Ex-professor no Instituto Politécnico de Leiria dedica-se, agora, à música

Foi em jeito de brincadeira, quando vivia e trabalhava no Equador, que Nuno Santos deu início ao projecto “Violino nos Locais mais Improváveis”. A trabalhar numa reserva natural para uma Organização Não Governamental norte-americana, o líder de projecto decidiu aventurar-se a escalar o vulcão existente naquela zona remota e tocar violino no cume. “Foi uma experiência exigente mas gostei e continuei a subir montanhas cada vez mais altas, sempre com o desafio de tocar violino no cimo”, recorda, sobre o feito de há 15 anos. Algum tempo depois regressa a Portugal e as maiores “montanhas” que tinha perto de casa eram as ondas da Praia do Norte, na Nazaré, que também já surfou a tocar.
Actualmente este é o seu modo de vida. Nuno Santos dedica-se só à música e a tocar em locais improváveis, mas nem sempre assim foi. Durante 10 anos foi professor de Ciências do Desporto no Instituto Politécnico de Leiria, mas há dois anos que deixou o ensino para arriscar tudo neste projecto. Primeiro, “por paixão” e depois porque “necessitava de uma aplicação prática de tudo o que andava a ensinar”, conta o violinista que, garante, faz o que gosta e que, apesar da pandemia, continua a desenvolver projectos originais.
Ainda antes dos concertos que está a realizar nos hospitais da região, Nuno Santos deu a volta a Portugal de bicicleta, com o seu violino às costas, tocando, claro está, em sítios improváveis. Durante o percurso, de mais de 1500 quilómetros, foi parando em aldeias, vilas, cidades, montanhas ou rios, tocando para si ou para quem encontrava no caminho.