Category: Sociedade

  • Rodolfo Santos conquista medalha de prata no Euroskills

    Rodolfo Santos conquista medalha de prata no Euroskills

    No pavilhão do Cencal dezenas de jovens experimentaram a olaria

    O jovem gaeirense Rodolfo Santos conquistou uma medalha de prata durante o Campeonato Europeu das Profissões, o Euroskills Lisboa 2010, que decorreu de 9 a 11 de Dezembro na FIL e reuniu cerca meio milhar de jovens de toda a Europa.
    Rodolfo Santos, que é um dos joalheiros da Santos Pessoa Criadores, empresa instalada na incubadora do Parque Tecnológico de Óbidos, foi o representante de Portugal deste sector, integrado na categoria de Artes Criativas.
    No total, a equipa portuguesa conquistou 30 medalhas no Euroskills 2010 e foi a melhor selecção entre os 25 países presentes. Com nove medalhas de ouro, 12 de prata e nove de bronze, Portugal obteve 136 pontos, seguido da Áustria (99,90) e a Finlândia (98,54).
    Durante três dias 468 jovens de 27 países estiveram a competir e a demonstrar a sua qualidade profissional em seis áreas: Artes Criativas e Moda, Engenharia e Fabrico, Transporte e Logística, Tecnologias de Informação e Comunicação, Construção e Serviços Pessoais e Sociais.
    A tarefa de Rodolfo Santos era reproduzir o símbolo do Euroskills 2010 em prata, o mesmo material que acabaria por ganhar a medalha ao conquistar o segundo lugar na prova.
    A Gazeta das Caldas falou com Rodolfo Santos no dia 10, a meio da competição. O concorrente estava satisfeito com a sua participação e apenas se queixou do tempo que tinha disponível para concretizar o seu trabalho (18 horas). “É mesmo à conta para conseguir terminar a peça”, disse.
    Já integrado no mundo do trabalho, depois de concluído o curso de joalharia e cravação no CINDOR (Centro de Formação Profissional da Indústria de Ourivesaria e Relojoaria), em Gondomar, Rodolfo Santos tem representado Portugal nestas competições internacionais. “É bom ter esse reconhecimento”, comentou.
    Depois de vencer na sua categoria o campeonato nacional das profissões em 2009, o jovem gaeirense conquistou um honroso oitavo lugar no Worldskills,  uma competição idêntica à de Lisboa, mas com a participação de países do todo o  mundo, que decorreu no Canadá.
    No início deste ano criou a Santos Pessoa Criadores, em conjunto com a sua irmã Raquel e o namorado desta, João Pessoa.
    Cencal e Cenfim na capital europeia das profissões

    Caldas da Rainha também teve representação através do núcleo do Cenfim, com dois formandos caldenses a participarem na competição na área da maquinação, mas sem carácter oficial. Cerca de 120 formandos dos núcleos das Caldas e de Peniche também visitaram a feira.
    O Cencal esteve representado com um pavilhão onde os visitantes podiam experimentar modelar o barro numa olaria de roda ou pintar peças de cerâmica.
    O Euroskills foi o maior evento internacional alguma vez realizado em Portugal no âmbito da formação profissional.
    O objectivo deste evento foi mostrar a capacidade e o potencial das profissões tradicionais e das novas profissões de base tecnológica para a construção de uma imagem renovada do estatuto social da formação profissional.
    Pretendeu-se o reconhecimento das vias profissionalizantes, como condição necessária de acesso ao mundo do trabalho, tendo para isso sido convidadas os jovens de todas as escolas do país a visitarem o local. A organização estima que tenham passado pelo evento mais de 50 mil pessoas.
    Nos quatro pavilhões da FIL o ambiente era ao mesmo tempo de festa e de trabalho, com os jovens em competição compenetrados na sua função e os visitantes a admirarem o trabalho que estava a ser feito em áreas tão diversas como a aeronáutica e a maquilhagem, ou a robótica e o jornalismo.
    Comissário Europeu do Emprego defende mais qualificações para os jovens

    No dia 9, esteve na FIL o comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, László Andor, para a entrega do prémio de jornalismo da UE “Juntos contra a discriminação”, atribuído à jornalista Céu Neves, pelo seu trabalho “O Meu Nome Não é o Meu Sexo”, publicado no Diário de Notícias.
    A reportagem de Céu Neves aborda os problemas com que se deparam os transexuais portugueses enquanto não viram reconhecido legalmente o direito a mudar de género nos documentos de identidade.
    Depois da cerimónia, o comissário europeu referiu aos jornalistas que a elevada taxa de desemprego entre os mais jovens é “um desperdício económico e um risco social”, por isso acha essencial proporcionar-lhes mais qualificações e a possibilidade de encontrarem emprego. “Temos de fazer mais para ajudar os jovens, dando-lhes mais competências e mais cedo, ajudando-os a ter mais mobilidade e a irem procurar trabalho onde ele existe”, defendeu.
    Questionado sobre as alterações à legislação laboral nacional, o comissário afirmou que “não há pressa” para alterar a legislação laboral. Na sua opinião, o governo português “deve considerar o seu espaço de manobra dentro do quadro legislativo existente”.
    László Andor destacou que “são tempos difíceis para as políticas sociais e para a coesão social”, mas garantiu que a UE está empenhada em combater a pobreza na Europa.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • GNR recupera 335 quilos de pinhas roubadas

    A GNR de Óbidos recuperou na última semana cerca de 335 quilos de pinhas roubadas na Quinta de Santa Rufina, no Arelho.
    A primeira apreensão ocorreu durante uma fiscalização de trânsito, no dia 10 de Dezembro, na qual a Guarda apanhou duas mulheres (de 16 e 34 anos) e um homem (21 anos) que tinham acabado de furtar 101 quilos de pinhas.
    No dia 13 de Dezembro, três homens com 17, 19 e 50 anos, foram detidos perto do mesmo local com 334 quilos de pinhas.
    O furto de pinhas, para a produção de pinhões, tem sido notícia nas últimas semanas. Segundo o Jornal de Notícias, a GNR de Santarém montou uma operação naquele distrito e durante um mês apreendeu mais de 50 toneladas de pinhas mansas.
    Cada quilo deste produto pode ser vendido por cerca de 70 cêntimos, o que significa que 335 quilos de pinhas valem 234,50 euros. O presidente da Associação de Produtores Florestais de Coruche, António Gonçalves Ferreira, adiantou ao JN que “15 a 20 por cento da produção de pinhas é furtada”.
    Um homem de 36 anos que alegadamente furtou uma mota em Alcobaça, cerca do meio-dia de 13 de Dezembro, foi detido ao princípio da madrugada do dia seguinte nas Caldas da Rainha. A PSP apanhou o ladrão durante uma acção de patrulhamento quando este se encontrava na posse da mota.
    Um veículo, avaliado em 15 mil euros pelo proprietário, foi roubado a 10 de Dezembro e recuperado na noite seguinte pela PSP das Caldas. Depois da peritagem técnica efectuada pela polícia, a viatura foi entregue ao proprietário.
    Uma casa foi assaltada no Nadadouro no dia 7 de Dezembro. No mesmo dia assaltaram um veículo no Baleal. No dia seguinte assaltaram uma casa em Alfeizerão e no dia 9 outra na Foz do Arelho.
    Quatro veículos foram assaltados junto a praias no concelho de Peniche, a 11 de Dezembro. No Bombarral furtaram um computador portátil de um estabelecimento comercial.
    Uma mulher de 32 anos foi detida no dia 7 pela GNR de Óbidos por conduzir um veículo, embora tivesse a carta de condução apreendida. No dia seguinte a GNR deteve no Bairro da Senhora da Luz, um jovem de 22 anos por conduzir sem carta. Uma jovem de 18 anos foi detida no dia 9 por conduzir com 1,77 gr/l. No dia 10, no Cintrão, um homem de 25 anos foi preso pela GNR por condução ilegal.
    A GNR do Bombarral deteve ainda dois homens, de 44 e 59 anos, respectivamente por condução ilegal e excesso de álcool (1,40 gr/l). No dia 12 de Dezembro foi detida uma mulher de 27 anos por conduzir sem carta.
    De 7 a 12 de Dezembro a GNR das Caldas registou na área do seu destacamento territorial um total de 29 acidentes, dos quais resultaram um morto (despiste de mota no Bárrio) e oito feridos ligeiros.
    No dia 11 um condutor com 25 anos foi detido pela PSP das Caldas com uma taxa de alcoolémia de 1,56 gr/l. Um homem de 59 anos foi detido pela PSP, durante a madrugada de 12 de Dezembro, na Nazaré, por conduzir com 1,77 gr/l.
    Nos dias 7 e 8 de Dezembro os bombeiros voluntários acorreram a dois incêndios em casas, na Foz do Arelho e nas Caldas. De 6 a 10 de Dezembro os soldados da paz actuaram em sete casos de inundações nas Caldas, Tornada, Casais de São Jacinto e Campo, para além da queda de uma árvore em Salir de Matos.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Debate sobre as termas caldenses aviva “dores” antigas

    Debate sobre as termas caldenses aviva “dores” antigas

    Desta vez as línguas começaram a soltar-se (e apesar de não estarem presentes alguns dos visados, como o presidente da Câmara e o anterior presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar) o debate sobre o Hospital Termal demonstrou que afinal não será ainda desta que o assunto toma rumo.
    O relato do debater que se segue mostra que há muitas mágoas e feridas por sarar e que estas oportunidades em vez de servirem para lançar e criar consensos e propor acções inovadoras que despertem as termas caldenses, servem para lançar novas flechas e acirrar ânimos.
    Gazeta das Caldas abre as suas colunas aos caldenses e não só que queiram apresentar propostas alternativas ou ideias inovadoras em relação aquilo que é a marca genética das Caldas da Rainha e cuja propriedade não é monopólio de ninguém.

