenhum homem vai a lado nenhum sozinho”, afirmou. A sua farda foi sempre “o fato-macaco para ir combater os fogos com os meus homens”.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Utentes e funcionários animaram Festa de Natal da Misericórdia

    Utentes e funcionários animaram Festa de Natal da Misericórdia

    O Coro da Universidade Sénior durante a actuação na sua festa de Natal

    Decorreu na tarde de Domingo, 12 de Dezembro, a tradicional Festa de Natal  da Sta. Casa da Misericórdia das Caldas.
    A festa contou com a participação das pessoas a quem a instituição dá uma resposta social e também dos seus funcionários. Pelo segundo ano consecutivo o Coro dos Pimpões foi o grupo convidado, tendo entoado quatro temas de Natal, dois estrangeiros e dois tradicionais portugueses.
    Os jovens do Lar de Infância e Juventude e do Centro de Acolhimento cantaram e dramatizaram apresentações natalícias e cerca de 30 funcionários deram voz a um coro que entoou, afinado, canções típicas desta época.
    Os seniores da instituição preferiram apresentar canções dos antigos filmes portugueses. Houve tempo ainda para conhecer um Auto de Natal com fantoches, protagonizado pelos jovens da instituição.
    A festa foi animada e não faltou o convívio e a troca de Boas Festas entre as diferentes gerações.
    A sala da instituição encheu-se de utentes, familiares e amigos e contou com a presença de representantes da Câmara, Governo Civil, Segurança Social e das Juntas de Freguesia de Nª Sra. do Pópulo e A-dos-Francos.
    A Misericórdia das Caldas não viu aprovada a sua candidatura para alargamento das suas instalações ao programa Pares  (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais), mas o projecto concorre agora ao de Regeneração Urbana, que prevê um suporte financeiro de cerca de um milhão de euros. No total, a obra ronda os 2,2 milhões de euros.
    “Não desistimos de tentar dar melhores condições aos nossos jovens e seniores. Estas obras são muito necessárias pois estamos com falta de espaço”, disse o provedor Lalanda Ribeiro. As obras de ampliação irão estender-se ao longo da Rua Vitorino Fróis.
    Actualmente a Misericórdia tem 15 crianças no centro de acolhimento (com idades entre os zero e os 14 anos) e outras 15 no Lar da Infância e Juventude (ex-internato feminino) com idades dos 12 aos 18 anos. O jardim-de-infância, que teve a sua própria festa de Natal, tem 75 crianças. A instituição presta apoio a 67 idosos nas suas instalações e dá apoio domiciliário a 60 seniores.

    Universidade Sénior também festejou época natalícia

    A Festa de Natal da Universidade Sénior decorreu a 17 de Dezembro nas instalações da escola, decoradas a rigor com motivos natalícios, feitos pelos estudantes. O evento contou com o convívio entre alunos, professores e familiares, que tiveram a oportunidade de conhecer os trabalhos realizados este ano lectivo numa exposição onde se reúnem diversos trabalhos, desde as peças de malhas e croché até às peças em cerâmica ou em artes florais.
    O evento contou com a actuação do grupo coral da universidade, do grupo musical Clave de Sol e ainda houve tempo para momentos de poesia.
    Presente no evento esteve a vereadora da Acção Social, Maria da Conceição Pereira, que afirmou que “este é um dos projectos mais bem conseguidos”. A autarca felicitou todos os envolvidos no projecto, desde os funcionários ao corpo docente, “que com muito voluntarismo tornaram esta Universidade uma referência, apesar dos poucos anos de existência”. Seguiu-se a troca de presentes colectiva (cada um contribuiu com um presente que é sorteado entre todos) e a iniciativa prosseguiu ao longo da tarde com um lanche e animação.

    Concerto no Espaço Concas

    No sábado à tarde, 11 de Dezembro, o Espaço Concas, no Centro de Artes, acolheu um evento natalício que inclui ateliers e um concerto com a Orquestra Juvenil da Academia de Música de Óbidos. A sala do museu encheu-se de gente para assistir à actuação, após terem sido realizados jogos tradicionais e ateliers dedicados à criação de figuras decorativas e postais de Natal.
    O Espaço Concas que se dedica à obra da pintora Maria da Conceição Nunes, foi inaugurado a 15 de Maio do ano passado e acolhe o espólio daquela artista e docente que foi doado à Câmara pela família. Concas faleceu em 1991 nas Caldas, vítima de doença súbita.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • CP pondera acabar com o único comboio directo entre as Caldas e Coimbra

