Um caldense na alta roda da fotografia internacional

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“Sempre que é possível venho ao Oeste fazer as produções fotográficas”, disse o autor

É embaixador de várias marcas e integra júris internacionais. João Carlos retratou rainhas e o confinamento e tem ganho prémios por todo mundo

Há um fotógrafo das Caldas da Rainha na alta roda da cena internacional. E, “sempre que é possível”, vem ao Oeste para fotografar”, assume João Carlos à Gazeta das Caldas. O fotógrafo tem granjeado galardões de concursos dos quatro cantos do mundo. Entre as últimas distinções conta-se uma medalha no Tokyo International Foto Awards, além de que é um dos finalista do “European Professional Photographer of the year 2021”, na Cateforia de Beleza/Moda.

A exposição dedicada ao confinamento vai ser apresentada num hospital luxemburguês que possui uma galeria

Estudou pintura e História de Arte mas é na fotografia que se destaca. Além da arte e moda, dedica-se ao retrato institucional. Esteve, por isso, no Porto como fotógrafo oficial da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.
João Carlos nasceu nos Estados Unidos, mas é filho de caldenses e foi na cidade termal que passou parte da juventude. Viaja por todo o mundo e ganha prémios por todo o lado. “Uma carreira é um abrir e fechar de olhos”, disse o autor, que durante o confinamento, se focou em trabalhos de autor.
O artista tem um impressionante currículo de prémios, desde o campeonato do mundo de fotografia, o de Tóquio – no qual foi nomeado como fotógrafo do ano – e Associação de Profissionais de Imagem.

Neste momento, tem patente, na galeria do Campo Pequeno, em Lisboa, a exposição “Fases de Isolamento”, composta por 15 fotografias, onde estão retratadas as diferentes emoções que passámos durante o confinamento. Modelos circunscritos numa redoma transmitem sentimentos como raiva, frustração, desespero e tédio que “todos vivemos até certo ponto este ano”, salienta o autor, que criou uma série que sublinha a importância da saúde mental.
A mostra está patente na Galeria Campo Pequeno em Lisboa e vai ser apresentado num hospital luxemburguês que possui galeria. “Este projeto já recebeu sete distinções”, disse o fotógrafo.

Joao Carlos é fotógrafo profissional há 25 anos e movimenta-se nas áreas da moda, das artes, e do retrato institucional

Outro dos trabalhos em mãos é “Rainhas de Portugal”, onde se integra uma fotografia da Rainha D. Leonor. Inspirou-se no retrato idealizado por José Malhoa e “dei-lhe nova vida”, disse João Carlos, de 44 anos, que trabalhou com a obidense Natália Pinheiro, uma das responsáveis pelo guarda-roupa real.
O autor não pára e manteve-se ativo durante o confinamento, organizando workshops on-line para partilhar o que aprendeu ao longo dos últimos 25 anos. Outra das novidades é que fotografa cavalos, cães e gatos e não lhe faltam pedidos de clientes de marcas de vestuário, coudelarias, empresas de equipamento equestre e de muitos particulares que querem retratos dos seus pets. Muitos dos seus “modelos” surgem retratados como se de pessoas se tratassem, nomeadamente com vestuário de época.
O fotógrafo salienta que aprecia a diversidade do seu trabalho. À segunda-feira está a fotografar moda, à terça a capa de um álbum, à quarta retratos institucionais, depois automóveis e, ao fim de semana, animais.
Já ganhou o prémio Hasselblad Masters em 2010 e foi convidado pela marca para fazer a campanha de publicidade própria. Apesar das distinções internacionais, João Carlos salienta a medalha de mérito cultural, atribuída pela câmara das Caldas em 2014. Do seu currículo fazem parte trabalhos de fotografia de moda, cinema, fotojornalismo e de campanhas publicitárias. Já trabalhou, entre muitas outras, para as revistas Forbes International, Up Magazine (da TAP), Wallpaper, Umbigo, Cerimónia e Número. Entre os muitos clientes contam-se a título de exemplo Nike, Avon, Pfizer, Elite Models, L’Agence Models e Vodaphone. Frank Muller, LG, TA e Universal Music. ■