    João Almeida Dias apresentou várias ideias para o termalismo nas Caldas

    “O conceito e a prática do termalismo das Caldas da Rainha deve evoluir para um conceito de cluster de saúde e bem-estar termal, capaz de responder às oportunidades evidentes do mercado nacional e internacional”, defende João Almeida Dias, ex-administrador termal e especialista nesta área, durante o debate promovido pelo Conselho da Cidade, a 4 de Dezembro no CCC.
    Sem a presença de um representante do grupo do ISCTE que está a fazer um estudo sobre o desenvolvimento termal, o debate começou com intervenções de João Almeida Dias, do ex-vereador Jorge Mangorrinha e do biólogo Fernando Mangas Catarino.
    João Almeida Dias defendeu que o termalismo poderá ser “a âncora para desenvolvimento sustentável da cidade”.
    Para que isso seja conseguido, defende que o Estado, a autarquia e a iniciativa privada devem congregar esforços para que se estabeleça um programa de intervenção que possibilite a criação de um centro de diagnóstico e investigação de excelência no domínio das doenças reumáticas, músculo esqueléticas e respiratórias, um centro termal dotado das melhores técnicas hidroterápicas e complementares associados, um centro de reabilitação física e ocupacional, e ainda um centro de cirurgia ortopédica reconstrutiva e traumatológica.
    Tudo isto associado a um centro de formação profissional nas áreas deste sector, um hotel balneário termal, um centro de bem-estar termal e um núcleo residencial integrado para idosos.
    As águas termais são um recurso renovável e que está longe de ser aproveitado em toda a sua potencialidade. “Neste momento é possível utilizar 1200 metros cúbicos de água termal por dia”, salientou o especialista, que até acha ser possível extrair mais água se se utilizarem técnicas mais modernas.

    Saúde é um conceito abrangente

    “A saúde termal é hoje claramente um conceito abrangente que começa no diagnóstico diferencial e se explicita na prevenção, terapêutica, reabilitação e cuidados continuados”, explicou João Almeida Dias.
    Para que isso fosse possível, João Almeida Dias acha que isso implica a integração de todos os espaços do Centro Hospitalar e a deslocação de hospital para um outro local.
    Há oportunidades que não deveriam ser descuradas, como é o facto de mais de 20% da população sofrer de problemas relacionados com doenças reumáticas e as termas das Caldas são indicadas para o seu tratamento. O próprio Estado poderia poupar muito dinheiro em medicamentos dos doentes crónicos se houvesse uma indicação para que estes utilizassem.
    O especialista entende que as Caldas da Rainha tem características e recursos que lhe permitem encontrar nesta crise económica uma oportunidade.
    “Para tal precisam de ter a coragem de assumir decisões estratégicas e de passar a olhar a sua realidade numa óptica de longo prazo”, defende. Uma das vantagens do termalismo é que é uma actividade de mão-de-obra intensiva, o que permite criar mais postos de emprego.
    Elencando os vários factores que fazem das Caldas uma cidade com grande potencial, desde a sua localização geográfica ao ambiente natural, João Almeida Dias disse que é possível projectar um futuro sustentável “desde que achadas as âncoras de desenvolvimento adequadas”.
    Na sua opinião, o termalismo constitui para as Caldas a mais importante memória cultural e patrimonial. É um recurso “único, renovável, de utilização local e não deslocalizável”.
    O especialista teme que este património possa estar em risco e por isso acha muito importante que haja planos para a sua preservação e aproveitamento.
    “É ao termalismo que a cidade deve o factor diferenciador e atractivo que a pode valorizar aos olhos de nacionais e estrangeiros”, disse.
    Para João Almeida Dias, pode-se correr o risco de transformar as Caldas numa cidade suburbana. “Em muitos sítios as Caldas já se tem a sensação de estar numa localidade suburbana”, afirmou.

    “O que é uma cidade termal?”

    Jorge Mangorrinha começou a sua intervenção com a pergunta: “o que é uma cidade termal?”. Na sua opinião, as cidades e estâncias termais, com as suas características próprias, são espaços intrinsecamente de saúde e lazer. “Mas há outras coisas, porque através dos tempos ganharam outras funções e outros desempenhos estratégicos”, disse.
    “Uma cidade termal é um ecossistema cujo modelo de desenvolvimento se suporta num recurso essencial – a água ”, defendeu.
    É por isso que defende a salvaguarda do perímetro de protecção termal relativamente às captações de água subterrânea. “Caso contrário, é posto em causa o futuro da actividade termal, dado que a poluição de um aquífero é, por vezes, irreversível ou de regeneração difícil”, comentou, aludindo às dúvidas sobre o projecto de ampliação do Hospital das Caldas e a forma como este poderá afectar o aquífero termal.
    Para Jorge Mangorrinha, as cidades termais têm todas as características para assumir o estatuto de “smartlands” (territórios onde prevaleça o conjunto selectivo de actuações prioritárias que tenham um efeito demonstrativo positivo).
    O “ecossistema termal” pode ser definido como um conjunto urbano, dotado de infra-estruturas e serviços necessários à função predominante e às funções urbanas complementares.
    Jorge Mangorrinha deu como exemplos casos europeus, onde a intervenção nas áreas históricas tem tido um efeito motivador de regeneração e afirmação urbanas, “com efeitos claros no reforço da sua atractividade turística”.
    Em todos esses casos internacionais “a vontade política e a gestão administrativa das termas foram fundamentais neste processo, como forma de impulsionar e consolidar o desenvolvimento da cidade, reorganizar as deslocações e reestruturar os transportes, garantir o acesso a todos e associar as infra-estruturas de transporte ao desenvolvimento urbano”.
    Jorge Mangorrinha comparou os casos das Caldas da Rainha e de Chaves, duas cidades portuguesas com termas no seu perímetro urbano.
    “Em Chaves já se notam os resultados das intervenções previstas. Menos bem, o caso das Caldas da Rainha é revelador, por um lado, do impasse sobre a definição de um futuro para o relançamento do termalismo por parte do ministério da Saúde e, por outro, da descontinuidade de actuação por parte do poder autárquico”, afirmou, acrescentando que havia boas intenções no Plano Estratégico das Caldas “traçado num período em que a valorização da identidade termal foi bem marcada, local e externamente”. Ou seja, referindo-se ao período em que foi vereador da Câmara das Caldas.

    Parque de Saúde nas Caldas

    Na sua intervenção, Jorge Mangorrinha defendeu que Caldas da Rainha tem um desafio pela frente, “a começar à escala do seu centro urbano, para o qual já defendemos o conceito de Parque de Saúde, potenciando patrimónios comuns”.
    Esta estratégia teria vantagens de desenvolvimento do ponto de vista do emprego, dos novos negócios e produtos, dos novos mercados, da procura turística, da imagem urbana e da investigação científica e tecnológica.
    Por outro lado, acha que a salvaguarda da coroa verde existente, a nascente e a sul da Mata Rainha D. Leonor, podia ter servido de área de reserva estratégica no contexto termal.
    Jorge Mangorrinha criticou a “falta de estratégia continuada e gestão turística municipal, a nível territorial, para articular todos os produtores de serviços” ao nível do turismo.
    “Como consequência, Caldas da Rainha tem sido, nas últimas décadas, um caso exemplar negativo de como tem perdido personalidade clara no mercado”, afirmou.
    Ainda fazendo uma comparação com Chaves, lamentou que nas Caldas não tenha existido ainda uma convergência de interesses dos seus agentes políticos “para prosseguir um futuro verdadeiramente distinto e qualificado, com base na regeneração do seu centro urbano, onde se localizam as termas”.

    Biólogo explicou ideias de Jorge Mangorrinha

    O biólogo Fernando Mangas Catarino fez uma apresentação que se baseou nas ideias explanadas no blogue do seu amigo Jorge Mangorrinha (aoencontrodasaguas.blogspot.com).
    Admitindo não conhecer muito bem a realidade do termalismo e das Caldas, Fernando Catarino explicou que as ideias que apresentou são quase todas da autoria de Jorge Mangorrinha e da sua mulher, Helena Pinto.
    Fernando Catarino achou interessante a ideia do eixo das águas, das termas ao mar. “Por uma conjugação de acidentes geo-morfológicos, Caldas está a uma pequena distância de coisas muito valiosas e procuradas”, afirmou.
    Em relação ao eixo patrimonial, assinalou o centro histórico das Caldas e o património deixado pela histórica da cerâmica. Salientou ainda que Caldas e Óbidos têm que “puxar em conjunto o mesmo carro”.
    Também sobre Óbidos, Fernando Catarino referiu-se aos condomínios privados no Bom Sucesso dizendo que “são autênticas fortalezas que perturbam bastante toda aquela região”. Na sua opinião, aquela zona poderá vir a ser no futuro uma espécie de Marbella.
    O biólogo deixou o desejo de que todos contribuíssem para melhorar a cidade, embora admita que é sempre difícil fazer alterações numa cidade com tanta história. “É preciso acção política e cidadania”, disse.
    A sua prioridade, enquanto biólogo, é a da protecção da zona intermédia da zona de protecção termal “onde se deveriam ter preservado reservas estratégicas”. Fernando Catarino afirmou mesmo que, por um lado, “ainda bem que estamos em crise porque assim podemos pensar no que vai ser feito na ampliação prevista no hospital”.
    Em resposta a esta afirmação, o deputado municipal do PCP, António Bastos, salientou que há graves problemas no sector da saúde no concelho e a sua resolução não pode ser adiada.
    O comunista disse que o problema do relançamento do termalismo é a falta de dinâmica política, não só pelos sucessivos governos, mas também pela autarquia local.
    Na mesa como moderador, Mário Gonçalves também interveio durante o debate lembrando que a concessão da água mineral  natural data apenas de 1995, com vista a dar continuidade a um projecto de expansão do termalismo que vinha já da década de 80.
    Este projecto, que envolveu várias entidades locais e nacionais, teve aprovação ministerial, “mas foi avocado por razões que ainda estão por esclarecer”.
    Em 1995 Caldas era a segunda maior estância termal do país, com 8000 utentes por ano, quatro vezes mais do que actualmente.
    Mário Gonçalves recordou o aparecimento da bactéria pseudomona durante análises de rotina, que provocaram o encerramento do hospital termal e prejudicaram o relançamento do termalismo.