    CP pondera acabar com o único comboio directo entre as Caldas e Coimbra

    A única ligação directa entre a linha do Oeste e Coimbra (onde se podem apanhar os comboios da linha do Norte e da Beira Alta) está em risco de acabar se a CP executar na íntegra aquilo que tem previsto no seu Plano de Orçamento para 2011.
    No documento a que Gazeta das Caldas teve acesso, a empresa – que está fortemente empenhada em cortar nos gastos em virtude da política de contenção orçamental – diz que vai “avaliar” a possibilidade de alterar o percurso dos Inter-Regionais que hoje fazem Caldas-Coimbra para Caldas-Figueira da Foz, terminando assim a ligação directa a outras correspondências.
    A concretizar-se, isto significa uma inversão da estratégia assumida há quatro anos, quando a CP, através do seu vice-presidente Nuno Moreira, apresentou nas Caldas uma nova oferta que contemplava quatro ligações directas entre a linha do Oeste e a cidade de Coimbra (e respectivas ligações ao Norte e Beira Alta).
    Em Dezembro do ano passado, inesperadamente, a CP cortou duas dessas ligações, sobrando apenas uma em cada sentido. E agora a intenção é acabar com o comboio que sai das Caldas às 16h20 e está em Coimbra às 18h23. Uma viagem de 2h03 horas, um pouco lenta, mas perfeitamente concorrente com a Rodoviária que demora 2h40 pois os Expressos não aproveitam integralmente a A8 e passam por Alfeizerão, S. Martinho, Nazaré e Marinha Grande.
    Em relação ao transporte individual, a ligação ferroviária, que custa 9,55 euros é também preferível, sobretudo tendo em conta o preço do combustível e das portagens.
    Ou seja, a CP tem vindo a retirar oferta na linha do Oeste precisamente no eixo em que é mais competitiva (Caldas – Coimbra), embora a baixa frequência (só uma ligação em cada sentido) e o desconforto das automotoras sejam desencorajadores do modo ferroviário.
    Por outro lado, a CP teima em tratar mal as pessoas do Oeste ao instituir um tarifário absurdo que é um convite para não se viajar de comboio. Em vez de vender uma viagem entre uma origem e um destino, a empresa vai somando todas as etapas até ao fim, tornando os preços incomportáveis. Por exemplo, entre Bombarral e o Porto um bilhete pode custar 16,55 euros ou 20,95 euros consoante o número de comboios em que o passageiro for obrigado a viajar. Um exemplo: Bombarral-B. Lares (8,15 euros), B. Lares-Coimbra (1,80 euros) e Coimbra Porto (11 euros) somam um custo de quase 22 euros.
    Desta maneira, a CP (que é único operador ferroviário, mas, pelos vistos, com muitas “mini CP” a complicarem) faz com que os seus clientes tenham muitos transbordos e paguem mais.

    Em contrapartida, a linha do Oeste é uma das raras do país que no plano de contenção da CP não será afectada com cortes na oferta. O documento prevê a redução do serviço regional nas linhas do Douro, Minho, Beira Alta, Beira Baixa, Leste, Alentejo e Sul e contempla mesmo a extinção pura e simples dos comboios de passageiros no ramal de Cáceres (que serve Castelo de Vide e Marvão), Beja e Funcheira, e Setil e Coruche.

    Deputados do PSD não respondem à Gazeta das Caldas

    No dia em que uma comitiva de deputados do PSD realizou uma viagem na Linha do Oeste, entre Lisboa e Caldas da Rainha, a fim de chamar a atenção para o mau funcionamento deste eixo ferroviário, Gazeta das Caldas enviou para o mail pessoal da Assembleia da República de cada um destes parlamentares as seguintes questões:

    1. Como explica que, em anterior proposta de um grupo parlamentar da oposição para a modernização da linha do Oeste, o PSD tenha votado contra?
    2. Como explica esta visita do ponto de vista político, tendo em conta que o PSD, enquanto partido de poder, nada fez nos últimos 30 anos pela linha do Oeste, apesar de ter feito sucessivas promessas sobre a sua modernização?
    3. Que propõe o PSD, em concreto, para a modernização da linha do Oeste?

    Contudo, nenhum dos deputados (Miguel Macedo, Duarte Pacheco, Teresa Morais, Pedro Lynce e António Leitão Amaro) respondeu.

    C.C.Carlos Cipriano
    cc@gazetadascaldas.pt

  • Olha-te promoveu workshop de culinária para o Natal

    Olha-te promoveu workshop de culinária para o Natal

    Decorreu durante a tarde de sábado, 18 de Dezembro, no Café Pópulos, um animado workshop sobre receitas de Natal que foi coordenado pelo chef João Quaresma. Neste evento, promovido pela Associação Olha-te – que se dedica a apoiar doentes de cancro – participou gente de todas as idades que aprendeu a fazer receitas diferentes para o Natal.

