Badminton: Caldenses caíram no primeiro dia dos Internacionais de Portugal

0
74
Madalena Fortunato tem apenas 16 anos e fez a estreia na seleção nacional sénior e em torneios internacionais seniores

Catarina Marques e Madalena Fortunato (MVD) representaram as Caldas no campeonato

Os 56ºs Internacionais Portugueses de Badminton realizaram-se no Centro de Alto Rendimento, nas Caldas, entre os dias 6 e 9 de maio. A prova trouxe à cidade centenas de atletas de vários países. As caldenses Catarina Marques e Madalena Fortunato estiveram em prova.

Catarina Marques, de 20 anos, apanhou pela frente a compatriota Adriana Gonçalves

Catarina Marques calhou com a portuguesa Adriana Gonçalves. Antes do jogo lamentou a ausência de público. “É uma pena que as pessoas não possam ver ao vivo, é algo que nos dá mais força”, disse à Gazeta a jovem, de 20 anos, que se mostro feliz por “participar em mais um campeonato internacional em casa”.
“É sempre vantajoso no CAR, porque permite jogar com atletas de outros países e conhecer outros ritmos de jogo”, declarou.
Depois do jogo, que perdeu por 21-8 e 21-11 em 17 minutos, elogiou a sua adversária e prometeu continuar a trabalhar para melhorar.
Já Madalena Fortunato, de apenas 16 anos, assinou a primeira participação em internacionais seniores, que coincidiu com a primeira chamada à Seleção Nacional. À partida para o jogo com Helis Pajuste (Estónia), Madalena assumia que jogar em casa “dá um conforto diferente”. “Conhecemos o campo e o pavilhão, estamos mais à vontade e com uma confiança extra”, notou. Sobre a primeira experiência na seleção disse que “foi uma recompensa pelo trabalho” e que foi “muito bem acolhida. Aprendi com jogadores mais velhos”.
No final do jogo, que discutiu taco-a-taco (perdendo por 21-17 e 21-18 em 31 minutos), considerou ter sido “uma experiência boa, que permite aprender com realidades diferentes da nossa. Com a idade que tenho, ter a possibilidade de ter esta experiência ajuda-me a crescer”, afirmou.

Vencedores
Os dinamarqueses foram os grandes vencedores com a vitória nos singulares masculinos (Ditlev Holm), nos pares masculinos (Mads Kolding e Frederik Søgaard) e nos pares femininos Kati-Kreet Marran e Helina Rüütel. Nos singulares femininos venceu Laura Sarosi (Hungria) e nos pares mistos os ingleses Callum Hemming e Jessica Pugh.
A organização, em tempos de pandemia, obrigou a adaptações, como a criação de um laboratório para realização de testes à covid-19, para facilitar a vida aos atletas que precisam do mesmo para viajar. Tratou-se de uma parceria com o Laboratório Joaquim Chaves, com os testes a serem pagos pelos atletas, mas a um preço mais acessível. Este ano, a prova bateu o recorde de inscrições, o que obrigou a um aumento do número de veículos alocados (dois autocarros, um minibus e seis viaturas de nove lugares). Por outro lado, a organização teve de encaminhar atletas para uma terceira unidade hoteleira.
O campeonato foi transmitido online. A prova voltou a contar com a presença de quase 70 alunos da Escola Secundária Bordalo Pinheiro, que foram juízes de linha e que trataram dos meios audiovisuais do evento. Patrícia Rosa, da Federação Portuguesa de Badminton, revelou que “houve um aumento da procura porque muitos eventos estão a ser cancelados e porque existe confiança na nossa organização”. A dirigente salientou o peso económico do evento, numa época em que se procura a retoma do turismo. ■