    Intervenção de vereador suscita críticas

    O vereador Hugo Oliveira também interveio durante o debate, dizendo que só se pode pensar as Caldas tendo em conta o termalismo, sendo necessário tomar decisões para que esta volte a ser uma cidade termal.
    Responsável pelo projecto de regeneração urbana, Hugo Oliveira acha importante que se criem condições para que os visitantes se sintam bem na cidade.
    O vereador informou que tem reunido com os especialistas do ISCTE que estão a realizar um estudo sobre o futuro do termalismo nas Caldas.
    Como o vereador comentou que achava que os caldenses não sentem que o Parque e a Mata sejam seus, Helena Pinto (mulher de Jorge Mangorrinha e ex-director do museu do Hospital e das Caldas) disse que a Câmara tem um papel muito importante como dinamizador de estratégias para animar aqueles espaços “porque o centro hospitalar tem outras prioridades, apesar de muito já ter sido feito”.
    A investigadora não acredita que a administração do Centro Hospitalar recusasse participar em programas bem articulados de animação e divulgação cultural.
    Helena Pinto acha que a Câmara deve assumir esse papel já e não esperar que passe a ser a entidade gestora destes espaços verdes. Comentou, por exemplo, o facto de continuar a ser permitido o estacionamento ao longo da rua Rafael Bordalo Pinheiro apesar de existir um local próprio para isso na antiga parada.
    Hugo Oliveira esclareceu que apenas quis explicar que não existe uma ligação forte entre a população e o parque e a mata, como em tempos acontecia. O vereador concordou com a importância da Câmara na dinamização de actividades no parque, mas lamentou que “depois do dr. Mário Gonçalves” tivessem existido algumas administrações do Centro Hospitalar com menos abertura do que acontece actualmente.
    Helena Pinto ainda acrescentou que noutras termas é que existem mesmo barreiras físicas para o acesso aos espaços verdes, enquanto que nas Caldas continua a ser possível visitá-los livremente.
    Mário Gonçalves comentaria também, em relação à intervenção de Hugo Oliveira sobre a importância do termalismo, que “a descaracterização da malha urbana aconteceu em grande parte depois do 25 de Abril”. Na opinião do ex-administrador, poderá ter sido a partir daí que começou “a falta de reconhecimento por parte do poder autárquico da importância das termas”.
    Por outro lado, Jorge Mangorrinha fez questão de lembrar a Hugo Oliveira que foi seu colega como vereador e nessa altura apresentou um projecto de relançamento do termalismo “que não foi facilitado internamente na Câmara e foi boicotado pelo presidente do conselho de administração do centro hospitalar da altura [Vasco Trancoso]”.
    Jorge Mangorrinha não aceitou por isso que Hugo Oliveira venha agora dizer que a autarquia está muito interessada no relançamento do termalismo. “Uma das lutas que tive foi retirar o trânsito do largo do hospital termal, o que neste momento não está a acontecer”, referiu.
    Em resposta, Hugo Oliveira esclareceu que essa será uma das zonas a ser intervencionada no projecto de reabilitação urbana das Caldas.
    No final do debate, a última intervenção coube a Jorge Mangorrinha que deixou o desejo de que a Câmara das Caldas construa um parque urbano. Dirigindo-se a Hugo Oliveira, pediu que elaborasse um roteiro turístico digno desse nome “porque a sua antecessora nunca o fez” (referindo-se à vereadora Maria da Conceição que tinha o pelouro do turismo).
    Jorge Mangorrinha disse ainda que não tem muitas expectativas em relação ao estudo sobre o termalismo nas Caldas  que está a ser feito pelo ISCTE, porque conhece as pessoas que estão a elaborá-lo “que nunca foram a termas ou escreveram sobre o tema”.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Enchente no arranque da quadra natalícia no Vivaci

    Enchente no arranque da quadra natalícia no Vivaci

    quadra natalícia

    O passado sábado, dia 4 de Dezembro, foi “um dos melhores de sempre ao nível dos visitantes” no Vivaci Caldas da Rainha, garante Tiago Duarte, da administração do shopping. E a culpa foi das mascotes do filme infantil “Madagáscar”, do Pai Natal que ali chegou nessa tarde e da sua acompanhante, a apresentadora de televisão Sónia Araújo.
    Às 15h00, hora marcada para a chegada das estrelas, o trânsito circulava com dificuldade junto ao centro comercial e pelos diversos pisos do equipamento miúdos e graúdos procuravam um espaço, por mais pequeno que fosse, de onde pudessem assistir ao arranque da animação de Natal. Minutos depois, o leão Alex, o pinguim e o Rei Julian faziam as delícias dos mais pequenos, com um momento animado pela banda sonora e boa disposição do sucesso de bilheteiras da DreamWorks Animation.
    Mas o ponto alto da festa foi quando o acarinhado velhote de cabelo e barbas brancas conhecido por deixar, junto à chaminé, presentes para os meninos e meninas que se portaram bem durante o ano, surgiu nas escadas rolantes acompanhado por uma das mais famosas apresentadoras da televisão nacional. E para um velhote, o Pai Natal não se movimentou nada mal quando em palco se juntou a Sónia Araújo, e às mascotes que animavam a tarde. Mas especialmente quando dançou “All I Want for Christmas is You”, um dos mais populares e vibrantes temas da quadra festiva. E a fasquia era alta, conhecido que são os dotes de bailarina da apresentadora da “Praça da Alegria” da RTP1.
    Na opinião de Tiago Duarte, as personagens do “Madagáscar”, o Pai Natal e Sónia Araújo compõem um “triângulo perfeito” que fez com que este fosse o arranque da animação de Natal mais participado de sempre, tendo em conta que no ano passado a figura pública escolhida foi Isabel Figueira e que em 2008 foi Angélico Vieira a atrair os mais novos ao centro comercial. A organização estima que naquela hora tenham estado no Vivaci cerca de sete mil pessoas.
    E para que este seja “um Natal fantástico” também contribuem as campanhas de solidariedade lançadas pelo centro comercial. Na tarde de dia 4 alunos da Escola Secundária Raul Proença andaram pelo centro comercial a venderem balões de moldar, cujas receitas reverteram a favor do Centro de Acolhimento de Crianças das Caldas da Rainha.
    Até 24 de Dezembro o centro comercial promove ainda uma campanha de recolha de bens alimentares que serão entregues à delegação das Caldas da Rainha da Cruz Vermelha Portuguesa, que por sua vez os fará chegar às famílias mais carenciadas da região. O primeiro cabaz foi entregue por Sónia Araújo aos responsáveis da instituição, que deixou o recado aos presentes para que ajudem aqueles que não podem comprar alimentos.
    A campanha decorre na altura de maior afluência ao Vivaci, sendo que Tiago Duarte estima que os visitantes aumentem “pelo menos 10% relativamente a Dezembro do ano passado”.

    Bonecos do “Madagáscar” animam férias dos mais novos

    Inseridas na animação de Natal do espaço comercial, estão também planeadas diversas actividades lúdicas que prometem entreter os mais novos em tempo de férias escolares. Além disso, as mascotes do filme “Madagáscar” serão presença diária e prometem arrancar de pequenos e grandes muitas gargalhadas.
    O espectáculo decorre às 19h00 nos dias úteis e às 14h30 e 18h00 aos fins-de-semana no Espaço Madagáscar, localizado no piso 1 do Vivaci.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Chuva intensa à hora de almoço provocou inundações nas Caldas

    Chuva intensa à hora de almoço provocou inundações nas Caldas

    Uma intensa chuvada à hora de almoço da passada terça-feira deixou a cidade inundada em inúmeros locais, com algumas ruas transformadas em autênticos rios, caves inundadas e um caos no tráfego, agravado pelos inevitáveis “toques” entre viaturas que sempre acontecem em situações como estas.
    A forte precipitação foi inesperada pois o dia tinha acordado cheio de sol e com uma temperatura amena após um fim de semana em que o mau tempo fustigou todo o país. Mas por volta das 13h00 ocorreu um autêntico dilúvio que durou até às 14h30, terminando tão subitamente como começara.
    Bem perto da nossa redacção, a Rua Dr. Miguel Bombarda era um rio caudeloso que desaguava na Av. da Independência Nacional. Junto à estação, o largo ficou também inundado, passando os carros com alguma dificuldade. Nas partes baixas da cidade, a zona da Rainha e do Hospital Termal ficou também cheia de água, tendo-se, noutros pontos, soltado tampas de esgotos com a pressão das águas pluviais.
    Os bombeiros caldenses foram chamados a intervir numa situação de desabamento na Rua das Flores e às inúmeras inundações em toda a cidade e na Tornada, mas não houve feridos a lamentar. Apenas o trânsito entupido porque a chuvada coincidiu precisamente com o período em que as pessoas saíam e entravam dos seus empregos e das escolas.
    O site do Instituto de Meteorologia revela que no Cabo Carvoeiro (Peniche) se registou uma intensa precipitação à hora de almoço, sendo aquela estação meteorológica a mais próxima das Caldas da Rainha. Já a pluviosidade medida em Torres Vedras (Dois Portos), Leiria e Santarém revelaram que quase não choveu nesses pontos aquelas horas, o que significa que o dilúvio se concentrou numa área geográfica reduzida.
    O gráfico que junto publicamos mostra claramente o pico de precipitação que ocorreu na região entre as 13h00 e as 15h00.
    Na tarde do mesmo dia, em Tomar, um tornado fez estragos consideráveis naquela cidade e em algumas povoações limítrofes, tendo provocado dezenas de feridos, dois deles em estado grave.

    C.C.