    Este foi o primeiro workshop realizado pela Associação Olha-te e teve como objectivo proporcionar uma tarde bem passada à volta da mesa, realizando receitas de entradas e aperitivos para a ceia ou almoço de Natal. Fizeram-se pastéis crocantes de roupa velha, dueto de polvo com creme vinagrete, camarão em duas texturas, bruschetas, crocante de queijo Nisa e presunto sobre espuma de bravo de esmolfe e café brullée.
    “Os participantes entraram no espírito  que tínhamos imaginado para a actividade e foram excelentes executantes das propostas de receitas que apresentei”, disse o chef João Quaresma, que acabou a sua formação este ano de Técnicas Avançadas de Cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
    Este responsável ainda referiu que não sobrou nem um dos petiscos confeccionados, sublinhando por isso o sucesso da iniciativa. “As cozinheiras e cozinheiros de serviço estão de parabéns!”, acrescentou João Quaresma que estagiou no restaurante Tasca da Esquina, em Lisboa, do chef Vitor Sobral.
    O cozinheiro está pronto a regressar às Caldas depois desta primeira acção de formação destinada a dar a conhecer entradas de preparação para o estômago na longa tarefa de receber todas as iguarias que a época natalícia proporciona.
    Os petiscos basearam-se em produtos tradicionais portugueses “com alguma influência da cozinha italiana e espanhola, com as quais me identifico bastante”, contou.
    João Quaresma está a preparar um novo projecto na área da restauração para 2011.

    As sugestões do chef Quaresma

    Pastéis Crocantes de Roupa Velha

    1 Embalagem Massa filo
    2 Postas de bacalhau demolhado
    300g batata
    200g couve portuguesa
    3 cenouras médias
    3 ovos
    2 dentes alho picado
    Azeite, manteiga, pimenta e sal q.b
    Modo de Preparação
    1. Depois de cozido o bacalhau, couves, batatas, cenouras e os ovos, retirar espinhas e lascar o bacalhau e cortar grosseiramente todos os ingredientes
    2. Picar alho
    3. Numa frigideira, colocar azeite e alho picado e deixar fritar ligeiramente
    4. Colocar primeiro o bacalhau e em seguida todos os outros ingredientes
    5. Saltear um pouco
    6. Rectificar sal e pimenta
    7. Terminar com salsa picada
    8. Deixar arrefecer
    9. Cortar quadrados de massa filo (2 folhas sobrepostas)
    10. Pincelar folhas com manteiga derretida
    11. Colocar o preparado de roupa velha
    12. Fechar o pastel
    13. Levar ao Forno 180º / 5 minutos (até ganhar cor)

    Dueto de Polvo com Creme Vinagrete

    1 Polvo médio
    Para a tempura
    125g farinha
    250ml Água gelada
    1 gema
    Para o Creme Vinagrete
    1 cebola pequena
    1 pimento
    1 dentes de alho
    1 tomate (sem pele e sem sementes)
    25 gr Salsa
    Azeite, vinagre, sal e pimenta q.b
    Óleo para fritar
    Modo de Preparação
    1. Cozer Polvo e deixar arrefecer
    2. Metade do Polvo cortar em rodelas e reservar
    3. Para a massa bater com varas a gema e a farinha, juntar a água gelada com varas até criar um creme
    4. Cortar a outra metade polvo em pedaços médios
    5. Mergulhar o polvo na massa e fritar em óleo
    6. Colocar em papel absorvente e reservar
    7. Para o vinagrete juntar cebola, alho, pimento, tomate, azeite, salsa e vinagre
    8. Colocar na picadora até criar um creme espesso

    Bruschetas

    3 Pães trigo tipo cacete
    50g Manteiga de alho
    Azeite, sal e pimenta q.b
    de requeijão e tomilho-limão
    2 requeijões
    25gr tomilho-limão
    de portobello e pimento
    2 embalagens de cogumelos portobello
    1 pimento
    Orégãos q.b
    Modo de Preparação
    1. cortar pão em rodelas, colocar um pouco de manteiga de alho e levar ao forno. Deixar algum pão sem manteiga
    2. para requeijão – desfazer requeijão, picar ervas e juntar tudo. Colocar uma noz em cada rodela de pão sem manteiga
    3. para portobelo e pimento – cortar pimento e cogumelos finamente
    4. numa frigideira saltear num fio de azeite primeiro o pimento e depois os cogumelos. Rectificar tempero sal e pimenta
    5. picar os orégãos frescos e juntar no fim

    Café Brullée

    1 l natas
    1 lata leite de côco
    25ml café
    160g açúcar
    8 gemas
    Açúcar mascavado q.b
    Modo de Preparação
    1. Bater gemas e açúcar
    2. Ferver natas, leite coco e café
    3. Juntar natas às gemas e bater até homogeneizar
    4. Colocar nas chávenas de café e levar ao frio
    5. Ao servir, colocar açúcar mascavado e queimar com maçarico
    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Escola de Hotelaria do Oeste quer contribuir para o desenvolvimento da região

