Casais podem criar as próprias alianças com Catarina Militão

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Imagine que podia fazer as suas próprias alianças do casamento na companhia da sua cara-metade… A designer de joias Catarina Militão ajuda os casais a fazer os anéis no seu ateliê na Nazaré

A caldense Catarina Militão é designer de joias e desde 2019 que possui ateliê na Nazaré. Desde então, recebe jovens casais de todo o país que querem executar as próprias… alianças de casamento.
A iniciativa “Couples Experience” está a ser um sucesso, com clientes de todo o país a trabalhar durante um dia nas peças que vão simbolizar o enlace. Os noivos passam seis horas a criar os anéis e a dividir esta experiência a dois, com o auxílio da caldense, presente ao longo de todo o processo.
Catarina Militão, 33 anos, formou-se em Design Industrial na ESAD e estagiou em empresas de joalharia em Lisboa. Viveu seis anos em Londres mas decidiu regressar e de instalar o seu ateliê de joalharia da sua empresa MIL Jewellery na Nazaré, local onde sempre passou as suas férias. Considera-o bastante central para os seus clientes tanto do Norte como do Sul do país e que vêm realizar um projeto especial: as alianças.
“Todas as peças fabricadas na MIL são certificadas pela Casa da Moeda”, especificou a criadora, que trabalha com metais nobres, o ouro e a prata.

Estúdio da designer caldense fica na Marginal da Nazaré. Além da feitura das alianças, casais podem conhecer melhor a vila piscatória
os anéis podem ser feitos em ouro ou prata. É possível adquirir novo ou reciclar peças antigas de família
o noivo faz aliança da noiva e vice-versa. Podem ser gravadas no interior frases, nomes ou datas
casal passa um dia no estúdio da MIL (seis horas) e podem incluir outros programas a dois na região
a experiência (e os anéis) custa, em média, entre os 700 e os mil euros
mais de dez casais já viveram a experiência. Uma dezena de noivos já marcou sessão até meados do mês de junho

A ideia de proporcionar a experiência de criar as alianças foi vivida pela própria designer em 2016 com o noivo. E “correu tão bem” que decidiu incluí-la no negócio. Aproveitou ouro da família para criar as alianças e conta que hoje olha para as alianças “de uma maneira completamente diferente por estarmos envolvidos na criação dos anéis”, disse a designer, que percebeu durante o ensino secundário que queria criar joias.
Sobre a experiência com os noivos diz que tem sido “espetacular”, pois gosta de partilhar alguns conhecimentos do seu metiér.

 

Além da experiência a dois é possível reciclar ouro para fazer as novas alianças dos casais

“Quando os noivos aqui entram vêm com receios, sem saber nada de joalharia… Mas saem sempre muito satisfeitos com o resultado final!”, garantiu a designer, contando que o noivo faz a aliança da futura mulher e vice-versa.
“Há uma picardia saudável entre eles durante o dia de trabalho, pois tentam assegurar que as alianças ficam bem feitas pelas cara-metade”, contou a responsável, que durante esse dia partilha interessantes histórias sobre o próprio casal. É toda uma experiência para mais tarde recordar.
Assim que chegam ao ateliê, os casais têm uma conversa inicial onde fica assente o modelo que querem. É tirado o tamanho correto, os materiais que vão ser usados e até se debate qual a textura que as alianças terão.
“São explicadas as regras de segurança do estúdio, eles colocam o avental e colocam as mãos na massa!”, explicou Catarina Militão , que faz todos os processos com os noivos. Está com os participantes desde a preparação dos metais que são, por exemplo, passados a fio ou a chapa consoante o design do modelo que foi escolhido.
Com a ajuda de alicates e martelos chega-se à forma inicialmente desejada. “Os metais nobres permitem voltar a derreter e procurar uma nova forma” explicou Catarina Militão. No final, os acabamentos são conseguidos com o auxílio de limas e de polidores, consoante a textura desejada.
Posteriormente é preciso levar as alianças à Contrastaria de Lisboa para certificação.
Quinze dias depois, as peças únicas são entregues aos futuros casais. E há quem volte à Nazaré para repetir a experiência. ■

Que modelos posso escolher e custos?

Estúdio da designer caldense fica na Marginal da Nazaré. Além da feitura das alianças, casais podem conhecer melhor a vila piscatória

  • os anéis podem ser feitos em ouro ou prata. É possível adquirir novo ou reciclar peças antigas de família
  • o noivo faz aliança da noiva e vice-versa. Podem ser gravadas no interior frases, nomes ou datas
  • casal passa um dia no estúdio da MIL (seis horas) e podem incluir outros programas a dois na região
  • a experiência (e os anéis) custa, em média, entre os 700 e os mil euros
    mais de dez casais já viveram a experiência. Uma dezena de noivos já marcou sessão até meados do mês de junho