  • João Serra distinguido pelos rotários caldenses como profissional do ano

    João Serra distinguido pelos rotários caldenses como profissional do ano

    Dezassete alunos do curso de técnico de turismo estiveram envolvidos em todas as operações deste evento

    Cerca de meia centena de pessoas juntou-se no restaurante “A Lareira”, na noite do passado dia 29 de Novembro, na distinção de João Bonifácio Serra como profissional do ano pelo Rotary Club das Caldas da Rainha. Entre familiares e amigos, apara além dos rotários caldenses, que desafiaram as baixas temperaturas para marcarem presença na homenagem, o historiador caldense viu serem-lhe elogiadas as suas qualidades humanas e o sucesso profissional, a inteligência, o rigor e, sobretudo, a disponibilidade que sempre demonstrou para ajudar a sua terra.
    Numa altura em que a sua vida profissional o levou para cerca de 250 quilómetros da sua terra natal, estando neste momento a ocupar o cargo de vogal executivo da Fundação Cidade de Guimarães, responsável pela dinamização da Capital Europeia da Cultura 2012, viu a excelência do seu percurso profissional ser distinguido pelo clube caldense. Porque “ele é a confirmação da crença optimista de que as universidades, do corpo e da alma, são conciliáveis e de que o acesso ao melhor das duas não depende do acaso, mas da determinação do homem”, defendem os rotários.
    Nascido no Carvalhal Benfeito em 1949, João Bonifácio Serra foi professor no ensino secundário e depois no ensino universitário, onde se mantém desde 1978. Licenciado em História, o professor está na génese da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, tendo em 1989 feito parte da primeira comissão instaladora e sendo actualmente Presidente do Conselho dos Representantes da escola. É também na ESAD que coordena o mestrado em Gestão Cultural. Do seu percurso destaca-se ainda a sua actividade como dirigente sindical, fundador da Associação de Professores de História, coordenador do Museu do Hospital e das Caldas e da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, membro da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, membro da direcção da Casa da Cultura, comissário da Festa da Cerâmica em 2009, presidente do Conselho Geral do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, entre muitos outros cargos.
    Um vasto currículo do qual se salienta ainda a integração da Casa Civil do Presidente da República Jorge Sampaio entre 1996 e 2006, na qual foi chefe nos últimos dois anos do anterior Presidente, o lançamento de diversas obras e a distinção com a Medalha de Mérito Municipal das Caldas da Rainha (Grau Ouro), com a Ordem da Liberdade, Grande Oficial e com a Ordem de Cristo, Grã Cruz. Motivos mais que suficientes para que noite dentro, não tenha faltado quem quisesse congratular o homenageado pela marca que vai deixando pelas instituições e pelos locais por onde vai passando ao longo da sua vida.
    Numa noite que, além dos rotários, contou principalmente com a presença dos familiares e amigos de João Serra, entre os discursos de circunstância foram também enaltecidas as suas qualidades humanas, “a amizade, a lealdade, a solidariedade para com aqueles com quem trabalha”, salientou Isabel Xavier, a actual presidente da associação Património Histórico, que apontou ainda a “inesgotável capacidade” de surpreender e a “recusa de desistir, de se conformar”.
    Elogios aos quais se juntaram Mário Gonçalves e Vasco Trancoso, antigos presidentes do conselho de administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. O primeiro destacou a “elevada cultura que logo se nos revela de forma tão marcante”, dizendo ainda que se deve a João Serra “o conhecimento mais aprofundado da História Regional e Local, em grande parte como fruto de investigação própria”. Vasco Trancoso considerou que esta foi “uma homenagem justa” e referiu que “continuamos a precisar desse estímulo, dessa maneira de ser” que tem o profissional distinguido.
    A deputada à Assembleia da República e vereadora da Cultura na autarquia caldense, Maria Conceição Pereira, referiu-se ao homenageado como “um companheiro e uma referência”, elogiando a “forma simples e discreta como exerce a sua actividade” que “tem dignificado e prestigiado as Caldas da Rainha não só em Portugal, mas também em vários locais do mundo”. E não obstante as divergências políticas que muitas vezes opuseram a social-democrata e o historiador socialista, “houve sempre um profundo respeito e admiração”, afirmou, deixando a garantia de que, pela vontade da autarquia, é ele quem vai continuar a comissariar a Festa da Cerâmica.
    O mesmo respeito salientado pelo presidente da autarquia, Fernando Costa, que destacou “a grande disponibilidade séria” que João Serra sempre demonstrou ter pela sua terra natal.
    Da parte da família coube a Luísa Arroz o elogio dos valores e das qualidades de um homem por quem diz ter “muita admiração”. A professora protagonizou o momento mais emocionado da noite, lembrando que foi João Serra quem a ensinou “o valor do património, o valor da História”, bem como “o valor da cidadania e da participação da cidadania”.

    O homem que persegue o sonho de uma “sociedade de criadores”

    Embevecido com o rol de elogios que lhe foram feitos, foi aos familiares e amigos presentes naquela noite que João Bonifácio Serra dedicou a distinção que lhe foi feita pelo Rotary Club caldense. Um gesto que garante que não vai esquecer por ter origem na sua terra e “por ocorrer num momento delicado e exigente da minha actividade pública”. O historiador referia-se à recente polémica em torno do rendimento que auferem os responsáveis da Fundação Cidade de Guimarães.
    Hoje perante o desafio de planear e executar o projecto da Guimarães Capital Europeia 2012, João Serra recordou a experiência que em 1987 viveu quando foi convidado a colaborar na criação de uma escola de artes nas Caldas da Rainha. Aos desafios, junta-se um que hoje se nos apresenta a todos: “repor a criação no ligar central da vida social. Não a inovação tecnológica, mas a inovação social e política. Em vez de uma sociedade de consumidores, uma sociedade de criadores”. E é esta a meta que o move, numa altura em que, diz, a sociedade de consumo se esgotou.
    “Em Guimarães ou nas Caldas, no projecto da capital europeia ou no mestrado de Gestão Cultural, é este o sonho que persigo”, garantiu o homenageado acreditando que é esta postura que fez com que, a trabalhar a mais de 250 quilómetros das Caldas, fosse considerado o Profissional do Ano 2010/2011.
    É preciso mudar esta “sociedade de consumidores com uma elite centrada sobre si própria e nos seus benefícios”. A mesma sociedade que, defende João Serra, “perdeu o sentido do risco e da iniciativa”. É chegada a altura em que se pede “de novo aos intelectuais orientação e responsabilidade. Não nos omitindo”.
    A visão do futuro de um caldense que se junta a duas dezenas de homens e mulheres que o Rotary Club tem distinguido nos últimos 20 anos, numa tradição em que foram já homenageados nomes como Mestre Herculano Elias, Isabel Castanheira, Delfim Dias Nogueira, o médico José Sousa Machado, Mário Gonçalves, entre outros.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Artesãos expõem nas Gaeiras peças de autor a preços acessíveis

    Artesãos expõem nas Gaeiras peças de autor a preços acessíveis

    Mais de três centenas de peças, feitas com diversos materiais, compõem a quarta grande exposição de presépios das Gaeiras, patente nos antigos armazéns do vinho, no centro da vila. O evento, de entradas livres, foi inaugurado a 4 de Dezembro e mantém-se até 2 de Janeiro.
    Este ano, a par da exposição, estão diariamente artistas a trabalhar ao vivo, tanto em cerâmica como na criação de registos. Este ano, e em virtude da crise, muitos dos artesãos optaram por fazer peças mais económicas.

    O único presépio da exposição feito com musgo verdadeiro é o de Américo Barros

    Apesar do mau tempo que se fez sentir na tarde de sábado, foram muitos os que marcaram presença na inauguração da exposição de presépios, evento que vai na quarta edição e se tem afirmado como uma aposta cultural da região nesta época.
    Das 304 obras expostas, cerca de uma dezena foram vendidas nas primeiras horas do evento. A ceramista Cláudia Canas, residente nas Caldas da Rainha, foi uma das primeiras a vender as suas peças, um presépio em grés.
    A participar no evento pelo terceiro ano consecutivo, esta autora tem este ano expostos quatro presépios, com valores que variam entre os 15 e os 50 euros. “São peças de autor e a custos acessíveis”, conta Cláudia Canas, destacando a importância da mostra para a divulgação do trabalho dos autores. “Quando vim cá pôr as minhas peças a exposição já estava quase toda montada e acho fantástica a forma como as pessoas vêem o presépio e trabalham os materiais”, acrescentou.
    A participar pelo segundo ano com 21 presépios, José Tanganho, de Coruche, trouxe este ano também os seus utensílios para trabalhar ao vivo durante a exposição.
    Começou há 11 anos a brincar com o barro e nunca mais parou. Dedicado à cerâmica figurativa, começou por fazer imagens de Santo António e, há cerca de três anos, tem-se dedicado a fazer presépios de várias formas. Também José Costa, de Rio Maior, é repetente na exposição. Desta vez apresenta dois presépios trabalhados nas raízes e tronco de árvores.
    “Vou mesmo às profundezas da natureza e aproveito o máximo das formas naturais para esculpir”, diz o escultor-artesão.
    “Não há hipótese de haver duas peças iguais”, realça, adiantando que é a própria árvore que dá o desenho.
    José Costa tem facilidade em arranjar material porque as pessoas já conhecem o seu trabalho e entregam-lhe as árvores. Para as peças mais pequenas utiliza essencialmente as raízes de urzes, enquanto que as obras de maior porte são sobretudo feitas a partir de sobreiro ou cedro.
    Desde os 10 anos que esculpia a madeira e depois foi aperfeiçoando a técnica, ao mesmo tempo que prosseguia a sua vida profissional como funcionário da Cervejaria Trindade, em Lisboa. Está reformado desde o ano passado e agora dedica-se mais à sua paixão. “Tenho sempre duas ou três peças em aberto, que vou esculpindo alternadamente”, conta. As peças expostas custam 275 e 875 euros.
    O caldense Américo Barros, de 75 anos, expõe nos armazéns um presépio de grandes dimensões (1,20 por 0,80 metros) criado de raiz pelo próprio, que aproveitou parte do tronco de um sobreiro para fazer a cabana. “Tem também a casa do pastor com  o seu rebanho, o pormenor do galo que anuncia o nascimento de Jesus e também os reis magos que caminham para a gruta”, explicou, adiantando que é o único presépio com musgo natural que está na exposição.
    O septuagenário considera que esta exposição atrai muita gente de todo o país. “Já o ano passado pude ver que tinha muita aceitação e também por parte das escolas. só um dia estavam cá três camionetas com alunos”, destacou.