    Escola de Hotelaria do Oeste quer contribuir para o desenvolvimento da região

    Ana Paula Pais, salientou o trabalho que tem sido feito na escola, apesar de alguns constrangimentos

    A região Oeste quer afirmar-se cada vez mais como um destino turístico de referência e para que isso seja uma realidade precisa de profissionais qualificados na área. Há três anos foi dado um passo importante nesse sentido, com a criação da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO). Hoje, autarquias e entidade de turismo não hesitam em salientar o papel que os alunos da escola têm na meta traçada para a região. E são consonantes ao afirmar que o estabelecimento de ensino vai no bom caminho.
    Em Outubro de 2007 começou a funcionar o Pólo de Óbidos da EHTO. Cerca de um ano depois era a vez do Pólo das Caldas. Muitos dos primeiros alunos estão já inseridos no mercado de trabalho, outros continuam a aumentar as suas competências, mas todos sabem da missão para que estão destinados. No passado dia 17 de Dezembro, alunos e professores estiveram reunidos nas comemorações do aniversário da escola e festa de Natal. E quem também não faltou à festa foram representantes das Câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos, do Turismo do Oeste e a presidente do Agrupamento de Escolas de Turismo de Coimbra, no qual a ETHO está integrada.
    A ocasião serviu ainda para a entrega de certificados de conclusão de curso aos alunos que no ano lectivo 2008/2009 estudaram Pastelaria Avançada e aos alunos que entre 2008 e 2010 frequentaram o curso de Gestão de Turismo. E foi para eles que foi dirigida a maior parte das palavras dos oradores da sessão, que os motivaram a aperfeiçoarem-se cada vez mais e a nunca deixarem de aprender. De olhos postos no sucesso, os alunos devem procurar pautar-se por “valores absolutamente fundamentais”, como a auto-disciplina, a determinação, a eficácia, defendeu Daniel Pinto, director da EHTO.
    Ciente de que a escola está “a responder às necessidades da regionais”, um desafio que diz ser “grande, porque a região Oeste é uma região emergente”, Daniel Pinto acredita que os profissionais formados pela EHTO vão dar cartas em todo o país. Mas à formação de técnicos capazes junta-se um outro desafio – a “necessidade de desenvolver produtos endógenos”, como a Pêra Rocha, a Maçã de Alcobaça, as trouxas de ovos ou as cavacas das Caldas. “É também isto que se espera desta escola”, defendeu.
    Já Hugo Oliveira, vereador na Câmara das Caldas da Rainha, salientou que “não há turismo no Oeste sem termos massa humana para receber seja quem for” e acredita que na EHTO se estão a formar homens e mulheres capazes de serem a primeira imagem dada aos turistas quando eles chegam. “A competitividade é muito grande e como em tudo na vida, ou se é o melhor, ou se é ultrapassado”, disse.
    Por isso pediu aos alunos que, “agora que lhes foi dada a cana, não deixem de pescar para atingirem os seus objectivos”.
    Uma opinião partilhada por Miguel Silvestre, adjunto do presidente da Câmara de Óbidos. “Para a região é absolutamente vital ter cada vez mais profissionais competentes”, disse, acrescentando que hoje a importância do turismo para a região é já aceite por todos.

    Uma região de “oportunidades”

    O Oeste é hoje uma região “com uma oferta hoteleira em constante qualificação” e onde a restauração começa também a ter algum peso. “Oportunidades que os alunos devem aproveitar”, defendeu Luís Garcia, vice-presidente do Turismo do Oeste. “A ETHO é a escola de turismo que tantas vezes sonhámos”, defendeu o responsável, afirmando-se “certo na criação da marca Oeste”, dadas as “capacidades da região em que todos devemos acreditar”.
    Para a presidente do Agrupamento de Escolas de Turismo de Coimbra, Ana Paula Pais, a mesa da sessão era o reflexo “da cooperação estratégica que é mantida desde o início com as duas autarquias e o apoio do Turismo do Oeste”, e que é um grande “motivo de orgulho” para os responsáveis da escola. Lembrando que a constituição da escola e os primeiros tempos de funcionamento foram tempos difíceis, Ana Paula Pais lembrou aos alunos que durante o seu percurso profissional terão que ter “capacidade para enfrentarem coisas difíceis”.
    Em tempos de crise e contenção, investir na formação é cada vez mais difícil. Mas também Ana Paula Pais apelou aos alunos que não deixem de crescer e de quererem ser sempre melhores no que fazem. “Se não fizermos nada acabaremos por ficar cada vez mais desajustados do mundo que nos rodeia, que está em constante evolução”.
    Quanto à escola, a responsável diz que “é notável o trabalho que a equipa tem feito” e congratulou-se por, “apesar de alguma falta de óleo nalgumas engrenagens em que ainda estamos a trabalhar, é bom ver aqui uma escola dinâmica”.
    A sessão comemorativa marcou o arranque de um dia de festa, onde os alunos puderam dar a provar as suas iguarias e protagonizaram momentos de animação de rua. Uma peça de teatro pelos alunos do Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor, estabelecimento ao qual os alunos da EHTO doaram diversos bens alimentares, momentos de música, dança e muita animação, completaram o dia.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Festas de fim de ano para todos os gostos e todas as carteiras

