“Vila Maria” é o novo livro de Miro Cardoso

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O autor apresenta a nova obra na Biblioteca Municipal no próximo sábado. Este é já o seu terceiro livro

História de paixão, morte, intriga e terrorismo dá mote ao novo livro de Miro Cardoso, que vive no Nadadouro

Miro Cardoso apresenta o seu novo livro no próximo sábado, 14 de janeiro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal. Designa-se “Vila Maria” (Cinco Livros) e trata-se de uma trama que se passa em Ponte de Lima. “Já vendi vários exemplares não só para alguns amigos cá como em vários países estrangeiros”, referiu o autor, de 68 anos, que também se dedica à escrita poética.
Este é já o terceiro livro deste poveiro, que emigrou para França, onde trabalhou na construção civil, e, após uma viagem a Ponte de Lima, decidiu situar a sua nova narrativa naquela localidade, banhada por um rio e com várias casas senhoriais. Uma destas últimas, tem como herdeira Alice, que teve a ideia de a transformar num alojamento local. Assim, em “Vila Maria” vai hospedar-se Carmen, uma espanhola que é uma das personagem principais desta narrativa. pois vai aparecer morta no rio Lima. A trama do livro vai centrar-se na descoberta de quem matou esta mulher. Terá sido o marido ou o jovem amante, Tó, “que adorava Carmen, que era uma mulher muito linda?”, descreveu o próprio autor que, com esta narrativa, se estreia nos romances policiais. Da trama, passada no Norte do país ainda faz parte um grupo terrorista, que é oriundo da Galiza.
“Quando estava a escrever, a minha história parecia quase um filme!”, disse Miro Cardoso, também autor de outras livros como “Poemas de Amor” e “Histórias de Uma Vida”. Neste último, conta acontecimentos relacionados com a sua própria vida como o facto de ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) em 2011, altura em que ainda vivia emigrado em França. O seu casamento também terminou nessa data e a obra centra-se em como foi recuperar do seu problema de coração, que lhe paralisou o lado direito. Nessa recuperação, Miro Cardoso revela que as suas caminhadas à beira-mar na Foz do Arelho foram terapêuticas e essenciais para que ele tivesse conseguido recuperar a sua autonomia.
Tal como em relação à sua obra anterior, este antigo proprietário de cafés volta a dizer que não pretende usufruir dos lucros obtidos com as obras. Pagos os custos, o restante servirá para ajudar o seu neto, que “sofre de autismo profundo”.
Este autor continua dedicado a escrever uma obra sobre as vivências passadas em Angola. “Nunca lá estive mas estou a pesquisar e a recolher testemunhos de quem lá combateu e viveu vários anos”, rematou o autor que vive no Nadadouro onde também se dedica a pintar. Em relação à escrita, o autor disse à Gazeta das Caldas que, em breve, se vai dedicar a escrever um livro que se vai passar nesta região. ■