    Trabalhar ao vivo durante todos os dias do evento

    Margarida Koch, de Peniche, está a participar na mostra pela primeira vez, com uma dezena de registos da sua autoria. “É uma forma diferente de representar o presépio”, conta a artista, que já se dedica a esta arte há 25 anos.  Actualmente está a apostar numa técnica diferente, com o papel enrolado, que era aplicada nos conventos de França em finais do século XVII e XVIII.
    “Estão aqui trabalhos espectaculares”, disse, acrescentando que muitas vezes as pessoas “não têm ideia do trabalho que dá fazer as obras com qualquer que seja o material”, pelo que o artesanato devia ser mais valorizado.
    A ceramista Paula Clemente está a participar na mostra desde a sua primeira edição. Destaca que tem havido um aumento da quantidade e da variedade das obras, até porque “os tempos de crise também obrigam os artistas a fazer trabalhos mais em conta para serem comercializados”.
    Paula traz presépios de vários tamanhos, todos em cerâmica, e que podem custar entre oito e 400 euros.
    “Para além de divulgar, é também uma forma de escoar o trabalho”, disse a ceramista, que a partir de Outubro começa a trabalhar nos presépios a pensar nesta exposição. Também está diariamente a trabalhar ao vivo por ser esta “uma maneira de interagir com as pessoas e trocar ideias”.
    Durante a inauguração o presidente da Junta de Freguesia das Gaeiras, Eduardo Silva, agradeceu a cedência do espaço pelos herdeiros de José Gomes, destacando a importância de aproveitar o património devoluto para realizar iniciativas culturais.
    Disse ainda estar “orgulhoso” com a capacidade de obra feita em tempo de crise, dando os exemplos da inauguração do Jardim de Infância, o Complexo do Alvito e a Farmácia. Para fechar o ciclo falta apenas começar a igreja, mas está confiante que a obra irá concretizar-se porque a “população está mobilizada”.
    Também presente na inauguração deste evento, o presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, destacou a dinâmica que as Gaeiras tem tido e que se traduz na capacidade de atrair artistas de todo o país para o evento que “abre as celebrações do Natal na região”.
    O autarca salientou ainda que este evento está integrado na Vila Natal, um projecto que “teima em fazer com que a economia não adormeça, gerando algum emprego e riqueza durante este período”.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Ernâni Lopes sepultado em S. Martinho do Porto

    Ernâni Lopes sepultado em S. Martinho do Porto

    Nas comemorações do Dia Internacional do Mar, Ernâni Lopes falou publicamente pela última vez na vila que escolheu para última morada

    Não eram raras as vezes em que Ernâni Lopes dizia publicamente que era em São Martinho que gostava de ter a sua última morada e que ali tinha adquirido um jazigo, ainda antes de comprar uma casa de férias. E a vontade do antigo ministro das Finanças cumpriu-se na passada sexta-feira.
    Aos 68 anos, Ernâni Lopes faleceu, depois de anos a lutar contra um cancro. A notícia da morte de um dos mais respeitados economistas portugueses suscitou desde logo reacções dos mais diversos quadrantes políticos e não faltaram elogios ao homem que nos anos 80 negociou com o FMI e impôs em Portugal um pacote de medidas austeras, entre as quais a criação de um imposto extraordinário no 13º mês. Conhecido por ser um homem firme, Ernâni Lopes nunca se afastou por completo da política, nem que fosse como comentador, um posto que ocupava sem papas na língua. Nas cerimónias fúnebres que tiveram lugar na Igreja das Mercês, em Lisboa, juntaram-se dezenas de personalidades portuguesas. Um cenário diferente das cerimónias que tiveram lugar em São Martinho do Porto. A família tinha pedido uma cerimónia íntima, e assim foi. No cemitério da vila terão estado cerca de três centenas de pessoas, entre populares, amigos próximos e familiares do economista, mas não houve presenças mediáticas.
    A ligação de Ernâni Lopes a São Martinho tem na base a família da sua mulher. E o ex-ministro das Finanças foi sempre presença habitual nas ruas da vila balnear, sendo também um orador frequentemente convidado nas iniciativas promovidas por diversas entidades. Ainda no passado mês de Setembro o economista falou sobre o “Hypercluster do Mar” nas comemorações do Dia Internacional do Mar que tiveram lugar na vila. E falou das riquezas que tem São Martinho, da iguaria que é o peixe fresco capturado pelos pescadores locais, de como é preciso potenciar todas as actividades ligadas às águas marítimas, do turismo à indústria, passando pelo desporto e pela gastronomia.
    A Economia do Mar era, de resto, aquilo a que Ernâni Lopes mais se dedicava nos últimos tempos. Com um vasto currículo de onde sobressaem os cargos de embaixador de Portugal em Bona e Chefe da Missão de Portugal junto das Comunidades Europeias em Bruxelas, vários cargos de consultor de empresas e governos de diferentes países, nomeadamente da lusofonia, consultor económico do Banco de Portugal, entre muitos outros.
    Actualmente era sócio-gerente da SaeR – Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, uma empresa de consultoria económica e financeira criada em 1988, que elaborou em 2004 a Avaliação Estratégica das Condições de Desenvolvimento do Concelho de Alcobaça, ditando a integração do concelho no Oeste. O economista era ainda director e professor do Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica.

    O homem que negociou a entrada de Portugal na CEE

    A primeira vez que Ernâni Lopes foi notícia na Gazeta das Caldas corria o ano de 1980 e o nosso jornal foi convidado a visitar a Comissão Europeia. Na altura o economista era o embaixador português junto da CEE e foi ele quem negociou a adesão do país à comunidade.
    Na altura o diplomata considerou que era humanamente impossível que Portugal aderisse à comunidade em Janeiro de 1983, data que era nessa época a polémica nacional, pois acabaria apenas por entrar na CEE em 1986. A agricultura foi um dos sectores mais abordados pelo economista, que defendeu que “havia muito que fazer, aliás como nos outros sectores, como organizar o sistema de preços agrícolas, melhorar qualitativamente as mercadorias, reestruturar as explorações bem como lançar a contabilidade na agricultura, forma única de beneficiar dos fundos agrícolas da comunidade depois da adesão”, pode ler-se na Gazeta das Caldas de 26 de Novembro de 1980.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Vai ser criado o Observatório Regional de Lisboa e Vale do Tejo

    Vai ser criado o Observatório Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que tem por finalidade monitorizar o desenvolvimento regional e acompanhar as suas dinâmicas sociais, económicas, territoriais e ambientais. Este organismo irá também avaliar os planos e programas da CCDR-LVT, contribuindo para a tomada de decisão de novas políticas públicas, de investimentos estruturantes e de estratégias de futuro para esta região.
    A sua apresentação pública será feita no dia 14 de Dezembro, pelas 15h00, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) em Lisboa.
    A abertura do evento será feita pela presidente da CCDR, Teresa Almeida, seguido da intervenção sobre “A rede de avaliação do QREN e os Centros de Observação das Dinâmicas Regionais”, por Paulo Areosa Feio, do Observatório do QREN.
    O projecto “Observatório Regional de LVT” e Guia de Monitorização do Desenvolvimento Regional será apresentado por João Afonso, coordenador do Observatório, seguindo-se a apresentação do “InfoData nº 0” – Relatório de análise das dinâmicas regionais, por Mário Vale e Isabel André, do Centro de Estudos Geográficos.
    Será ainda feita a apresentação do portal de informação estatística, sendo a sessão encerrada por João Ferrão, do Instituto de Ciências Sociais e ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.
    Recorde-se que já existiu um observatório do Oeste para fazer a avaliação de várias dimensões da região, nomeadamente sobre as acessibilidades na sequência da construção da A8, mas de que nunca foram conhecidos publicamente os resultados. No site da CCDR-LVT refere-se que em 2002 foi concedido um financiamento para aquele projecto de cerca de 71 mil euros num investimento elegível de cerca de 110 mil euros.
    Na última reunião da ADRO, cuja reportagem pode ser lida nesta edição, um dos propósitos do novo presidente da direcção daquela agência, é a criação de um novo observatório do Oeste.

    F.F.

  • Pai Natal já chegou a Óbidos

    Pai Natal já chegou a Óbidos

    O Pai Natal da Óbidos.Com chegou à vila de charrete na tarde de segunda-feira

    O Pai Natal da Óbidos.com (Associação Empresarial do concelho de Óbidos) já está na vila medieval. Chegou na tarde da passada segunda-feira (Dia de S. Nicolau) de charrete e estará a partir de hoje na sua casa na Vila Natal “para receber sonhos e transmitir paz e alegria a todos”, refere o presidente da associação, Luís Cajão.
    Como o Pai Natal queria contactar todas as crianças que lhe pedem desejos e presentes, a associação empresarial entregou-lhe um telemóvel e um e-mail natal@obidos.com.pt Todos os visitantes poderão também escrever e deixar as suas cartas no marco do correio, localizado junto ao Pai Natal.
    A Óbidos.com convida também todos os associados a decorarem um espaço na sua empresa, subordinado ao tema “O Presépio e a Vida em Óbidos”. A associação pede ainda aos seus associados para angariarem brinquedos a fim de os distribuir pelas crianças necessitadas do concelho.
    Está também a ser promovida a quinta edição da decoração de árvores de Natal pelos empresários e comerciantes, desta vez no recinto da Vila Natal na cerca do castelo.

    F.F.

  • Imprensa e Democracia em debate na Nazaré

    O director do Jornal de Leiria e do Região de Cister, José Ribeiro Vieira, vai falar sobre “Imprensa e Democracia” na Nazaré. O também presidente da Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leiria, é o orador da 8ª sessão do ciclo de conferências “Combates Pela Cultura”, promovido pelo Centro de Formação das Associações de Escolas de Alcobaça e Nazaré.
    O encontro está marcado para as 18h00 da próxima quarta-feira, dia 15, e vai realizar-se na Biblioteca Municipal da Nazaré.

    J.F.

  • Exposição mostra inclusão da comunidade cigana em Alcobaça

    “Antes, Agora – Constrói o Depois” dá nome à exposição que se debruça sobre as transformações ocorridas nos últimos anos na comunidade cigana em Alcobaça. Trata-se de uma proposta do Projecto Percursos Alternativos para ver entre 11 e 15 de Dezembro no Intermarché da Benedita e nos postos de turismo de Alcobaça e e de São Martinho do Porto.
    A exposição dá ainda a conhecer o projecto de inclusão social dinamizado no âmbito do Programa Escolhas.
    Percursos Alternativos é a face de um consórcio liderado pela associação juvenil Barafunda, que integra ainda a Associação de Empresários, a Junta de Freguesia da Benedita e o Agrupamento de Escolas.

    J.F.

  • Lili Caneças amanhã nas Caldas

    Amanhã sábado, 11 de Dezembro, a socialite Lili Caneças vem às Caldas participar no encerramento da exposição de Helena Pedro Nunes, na Galeria Municipal Osíris.
    Haverá outras figuras públicas amigas da autora a participar na finissage da mostra, marcada para as 16h00.
    Helena Pedro Nunes é de Lisboa e formou-se em Design no IADE, tendo também frequentado a Sociedade Nacional de Belas Artes. Ao longo dos últimos 20 anos tem feito vários cursos de pintura e realizado exposições, uma delas a bordo do maior cruzeiro do mundo. Entre os seus trabalhos, conta-se a decoração do modelo Eos da Wolkswagen. A sua pintura é uma fusão entre a Pop Arte e o Hiperrealismo.

    N.N.