    Festas de fim de ano para todos os gostos e todas as carteiras

    Com a chegada do fim de ano, multiplicam-se as ofertas de festas de Passagem de Ano.
    Umas são já referências na região e atraem anualmente milhares e milhares de pessoas. Outras vão-se afirmando ano após ano. Umas têm entrada livre e decorrem na rua. Outras têm entrada paga, com opções para todas as carteiras e, além do conforto de um tecto, prometem as melhores e mais tradicionais iguarias.
    Gazeta das Caldas deixa nesta edição algumas das opções (aquelas de que nos chegou informação) a ter em conta na região.

    Passagem de Ano popular na Praça da Fruta

    Nas Caldas da Rainha repete-se a tradição e o fim de ano é festejado na Praça da Fruta. A partir das 22h30, a Banda Ibérica promete aquecer a noite e às 0h00 há fogo-de-artifício.
    Apesar da contenção, a Câmara das Caldas achou por bem manter os festejos na rua, pensados sobretudo “naqueles que não têm condições para passarem o ano numa unidade hoteleira ou noutro espaço com entrada paga”, explicou ao nosso jornal António Marques, que está a preparar os festejos com a autarquia. Garantindo que a festa não vai custar “muito além dos cinco mil euros”, este responsável refere que vamos entrar num “ano difícil” e que “não pode ser encarado com desânimo”. Esta “passagem de ano popular” tem precisamente o objectivo de dar as boas vindas a 2011 em ambiente de festa, que deverá terminar por volta da 01h00, “para não incomodar quem mora ali perto”.

    Dezenas de milhar de pessoas na Nazaré

    Passar o ano no areal e marginal da Nazaré tem sido a opção de um cada vez maior número de pessoas (Foto de arquivo)

    É uma das festas que mais gente atrai na região e estima-se que por lá tenham passado cerca de 100 mil pessoas no ano passado. O promontório e o mar nazareno voltam a afirmar-se como um cenário de eleição para os festejos de da passagem de ano, com muita música à beira mar e o já habitual espectáculo de fogo-de-artifício.
    Organizada pela Câmara da Nazaré através da Empresa Municipal Nazaré Qualifica, que a consideram “uma das maiores festas de fim de ano do país”, e com entrada livre, a passagem de ano arranca na noite de 30 de Dezembro, quando se prevê a chegada à vila de muita gente de fora e os primeiros sons de dança ecoam na praia. Na noite de reveillon a marginal e o sítio acolhem os quatro palcos por onde vão passar várias bandas locais e Dj’s convidados, que animam a mais longa noite do ano a partir das 23h00.
    À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, a contagem decrescente para o novo ano faz-se com o auxílio de um relógio projectado no promontório da Nazaré e assim que baterem as zero horas o céu é rasgado por um espectáculo pirotécnico que leva anualmente milhares de pessoas, não só à beira mar, mas também aos vários miradouros que rodeiam a vila.
    A elevada afluência de pessoas à Nazaré nos últimos dias do ano levou já a que a Protecção Civil municipal definisse medidas a adoptar para garantir a segurança de quem se deixa levar pelos festejos.
    Na área da saúde o destaque vai para o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte e a Cruz Vermelha Portuguesa, que terá várias unidades móveis espalhadas pela vila entre as 20h00 e as 0h00 dos dias 30 e 31 de Dezembro e 1 de Janeiro. Nas restantes áreas de actuação não há novidades a apontar, “uma vez que a capacidade de resposta tem sido adequada”, sustenta a organização.
    Nesse sentido, mantêm-se os alertas para que os visitantes tenham uma atitude preventiva e se divirtam com moderação, para que estes cheguem o mais cedo possível e pernoitem na Nazaré, evitando-se ao máximo a condução sob efeito de álcool e o congestionamento de tráfego na noite de festa. Ao nível do trânsito, a Avenida Marginal vai estar fechada ao tráfego durante os festejos e haverá condicionamento no estacionamento em algumas artérias.
    Para que tudo corra bem, a operação conta ainda com a colaboração da Capitania do Porto da Nazaré, PSP, GNR, Bombeiros e Associação de Dadores Benévolos de Sangue.

