Presépios de autores caldenses presentes em museu de Alenquer

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Museu do Presépio possuipeças de artistas caldenses

O Museu do Presépio de Alenquer, aberto em dezembro, possui exemplares de artistas caldenses na exposição permanente

Foi inaugurado, a 1 de dezembro, o Museu do Presépio de Alenquer,numa antiga escola primária, em pleno centro histórico da vila. Este é o quinto museu desta localidade, designada como vila presépio e que possui um exemplar de grandes dimensões na sua encosta. “Optámos por ter apenas 14 presépios em exposição , disse o vereador da Cultura de Alenquer, Rui Costa ,enquanto fez a visita guiada à Gazeta das Caldas. Entre estes estão exemplares de Alberto Miguel, Fernando Miguel e de Herculano Elias.
Qualquer um dos presépios são notáveis exemplares, cheios de pequenas figuras e detalhes a merecer toda a atenção dos visitantes. “São todas peças fantásticas”, disse o responsável, referindo que datam do século XX.

De Alenquer e do país
“Preocupamo-nos com uma política de aquisição de peças nacionais para a exposição permanente , o que nos levou a palmilhar o território nacional”, afirmou o autarca, acrescentando que as Caldas da Rainha é uma das localidades que tinha que marcar presença a par de Barcelos, Santo Tirso ou Estremoz.
“Estes são locais onde há uma grande tradição e de onde provêm peças de grande qualidade”, referiu Rui Costa que não queria para a sua vila um “amontoado” de presépios como existe noutros espaços museológicos.
“Quisémos criar o Museu de Presépio de Alenquer mas que este permitisse conhecer as diferentes escolas que existem em Portugal”, contou o autarca, explicando que o museu conta ainda com peças que foram cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga. Uma delas, é um original presépio, de 1795, em excelente estado de conservação e que está em depósito de longa duração.
O espaço contém duas galerias, uma com os exemplares mais antigos e de artistas já falecidos e exemplares que datam desde o século XVII e que vêm até à atualidade.
A galeria das peças contemporâneas será mudada regularmente, dando assim a oportunidade aos visitantes de conhecer mais exemplares. A coleção tem exemplares da escola de Mafra, feitos com as lapinhas dos Açores, o figurado de Estremoz, os granitos do Minho e o vidrado castanho dos Ramalhos (Barcelos). A coleção tem peças feitas pelos artistas locais de Alenquer, como é caso de Idalécio, de João Mário e ainda os estudos originais de Álvaro Duarte de Almeida que serviram de base para a execução das grandes figuras.
O museu está equipado com alguma tecnologia táctil onde os vistantes podem conhecer melhor os monumentos de Alenquer e o simbolismo de cada uma das figuras do presépio. Factos histórico como as cheias de 1967 que assolaram a vila também podem ser conhecidos neste espaço, assim como decorreu a construção do grande presépio no ano seguinte.
O museu local dá ainda a conhecer as tradições do concelho como o Pintar e Cantar dos Reis”. Podem também conhecer os artesãos de todo o país que se dedicam a fazer os presépios. O mapeamento dos autores portugueses pode ser consultado num ecrã multimédia.
O Museu do Presépio em Alenquer que fica na zona histórica da Judiaria de Alenquer foi visitado por 3500 pessoas no primeiro mês de abertura. Pode agora ser visitado entre terça e sábado, entre as 10h00 e as 17h00.

Elias nos Paços do Concelho

Peças da família Elias nos Paços do Concelho

Durante o mês de dezembro, é já uma tradição os Paços do Concelho de Alenquer apresentar uma exposição de “famílias de artistas”.
Este ano, a família escolhida foi a Elias que tem várias gerações de autores e miniaturistas que se dedicam à cerâmica desde 1885.
“Sou um apaixonado pelo trabalho desta família, quer pela escala quer pelas expressões e movimento que Herculano Elias imprimiu às figuras das miniaturas”, disse o autarca para quem “é importante valorizar a escola de miniaturistas das Caldas da Rainha”. Desta feita, a mostra nos Paços de Alenquer foi também “uma homenagem a esta família de cinco gerações de ceramistas”. Rui Costa deu ainda a conhecer que Herculano Elias era “um amigo de Alenquer” e que trocava obras com outros artistas, seus amigos, como João Mário. ■