  • Expoeste aposta em feira de animação natalícia…

    Expoeste aposta em feira de animação natalícia…

    A partir de amanhã, 11 de Dezembro, vai realizar-se na Expoeste uma Feira Especial de Natal que terá como grande atracção um vulcão natalício. Trata-se de uma estrutura, feita em Portugal,  que em breve viajará para um parque de diversões em Itália. Foi feito por Jorge Gameiro, cenógrafo, sonoplasta  e escultor que é especialista em animatrónica (uso de electrónica e robótica em bonecos ou fantoches mecanizados para que pareçam ter vida) e que foi o responsável pela coordenação na execução dos famosos Olharapos da Expo’98.
    Este artista vai trazer também a esta realização figuras animadas para o presépio e vai estar presente o Pai Natal e um grupo de gnomos animatrónicos que vão falar com os visitantes.  Haverá outras atracções mais comuns, como uma casa do Pai Natal, um carrossel ou insufláveis.
    “É sempre interessante recriar o ambiente especial do Natal”, disse António Marques, responsável da Expoeste, acrescentando que este é um pequeno evento “que não tem pretensões de concorrer com os que se realizam na região”.
    O evento dirige-se sobretudo aos mais novos que, enquanto se divertem nas várias animações natalícias, os seus pais poderão adquirir presentes a preços convidativos.
    A Feira de Natal custa cerca de cinco mil euros e as entradas têm um custo previsto de dois euros. A iniciativa termina a 9 de Janeiro de 2011.


    … e recebe festa de idosos

    A Expoeste é mais uma vez o palco da Festa de Natal dedicada aos utentes do Cartão Municipal do Idoso. Na tarde da próxima terça-feira, dia 14, o espírito natalício dá o mote a um encontro onde estão garantidos momentos animados entre os munícipes mais velhos.
    Promovida pela autarquia caldense e pelo Grupo Concelhio de Apoio à Pessoa Idosa, a festa tem início às 14h30 e termina com um lanche convívio e com a distribuição de uma lembrança a todos os idosos presentes. Quem quiser participar e beneficiar de transporte até à Expoeste, deve inscrever-se durante o dia de hoje (10 de Dezembro) na Junta de Freguesia da sua área de residência.

    N.N./ J.F.

  • Festa da Misericórdia no próximo domingo

    Vai realizar-se no próximo Domingo, 12 de Dezembro, a partir das 15h00, a tradicional Festa de Natal  da Santa Casa da Misericórdia das Caldas.
    A festa habitualmente conta com a participação das pessoas a quem esta instituição dá uma resposta social. Haverá números teatrais e musicais relacionados com esta quadra celebrativa.

    N.N.

  • Natal dá tema a eventos de cake design

    Natal dá tema a eventos de cake design

    Alguns dos bolos criativos que estão em exposição na Casa do Pelourinho

    Óbidos Christmas Cake é o título de uma exposição e workshops de Cake Design que estão a decorrer na galeria da Casa do Pelourinho, no âmbito do evento Óbidos Vila Natal.
    O workshop Bolachas de Natal, destinado a crianças com idades entre os cinco e os 12 anos, irá decorrer nos dias 11, 12, 18, 19 de Dezembro e 2 Janeiro, entre as 14h30 e as 15h30 e nos dias 25 Dezembro e 1 Janeiro, entre as 16h00 e as 17h00. O custo de inscrição é de três euros.
    Para os adultos está previsto o workshop de cake design/Christmas, a decorrer nos dias 11, 12, 18, 19 de Dezembro, entre as 16h00 e as 17h00. O custo é também de três euros.
    A primeira acção teve lugar a 27 de Novembro e foi dedicada às crianças, que aprenderam a criar uma bolacha.
    Em exibição encontram-se bolos feitos por cake designers e tendo por temática a Magia do Natal. O público poderá participar na votação e tomar decisão sobre o bolo vencedor desta mostra. Os votos são depositados numa caixa que está no local e a organização sugere que se leve em conta a originalidade, criatividade e técnica.
    Esta iniciativa resulta da uma parceria entre a empresa municipal e a Associação Nacional de Cake Designers.

    F.F.

  • Professores de Óbidos lançam campanha para ajudar pessoas com deficiência

    “Marcados na diferença” dá titulo à exposição de fotografia que se encontra patente no átrio da Casa da Música até 2 de Janeiro de 2011, inserido no evento Vila Natal. A mostra faz uma retrospectiva sobre as actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo com a população com necessidades especiais.
    Esta é uma das iniciativas desenvolvidas no âmbito da acção “Marcar a Diferença”, que tem como objectivo chamar a atenção da comunidade em para a importância da inclusão de indivíduos com necessidades especiais. Também já existe uma mascote, um polvo, que se destina a uma angariação de fundos a ser desenvolvida pela Associação de Pais da Escola Josefa de Óbidos.
    O protótipo foi criado por professores da Escola Josefa de Óbidos e está a ser produzido em grande escala pelos idosos utentes dos 12 Centros de Convívio do Programa Melhor Idade.

    F.F.

  • Já está aberto o primeiro bar de gelo instalado num centro histórico

    Já está aberto o primeiro bar de gelo instalado num centro histórico

    No bar é possível saborear diversas bebidas em copo de gelo

    Mónica Ribeiro, o marido e os três filhos, deslocaram-se do Cadaval a Óbidos, na tarde de 4 de Dezembro, para conhecer o bar do gelo. “Vim porque recebi uma mensagem no facebook e resolvi conhecer juntamente com a família esse espaço”, contou à Gazeta das Caldas a primeira visitante enquanto provava uma ginja num copo de gelo. E porque foi a primeira a visitar aquele bar inédito com temperaturas sempre negativas, teve direito a mais uma bebida grátis.
    “Aconselho a virem, é uma experiência diferente”, diz Mónica Ribeiro,  destacando que é importante estar agasalhado porque é realmente frio. Quem também tem que estar sempre protegido do frio é Francisco Brandão, um dos funcionários do bar, que abriu no passado Sábado e vai manter-se até Janeiro.
    O jovem de 22 anos, que já tem experiência de barman, aproveita as férias para estar a trabalhar e, desta vez, apostou num desafio novo. Sempre em dupla, os funcionários trabalham oito horas por dia, em turnos entre meia hora a uma hora dentro do bar.
    “É frio, mas é seco”, diz, garantindo que é mais fácil de suportar do que o frio da rua no Inverno. “Também dançamos e mexemo-nos um bocadinho mais e passamos assim o tempo”, rematou.
    O bar de gelo, embora integrado na Vila Natal, começou antes e possui um bilhete, de 10 euros, que é independente do custo do evento natalício. À entrada é fornecido a cada cliente do bar um casaco e luvas especiais para este tipo de temperaturas. Entrando no recinto, de 24 metros quadrados, é possível saborear a especialidade do espaço – vodka com ginja, ou vodka com laranja, ginja e ainda sumo de laranja.
    Os que quiserem levar recordação poderão também tirar uma fotografia instalados numas poltronas esculpidas em gelo, ou junto a uma mesa glaciar.
    De acordo com o administrador da Óbidos Patrimonium, José Parreira, com o bar do gelo pretenderam criar mais uma experiência na vila, além do património existente. “Não é fácil de inovar, está tudo inventado, mas num centro histórico é o primeiro”, diz o responsável, adiantando que relativamente aos bares de gelo o mais próximo que existe, e a funcionar durante todo o ano, é em Madrid.
    O equipamento fica situado na rua Direita (no antigo quartel dos Bombeiros) fora da cerca, onde se concentram a maioria das actividades da Vila Natal, porque permite outro tipo de horário, “estar aberto até mais tarde, sobretudo aos fins-de-semana e até ao final de Janeiro”.
    No mesmo dia foi inaugurado, na Praça de Santa Maria, o Chocolate Lounge, um espaço gourmet inteiramente dedicado ao chocolate, com a venda de bombons e chocolate e a realização de eventos relacionados com este ingrediente, como workshops e apresentação de livros.
    A primeira iniciativa terá lugar já no dia 18 de Dezembro. Será um workshop onde o formador Sami Aboubaker irá ensinar a fazer um tronco de Natal. A acção, com um custo de 25 euros por pessoa, irá decorrer das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. As inscrições poderão ser feitas até 15 de Dezembro através do e-mail bertina.pinheiro@cm-obidos.pt
    “Sem querer entrar em competição com o comércio local desenvolvemos um projecto inovador”, explicou José Parreira, adiantando que ali estão à venda apenas chocolates da marca Valhrona.
    Em 2011 deverá ser criada a Fábrica do Chocolate, que irá funcionar dentro do próprio Chocolate Lounge. “As pessoas vão poder assistir à confecção do chocolate e, em simultâneo, provar e comprar”, adiantou José Parreira.
    O Festival do Chocolate em 2011 irá decorrer entre os dias 17 de Março e 3 de Abril, entre quinta-feira e domingo. Entretanto, o chocolate parece ter pegado a moda e, até 12 de Dezembro decorre o Chocolate Fest, no Casino Figueira (Figueira da Foz) com a exposição de esculturas em chocolate, palestras, bebidas e bolos feitos à base deste ingrediente e a apresentação de livros.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Bombarral poderá vir a ter um Teatro do Oprimido

    Bombarral poderá vir a constituir um Teatro do Oprimido, um grupo que tem como objectivo suscitar, através da actividade teatral, o debate sobre as mais diversas problemáticas que afectam a sociedade.
    Este modelo teve origem no Brasil e está hoje presente em cerca de 70 países.
    A ideia da criação de um grupo destes no Bombarral surgiu no dia 28 de Novembro após uma apresentação realizada no auditório municipal pelo grupo de Coimbra daquela organização.
    No Bombarral foram discutidas as temáticas do desemprego, a pobreza e a violência doméstica.
    A actividade iniciou-se com a apresentação da peça Inversos e Reversos, na qual é retratada a situação de um casal com uma vida de abundância e que de repente se vê obrigado a viver com pouco mais do que o salário mínimo, uma verba que é claramente insuficiente para pagar as dívidas acumuladas.
    Com o agravar da situação, o ambiente familiar vai-se deteriorando e o marido torna-se agressivo para a esposa por a considerar culpada pela situação em que se encontram. A encenação termina com o marido preso por assalto e o seu filho, com 16 anos, afirmando a sua vontade de ir trabalhar para ajudar a família.
    Como no teatro fórum, o que se pretende é que seja o público a ter o protagonismo, pelo que, após a encenação, os espectadores são convidados a subir ao palco para transmitir a sua opinião sobre a situação retratada na peça e interagir com os actores.
    Depois de uma animada troca de ideias sobre o que se poderia fazer para ajudar aquela família, um dos espectadores decidiu partilhar uma situação que viveu recentemente e que, por coincidência, era bastante semelhante à retratada na peça.
    No final houve várias pessoas que manifestaram interesse em criar um grupo do Teatro do Oprimido no Bombarral, uma ideia acolhida com agrado pela vereadora Joana Patuleia, que demonstrou a disponibilidade da autarquia em apoiar a sua criação.