    Marginal de São Martinho do Porto

    Em São Martinho do Porto os festejos de rua são recentes, mas começam já a atrair muitos adeptos. Ao longo da marginal, a festa organizada pela autarquia de Alcobaça promete prolongar-se entre as 22h00 do dia 31 e as 06h00 do dia 1, com muita música e fogo-de-artifício, a principal novidade deste ano.
    Três áreas musicais distintas garantem uma selecção musical para todos os gostos. No palco popular vai estar a Banda Selecção e pelo palco dedicado aos Dj’s, ambos na marginal, vão passar Bullycau, Kid Disco, Stuart e Dj Tornado. O terceiro palco vai localizar-se no Clube Náutico de S. Martinho, entre as 23h00 e as 6h00, e conta com Dj Shark a animar os festejos.
    Numa festa com entrada livre não falta o espectáculo de pirotecnia à meia-noite realizado a partir de várias plataformas flutuantes colocadas na baía e de um ponto fixo em terra. Durante 15 minutos o céu vai ficar iluminado com um sem número de cores, que se reflectem no espelho de água que é a Concha Azul.
    Os festejos obrigam inevitavelmente a condicionamentos no trânsito, que se farão sentir a partir das 19h00 do dia 31 e até às 08h00 do primeiro dia de 2011. Será proibido estacionar e circular nos acessos à Avenida Marginal, Estrada do Vale do Guizo, Rua Machado dos Santos, Rua Engenheiro Luís F. Cavaleiro, Rua 5 de Outubro, Rua Dr. José de Saldanha e Rua Dr. Júlio Frederico de Guimarães. Está ainda prevista a alteração do sentido de circulação no início da Rua Dr. Júlio Frederico de Guimarães e em toda a Rua da República, sendo que o tráfego vai fluir em direcção a Salir do Porto.
    Por fim, o tráfego com destino a Salir do Porto e Foz do Arelho será desviado pela Estrada Nacional 242 junto à Residencial Amável.

    Baile de fim de ano em Rio Maior

    Em Rio Maior é na Praça da República que se fazem as despedidas a 2010. A Câmara Municipal oferece as passas, bastando que as pessoas levem o tradicional champanhe para brindar ao novo ano.
    A festa é garantida com um baile de fim de ano com a Banda Kontrol.
    Restaurante Viva Maria – Bom Sucesso

    A proposta do Restaurante Viva Maria e Pura Vida Bar, no Bom Sucesso, em Óbidos, é para que entre em 2011 “num ambiente relaxante e envolvente” e para uma noite prolongada “ao som dos maiores êxitos de sempre”.
    Para os que querem despedir-se de 2010 com um jantar no restaurante, foram preparadas duas ementas: a “Ementa Deluxe” custa 170 euros por adulto e 88 euros por crianças e além do jantar de dia 31, a partir das 20h30, contempla ainda o almoço de dia 1 de Janeiro. A segunda opção é a “Ementa Gourmet”, a 60 euros por adulto e 35 euros por criança.
    A festa continua no bar daquele restaurante com música ao vivo e bar aberto entre as 23h00 e as 06h00. Pelas 03h00 é servida a ceia de Ano Novo com caldo verde, pãezinhos recheados com enchidos da região e as tradicionais rabanadas. A opção da festa no bar custa 35 euros por pessoa.
    As reservas devem ser feitas através dos tel. 262112340 ou 917507408.

    StayIn – Óbidos

    No StayIn, antigo Hotel Mansão da Torre, o desafio é para passar “a última noite de 2010 em ambiente de requinte, num jantar servido digno de quem merece o melhor”. Crazy Duo é quem garante a animação musical da noite, que começa às 20h00 com aperitivos de boas-vindas.
    Meia hora mais tarde começa a ser servido o jantar. A ementa é composta por aveludado de lagosta, camarão e amêijoa em bacalhau dourado com puré e legumes salteados e vitela em molho de cogumelos e arroz selvagem. Para a sobremesa há docinho do amor em calda de frutos vermelhos.
    Às 23h30, e para que nada falte quando baterem as 12 badaladas, é servido à mesa espumante, passas e outras frutas cristalizadas. À 01h00 há buffet de frios e de sobremesas e a meio da noite, pelas 03h30, caldo verde, coscorões, sonhos, rabanadas, chocolate quente e café da avó prometem sentar de novo os participantes às mesas.
    O preço é de 85 euros por pessoa e as reservas devem ser feitas pelo tel. 262955460 ou através de e-mail para info@stay-in-obidos.com.