    P.A.

  • Bonecos de neve voltam a animar o centro da cidade

    Bonecos de neve voltam a animar o centro da cidade

    Vão participar na iniciativa 26 bonecos de neve feitos por alunos das escolas e utentes das IPSS das Caldas. Foto de arquivo

    Os Bonecos de Neve vão regressar à Rua das Montras, entre os dias 17 e 19 de Dezembro, na iniciativa organizada pelo Ponto de Ajuda, da Santa Casa da Misericórdia.
    Esta será a segunda edição do concurso Snow Parade, que contará com a participação das escolas e de instituições de solidariedade social do concelho que têm a missão de criar os bonecos de neve, consoante a imaginação e criatividade dos alunos e responsáveis. “Já temos 26 inscrições”, disse Tiago Pereira, um dos elementos do Ponto de Ajuda.
    A população voltará a poder colaborar nesta iniciativa votando no seu boneco favorito. “O próprio flyer de divulgação terá no verso o boletim de voto para a escolha do melhor boneco de neve”, disse o técnico. Os bonecos não deverão ultrapassar os dois metros de altura e a organização apela ao uso de materiais recicláveis.
    “As crianças acabam por trazer as famílias à rua para ver os bonecos que realizaram”, disse Tiago Pereira.
    O evento conta com o apoio da ACCCRO, do Grupo Fábrica e da Stapples. Os prémios para os melhores bonecos de neve são este ano em material escolar.

    N.N.

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Jovem ameaçada com faca no centro das Caldas

    Um indivíduo com cerca de 20 anos ameaçou uma jovem com uma faca na tarde de 2 de Dezembro, na rua Heróis da Grande Guerra. Segundo testemunhas ouvidas pela Gazeta das Caldas, a jovem, com cerca de 18 anos, defendeu-se agarrando a mão do agressor, que parecia ser seu conhecido, gritando para que ele parasse.
    O aparato provocado por esta situação, com várias pessoas que ali se juntaram, levou a que o indivíduo se retraísse, acabando por entregar a faca a outra jovem (aparentemente sua amiga e que assistia à cena), tendo fugido do local. No entanto, seria apanhado e identificado pela política, uma centena de metros depois, junto à Rodoviária.
    A PSP conseguiu localizar a faca na posse da alegada amiga do agressor, mas, quando questionada pela Gazeta das Caldas esta autoridade não prestou quaisquer declarações sobre o assunto.

    Região das Caldas sem luz devido ao mau tempo

    Caldas da Rainha foi uma das cidades do centro do país afectadas por cortes de energia eléctrica causadas pelo mau tempo que se fez sentir no domingo passado, 5 de Dezembro. Os cortes afectaram também alguns concelhos vizinhos, entre os quais Óbidos.
    Segundo informações do gabinete de comunicação da EDP Distribuição à agência Lusa, 40 mil clientes desta empresa estiveram sem electricidade nas zonas de Leiria, Caldas da Rainha e Torres Novas na sequência de avarias na rede eléctrica.
    Segundo a EDP, o corte no abastecimento de electricidade decorreu devido a “uma situação de mau tempo, não só nesta região, mas noutras do país, como a norte, que foi sobretudo grave ao início da manhã e por volta da hora do almoço”.
    Na zona da Lagoa Parceira a trovoada causou a queda de um poste de alta tensão que provocou vários danos e levou a que a zona ficasse sem electricidade das 10h30 às 19h00. Segundo o comandante dos bombeiros voluntários das Caldas, José António Silva, as linhas caíram em cima de fios de telefone e fizeram com que as caixas da PT e da EDP rebentassem em algumas casas. Uma criança ficou com algumas manchas nas costas, alegadamente por causa da descarga eléctrica, tendo sido aconselhada a ir ao hospital por precaução.
    As várias situações de cortes de energia no distrito de Leiria motivaram um pedido de esclarecimento do deputado socialista João Paulo Pedrosa. O presidente da federação distrital do PS considerou ser “inadmissível que, nos tempos de hoje, a EDP garanta um tão mau serviço aos cidadãos”.
    O deputado quer saber quais as soluções que estão a ser pensadas para eliminar definitivamente este problema e incentiva “todos os cidadãos e todas as empresas a fazerem-se ressarcir dos prejuízos causados”.
    João Paulo Pedrosa quer que os poderes públicos protestem junto da empresa, “exigindo que esta preste uma qualidade de serviço, pelo menos, equivalente ao preço que cobra a cada um”.

    Ainda mais assaltos na região

    O bar Cais da Praia, na avenida do Mar da Foz do Arelho, foi assaltado na noite de 6 de Dezembro, pouco antes das 23h00. O estabelecimento estava encerrado por ser dia de folga e os ladrões levaram dois plasmas.
    Uma mota furtada durante a madrugada de 4 de Dezembro foi recuperada pouco tempo depois pela PSP das Caldas.
    Três casas foram assaltadas a 29 de Novembro em A-dos-Francos, Bufarda (Peniche) e Boavista (Bombarral). Na Amoreira de Óbidos roubaram fios eléctricos de um aviário.
    Em Casais de Mestre Mendo (Peniche) três homens armados assaltaram uma casa. No mesmo dia foi assaltada uma residência na Delgada. No dia 1 de Dezembro assaltaram outra casa na Serra Del Rei e no dia 2 na Foz do Arelho.
    A 2 de Dezembro foram apresentadas queixas na GNR pelo furto de gasóleo em estação elevatória no Vau e fio de cobre no Carvalhal Benfeito, Bufarda e Bolhos.
    Cinco bilhas de gás foram furtadas a 3 de Dezembro em São Gregório. No Casal do Haver (Alvorninha) assaltaram uma casa, em Tornada uma viatura e ainda uma residência no Bombarral. Foram ainda apresentadas queixas pelo furto de linhas telefónicas em Óbidos e de fio de cobre em Ribafria e Bufarda.
    A 4 de Dezembro assaltaram casas nas Antas e na Foz do Arelho. Em Pataias a GNR recuperou 71 metros de cabo de cobre. Logo no dia seguinte houve furto de linha telefónica na Amoreira.
    Uma casa foi assaltada na Praia Del Rei e outra no Bombarral no dia 5 de Dezembro. A GNR recebeu também uma queixa pelo assalto a um bar no Baleal.
    No dia 6 roubaram uma viatura na Benedita e outra em Alvorninha. Um armazém no Vale do Coto e uma casa nas Trabalhias foram assaltados no mesmo dia.
    De 29 de Novembro a 6 de Dezembro a GNR das Caldas registou na área do seu destacamento territorial um total de 52 acidentes dos quais resultaram um morto (atropelamento em Pataias), um ferido grave e 17 feridos ligeiros.
    Uma mulher de 42 anos foi detida na Fanadia a 1 de Dezembro com uma taxa de alcoolémia de 2,09 gr/l.
    No dia 3 de Dezembro a GNR da Benedita deteve um homem por conduzir um carro sem carta. Uma mulher de 28 anos foi apanhada pela Guarda no mesmo dia, em Carrascas (São Martinho) com 1,49 gr/l. Outra mulher de 41 anos foi detida com 1,77 gr/l, em Salir do Porto no dia 4, e em São Martinho a GNR deteve mais uma condutora, de 47 anos, com 2,02 gr/l. No mesmo dia foi detido um homem de 43 anos com 1,61 gr/l em Tornada.

    Homem que esfaqueou funcionária pública pode ser considerado inimputável

    David Ramos a entrar para o Tribunal das Caldas

    O homem que esfaqueou uma funcionária da Segurança Social das Caldas da Rainha em Março, pode vir a ser considerado inimputável pelo colectivo do tribunal desta cidade que o está a julgar.
    David Ramos, de 27 anos, esfaqueou a 2 de Março a funcionária Maria da Luz, de 53 anos, com uma faca de cozinha, depois de lhe ter sido cortado o subsídio de desemprego pela Segurança Social.
    O agressor foi acusado pelo Ministério Público de crime de ofensa à integridade física qualificado e de homicídio qualificado de forma tentada.
    No caso de o tribunal determinar que este é inimputável e, por isso, ser incapaz de avaliar a licitude do seu acto, David Ramos deverá ser internado compulsivamente para tratamento por um período não inferior a três anos.
    O acórdão do colectivo de juízes vai ser conhecido na próxima sessão do julgamento que foi marcada para as 16h00 de 17 de Dezembro no Tribunal das Caldas.
    Na última sessão, que teve lugar na passada terça-feira, foi comunicado ao arguido a alteração da sua qualificação jurídica para inimputável, tendo a defesa de David Ramos prescindido de contestar essa mudança.
    A primeira parte desta sessão decorreu à porta fechada para produção de prova suplementar, tendo sido ouvida a psiquiatra do Hospital de Santo André, através de vídeo-conferência.
    André Ramos, que está em prisão preventiva, remeteu-se sempre ao silêncio, mesmo quando ouvido pela especialista, que lhe terá diagnosticado um alto grau de probabilidade de inimputabilidade.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Dia Internacional do Voluntariado comemorado nas Caldas

    A Liga dos Amigos do Centro Hospitalar vai comemorar o Dia Internacional do Voluntariado com um jantar, no dia 5 de Dezembro, no Hotel Cristal das Caldas da Rainha.
    Este será um momento de agradecimento por todo o trabalho desenvolvido, pelos voluntários para o bem estar dos doentes durante o ano no Hospital Distrital e Termal das Caldas.
    A animação estará a cargo do grupo coral e musical da Casa do Pessoal do Centro Hospitalar.
    As inscrições terminam hoje, dia 3, e podem ser feitas através do tel. 91764339.