    Quinta do Juncal – Serra D’El Rey

    Na Quinta do Juncal a festa de fim de ano arranca pelas 19h30, quando são dadas as boas vindas aos foliões com salgadinhos, gambas albardadas, presunto e ananás em espetada, vol au vent recheados e os habituais aperitivos líquidos.
    Uma hora depois tem início o jantar, com creme aveludado de espargos com presunto e pão crocante, tranche de bacalhau com crosta de amêndoa, vitela em massa filo e aroma de ginja de Óbidos. A sobremesa é servida em buffet, com fruta da época e frutas tropicais, doces de tradição e doces conventuais. Com o café e digestivos dá-se início ao bar aberto, que se mantém durante toda a noite.
    Às 0h00 há fogo-de-artifício, espumante, passa para pedir desejos e bolo rainha para receber de estômago composto o novo ano. Uma hora depois abre um novo buffet, desta feita com uma mesa de saladas, uma mesa de carnes frias e uma mesa de mariscos, com gambas, sapateira recheada e mexilhão em vinagrete. Às 3h00 há caldo verde, rabanadas au Porto, filhós, sonhos e café da avó. Os adultos pagam 65 euros e o preço para crianças entre os quatro e os dez anos é de 32,5 euros. Para grupos de mais de dez pessoas há um desconto de 5%.
    Reservas através dos números 966664340, 969374399, 918350616 ou 262845640. Outras informações em www.quintajuncal.com.

    Casais da Serra – Landal

    É às 20h00 que arranca a festa na Associação Social e Desenvolvimento de Casais da Serra, freguesia de Landal. Uma hora mais tarde é servido o jantar com canja de galinha, sopa de peixe e lombinhos de porco com ananás.
    O copo de água é composto por bolo-rei, doçaria diversa, leitão e peru assado, carnes frias e assadas, rissóis, croquetes e pastéis de bacalhau, camarão e presunto. Às 00h00 há espumante e aperitivos para dar as boas vindas ao novo ano, numa noite que será animada pelo Trio Musical HNP. A ceia será servida pelas 4h00 e conta com caldo verde, filhozes e café da avó.
    O preço é de 30 euros para adultos e 15 euros para crianças entre os sete e os 12 anos. As crianças até aos seis anos não pagam. As inscrições devem ser feitas até 27 de Dezembro através dos tel. 917204663, 262949260 ou 937611644.

    São Domingos – Salir de Matos

    A Associação Recreativa Desportiva e Cultural de São Domingos, freguesia de Salir de Matos, vai aproveitar a noite de fim de ano para comemorar a reabertura do seu bar. E na festa promete “muita animação”.
    A proposta é para que as pessoas se juntem à volta de uma mesa buffet com aperitivos, entradas variadas, caldo verde, frango assado e lombo fatiado, saladas frias, presunto, camarão e sapateira, e os doces tradicionais da época, como o bolo rei, o arroz doce, os fritos. Há meia noite, há champanhe e passas.
    As inscrições custam 12 euros por adulto, sendo que as crianças até aos 12 anos não pagam, e devem ser feitas até 26 de Dezembro, para o número 931168343. As inscrições que forem feitas depois do dia 26 têm um acréscimo de cinco euros.

    Bar Cidade Nova – Caldas

    Na noite de 31 de Dezembro há música ao vivo com Terabytes. Quando baterem as 12 badaladas há champanhe para brindar ao novo ano, ao qual se dá as boas vindas com o conforto de um caldo verde quente.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

    Loja Sisil oferece festa de final de ano à população

    No próximo dia 31 de Dezembro, a partir das 14h00, a loja Sisil, que fica junto à rotunda da EDP, vai realizar uma festa durante a qual vai oferecer à população um churrasco ao ar livre, com música e insufláveis para os mais pequenos.
    Este armazém chinês – que aposta sobretudo nas áreas do vestuário e do calçado – vai realizar um sorteio entre os seus clientes, oferecendo electrodomésticos (um televisor LCD e um computador i-Pad Tablet), bem como cheques de compras com valores entre os 15 e os 100 euros. O sorteio realiza-se a partir das 16h00.

    N.N.

  • Workshops de Língua Gestual Portuguesa para jovens

    A Associação de Surdos do Oeste está a promover estágios e workshops de Língua Gestual Portuguesa que se destina a jovens ouvintes com idades entre os 11 e os 15 anos.
    Para mais informações e inscrições deverá ser contactada a Associação de Surdos do Oeste que fica na R. Provedor Frei Jorge de S. Paulo. O telf. é o 262880488 e o e-mail é surdosoeste@aso.org.pt

    N.N,

  • Natal Sénior comemorado com tarde de animação e música

    Natal Sénior comemorado com tarde de animação e música

    O avançar da idade não afasta muitos dos seniores da pista de dança improvisada em frente ao palco da Expoeste

    A tradição voltou a cumprir-se no passado dia 14, com mais de dois mil idosos das várias freguesias do concelho das Caldas da Rainha na Expoeste participando no “Natal Sénior”. Câmara Municipal, juntas de Freguesia e Instituições de Solidariedade Social unem-se todos os anos para proporcionarem aos munícipes mais idosos uma tarde de convívio e de muita animação, cientes de que para muitos esta é uma das poucas celebrações de Natal que têm.
    Teatro e dança, pelas alunas da Escola Técnica e Empresarial do Oeste, a actuação do Grupo de Cavaquinhos e um baile ao som de um organista local animaram a tarde, onde não faltou o já habitual bailarico. Uma vez por ano esquecem-se as dores e as doenças que a idade traz consigo, põem-se à prova as habilidades que outrora se aprendiam nos bailes de aldeia. E até para os que não dançam ou por diversos motivos se vêem obrigados a permanecerem sentados durante toda a festa, a presença é quase obrigatória.
    “Esta é uma festa de todos e para os mais idosos, que bem merecem”, defende Fernando Costa, o presidente da autarquia caldense, que sabe que o Natal não é obrigatoriamente um período feliz para todos os seniores, embora pretendam assim que seja uma festa alegre. “Há aqui muitos idosos que já são viúvos, outros até já perderam filhos, outros têm filhos mas não os vêem, porque cada vez há menos tempo para estar com os mais velhos”, e esta é uma época que traz muitas recordações.
    O número de participantes na festa tem-se mantido constante nos últimos anos. Mas muitos outros que igualmente gostariam de estar presentes não o puderam fazer porque lhes falta a saúde ou a força. Mesmo assim, nesta festa estiveram representadas as 14 instituições de apoio ao idoso do concelho, que trataram das filhós e das sopas que à hora do lanche confortaram o estômago aos presentes. Às juntas de Freguesia coube a oferta do bolo rei, à Câmara as bebidas, o pão e o frango que compunham as mesas.
    Se há mais de uma década o Natal Sénior começou por ser um almoço, a adesão de mais de um milhar de pessoas obrigou a que a organização optasse por uma tarde de animação com um lanche, mas os seniores não se queixam. Não é a comida que importa, mas sim o convívio e os momentos de boa disposição que ali vivem, fazendo com que voltem ano após ano, seja individualmente, através das instituições ou no transporte facultado pela autarquia, que percorre todas as freguesias para trazer os idosos à Expoeste. No final a autarquia tratou também de oferecer um saquinho com rebuçados que os idosos levaram como lembrança daquela tarde.

    “O que importa é o convívio!”
    Aos 70 anos, Mário Tavares veio pela segunda ou terceira vez a esta festa, não sabe precisar. Mas apesar de ser uma presença recente, sabe bem o que o faz vir. “Esta festa é agradável e para mim o mais importante é o convívio entre todos. Não está em causa a animação ou a comida que está nas mesas, o que importa é o convívio”, garante.
    Residente nas Caldas da Rainha, o septuagenário recusa enfiar-se em casa e passar horas em frente à televisão. “Ando na Universidade Sénior, no Grupo Coral e assim passo o meu tempo”. Acompanhado pela esposa, afiança que tenta envolver-se em diversas actividades que o façam sair de casa durante o ano e deixa aos outros idosos o conselho para que façam o mesmo. “Procurem uma actividade que dê espírito, força, energia, para não ficarmos em casa, só a ver televisão, isso também chateia”. E tão importante como estar com outras pessoas é nunca deixarem de se mexer. “Andem a pé, como eu faço todos os dias”, aconselha.

    “Gosto muito de cá vir”
    Presença assídua na festa de Natal dos idosos, Clementina Ferreira só faltou nas duas edições anteriores depois de o seu marido falecer. Agora que está sozinha, diz que “é um bocadinho mais difícil, mas pronto, gosto muito de cá vir”. A residir nas Caldas, e com 71 anos, faz-se acompanhar das vizinhas, das amigas e familiares neste encontro anual. “É importante sentir-me acompanhada nesta altura do ano”, afirma. Alguns problemas de saúde não a deixam fazer outras actividades durante o ano, mas por altura do Natal não dispensa o convívio, que diz ser “muito importante”. E quer continuar a marcar presença noutras edições, “é preciso é que haja saúde”. Até porque garante conhecer muita gente que está por detrás desta festa, como “doutoras da Câmara e das freguesias”, de quem diz “gostar muito”.

    “É uma pena que não adira mais gente”
    O que Gustavo Rocha mais gosta desta festa, onde costuma vir todos os anos, é “do convívio e da música”. Vindo de Santa Catarina, o idoso também não dispensa um pezinho de dança.
    Quando lhe perguntámos se é importante sair de casa e vir a iniciativas como esta, não hesitou: “então não é, e bastante”. E lamenta que não venha mais gente. “É pena que se faça tanto gasto e não adira mais gente”. E dá como exemplo os seus vizinhos. “Lá no lugar onde eu vivo, há lá tanta gentezinha idosa, da minha idade e mais velhos, e nós convidamo-los e eles dizem: ‘ah, não preciso de andar a comer à conta dos outros’, a gente não vem pelo comer, é mais pelo convívio que por outra coisa”, afiança.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

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