  • Banco Alimentar bate recordes também na região Oeste

    Banco Alimentar bate recordes também na região Oeste

    A recolha de alimentos em Peniche para o Banco Alimentar contou com 241 voluntários

    Com a recolha de 3.250 toneladas de alimentos em todo o país, a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome do passado fim-de-semana bateu um novo recorde, mostrando que os portugueses continuam solidários apesar da crise que o país atravessa. Um valor nunca antes atingido e para o qual contribuíram as mais de 96 toneladas recolhidas pelo Banco Alimentar do Oeste.
    Na região, os valores atingidos este ano são também inéditos, apesar da campanha não se ter realizado no concelho do Cadaval para não coincidir com a iniciativa Cadaval Amigo. Ao todo, foram recolhidos 96.119 quilogramas de alimentos em Alcobaça (23.493 kg), Bombarral (7.163 kg), Caldas da Rainha (28.563 kg), Lourinhã (12.454 kg), Nazaré (10.705 kg), Óbidos (4.226 kg) e Peniche (9.325 kg).

  • The King Cake nas Gaeiras

    A Associação Nacional de Cake Designers realiza, entre os dias 4 e 6 de Dezembro, o primeiro workshop de flores e jóias em açúcar de Portugal. Durante estes dias estará no ABC – Apoio de Base à Criatividade (Convento de S. Miguel nas Gaeiras), o cake designer brasileiro Nelson Pantano, conhecido como “The King Cake”. Este profissional trabalha desde os 12 anos na arte de dar forma e cor às massas e recheios e vem desafiar os formandos a aprender a criar peças artísticas em açúcar.
    As inscrições estão esgotadas, mas o bolo final ficará em exposição até dia 10 de Dezembro na incubadora, podendo ser visitado.
    A Associação Nacional de Cake Designers, sediada nas Gaeiras,  participou na maior feira internacional de Cake Design da Europa, realizada este mês em Birmingham (Inglaterra). Seis dos seus associados participaram nas competições e destacaram-se entre os mais de 400 concorrentes de vários países, trazendo para Portugal um prémio prata, um bronze e quatro menções de mérito na categoria Internacional e prata na categoria de Figuras.

  • Cadaval realiza mais uma Feira dos Pinhões

    Cadaval realiza mais uma Feira dos Pinhões

    O dia de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro, vai ser comemorado no Cadaval com a tradicional Feira dos Pinhões, no campo da Feira, e o Encontro de Paróquias, no pavilhão contíguo.
    Também conhecida por Feira de 8 de Dezembro, o evento trará à vila muitos visitantes que aproveitam para se abastecer de frutos secos para o Natal.
    Tal como manda a tradição, os frutos secos, com destaque para o típico pinhão, constituem um dos pontos de atracção, mas encontram-se também muitos produtos como utensílios de lavoura, louças, produtos alimentares típicos, brinquedos, vestuário e calçado.
    O encontro de paróquias começará às 11h00, com a celebração de uma eucaristia. À tarde, pelas 15h00, decorre o VI Festival de Canções de Natal.
    Ao longo de todo o dia o público poderá visitar os stands de exposição participantes nesta festa religiosa, dinamizados por grupos paroquiais concelhios.
    Vai haver também um espaço de venda de sopas, como forma de angariação de fundos, bem como a realização de um peddy-paper aberto a todas as idades.

  • Alunos do Colégio Rainha D. Leonor sensibilizados para os direitos de autor

    Alunos do Colégio Rainha D. Leonor sensibilizados para os direitos de autor

    Sensibilizar para a importância dos jovens respeitarem os direitos de autor e não fazerem cópias, foi o principal objectivo de uma palestra promovida no Colégio Rainha D. Leonor, a 22 de Novembro, com a presença de representantes da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
    Professora de Direito naquela escola, a juiz Isabel Baptista organizou esta palestra porque achou importante que os seus alunos do 12º ano fossem sensibilizados para esta temática. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]“Numa era em que os jovens utilizam muito os meios tecnológicos, quanto mais cedo os sensibilizarmos para os direitos de autor menos incumpridores teremos no futuro”, explicou.
    A juiz acredita que os alunos cometem alguns crimes contra os direitos de autor de uma maneira irreflectida.
    Segundo Lucas Serra, director dos serviços jurídicos da SPA, os jovens caem muitas vezes na tentação de fazer cópias de filmes, jogos, músicas e fotografias. “A nossa principal preocupação prende-se com a Internet, através da qual são feitas a maior parte das cópias”, referiu.
    “Qualquer obra protegida pelos direitos de autor, para ser utilizada por outra pessoa, tem de ter autorização do autor, senão é um crime que pode ser de usurpação ou contrafacção”, adiantou Lucas Serra.
    A SPA percorre todo o país com este género de palestras dirigidas aos mais novos, apostando na educação. “Os jovens muitas vezes não sabem onde começa a ilegalidade e colocam-nos muitas dúvidas sobre isso”, explicou Lucas Serra.
    Outra questão levantada durante a conferência foi o facto dos artistas apenas receberem 62 cêntimos por cada disco que é vendido, o que surpreendeu os participantes.
    A SPA tem vindo a tentar que os autores sejam melhor retribuídos pelo seu trabalho e aposta em novos meios, como a Internet, para o conseguir. “Se for utilizada de uma forma legal a Internet pode trazer um maior rendimento aos autores”, considera.
    Lucas Serra é o representante da SPA nas negociações que estão a ser feitas com a PT no âmbito de um novo serviço de música que aquela empresa lançou. O Music Box permite o acesso gratuito à audição de milhares de músicas aos clientes da TMN, Meo e Sapo.
    “É uma outra forma de divulgação das obras e consequente rendimento para os autores”, comentou, lembrando que a SPA foi pioneira mundial a cobrar a utilização das músicas nos telemóveis. “É preciso é que se garanta o rendimento devido aos autores”, concluiu.[/shc_shortcode]

  • Conselho da Cidade debate termalismo

    “O Termalismo: As Caldas no País Termal” é o tema do debate que o Conselho da Cidade promove amanhã, 4 de Dezembro, a partir das 15h00, no CCC das Caldas da Rainha.
    Os oradores vão ser Jorge Mangorrinha, João Almeida Dias, Fernando Catarino e José Cruz. Depois da conferência seguir-se-á um debate, cuja moderação estará a cargo de Mário Gonçalves, ex-administrador do Centro Hospitaldas Caldas.
    Numa altura em que por todo o mundo se assiste a uma valorização do termalismo nas suas vertentes curativa ou de lazer, a comissão executiva do Conselho da Cidade entende ser oportuno abrir à discussão pública este tema.
    “Caldas da Rainha precisa e pode vir a ser uma verdadeira cidade termal de referência, como já foi no passado”, defende Maria Júlia de Carvalho, presidente do Conselho da Cidade.

  • Exposição de presépios inaugura hoje nas Gaeiras

    A quarta grande exposição de presépios da vila das Gaeiras será inaugurada amanhã à tarde. Pelo antigo armazém dos vinhos, situado na Rua Principal, estarão dispostos mais de 200 representações da Sagrada Família, feitos em materiais tão diversos com a pedra, vidro, pintura em tela, azulejaria, cerâmica, madeira, ferro, produtos reciclados, barro, papel machê, pasta de resina, ou casca de árvores.
    Os exemplares criados por artistas e empresas da região vão estar expostos em cima de mesas. Outros dos trabalhos presentes na mostra serão colocados dentro dos próprios depósitos de vinho, com iluminação apropriada, tal como aconteceu em anteriores edições.
    O evento conta também com um espaço de arte ao vivo, onde estarão a trabalhar diariamente alguns artesãos.
    A mostra, organizada pela Junta de Freguesia de Gaeiras, está inserida no evento Óbidos Vila Natal, podendo ser visitada diariamente entre as 14h00 e as 18h00 (dias úteis) e das 14h00 às 20h00 (sábados, domingos e feriados).
    A entrada continua a ser gratuita, mas as pessoas são convidadas a contribuir com um donativo destinado à construção da igreja das Gaeiras. Dez por cento de cada peça vendida será também destinada a esse projecto.

  • Triagem no atendimento na Câmara do Bombarral

    A Câmara do Bombarral iniciou a 22 de Novembro um novo sistema de recepção e triagem de atendimento ao público que pretende facilitar a gestão dos serviços.
    Com o objectivo de aumentar a qualidade do serviço prestado à população, o novo sistema tem as valências de informação geral e encaminhamento do público, marcação de reuniões, informação geral e de registo de entradas, através de um sistema de senhas.
    Contrariamente ao que sucedia até aqui, os munícipes que se deslocarem à autarquia terão obrigatoriamente que se dirigir à recepção, onde lhes será entregue uma senha referente ao sector que lhes interessa.
    Pretende-se também contabilizar, com maior rigor, o número de pessoas atendidas e as áreas de maior procura.
    “Queremos melhorar a qualidade do serviço prestado, induzindo novas formas e métodos de trabalho, de forma a adequar os serviços prestados e os recursos de que dispomos às necessidades e expectativas dos nossos munícipes”, salienta a vereadora Joana Patuleia.

  • Alunos do Bombarral ganham o concurso Stop à Violência

    Alunos do Bombarral ganham o concurso Stop à Violência

    Rodrigo Lopes e Francisco Rosado, alunos da Escola Básica e Secundária do Bombarral, receberam a 25 de Novembro o primeiro prémio do concurso de cartazes Stop à Violência, promovido pela Câmara do Bombarral e pelo Núcleo de Intervenção Local para Área da Violência Doméstica (NILAVD).
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]A iniciativa decorreu no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no auditório municipal, numa sessão que contou com a presença de todos os estudantes envolvidos no concurso.
    O júri do concurso, composto pela professora Maria de Jesus e pela vereadora Joana Patuleia, decidiu ainda atribuir uma menção honrosa ao cartaz da autoria de Carlos Monteiro e Hélder Rafael, do Clube Artes e Letras.
    O director do agrupamento de escolas Fernão do Pó, Emanuel Vilaça, salientou que iniciativa é uma chamada de atenção para a temática da violência, “um assunto que infelizmente está na ordem do dia e que afecta muitas mais pessoas do que nós imaginamos”.
    Joana Patuleia agradeceu o empenho dos alunos e aproveitou a ocasião para explicar que o NILAVD surgiu com o propósito de prevenir os casos de violência doméstica que têm vindo a crescer no concelho do Bombarral. “Trata-se de uma realidade preocupante em relação à qual não podemos ficar indiferentes”, acrescentou.
    O cartaz vencedor passará a ser a imagem do núcleo e todas as participações vão estar em exposição durante as próximas semanas na entrada do edifício da Câmara do Bombarral.[/shc_shortcode]

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